Guia do Professor : Comércio Triangular Introdução



Baixar 14.47 Kb.
Encontro04.08.2016
Tamanho14.47 Kb.
Guia do Professor : Comércio Triangular
Introdução

Com a descoberta de novas terras além do Oceano Atlântico no século XV, as potências marítimas européias, ou seja, Portugal e Espanha estabeleceram colônias que atendessem seus interesses mercantilistas. Além de colônias na África, Portugal formou na América uma colônia denominada Brasil, cujas ligações comerciais com a metrópole e demais colônias portuguesas, fizeram do Atlântico, também conhecido como Mar Oceano, um palco de viagens e perigos em busca do lucro comercial.

Este objeto tem como foco estimular o aprendizado do aluno acerca de um tópico tão estudado em História Moderna, o Mercantilismo, que assume o papel do comércio triangular. Dessa forma, ou melhor, com esses estimulo o discente poderá vivenciar a realidade mercantil dos séculos XVI e XVII através da simulação de um comércio marítimo em três continentes.
Objetivo

Fixar e otimizar o aprendizado e a aplicação dos conceitos mercantilistas vigentes na época abordada no objeto.


Pré-requisitos

Os conteúdos que abrangem o mundo mercantilista e colonial devem ser previamente desenvolvidos para o exercício da atividade em questão, ou seja, o aluno deve ter alguma noção do assunto tratado pelo objeto.


Tempo previsto para atividade

Visando a diversidade de escolhas propostas no objeto, acreditamos que duas horas/aula são suficientes para o desenvolvimento da atividade proposta. Sugerimos que, em instituições com recursos de informática limitados, sejam feitos pequenos grupos e que o tempo para a atividade seja dirigido pelo professor.


Na sala de aula

Como referido anteriormente, o professor deverá ter desenvolvido o conteúdo necessário para melhor aproveitamento do objeto. Após a utilização do mesmo, debater com os alunos a respeito de suas experiências com o jogo e do destino das riquezas de Portugal.

A inclusão do objeto como parte do plano de ensino ou como atividade complementar fica a critério do professor.

Através da simulação de participar de uma frota comercial, o aluno será estimulado a perceber um pouco da mentalidade vigente na época, os mecanismos políticos e econômicos demonstrados, utilizando tais estímulos para fazer escolhas mais vantajosas através do pensamento moderno, fazendo mostrar assim que todas as pessoas são agentes históricos.


Questões para discussão

Abordar as trocas comerciais, as rotas marítimas do Atlântico e o objetivo do comércio colonial.





Na sala de computadores

Utilização individual ou em grupo do objeto de acordo com os recursos disponíveis na unidade de ensino.

Desafio para que numa competição sadia, os alunos façam escolhas para maior enriquecimento do saber acerca do assunto tratado.
Preparação

O professor deve desenvolver o conteúdo abordado no objeto antes da utilização do mesmo. Após o exercício da atividade, acreditamos que a discussão proposta nesta é essencial para a conclusão daquilo que for desenvolvido.


Material necessário

Depende do que for proposto pelo professor. Sugerimos ao mesmo pedir aos alunos fazerem um diário de bordo, anotando as rotas, trocas comerciais e acontecimentos ocorridos durante a sua “viagem”.


Requerimentos técnicos

Computadores com internet que possibilitem a utilização do flash.


Durante a atividade

O aluno deve ter autonomia para fazer suas próprias escolhas, do modo que achar conveniente. O professor pode instigá-los a pensar como esses comerciantes/mercadores agiam ao tratar seus negócios.


Depois da atividade

Fazer discussão proposta no objeto ou o que o professor planejar para a conclusão da atividade.


Questões para discussão

Propondo-se a transversalidade do tema abordado com o mundo atual, podem-se propor os seguintes questionamentos, dado a maturidade da faixa etária a que se propõe o objeto (14-18 anos):



  1. - Política de tributação vs pirataria ou contrabando;

  2. - A questão do imposto de importação como ferramenta de desenvolvimento do mercado interno (até que ponto isso funciona?)

  3. - O grande fluxo de riquezas que saiu das colônias rumo a Portugal realmente enriqueceu a metrópole? Qual a atual situação de Portugal diante da União Européia?

  4. - Relação dos incentivos de produção da época colonial com os incentivos internacionais atuais (biocombustíveis), bloqueio da concorrência de produtos similares aos “carros-chefe” das potências econômicas (tecnologia, medicamentos etc). Até que ponto a economia do livre comércio é verdadeira?

  5. - Em comparação com o comércio da época com o atual, realmente há livre comércio?

  6. - Não vivemos ainda sob uma “colonização velada” com nossas matérias-primas sendo patenteadas por outras nações em busca de lucro?



Dica

Aproveite os aspectos políticos e econômicos demonstrados no objeto para também abordar os aspectos sócio-culturais, numa atividade em grupos ou seminário.


Avaliação

O objeto de aprendizagem visa a fixação dos conteúdos apresentados como pré-requisitos a utilização do objeto. A forma de avaliação fica a cargo do professor, porém sugerimos que o mesmo discuta com os alunos sobre as opções que estes escolheram durante o jogo, mostrando dessa forma o contexto que vigorava na época que o objeto simula. O objeto por si só não tem a pretensão de ser usado como teste de conhecimento, mas como um recurso para estimular o aluno a pensar como eram feitas as negociações comerciais durante os séculos XVI - XVII no Império Português.


Atividades complementares

Após o uso do objeto, promova a integração de duas ou mais turmas para a troca de experiências a respeito do tema, dividindo-as em grupos que proponham questões para um debate.

Pesquisar o assunto em livros, sites e documentários.
Para saber mais:
www.suapesquisa.com/colonia/

www.historiadobrasil.net/escravidao/

www.brasilescola.com/historiab/escravidao-no-brasil.htm

www.xangosol.com/escravidao.htm

www.face.ufmg.br/novaeconomia/sumarios/v15n2/150201.pdf

http://pt.wikipedia.org/wiki/manufatura
Equipe História – UNIFRA
Conteúdo Pedagógico:

Paula Simone Bolzan Jardin

Dilson Vargas Peixoto

Fabiula S. Martins


Equipe de Apoio Técnico

Alex Marin

Fabrício Bohrer

Rafael Diel

Henrique Telles Neto

Vitor Bertoncelo






©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal