Guilherme Guinle



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Guilherme Guinle

Guilherme Guinle nasceu no Rio de Janeiro, em 1882. Sua família tornou-se, em 1892, proprietária da concessão da Companhia Docas de Santos, primeira sociedade aberta do país, criada para operar o maior porto brasileiro.

Engenheiro civil e empresário, formou-se pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, em 1905. Após formar-se, fixou-se por algum tempo na Bahia e envolveu-se na construção de usinas hidrelétricas. De volta ao Rio, fundou o Banco Boavista. Em 1918, passou a presidir a Companhia Docas de Santos, à frente da qual permaneceria até morrer. Dedicado às atividades filantrópicas, organizou em 1923 a Fundação Gaffrée Guinle, com o objetivo de prestar assistência médica à população carioca.

Entre 1931 e 1936, fez parte da direção do Centro Industrial Brasileiro (CIB), porteriormente rebatizado como Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJ). Durante a década de 30, realizou investimentos na exploração de petróleo, numa época em que ainda se discutia a existência do produto no subsolo brasileiro. Adepto de pontos de vista nacionalistas, segundo o historiador norte-americano Robert Levine, teria contribuído financeiramente com a Aliança Nacional Libertadora (ANL), frente política criada em 1935, reunindo diversos setores de esquerda a partir de uma base programática assentada no combate ao fascismo e ao imperialismo.

Durante o Estado Novo (1937-1945), foi vice-presidente do Conselho Técnico de Economia e Finanças do Ministério da Fazenda. Nesse órgão, manifestou-se contrário à participação de capitais estrangeiros na exploração das riquezas minerais brasileiras e defendeu a montagem de uma grande empresa estatal no setor siderúrgico. Em março de 1940, foi nomeado por Getúlio Vargas presidente da recém-criada Comissão Executiva do Plano Siderúrgico Nacional. Nesse posto, participou das negociações promovidas pelo governo brasileiro com vistas à obtenção de empréstimos no exterior que viabilizassem a concretização do referido plano.

Em abril de 1941, após a obtenção de financiamento junto ao Eximbank, nos Estados Unidos, ficou decidida a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que seria construída em Volta Redonda (RJ). Guinle foi, então, escolhido por Vargas para presidir a CSN. Deixou esse posto em 1945, mas permaneceria como membro do conselho consultivo da empresa até o fim de sua vida. Após a queda de Vargas, em outubro de 1945, ocupou por alguns dias a presidência do Banco do Brasil.



Morreu em Roma, em 1960.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]


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