História da Arquitetura Cronologia



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História da Arquitetura

Cronologia

1 Pré-História



  • Arquitetura neolítica (10.000 a.C. a 4.000 a.C.)

2 Antiguidade



  • Arquitetura mesopotâmica (3500 a.C. a 539 a.C.)

  • Arquitetura egípcia (4.000 a.C. e 30 a.C.)

  • Arquitetura persa (550 a.C. a 330 a.C.)

2.1 Antiguidade clássica

  • Arquitetura grega (900 a.C. a 100 a.C.)

  • Arquitetura romana (509 a.C. a 27 a.C.)

3 Idade Média



  • Arquitetura paleocristã (início do séc. II até o final do séc. V)

  • Arquitetura bizantina (séc. IV até o séc.XV)

  • Arquitetura islâmica (séc. VII até o séc. XVII)

  • Arquitetura românica (séc. XI até o séc. XIII)

  • Arquitetura gótica (séc. X até o XIV)

4 Idade Moderna



  • Renascimento

  • Maneirismo

  • Arquitetura barroca

  • Arquitetura neoclássica

5 Idade Contemporânea

5.1 Século XIX


  • Arquitetura neogótica

  • Artnouveau

  • Arquitetura eclética

5.2 Século XX

  • Artdecô

  • Arquitetura moderna

Arquitetura organic

Bauhaus


Arquitetura construtivista

Arquitetura brutalista



  • Arquitetura pós-moderna

Arquitetura desconstrutivista

Arquitetura high-tech


6 Arquitetura contemporânea

Idade Moderna

  • Renascimento

Chama-se de Arquitetura do Renascimento ou renascentista àquela que foi produzida durante o período do Renascimento europeu, ou seja, basicamente, durante os séculos XIV, XV e XVI.

O Renascimento está associado a ideias como razão, humanismo e antropocentrismo — o pensamento de que o homem está no centro de tudo.

O período do Renascimento foi caracterizado, sobretudo pela quantidade de gênios que produziu. Neste período ocorreu uma transformação radical na estruturação econômica na Europa: vitória do comércio, baseado na moeda e no crédito sobre o obsoleto sistema de permutas até então em uso; um rápido aumento de prosperidade na classe média, propiciando condições favoráveis ao fomento das artes e à proteção dos artistas, traduzindo em uma febril construção de palácios e, principalmente, igrejas.

Caracteriza-se por uma nova atitude dos arquitetos em relação à sua arte, passando a assumirem-se cada vez mais como profissionais independentes, portadores de um estilo pessoal.

Da mesma forma que na Idade Média, as principais construções do Renascimento foram catedrais, com destaque para as cúpulas, assim como na Roma Antiga. Os principais exemplos são a cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma (idealizada por Bramante e finalizada entre 1588 e 1591 por Michelangelo e Giacomodella Porta) e a cúpula de duas conchas, em Florença. A cúpula de Florença foi construída entre 1420 e 1436 e idealizada por Brunelleschi, o pioneiro da arquitetura renascentista.

A Renascença nada produziu em matéria de processos construtivos novos, onde o gótico havia explorado ao máximo todas as combinações estáticas possíveis na esfera da arquitetura. No entanto é ainda um elemento visceralmente estático: a cúpula - marca o início e o término deste período de ouro. A arquitetura Renascentista começa com o levantamento da cúpula da Catedral de Florença, mais conhecida como Igreja Santa Maria delFiore, para terminar com a construção da cúpula romana da basílica de São Pedro no Vaticano.




Catedral de Santa Maria del Fiori - Florença



Basílica de São Pedro - Roma


A Basílica de São Pedro é a maior igreja do cristianismo. O primeiro templo da Igreja de São Pedro foi construído entre os anos 324 e 349, sobre o túmulo do apóstolo Simão Pedro. A basílica original construída por ordem de Constantino começou a perder seu valor ainda durante a Idade Média em função do exílio dos papas em Avignon. A construção da atual Basílica foi iniciada em 1506, pelo Papa Júlio II, e completada em 1627. Entre os arquitetos que participaram da construção da nova Basílica de São Pedro estiveram nomes famosos como Rafael e Michelangelo.

