Hermenêutica I b



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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO, CULTURA, ASSISTÊNCIA E RELIGIÃO

HERMENÊUTICA - I B


Leandro Tarrataca

Utilidade

  1. Este curso pode trazer benefícios pessoais, fazendo com que você se sinta mais confiante na compreensão das Escrituras.

  2. Outro benefício é resultante da adoção de método de método da interpretação da Bíblia, capacitando-o a ajudar outros em sua compreensão das Escrituras.

  3. Sua igreja é beneficiada, pois poderá contar com mais pessoas qualificadas no processo de ensino das Escrituras.


Perfil

O curso consistirá na apresentação de um processo que passo a passo o capacite a interpretar a Bíblia com eficiência.


Abordagem

  1. Começaremos com uma exposição geral da natureza das Escrituras, depois analisaremos procedimentos necessários para construir um “corpo” sólido de interpretação bíblica.

  2. Amostras dos passos serão fornecidas, bem como bibliografia que auxilie o aluno em seu crescimento como intérprete da Bíblia.


Alvo

  1. No final do curso o aluno apresentará sua interpretação de uma passagem bíblica sugerida pelo instrutor.

  2. No final do curso o aluno apresentará numa folha fornecida pelo instrutor uma avaliação “como estou me saindo”. Consistirá de perguntas gerais do curso com múltipla escolha.


Fonte

  1. As informações deste curso são resultado do programa de mestrado em ciências bíblicas em que os professores Dr. James Raiford e Dr. Nelson ministraram no C.T.S., com vasta bagagem e com as credenciais de doutores expedidas com honras pelo “Dallas Theological Seminary”.

  2. Exaustiva pesquisa bibliográfica.

  3. Minha própria experiência como interpreta da Bíblia.


Sucesso

Qualquer pessoa que siga corretamente o processo abordado será capaz de interpretar a Bíblia com qualidade. Conheço dezenas de pessoas que estão fazendo isso com grande sucesso. A Bíblia é sua natureza.


BÍBLIA

  1. Palavra de Deus: Ex 4:30; Js 24:2; Is 8:1; At 4:24-26; MT 1:22; 2:5, 15, 23; 13:35; 21:4.

  2. Inspirada: 2 Pe 1:20, 21; 2 Tm 3:16.

  3. Verbal: Palavras

  4. Planária: Totalmente inspirada.

  5. Inerrante: Não contém erro.



DEUS

HOMEM


ORIGINAIS



MUDANÇA

DE VIDA


MESAGEM

OUTROS

66 LIVROS

INTERPRETE

HEBRAICO

GREGO


VERSÃO

PORTUGUÊS


A Bíblia é uma biblioteca.

  • Antigo Testamento = 39 livros

    • Pentateuco = 5 livros

    • Históricos = 12 livros

    • Poéticos = 5 livros

    • Proféticos = 17 livros




  • Novo Testamento = 27 livros

    • Evangelhos = 4 livros

    • Atos = 1 livro

    • Epístolas = 21 livros

    • Profético = 1 livro


Do Termo:

  1. Origem da palavra:

Dizem que Hermenêutica vem do nome Hermes, deus da Mitologia Grega que servia de mensageiro dos deuses, transmitindo e/ ou interpretando suas mensagens.

  1. Sentido técnico:

“A ciência e arte de interpretar a Bíblia”.

Por que ciência e arte?



    1. Possui regras: estas podem ser classificadas e ordenadas sistematicamente.

    2. A comunicação é flexível: a aplicação de tais regras não deve ser mecânica, mas sim, artística.

A aplicação de tais regras não deve ser mecânica, mas artística.
Hermenêutica e as múltiplas áreas do estudo bíblico

  • Cânon

  • Crítica textual

  • Crítica histórica

  • Hermenêutica  Teologia Bíblica  Teologia Sistemática


Cânon: Estudo de canonicidade consiste em identificar a diferença entre livros inspirados e livros não inspirados.

