História da abrapee: por que e para que se organiza uma associação científica



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Anais do XVIII Encontro de Iniciação Científica – ISSN 1982-0178

Anais do III Encontro de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – ISSN 2237-0420

24 e 25 de setembro de 2013

História da ABRAPEE: por que e para que se organiza uma associação científica

Annelize Godinho Jacoby

Faculdade de Psicologia

Centro de Ciência da Vida

annelize.gj@puccampinas.edu.br



Raquel Souza Lobo Guzzo

Avaliação e Intervenção Psicossocial: Prevenção, Comunidade e Libertação

Centro de Ciências da Vida

rguzzo@puc-campinas.edu.br




RESUMO

O presente estudo se propôs, a partir de um levantamento histórico, discutir a relação entre a fundação da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional e o fortalecimento da área. Foram analisados artigos científicos publicados em bases de dados online, bem como Anais do primeiro e segundo Congresso Brasileiro de Psicologia Escolar e Boletins Informativos publicados pela Associação. Os dados apontam, de forma geral a) que as discussões predominantes nos anos iniciais da Associação se referiam à identidade e reconhecimento do profissional, tal como à necessidade de redirecionamento de suas práticas; b) a preocupação com a relação entre teoria e prática, de forma que as transformações pretendidas sejam efetivadas; c) um aumento significativo das publicações científicas da área nos últimos anos. Nota-se, portanto, que a produção científica na área de Psicologia Escolar tem um crescimento marcado pela relevância alcançada pelo tema, cuja discussão teve seu foco inicial na própria identidade da profissão e, atualmente, caminha para um caráter de intervenção.




Palavras-chave: Psicologia Escolar, História da Psicologia, História da ABRAPEE

Área do Conhecimento: Ciências Humanas, Psicologia, História da Psicologia

1. INTRODUÇÃO


1.1 Surgimento da Psicologia Científica

A Psicologia, embora já imbricada em outras áreas do saber, é legitimada enquanto um campo científico – e, portanto, com finalidade e objeto de estudo definidos - somente após o século XVIII, quando ainda prevalece, no pensamento Romântico e Iluminista, a soberania do sujeito [9].

No Brasil, o percurso se dá inicialmente de forma semelhante, tal como é tardia sua autonomia enquanto produtor de uma ciência que de fato se aplicasse às condições particulares do próprio país. Antunes [2] divide a história da Psicologia no Brasil em cinco períodos 1) pré-institucional (período colonial), 2) institucional (século XIX), 3) autonomização (1890-1930), 4) consolidação (1930-1962) e 5) profissionalização (1962 em diante), dentre os quais é apenas no quarto período, em 1930, que são construídas as primeiras associações de Psicologia, tais como as primeiras revistas científicas e os primeiros cursos de formação de “psicologistas”. Nesse momento, a dispersão da Psicologia em diversos campos de aplicação promove uma consolidação dos saberes e das práticas dessa ciência autônoma, que precede a regulamentação da profissão do país em 1962, marco do quinto momento postulado pela autora.


    1. Psicologia Escolar/Educacional

Almeida e Guzzo [1] sistematizaram cinco momentos na história da relação entre Psicologia e Educação. A Psicologia, inicialmente, era parte do conhecimento básico para a formação de professores alfabetizadores e fundamentava a avaliação e tratamento de crianças à época consideradas portadoras de “dificuldades ou distúrbios de aprendizagem”. Em um segundo momento, a Psicologia contribuiu para os processos de orientação de jovens na escolha da profissão por meio da “orientação vocacional”. Esses dois momentos tiveram como predominância a ênfase sobre a avaliação e diagnóstico das características psicológicas dos estudantes.

No terceiro momento, as contribuições da Psicologia para Educação se deram no plano da teoria e prática, relativas à aprendizagem e desenvolvimento humano e, sobretudo, à aprendizagem escolar. Esse momento resultou em uma prática mais incisiva no contexto educativo, inclusive na formação de professores.

O quarto momento decorreu dos processos internos ao movimento da educação e da própria Psicologia. De uma imagem centrada na aprendizagem na escola, a educação passou a ser definida como um processo de desenvolvimento integral e a Psicologia, por sua vez, direcionou-se mais intensivamente a uma preocupação preventiva. Em seguida, conforme essa referência, os profissionais exigiram uma maior compreensão do papel da Educação e da função do psicólogo nesse contexto e o foco de interesse passou a abarcar os processos de desenvolvimento humano, prevenção e qualidade de vida.