A atual basílica é um dos locais mais visitados do cristianismo. Possui uma área de 23 mil metros quadrados, e uma fachada de quase 7.000 m² (aproximadamente a área equivalente ao de um campo de futebol) e capacidade para 60 mil pessoas.


Vista externa da cúpula da basílica de São Pedro



Vista interna da cúpula da basílica de São Pedro


A Catedral de Santa Maria delFiore foi considerada um gigantesco guarda sol no centro de Florença. Iniciada em 1296 por Arnolfo di Cambio, a construção continuou sob a direção de Giotto, que deu atenção especial à torre e ao campanário. A largura da nave central e das naves laterais fazia com que um espaço extremamente amplo tivesse que ser coberto. Entretanto, cobri-lo com o domo seria impossível com os conhecimentos técnicos da época. Nesse tempo, as abóbadas eram construídas como arcos pelo método do cimbre: uma viga era colocada de um lado a outro do vão no topo das paredes; uma moldura de madeira instalada sobre a viga sustentava os tijolos do arco ate ser conseguida a altura desejada, e a séria final de tijolos sustentava-se a si mesmo graças a inserção de um último tijolo central, o fecho e abóbada ou pedra angular. Assim, o arco se mantinha no lugar graça a pressão dos tijolos uns contra os outros. O madeirame de sustentação podia então ser retirado. Construir uma abóbada sobre a nave central e as naves laterais de Santa Maria delFiore teria requerido uma viga suficientemente extensa para ir de um lado ao outro da tribuna octogonal, um vão de cerca de 43 metros. Ora, semelhante viga não existia, simplesmente. Brunelleschi estudou o Panteão de Roma e outras abobadas romanas e descobriu um modo de construir um domo assentando no tambor de pedra octogonal uma serie de anéis concêntricos ou fieiras horizontais de tijolos e pedras, cada uma suficientemente forte para sustentar a seguinte. As pedras formaram, pois, oito pesados espigões assentados nas esquinas do octógono. Para fins de isolamento e também com vista à suntuosidade, Brunelleschi construiu duas abóbadas, uma interna e outra externa, o que contribuiu para reduzir o peso da abóbada exterior. Entre os espigões, a tensão elástica dos painéis intermediários parece manter o domo aberto, como se estivesse cheio de ar, à semelhança de um imenso guarda-sol aberto sobre o coração de Florença.



Vista externa da cúpula da catedral Santa Maria delFiore



Vista interna da cúpula da catedral Santa Maria delFiore



  • Maneirismo

O Maneirismo foi um estilo artístico surgido na Europa no século XVI, cujo movimento revisava a visão clássica e naturalista da arte. Não houve, durante a vigência deste estilo artístico ocorrida entre a alta renascença e o barroco, uma negação ao sentido clássico por completo e sim uma nova forma de enxergá-la e reproduzi-la como referencial estético, em busca de uma nova arte. Era uma época de conflito entre o tradicional e o inovador na esfera das artes em geral.

Compreende as manifestações artísticas desde 1520, momento quando se inicia a crise do renascimento, até o início do século XVII. Todo esse período foi marcado por uma série de mudanças na Europa, que envolveram os movimentos religiosos reformistas e a consolidação do absolutismo em diversos países.

A arquitetura maneirista dá prioridade à construção de igrejas de plano longitudinal, com espaços mais longos do que largos, com a cúpula principal sobre o transepto, deixando de lado as de plano centralizado, típicas do renascimento clássico. No entanto, pode-se dizer que as verdadeiras mudanças que este novo estilo introduz refletem-se não somente na construção em si, mas também na distribuição da luz e na decoração. Genericamente, a arquitetura do exterior apresenta sobriedade, contrapondo-se a um interior extravagante decorado com azulejos, talha dourada em escultóricos altares, no caso das igrejas, nos palácios por baixelas, faianças porcelanas e mobiliário.

Principais características:

- Nas igrejas:

• Naves escuras, iluminadas apenas de ângulos diferentes, coros com escadas em espiral, que na maior parte das vezes não levam a lugar nenhum, produzem uma atmosfera de rara singularidade.