Crítica textual: Também chamada de baixa crítica. Investiga o texto primitivo objetivando identificar o texto mais próximo do original possível.

Crítica histórica: Estudo da autoria, data, autenticidade, etc.

Hermenêutica/ Exegese: Exegese é a aplicação dos princípios da Hermenêutica para chegar-se a um entendimento correto do texto, o prefixo ex (fora de, para fora), indica que o intérprete está buscando tirar seu entendimento do texto, ao invés de empurrar sua opinião para dentro do texto, o que seria Eisegese.

Teologia Bíblica: Estudo da revelação divina, antigo e novo testamentos objetivando descobrir como esta contribuiu para o conhecimento dos crentes daquele tempo.

Teologia Sistemática: Estudo organizado de dados bíblicos de maneira lógica e não necessariamente histórica, objetivando reunir todas as informações sobre um determinado assunto.
Problemas na interpretação

A tarefa do exegeta é determinar ao máximo possível o que Deus quer dizer na passagem em questão. O que vale é a intenção do autor.


SIMBÓLICO, FIGURATIVO OU LITERAL?

A) Literal: Foi colocada na cabeça do rei uma coroa cintilante.

B) Figurativo: (Um pai bravo com o filho) “Na próxima vez que me chamar de coroa você vai ver estrelas ao meio dia.”

C) Simbólico: “Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça” Apocalipse 12:1


O CRITÉRIO PARA DETERMINAR O TIPO DE INTERPRETAÇÃO VALE PARA TODOS

OS TIPOS DE LITERATURA:

As palavras devem ser interpretadas de acordo com a intenção do autor”


Em busca da intenção do autor:

Princípios:

        1. Análise histórico-cultural;

        2. Análise léxico-sintática;

        3. Análise teológica;

        4. Aplicação.


Análise histórico-cultural

“Não remova os marcos antigos que puseram teus pais” PV 22:28.



  1. Não façam mudanças nas formas como sempre fizemos as coisas;

  2. Não furtar;

  3. Não mover marcos que orientam os viajantes de cidade para cidade;

  4. Nenhuma das alternativas;

  5. Todas as alternativas.


Análise histórico-cultural e contextual

Qual é o ambiente histórico geral em que o escritor fala?

Qual é o contexto cultural?

Qual a finalidade de seu livro?

Qual o contexto imediato da passagem?



D
POLITICAMENTE?
eterminando o ambiente histórico:




QUAL É A SITUAÇÃO

HISTÓRICA QUE ENFRENTAVAM?

ECONOMICAMENTE?

ESPIRITUALMENTE?



SOCIALMENTE?




COLAPSO

NERVOSO?

O QUE ESTÁ ACONTECENDO

COM O AUTOR DE LAMENTAÇÕES?



REAÇÃO


NORMAL

DE ANGÚSTIA?




Determinando o propósito de um livro:

  • Quem é o autor?

  • Quem era sua audiência?

  • Qual o propósito do seu livro?


Determinando o ambiente cultural:

  • Quais eram os costumes ou tradições da época?

Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor.” Marcos 7:11
“Quando determinamos o ambiente cultural isto nos ajuda a entender o significado de determinadas ações.” Exemplo: Marcos 14:12-14.
Determinando o propósito de um livro:

  • Observe a declaração explícita do autor ou repetição de frases.

  • Observe as exortações.

  • Observe as omissões e os problemas enfocados.


Determinando o contexto imediato:

  • Qual é o esboço do livro?

  • Quais são os principais blocos?

  • Como contribuem para o todo?

Exemplo: Carta de Judas:

Introdução: 1,2.

Propósito: 3,4.

Argumentação: 5-16.

Aplicação:17-23.

Conclusão: 24-25.



  • O que vem antes e depois?



1 COR. 2:9

?

?






  • A verdade declarada é prescritiva ou descritiva?