O último período é descrito como a renovação do trabalho desse profissional a partir da interface da Psicologia Educacional e Escolar com a Psicologia Social e Comunitária, quando passaram a ser desenvolvidas propostas dirigidas a todos os envolvidos no processo educativo.



    1. A Criação da ABRAPEE

A crise de posições teóricas, práticas e a necessidade de construção de novas bases para a Psicologia Educacional e Escolar também pode ser uma das explicações para a emergência da necessidade da construção de uma associação científica específica da área.

Especificamente por meio de professores da área de Psicologia Escolar da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, teve início um movimento pioneiro de organização da Associação Científica de Psicologia Escolar e Educacional e do I Congresso Nacional de Psicologia Escolar (CONPE), que ocorreu em 1991 na cidade de Valinhos-SP. Nesse Congresso, a ABRAPEE foi instituída e foi formada sua primeira diretoria, bem como foi criada a primeira revista com conteúdos específicos da área: “Psicologia Escolar e Educacional”.

Graças ao sucesso do evento e à criação da ABRAPEE, o próximo Congresso organizado pela Associação, o II CONPE, foi realizado em 1994 em parceria com a ISPA, juntamente com o XVII Congresso Internacional de Psicologia Escolar, pela primeira vez no Brasil, dentro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

É neste ínterim que se justifica a necessidade do presente estudo, que é parte de um projeto de investigação cuja proposta é relacionar a questão da identidade do psicólogo escolar e do fortalecimento da profissão com a criação da ABRAPEE1 Praticamente, não existe nenhum estudo abrangente que aprofunde a temática da construção desta instituição, a qual tem tido importância indiscutível para a organização desta área no Brasil.

Uma análise pormenorizada deste histórico, relacionando indicadores presentes na realidade da profissão, poderá contribuir para a preservação da memória institucional da própria Psicologia no Brasil, bem como ser uma fonte importante aos pesquisadores da Psicologia Educacional e Escolar.
OBJETIVOS

Objetivo Geral

Estudar a relação da criação de uma Associação Científica - no caso, a ABRAPEE - com o fortalecimento da Psicologia Escolar como ciência e profissão no Brasil, a partir de uma perspectiva histórica.



Objetivos Específicos

  1. Analisar a produção científica da área, através das bases de dados online (SCIELO e PePSIC)2;

  2. Analisar a história da trajetória da ABRAPEE, temáticas e discussões empreendidas ao longo do tempo, por meio dos Boletins publicados pela Associação entre os anos de 1992 a 2000;

  3. Analisar elementos da produção científica da área presentes no acervo documental da ABRAPEE (Anais do I e II Congresso Nacional de Psicologia Escolar).


MÉTODO

Metodologia

O presente estudo foi desenvolvido tendo como fundamento o Materialismo Histórico e Dialético e considera, portanto, o caráter essencial do conhecimento histórico para efetivar práticas condizentes e transformadoras da realidade.

Considerando o teor de historicidade deste trabalho, deve-se ressaltar que seu objetivo não é resgatar o passado tal como se deu na sua totalidade, mas buscar, dentre os elementos disponíveis, a organização e compreensão da dinâmica de seu movimento, tal como de suas contradições. Parte-se do pressuposto de que compreender o passado e seu processo de construção possibilitará a elucidação do presente, no qual o passado se encontra como uma determinação e base de sustentação [5].

Desenvolvimento Metodológico3

Primeiramente, foram utilizadas como fonte de dados, em razão de sua amplitude de rastreamento online, duas bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SCIELO)4 e Periódicos Eletrônicos em Psicologia (PePSIC)5 e escolhidas as seguintes palavras-chave: Psicologia Escolar, Psicologia Educacional, Psicologia e Educação e Psicólogo Escolar, a partir das quais foi realizado um levantamento de artigos ordenados por base de dados, palavra-chave e data de publicação.

Em um segundo momento, foram identificadas, no acervo pessoal da Coordenadora do Grupo de Pesquisa e no arquivo da ABRAPEE6, as edições disponíveis dos Boletins da ABRAPEE, de 1992 a 2000, a partir das quais foi realizado um progresso temático de acordo com as principais questões levantadas em cada uma.

Com os anais do CONPE I e II (Congresso Nacional de Psicologia Escolar), realizados em 1991 e 1994, respectivamente, foram levantadas informações acerca do evento, presentes nos Relatórios Técnicos Científicos ou nas Apresentações dos materiais, tal como um rastreamento temático partindo das Conferências realizadas.