• Guirlandas de frutas e flores, balaustradas povoadas de figuras caprichosas são a decoração mais característica desse estilo. Caracóis, conchas e volutas cobrem muros e altares, lembrando uma exuberante selva de pedra que confunde a vista.

- Nos ricos palácios e casas de campo:

• Formas convexas que permitem o contraste entre luz e sombra prevalecem sobre o quadrado disciplinado do renascimento.

• A decoração de interiores ricamente adornada e os afrescos das abóbadas coroam esse caprichoso e refinado estilo, que, mais do que marcar a transição entre duas épocas, expressa a necessidade de renovação.

Alguns dos principais nomes e respectivas obras da arquitetura maneirista: Palladio: PalazzoChiericati, Vicenza; Bernardo Buontalenti: Gruta, Palácio Pitti; Juan de Álava: Igreja de Santo Estevão, Salamanca.

A Igreja de Santo Estêvão é um templo católico localizado em Salamanca, na Espanha. Sua construção ocorreu entre 1524 e 1610, com projeto de Juan de Álava, com a participação de Martín de Santiago e Rodrigo Gil de Hontañón. Embora seja um edifício plateresco1, apresenta traços góticos e barrocos. Tem planta em cruz latina2, e seu retábulo3 é obra de José de Churriguera, uma das mais importantes obras do barroco espanhol.Sua fachada exibe uma original combinação de arco e pórtico, inspirado nas galerias renascentistas italianas, contrastando com a ornamentação eclética em torno.



Fachada da igreja de Santo Estevão



Detalhe da fachada da igreja de Santo Estevão



Retábulo da igreja de Santo Estevão



No Brasil, a arquitetura maneirista se manifestou, principalmente, na arquitetura religiosa – construção de igrejas e conventos. Os primeiros templos religiosos construídos no Brasil seguiam o estilo maneirista português, conhecido como estilo chão. Esta estética caracteriza-se pelas fachadas compostas por figuras geométricas básicas, frontões triangulares, janelas próximas ao quadrado e paredes marcadas pelo contraste entre a pedra e as superfícies brancas, de caráter bidimensional. A decoração é escassa e circunscrita em geral aos portais, ainda que os interiores sejam ricos em altares, pinturas e azulejos.

Assim, as primeiras igrejas brasileiras têm nave e capela-mor de planta retangular, com uma ou três naves, janelas simples e uma fachada retangular ou quadrada encimada por um frontão triangular, podendo ter uma ou duas torres laterais. Ao longo do século XVII aparecem frontões adornados com volutas de caráter maneirista.

Os responsáveis pelos projetos arquitetônicos ("riscos") da colônia ficaram, em grande parte, no anonimato, até mesmo no caso de alguns grandes conventos e igrejas. Entre os autores conhecidos há religiosos e muitos engenheiros-militares, estes últimos com sólidos conhecimentos teóricos de arquitetura. Outros tinham um conhecimento mais prático, como os mestres-de-obras, mestres-pedreiros e carpinteiros.

Inicialmente, a arquitetura colonial utilizou as técnicas da taipa-de-pilão e pau-a-pique, de rápida construção e que utilizava materiais abundantes na colônia: barro e madeira. Logo se adotaram também a alvenaria de pedra ou tijolos de adobe para levantar paredes, que permitiam a construção de estruturas maiores e a inclusão de madeiramento para pisos e tetos.




Igreja de N. S. do Monte – Olinda. Primeira metade do Século XVI.



Fachada da igreja do Mosteiro de São Bento

do Rio de Janeiro (1633-c.1677).





  • Arquitetura Barroca

A arquitetura barroca é o estilo arquitetônico praticado durante o período barroco, que iniciou-se a partir do século XVII e decorre até a primeira metade do século XVIII. A palavra portuguesa “barroco” define uma pérola de formato irregular.

O barroco é libertação espacial, é libertação mental das regras dos tratadistas, das convenções, da geometria elementar. É libertação da simetria e da antítese entre espaço interior e exterior. Nesta vontade de libertação, o barroco assume um significado do estado psicológico de liberdade e de uma atitude criativa liberta de preconceitos intelectuais e formais. É a separação da realidade artística do maneirismo. A arquitetura barroca ocorreu em vários países católicos da Europa como Itália, Áustria, Espanha e Portugal. Países protestantes como a Inglaterra não apresentam a arquitetura barroca.