    1. Prescritiva: uma ordem.

    2. Descritiva: uma descrição.

  • A prescrição é geral ou especifica?

  • Quando há várias diferenças entre passagens prescritivas isto sugere que são específicas.

  • Quando há várias passagens coincidindo o ensino deve ser um indicativo de norma.

      • O ensino é central ou apenas detalhe auxiliar?

Prenda-se ao coração do texto: “Não sabeis que sois santuário de Deus...” 1 Co 3:16.

Análise léxico-sintática

      1. Identificando gêneros literários:

  • História

  • Biografia

  • Poesia

  • Profecia

  • Tratados doutrinários

  • Apocalíptico




      1. Identificando as divisões do texto:

Ex: 2 Co 6:14 // 7:1


      1. Identificando o sentido das palavras:

  • As palavras devem ser interpretadas em seu sentido normal e costumeiro.

  • As palavras devem ser avaliadas sob a luz da língua original. (um bom dicionário bíblico).

  • As palavras devem ser consideradas dentro do seu relacionamento com outras palavras.


Análise teológica

Observe as distinções teológicas:

    1. Diferença entre fé e obras.

    2. Diferença entre lei e graça.

    3. Diferença entre Israel e a Igreja.

    4. Diferença entre batismo no Espírito e enchimento do Espírito.

    5. Diferença entre arrebatamento e segunda vinda.

    6. Diferença entre Hades, Geena e Tártaros.

    7. Diferença entre Tribunal de Cristo para os salvos e o Grande Trono Branco.

    8. Diferença entre aplicação e interpretação.

    9. Diferença entre detalhe complementar e o ponto central. Ex.: João 15.

Hebreus 10:26-27  Deus fala comigo quando abro a Bíblia aleatoriamente!



Relação entre várias Passagens: Heb 5:11–6:3/6:4–12

Hebreus 5:1–10 discute as qualificações de Cristo como sumo sacerdote:



  1. Segundo a ordem de Melquisedeque (Versículos 6,10).

  2. Autor muda a discussão para Advertência 5:11–6:12.

A imaturidade dos leitores poderia limitá-los a entender plenamente o sacerdócio da ordem de Melquisedeque.

              1. Hebreus 5:11–14 reprova severamente a imaturidade espiritual, posto que seus leitores não estão aplicando os princípios da palavra de Deus, e assim sendo não estão discernindo entre aquilo que é bom e aquilo que é mau. Estes leitores haviam recebido a doutrina pôr um tempo considerável (v. 12), mas mesmo assim falharam em prosseguir para o amadurecimento de sua fé. Eles deveriam ser mestres, mas ainda estavam precisando de “princípios elementares” ou seja do B,A=BA da revelação de Cristo (1:1).

              2. Hebreus 6:1–3 o autor exorta seus leitores a saírem do B,A=BA e prosseguirem em direção a maturidade. a) O autor não fez uma revisão das questões básicas, mas os encorajou “a deixarem-se levar para o perfeito” (“maturidade,” v. 1). b) Os leitores são exortados a não lançarem novamente uma fundação, ou alicerce para sua fé. O autor apresenta seis objeções agrupadas em três pares: Arrependimento de obras mortas e fé em Deus (6:1), Batismos (ou lavagens) e imposição das mãos (6:2a) e Ressurreição dos mortos e juízo eterno (6:2b).




Maturidade é o alvo!


              1. Maturidade e crescimento na fé envolvem responsabilidade humana e soberania de Deus. “Isso faremos, se Deus permitir” (6:3). Noutras palavras maturidade espiritual depende da obediência do Cristão e da operação de Deus em sua vida. Deixar-se levar para a maturidade é uma possibilidade presente se Deus permitir. Por outro lado, se os leitores caírem é impossível outra vez renová-los (6:6).