RESULTADOS

Artigos Científicos

A pesquisa nas bases de dados online com as palavras-chave especificadas resultou em 90 artigos no SCIELO e 75 no PePSIC, sendo 22 deles coincidentes.



Gráfico 1 – Artigos publicados, de 1991 a 2012, por base de dados

fonte:http://www.scielo.com e http://www.pepsic.bvsalud.org

Dos 133 artigos encontrados, de 1991 a 2012, 9 (6,77%) foram publicados na primeira década, sendo que, na década seguinte, o número cresceu para 59 (44,36%) e, nos primeiros três anos da década atual, já foram publicados 65 artigos (48,87%).

Gráfico 2: Revistas em que os artigos foram publicados

fonte: http://www.scielo.com e http://www.pepsic.bvsalud.org

Há publicações em 38 revistas diferentes, sendo 70,8% concentradas em cinco revistas: Psicologia Escolar e Educacional (36,28%), Estudos de Psicologia de Campinas (9,73%), Psicologia USP (8,85%), Psicologia Ciência e Profissão e Revista de Psicopedagogia com 7,96% da produção cada (gráfico 2).



Boletins da ABRAPEE

Em relação aos Boletins Informativos impressos7, identificou-se, primeiramente, a alteração da periodicidade de publicação ao longo dos anos, sendo a primeira edição (1992) um volume único, tal como as edições de 1994, 1995 e 1996. Em 1997, a publicação foi trimestral e, de 1998 a 2000, bimestral.

Dentre os textos publicados em cada boletim, constam: um editorial, resumos de artigos nacionais, internacionais, informações sobre a Associação, resenhas de livros e divulgação e comentários sobre eventos científicos.

Anais do I e II CONPE

O I Congresso Nacional de Psicologia Escolar, realizado no ano de 1991 e com Anais publicados em 1992, teve como tema “O psicólogo escolar: identidade e perspectivas”. Inscreveram-se no Congresso 400 pessoas, 60 pesquisadores brasileiros e 7 estrangeiros convidados. A programação do evento foi composta por 16 mesas redondas, uma sessão integrada, 2 workshops, 3 sessões abertas, um simpósio, 7 conferências e 21 sessões de comunicação livre.

O II Congresso Nacional de Psicologia Escolar (CONPE), realizado em 1994, junto ao XVII Congresso Internacional de Psicologia Escolar (ISPA) e teve como tema: “O Desafio da Psicologia Escolar: O Futuro da Criança na Escola, Família e Sociedade”. O evento contou com a participação de 749 congressistas, 26 convidados estrangeiros e 10 brasileiros, além dos membros do Comitê Executivo da ISPA, Comissão Científica e Comissão Organizadora. A programação do evento foi composta por quatro conferências de abertura, 14 mesas redondas, 4 simpósios, 13 sessões abertas, 17 workshops, 29 cursos, 4 sessões de pôsteres, em que foram expostos 80 pôsteres e 34 sessões de comunicação, em que foram propostos 263 trabalhos. Os anais, publicados em 1994 e 1995, contemplaram os resumos de todos os trabalhos apresentados, divididos por tema.

DISCUSSÃO

Os resultados referentes aos artigos científicos apontam três dados relevantes para análise: quantidade de artigos publicados ao longo dos anos, palavras-chave associadas e distribuição de artigos nas revistas.

O considerável aumento das publicações da década de 90 nos dias atuais está, certamente, diretamente relacionado a todo o movimento de solidificação da área, conforme será apresentado pelo desenvolvimento das discussões identificadas nas outras publicações. As palavras-chave associadas, embora apontem hipoteticamente para a concretização de alguns avanços pretendidos, como o vínculo da teoria com a prática do profissional e uma abordagem mais crítica e menos individualizante (há poucas produções na área da psicometria, por exemplo), levam à reflexão desenvolvida anteriormente acerca da sistematização desses dados.

A distribuição das publicações nas Revistas, por sua vez, indica que poucas delas concentram a maioria dos artigos. Essa distribuição demonstra que, pelo menos no que diz respeito às quatro primeiras revistas, há uma coerência na relação entre temáticas e as revistas nas quais os artigos são publicados.

Para a análise dos Boletins, considerou-se que a finalidade de circulação era de informar os sócios acerca dos tópicos mais relevantes da profissão, o que o torna um material adequado para identificar as principais questões em pauta nesse momento.