A arquitetura barroca é caracterizada pela complexidade na construção do espaço e pela busca de efeitos impactantes e teatrais, uma preferência por plantas axiais ou centralizadas, pelo uso de contrastes entre cheios e vazios, entre formas convexas e côncavas, pela exploração de efeitos dramáticos de luz e sombra, e pela integração entre a arquitetura e a pintura, a escultura e as artes decorativas em geral.

O exemplo precursor da arquitetura barroca geralmente é apontado na Igreja de Jesus em Roma, cujo projeto foi de GiacomoVignola e a fachada e a cúpula de Giacomodella Porta. Vignola partiu de modelos clássicos estabelecidos pelo Renascimento, que por sua vez se inspiraram na tradição arquitetônica da Grécia e da Roma antigas. As diferenças introduzidas por ele foram a supressão do transepto, a ênfase na axialidade e o encurtamento da nave, e procurou obter uma acústica interna eficaz. A fachada se tornou um modelo para as gerações futuras de igrejas jesuítas, com pilastras duplas sustentando um frontão no primeiro nível, e outro frontão, maior, coroando toda a composição. O interior era originalmente despojado, e seu aspecto atual é resultado de decorações no final do século XVII, destacando-se um grande painel pintado no teto com o recurso da arquitetura ilusionística.




Vista da fachada da igreja de Jesus, Roma



Vista interna da igreja de Jesus, Roma


Ao longo do século XVIII, a esmagadora maioria dos edifícios religiosos no Brasil, assim como em Portugal, continuou utilizando as rígidas plantas ligadas ao estilo maneirista chão, com naves e capelas de forma retangular ou quadrada, sem nenhum tipo de movimentação como plantas curvas ou poligonais. Em todo o Brasil colônia, não chegam a vinte o número de igrejas com plantas barrocas que se afastam do esquema chão tradicional. Estas igrejas se localizam em umas poucas localidades: Recife e Salvador, com um exemplar cada uma, e Rio de Janeiro e algumas vilas em Minas Gerais, com os restantes.

Nas demais igrejas do século XVIII, o estilo barroco ficou restrito aos motivos decorativos de fachadas e interiores, com muitos exemplares por todo o Brasil. Entre estas, um exemplo inusitado é o da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, em Salvador, construída a partir de 1703 com uma fachada totalmente esculpida ao estilo barroco Churrigueresco das igrejas hispano-americanas. O estilo dessa fachada, porém, não teve continuidade em outros edifícios.

Uma das primeiras igrejas com planta de influência barroca no Brasil colônia é a Igreja da Glória no Rio de Janeiro, construída provavelmente na década de 1730 e atribuída ao engenheiro-militar José Cardoso Ramalho com base na tradição oral. A igreja tem a forma de dois prismas octogonais alongados e justapostos, com a torre única situada na frente. Na base da torre há um pequeno pórtico com arcadas onde se encontra a entrada principal. A planta é absolutamente original, tanto para o Brasil como para Portugal, sendo um verdadeiro marco na arquitetura luso-brasileira.Uma das primeiras igrejas com planta de influência barroca no Brasil colônia é a Igreja da Glória no Rio de Janeiro, construída provavelmente na década de 1730 e atribuída ao engenheiro-militar José Cardoso Ramalho com base na tradição oral. A igreja tem a forma de dois prismas octogonais alongados e justapostos, com a torre única situada na frente. Na base da torre há um pequeno pórtico com arcadas onde se encontra a entrada principal. A planta é absolutamente original, tanto para o Brasil como para Portugal, sendo um verdadeiro marco na arquitetura luso-brasileira.




Vista da igreja N. S. da Glória, RJ



Fachada principal



Vista interna


Durante o século XVIII, várias outras igrejas e conventos foram construídos seguindo as características barrocas.