Terra poluída por espinhos e abrolhos 6:4–12:

Hebreus 6:4–6

Conjunção designativa de causa (podendo ser traduzida“porque”), isto é o que podemos chamar de conector no versículo 6:4, unindo a idéia de prosseguir para a maturidade com a advertência para progredir.

Estas pessoas em foco haviam sido iluminadas “uma vez iluminados (“ser iluminado”) mencionado também em 10:32, o que significa que os leitores da carta haviam sido iluminados.

O autor nivela “iluminados” com a recepção plena do conhecimento da verdade. Isto sugere fortemente que iluminação se refere a regeneração: (Compare 2 Cor. 4:3–6). O autor só utiliza novamente o verbo iluminar no capítulo 10:32, que é usado como referencia a verdadeiros Cristãos.

O segundo fato sobre este grupo em foco é que eles haviam “provado o Dom celestial.”

O verbo grego é (“experimentar”). A mesma palavra é usada em 2:9, Cristo provou a morte por todo homem. “Dom” pode ser entendido tecnicamente como equivalente para graça.

Estes indivíduos são apresentados como sendo “participantes do Espírito Santo” usado em 3:1.

No capítulo 6:4, estes indivíduos são vistos como “parceiros” na atividade do Espírito Santo.

Hebreus 6:5 nos diz que estes indivíduos “provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro,” O termo “boa palavra de Deus” refere-se a era presente em que vivemos e “poderes do mundo vindouro” direciona a audiência para algo futuro. A “boa palavra de Deus” pode ser uma referência aos ensinos de Jesus sobre o Reino (Heb. 2:3). Os leitores haviam “experimentado”.

A expressão “caíram” aparece neste ponto. Em comparação com (10:25) podemos concluir que isto estava acontecendo com alguns deles. Assim sendo não era uma exortação hipotética.

A palavra “cair” ocorre unicamente aqui em todo o Novo Testamento.

O contexto Geral do livro, como: Hebreus 3:6, 14; 10:23–25, 35–39, sugere que o “cair ao lado” está relacionado com o afastamento da confiança Cristã bem como o afastamento das funções de adoração na casa de Deus.

A imaturidade e insensibilidade destes Cristãos os levou a “cair ao lado.” Uma escolha de abandonar sua confiança bem como sua função de adoração colocando os sob a posição de juízo descrita nos versículos 7,8.

Para aqueles que “caíram” (“impossível outra vez renová-los para arrependimento,” Heb. 6:6). (“renovar”) não é extático. Considerando que Deus é soberano ele é capaz de fazer qualquer coisa. Portanto é importante suprir o texto com “nós” ou “qualquer um” como sujeito intencionado. Assim o versículo seria lido: “Nos é impossível, ou para qualquer um, outra vez renová-los.” Isto seria uma tradução paralela do escritor para a exortação apresentada em 3:13, onde autor solicita sua audiência a exortarem-se mutuamente para que não endureçam o coração.

A advertência do capítulo 6 diz respeito ao perigo da insensibilidade espiritual bem como a imaturidade. O fato de pessoas “estacionarem” em seu crescimento poderia resultar em queda da sua confiança Cristã e na sua participação na adoração na casa de Deus 3:1, 4:13.

1. Uma vez que isto ocorresse, estes indivíduos estariam acima do arrependimento que o encorajamento dos irmãos poderia produzir para levá-los em direção da maturidade Cristã. Estariam tão endurecidos que nenhuma persuasão Cristã os poderia renovar.

O termo é entendido como “crucificar” de novo. O autor esta dizendo que aqueles que renegam a Confiança Cristã e a adoração na casa de Deus, estão enfileirando-se com aqueles que crucificaram Jesus. Em seus corações e mentes eles tornam-se um com aqueles que colocaram Cristo para morrer na Cruz. Eles expõem o filho de Deus à ignomínia. Ou seja, aliando-se com aqueles que detestavam o Messias, estariam colocando o nome de Cristo em Desgraça pública.