No primeiro boletim [3], especificamente, além de uma inicial referência ao I CONPE e informações gerais relacionadas à adesão dos associados, foram delimitados espaços que seriam recorrentes nas edições seguintes, como: Notícias das seções/núcleos da ABRAPEE de outros Estados, Contribuições de Associações Internacionais em Psicologia Escolar, Publicações Nacionais e Internacionais Recebidas, Eventos Nacionais e Internacionais relacionados com a Psicologia Escolar e A Formação do Psicólogo Escolar, para a discussão de programas de formação. Tal divisão de espaços evidencia dois movimentos iniciais priorizados pela Associação: formação do profissional e internacionalização.

Nesse contexto inicial, indicado por Barbosa [4] como uma reconstrução da área e que é marcado pelo seu fortalecimento, entende-se a preocupação com a formação do profissional como uma garantia de direcionar a atuação do Psicólogo Escolar de acordo com uma perspectiva que começa a se consolidar como crítica e fundante na realidade, de forma que são divulgadas no Boletim inúmeras discussões de teor prático e político, como uma carta ao Presidente da República e o posicionamento claramente contrário à legitimação da profissão de Psicopedagogo [6 e 8].

Percebe-se que há um movimento de consolidação da área, do qual também faz parte a internacionalização das produções nacionais, fator discutido e evidenciado pelo material analisado. A troca de experiências e informações entre psicólogos de diferentes países é fundamental para o crescimento da área, tanto na produção do conhecimento quanto no desenvolvimento de ações que visem à promoção e o desenvolvimento das crianças e jovens e dos professores que com eles trabalham.

Os últimos anos de publicação do Boletim impresso, por fim, são caracterizados por uma variedade maior de temas, tais como: sociedade científica, aprendizagem, creche, família, avaliação, reforço escolar, estimulação precoce, supervisão, docência e criatividade, o que significa uma solidificação no que tange às questões inicialmente discutidas, tal como a identidade, reconhecimento e direcionamento do Psicólogo Escolar. Entretanto, há um longo caminho a ser percorrido em busca, principalmente, de um fortalecimento da aliança entre teoria e prática.

Junto aos Boletins, os Anais são documentos muito importantes no que se refere à evolução histórica da área, uma vez que é um registro que disponibiliza o conhecimento das principais discussões e produções científicas em determinados períodos ao mesmo tempo em que torna possível, por meio de uma avaliação mais profunda do que foi apresentado no evento, debater sobre as contribuições das produções para a efetiva mudança da realidade.

O I Congresso Nacional de Psicologia Escolar, especificamente, enquanto marco de criação da própria ABRAPEE, foi um evento claramente voltado ainda para a delimitação do perfil do profissional da Psicologia Escolar, tal como pelo início de uma organização da produção científica na área.

Embora as discussões tenham girado principalmente em torno da identidade do Psicólogo Escolar, esse primeiro Congresso também apontou inúmeras possibilidades de atuação do profissional, identificadas a partir da variedade dos temas das Conferências realizadas. Foi o primeiro chamado aos profissionais que se relacionavam com a área para estarem juntos debatendo a sua prática e produção científica.

O II CONPE, por sua vez, é realizado junto com o XVII ISPA (Congresso Internacional de Psicologia Escolar), dois anos após a primeira edição, com o tema “O Futuro da Criança na Escola, na Família e Sociedade”. Essa escolha, segundo Guzzo [7], “pretendeu chamar a atenção para um importante papel deste profissional, qual seria o de acompanhar o desenvolvimento de crianças e jovens nas suas relações com a escola, com a família e com a sociedade”, o que já indica um melhor delineamento da identidade buscada na primeira edição do Congresso.

Embora a temática tenha sido específica para um problema enfrentado pela psicologia escolar da época, a síntese efetiva de resoluções para o enfrentamento desta questão não foi tirada no evento.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

A realização dessa pesquisa possibilitou, em um momento inicial, a construção e elucidação de um panorama geral da História da Psicologia e do papel central da Psicologia Escolar enquanto geradora de questionamentos acerca de uma atuação do psicólogo que ultrapassa o âmbito educacional e remete a um profissional especialmente responsável por promover transformações da realidade diante da qual se depara.

A análise dos dados, de fato, indica a importância e o impacto de uma Associação Científica na construção histórica de uma profissão, principalmente enquanto geradora de espaços de reflexão e divulgação da produção do conhecimento da área. Tal conhecimento deve emergir essencialmente da realidade das escolas e de espaços de aprendizagem, pois, somente assim, haverá possibilidade de transformações efetivas em uma sociedade inerentemente contraditória que impede a emancipação humana.

É necessário considerar, por fim, que o material estudado limitou-se a publicações posteriores à década de 90, o que indica a possibilidade de futuras pesquisas em Revistas anteriores à criação das bases de dados.

