História 1ª questãO



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Centro Educacional Charles Darwin
VestUfes 2001 - 2ª Fase - 17,18 e 19/12/00
Questões resolvidas pelos professores do Centro Educacional Charles Darwin



HISTÓRIA

1ª QUESTÃO:
Enquanto a fragmentação e o particularismo ainda vigoravam no restante do continente europeu, Portugal foi pioneiro no processo de centralização política.
Explique esse pioneirismo com base no processo de Reconquista da Península Ibérica em relação
a) à distribuição de terras;
b) à expulsão dos mouros.

RESOLUÇÃO:
a) As progressivas campanha militares da Reconquista Cristã na Península Ibérica, as quais culminaram com a formação do reino português, no Século XII, fomentaram a prática da distribuição de terras entre os membros da nobreza guerreira, como era característico das relações feudo-vassálicos durante a Baixa Idade Média. Nos governos de D. Dinis e D. Fernando I, estabeleceram-se os princípios sobre o controle real em relação a posse de terra, em que era facultado aos monarcas portugueses intervir nas propriedades da nobreza e do clero, quando estas não estivessem sendo ocupadas e exploradas sistematicamente, subordinando juridicamente a posse fundiária à autoridade real.

b) A guerra de expulsão dos muçulmanos (mouros), os quais ocupavam a boa parte do território da Península Ibérica, entre os séculos VIII e XV, possibilitou a concentração da autoridade real e a aproximação das camadas sociais ligadas ao comércio, pesca e artesanato, como forma de se garantir a segurança interna e a consolidação das fronteiras nacionais, sobre as regiões retomadas aos muçulmanos.



2ª QUESTÃO:
"A implantação do regime republicano não modificou a situação das famílias de trabalhadores do campo que representavam naquela época mais de dois terços da população nacional. As grandes propriedades continuavam imperando tanto no litoral quanto no interior do país [...].
No Nordeste, estagnado economicamente, a situação agravava-se em conseqüência das terríveis secas que se sucederam no final do século passado. [...].
Uma das mais significativas e comoventes demonstrações da resistência sertaneja à opressão foi a Revolta de Canudos, [...]. Seu líder foi o beato Antonio Mendes Maciel, o Antonio Conselheiro."
ALENCAR, F. et al. História da sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1979. p. 217/218.

O texto comenta o momento histórico no qual ocorreu a guerra de Canudos (1893/1897), no sertão da Bahia, considerada um dos movimentos populares mais violentamente reprimidos no Brasil.


Explique
a) o interesse dos "coronéis" em reprimir o movimento;
b) o anti-republicanismo atribuído ao movimento.

RESOLUÇÃO:
a) O movimento de Canudos feria os interesses da elite agrária do nordeste brasileiro, na medida em que a ação dos camponeses liderados por Antônio Conselheiro, constituía uma alternativa expontânea e coletivizada à exploração imposta pelos grandes latifundiários. O fato é que o movimento chegou a reunir cerca de 20 mil sertanejos, no Arraial do Belo Monte, onde organizou-se a produção das bases comunitárias, aliada a um código de conduta inflexível demarcado pelo fanatismo religioso. Canudos celebrava a contestação da ordem oligárquica inaugurada pela República dos Coronéis (1894-1930), desafiando a estrutura econômica, baseada na exploração da miséria dos pequenos agricultores.

b) Entre os elementos responsáveis pela eclosão da guerra de Canudos, destaca-se o aspecto autoritário que revestiu as mudanças institucionais do Brasil, em fins do século XIX. A obrigatoriedade do casamento civil, a imposição da documentação cartorial para o reconhecimento da posse efetiva da terra, a qual serviu de instrumento para expansão do poderio dos grandes fazendeiros, além do recrudescimento da política fiscal, somaram-se ao espírito messiânico da religiosidade dos rebeldes de Canudos, os quais passavam a rejeitar as mudanças introduzidas pela República, em favor do retorno às relações de poder de um passado idealizado, todavia, confortador.



3ª QUESTÃO:

Neonazismo é questão de segurança nacional
Alarmada com aumento da violência no Leste, Alemanha passa a tratar ataques racistas como ameaça ao país

BERLIM. A violência da extrema-direita corrói a Alemanha de forma nunca vista desde o fim da ditadura de Hitler...


O GLOBO, 17-9-2000.

O neonazismo atual tem suas raízes em idéias nazistas que surgiram e se fortaleceram no intervalo entre as duas grandes guerras mundiais.