Este era o resultado da imaturidade espiritual e de um coração insensível. Tornavam-se impenetráveis pelas exortações dos outros Cristãos que os chamavam de volta ao arrependimento. Do ponto de vista humano a restauração é impossível e portanto o juízo deveria ser aguardado.


Hebreus 6:7–8

A ilustração da natureza formam uma palavra profética e escatológica da situação.

1. A ilustração mostra que o juízo está em perspectiva. Este é um julgamento temporal ou um juízo para a condenação eterna? A conjunção (“porque”) liga a ilustração de 6:7–8 com a seção anterior, demonstrando que os mesmos leitores estão em perspectiva desde 5:11–6:6. “Porque a terra que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ela,” esta cláusula é o sujeito dos versículos 7–8. A mesma “terra” está em perspectiva nos dois versículos. A diferença é encontrada no resultado do recebimento da chuva. A terra do versículo 7 produz vegetação, erva útil. Esta recebe a benção de Deus.

Contextualmente isto ilustra o Cristão que obedientemente escolhe continuar em direção da maturidade. O resultado é apresentado no versículo 10, a benção de Deus está implícita pela expressão: Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho”.

2. Hebreus 6:8 mostra o lado negativo da ilustração. A terra deste versículo é a mesma do versículo 7 porém aqui está produzindo “espinhos e abrolhos” Uma produção inútil. Esta condição é análoga, ou comparativa com os leitores que não estavam caminhando para a maturidade 5:11–14. O Cristão imaturo e insensível irá produzir espinhos e abrolhos.

Três frases são descritas para demonstrar a inutilidade desta terra: “rejeitada/ desqualificada”, “perto da maldição”, e “o final é ser queimada”. Normalmente significa ser desqualificado ou reprovado. Em 1 Coríntios 9:27 Paulo refere-se a sua dedicação para ser fiel a vida Cristã. Ele usa a metáfora de competir nos jogos e por esta razão ele disciplina-se para que não venha a ser “desqualificado”.

A “maldição” de Hebreus 6:8 é distinta daquela descrita em Gn. 3. Em Hebreus a maldição vem por causa dos espinhos, em Gênesis os espinhos vem por causa da maldição. Há uma inversão de causa e efeito entre Gênesis e Hebreus, aqui a terra não está cumprindo sua função natural, produzir vegetação útil.

3. Moisés ensinou o princípio de que a obediência traria benção sobre Israel e a desobediência traria a maldição Deut. 28–30. No Antigo Testamento a maldição era temporal, não soteriológica em natureza e não resultava em condenação eterna.



              1. O ensino de benção por obediência e maldição por desobediência era uma parte integral da lei judaica bem como do seu pensamento. É razoável entender que os leitores Judeus desta carta intitulada Hebreus, depois de terem se tornado Cristãos veriam este principio num sentido individual e não nacional.

              2. Este princípio é paralelo ao ensino da produção do solo. Se a terra produz ervas úteis, recebe a benção de Deus (Heb. 6:7). Se produz espinhos, torna-se desqualificada. A analogia é clara: Obediência na vida do Cristão resulta em benção; desobediência na vida do Cristão resulta em inutilidade para Deus e disciplina da parte do Senhor (12:5–11).

4. Imagem da Agricultura continua: “esta pronta para ser queimada” (6:8). A metáfora de “ser queimada” tem levado pessoas a pensar que o versículo se refere ao inferno. Isto é exigir mais do que a metáfora apresenta e ignora o contexto imediato. O Contexto é um chamado para que os Cristãos busquem maturidade. O perigo em pauta é insensibilidade no ouvir o que pode resultar em desqualificação e conseqüentemente disciplina.

Além do exposto, a analogia de “queimar” esta ligada exclusivamente ligada aos espinhos e abrolhos e não na destruição da terra.