As iniciativas de uma Associação Científica devem apresentar um impacto concreto tanto na formação dos novos profissionais de Psicologia, quando orientações aos professores e pesquisadores sobre as demandas da áreas. Congressos e documentos de pesquisa são produções que devem sugerir encaminhamentos para a área e não apenas um momento de apresentação de interesses e atividades individuais de pesquisadores que tem em comum a área da Psicologia.

Em conclusão, é possível afirmar que, embora esse estudo tenha evidenciado a solidificação da Psicologia Escolar e Educacional e, consequentemente, um crescimento considerável da produção científica na área – processo no qual é central o papel da ABRAPEE -, há muito a ser construído, principalmente no que se refere à organização do material que registra a história da Associação e à ênfase ao caráter de intervenção da realidade que deve ser indissociável de qualquer área de atuação do Psicólogo.



REFERÊNCIAS

[1] Almeida, L. S. & Guzzo, R. S. L. (1992). A relação Psicologia e Educação. Estudos de Psicologia, 9 (3), 17-131.

[2] Antunes, M. A. M. (2001). A Psicologia no Brasil: uma leitura histórica sobre sua constituição. 2a ed. São Paulo: Educ/Unimarco.

[3] Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional [ABRAPEE] (1992) Editorial. Informativo Nacional ABRAPEE, 1 (1)

[4] Barbosa, D. R. (2011). Estudos para uma história da Psicologia Educacional e Escolar no Brasil. Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano, Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo.

[5] Barbosa, D. R. (2012). Contribuições para a construção da historiografia da psicologia educacional e escolar no Brasil. Psicologia: Ciência e Profissão. (num especial) 104-123pp.

[6] Guzzo, R. S. L (1995a) Carta da ABRAPEE ao presidente da República. Informativo Nacional ABRAPEE. 4 (1)

[7] Guzzo, R. S. L. (1998) A posição da ABRAPEE sobre a criação da profissão de psicopedagogia. Informativo Nacional ABRAPEE, 7 (5)



[8] Santi & Figueiredo, L. C. (2000). Psicologia: uma (nova) introdução. São Paulo: Educ.

1 Este projeto faz parte de um projeto mais amplo, denominado Associação Científica e o Fortalecimento da Profissão: estudo de caso da ABRAPEE (Processo CNPq: 405595/2012-3).

2 Este objetivo, inicialmente, não constava no Plano de Trabalho e foi acrescentado devido à importância desta investigação para o melhor entendimento dos outros objetivos da pesquisa, consoante com a decisão do Grupo de Trabalho Psicologia Escolar e Educacional da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação (ANPEPP), que, em sua última reunião realizada no XIV Simpósio de Intercâmbio Científico da ANPEPP em Belo Horizonte, decidiu que seriam realizadas pesquisas sobre a divulgação da produção da área. Coube, portanto, a este objetivo específico levantar a produção científica na área de Psicologia Escolar nas bases de dados SCIELO e PePSIC).

3 Dentre os objetivos específicos do projeto mãe, esta pesquisa se insere no que se refere à organização de temáticas e discussões empreendidas ao longo do tempo por meio da análise de elementos da produção científica da área – no caso, artigos científicos, Anais e Boletins.

4 O SCIELO é resultado de uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Centro Latino Americano e do Caribe de Informação em ciências da Saúde (BIREME) e, posteriormente, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o SCIELO é uma biblioteca eletrônica cujo objetivo é proporcionar um amplo acesso a coleções de periódicos, seja a fascículos ou textos completos.

5 O PePSIC é um portal de dados virtuais lançado inicialmente no Brasil em 2005 cujo objetivo é contribuir para a visibilidade do conhecimento psicológico e científico gerado nos países da América Latina.

6 Atualmente, como parte do projeto de Pesquisa citado na nota 2 e como parte das ações do Grupo de Trabalho em História da Psicologia do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-06), está sendo criado um arquivo histórico da ABRAPEE, que tem previsão de divulgar os resultados destas pesquisas em andamento até o final do ano de 2014.

7 O trabalho foi feito com o material encontrado e, neste momento, faz parte do projeto mais amplo, a sistematização do mesmo, em busca com os sócios mais antigos e as instituições onde existam laboratórios na área. Pretende-se, também, por meio de nota no website do XI CONPE, a se realizar de 14 a 17 de agosto de 2013 na Universidade Federal de Uberlândia, solicitar aos participantes que doem para o acervo histórico da ABRAPEE o material disponível (fotos, atas, boletins, etc.).



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