Relacione, no período de entreguerras,
a) a crise de 1929 com a ascensão do nazismo;
b) a ideologia racista com o nazismo.

RESOLUÇÃO:
a) A internacionalização da crise de 1929, iniciada nos E.U.A., afetou a economia alemã ao provocar a interrupção do apoio financeiro norte-americano com o Plano Dawis, bem como a repatriação destes capitais. O resultado, para a Alemanha, foi uma forte recessão econômica e o acirramento dos problemas sociais, tais como o desemprego. No plano político, ocorre o desgaste do modelo liberal assegurado pela "República de Weimar" e a tendência à intensificação da polarização político-ideológica entre comunistas e nazistas. É nesse contexto que o Partido Nazista consegue despontar, apresentando seus parâmetros ideológicos como alternativas, tanto à incapacidade política-liberal perante a crise, quanto a ameaça de ascensão política dos comunistas. Com o apoio de setores da alta burguesia industrial e da classe média, temerosos da ameaça comunista, os nazistas conseguem articular a chegada ao poder político, a qual ocorre com a nomeação de Hitler ao cargo de chanceler (primeiro-ministro) em 1933.

b) A proposta ideológica nazista contém como um de seus pressupostos básicos a afirmação da superioridade da "raça ariana". Tal intento contribuiu, em especial, para justificar o forte anti-semitismo, o que serviu aos propósitos do Estado nazista de: expropriar as capitais concentradas pela enriquecida burguesia financeira judaica, transferindo-os aos investimentos na recuperação econômica, com base na indústria bélica; utilizar os judeus como mão-de-obra semi-escrava, de baixo custo, contribuindo para a elevação dos lucros do empresariado alemão. Por outro lado, o paradigma da superioridade racial também se expressou na glorificação das ações bélicas expansionistas, necessária para a consolidação do projeto de formação do III Reich alemão, fundada na teoria do "Espaço Vital".



4ª QUESTÃO:
Juan Domingo Perón foi um dos governantes populistas mais conhecidos da América Latina. Explique as seguintes características do governo peronista:
a) o justicialismo;
b) o controle do Estado sobre a economia.

RESOLUÇÃO:
"O populismo é um movimento totalizante, integrando grupos e classes sociais na luta pelo poder e pelo desenvolvimento econômico" na definição de Octávio Ianni, retirada da apostila de revisão do Darwin. Getúlio Vargas, Lázaro Cárdenas e Juan Domingo Peron foram os mais importantes representantes do populismo latino-americano. O vestibulando deveria associar o justicialismo com o trabalismo, caracterizado na Argentina por uma política assistencialista para com o operariado urbano e nesses governos populistas predominava uma política econômica nacionalista e estatizante. Em síntese o peronismo (ou justicialismo) baseou-se em um política populista de cunho nacionalista, também inspirada nas doutrinas fascistas, propagadas após a Primeira Guerra Mundial.


5ª QUESTÃO:
O programa de erradicação dos cafezais promovido pelo Governo Federal através do Instituto Brasileiro do Café (IBC), durante as décadas de 50 e 60 deste século, foi iniciado no Espírito Santo, no Segundo Governo Carlos Lindenberg (1959-1962).
a) Explique por que o Espírito Santo foi alvo desse programa.
b) Relacione a implementação desse programa com o êxodo rural capixaba da década de 60.

RESOLUÇÃO:
O jornal "A Gazeta" de domingo (17/12), na página 3 do primeiro caderno, apresenta uma entrevista com o ex-governador Christiano Dias Lopes Filho, em que este fala sobre os desafios a serem enfrentados pelo Espírito Santo no novo milênio. Nessa entrevista, comentou o programa de erradicação dos cafezais na década de 50 e 60.
O vestibulando deveria lembrar que, na época citada, a economia capixaba foi afetada por uma combinação de eventos. A erradicação das nossas lavouras de café foi decidida pelo governo federal, trazendo depressão econômica. O governo federal chegou a conclusão de que o café capixaba não era bom para exportação e determinou a erradicação dos cafezais, procurando diversificar a economia local.
Com a criação do FUNRES, do GERES e, mais tarde, do BANDES e do CIVIT, surgiam os grandes projetos industriais, o que, aliado ao programa de erradicação, provocou êxodo rural, com grande deslocamento da população do interior para a capital.
Catálogo: prevestibular


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