Biblicamente a disciplina de Deus sob seus filhos tem o propósito de trazê-los de volta e fazê-los “produtivos.” (1 Cor. 5:5; 1 Tim. 1:20; Heb. 12:5–11).

5. Uma perspectiva escatologica também está implícita. Para o Cristão todos os seus motivos inúteis, pensamentos e ações serão queimados diante do trono de Cristo (Rom. 14:10–12; 1 Cor. 3:10–15; 2 Cor. 5:10).

Paulo usa uma imagem idêntica em 1 Coríntios 3:9–15: “lavoura de Deus/manifesta se tornará a obra de cada um”. Teste de qualidade a fogo, será salvo como que através do fogo.”

Ainda que esteja em pauta juízo temporal em Hebreus 6:5-8, uma perspectiva escatológica parece estar implícita. Os termos “desqualificado” e “queimar” sugerem perdas futuras.

A posição do Cristão é soteriologicamente estabelecida com base na graça pela fé somente. (Efésios 2:8–10; Tito 3:3–7). Portanto o Cristão nunca será julgado no que diz respeito ao seu destino eterno (João 5:19–29; Rom. 3:21–30; 8:1; 2 Cor. 5:17; 1 João 5:13). Por outro lado, as Escrituras ensinam que os Cristãos são e serão avaliados para receberem recompensas ou perdas pôr suas motivações inúteis, pensamentos e ações como discípulo de Cristo.

6. Para os leitores Hebreus, falhar em prosseguir para a maturidade resultaria em disciplina temporal. Considerando Hebreus 3:1– 4:13, é possível que se referi-se a perda da vida física (compare: 1 Cor. 11:30; 1 João 5:16–17). Teologicamente é claro que a infidelidade resultará em perda de recompensas diante do trono de Cristo.
Métodos de Estudos Bíblicos


  1. Método Sintético

    • Vê o livro como uma unidade.

    • Procura compreender o livro como um todo.

    • Busca o esboço geral do argumento e aplicação geral




  1. Método Biográfico

  • Aproximação de um livro, para retratar as suas personalidades e deduzir os princípios que regulam e governam suas vidas.




  1. Método Histórico

  • Reproduz o fundo histórico e geográfico do livro e procura demonstrar como essas coisas afetam sua interpretação. (Ex. 1 Ts 1:7-8).

  • Reproduz o fundo histórico e geográfico do livro e procura demonstrar como essas coisas afetam sua interpretação. (Ex. 1 Ts 1:7-8) Via Ignácia uma das mais importantes estradas Romanas passava bem no meio de Tessalônica.




  1. Método Teológico

  • Codifica os ensinamentos do livro de conformidade com as várias doutrinas ali apresentadas, e explica sua ênfase espiritual.




  1. Método Tópico

  • Extrai do próprio texto todas as referências a um dado tópico, traduzindo seus contextos num ensino unificado sobre o tema, como liberdade, santidade ou filiação.




  1. Método Analítico

  • É Exatamente o oposto do Método Sintético. Envolve um exame detalhado do texto ou de uma porção isolada do mesmo, analisando a sua estrutura gramatical e mediante a formulação de um esboço detalhado, expressando exatamente o significado dessa estrutura.




  1. Método Devocional

  • Procura aplicar o significado da linguagem à vida pessoal do leitor.


Qual é o melhor método?

Método Sintético

Método Biográfico

M
Combinar todos é a melhor opção!


étodo Histórico

Método Teológico

Método Tópico

Método Analítico

Método Devocional
Pergunte:

Porque este livro foi escrito?

Pessoas:Quem?

Eventos: Onde? O que?

Lugar: Onde?

Tempo: Quando?

Quantidade: Quantos
Dicas:


  • Identifique os ensinos do texto e como podem mudar sua vida;

  • Identifique se há algum pecado descrito;

  • Identifique se há alguma ordem a ser seguida;

  • Identifique se há alguma promessa.

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Faculdade Teológica A.B.E.C.A.R.





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