Igreja São Francisco de Assis, Salvador-BA



Vista do interior da igreja São Francisco de Assis, Salvador-BA









Santuário do Senhor Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas- MG (Obras de Aleijadinho)



Presbitério do Santuário






Na arquitetura civil o barroco deixou relativamente poucos edifícios de maior vulto. As residências se caracterizam por apresentarem fachadas de um ou dois pavimentos com aberturas simples em arco abatido ou retangular, emolduradas em madeira, mais raramente em pedra, e um telhado igualmente simples com beiral, às vezes com alguma ornamentação discreta como uma suave curvatura e telhas em bico nos cantos do telhado e sacadas com gradis de ferro trabalhado.

Casario colonial, séc. XVIII. Paraty, RJ.



Casa de câmara e cadeia, 1782. Mariana, MG. José Pereira dos Santos – arquiteto.





  • Arquitetura Neoclássica

A arquitetura neoclássica é o estilo arquitetônico surgido durante o neoclassicismo, movimento cultural do fim do século XVIII, identificada com a retomada da cultura clássica por parte da Europa Ocidental. Reagiu ao barroco e ao rococó, e reviveu os princípios estéticos da antiguidade clássica, atingindo sua máxima expressão por volta de 1830. Não foi apenas um movimento artístico, mas cultural, refletindo as mudanças relacionadas ao racionalismo de origem iluminista, que ocorrem no período, marcada pela ascensão da burguesia. Nessa época, a relação entre a espécie humana e a natureza havia se transformado. Havia aumentado a capacidade humana de exercer controle sobre a natureza por meio da técnica. Também houve uma mudança nas relações culturais e sociais.

A transformação da arquitetura barroca para a arquitetura neoclássica teve início na França e na Inglaterra sob a influência do arquiteto Palladio. Aconteceu em meio a transformações sociais ocorridas com o iluminismo, com a revolução francesa, entre outras que garantiram novos ideais da época como a retomada da equilibrada e democrática antiguidade clássica. No entanto, o Neoclassicismo propõe a discussão dos valores clássicos, em contraposição ao classicismo renascentista. A concepção de um ideal de beleza eterno e imutável não se sustenta mais. Para os neoclassicistas, os princípios da era clássica deveriam ser adaptados à realidade moderna.

Na arquitetura percebe-se melhor os novos ideais que se desenvolvem na Europa. De uma forma geral foi marcada pela simplicidade, sendo que em alguns casos percebe-se maior influência romana, com obras marcadas pela severidade e monumentalidade; e em outros casos se sobressaem às características gregas, com maior graça e pureza.

Algumas características da arquitetura:

• materiais nobres (pedra, mármore, granito, madeiras);

• processos técnicos avançados;

• sistemas construtivos simples;

• linhas ortogonais;

• formas regulares, geométricas e simétricas;

• volumes corpóreos, maciços, bem definidos por planos murais lisos;

• uso de abóbada de berço ou de aresta;

• uso de cúpulas, com freqüência marcadas pela monumentalidade;

• espaços interiores organizados segundo critérios geométricos e formais de grande racionalidade;

• pórticos colunados;

• frontões triangulares;

• a decoração recorreu a elementos estruturais com formas clássicas, à pintura rural e ao relevo em estuque;

• valorizou a intimidade e o conforto nas mansões familiares;

• decoração de caráter estrutural.

Panthéon de Paris é um monumento em estilo neoclássico situado no monte de Santa Genoveva. É o resultado da associação da leveza das construções góticas com a pureza da arquitetura grega. Tem 110 metros de comprimento e 84 metros de largura. A fachada principal está decorada com um pórtico de colunas de estilo coríntio que apoiam um frontão triangular da autoria David d'Angers. O edifício, em forma de cruz grega, é coroado por uma cúpula de 83 metros de altura, com um lanternim no topo. O seu interior está decorado por pinturas acadêmicas de Puvis de Chavannes, Gros e Cabanel, entre outros.

Construído na época do rei Louis XV, este monumento foi primeiro uma igreja dedicada a SainteGeneviéve. Com a revolução ele foi transformado em 1791 em Panthéon. O nome panthéon vem do grego e quer dizer todos os deuses. Pode-se ler no edifício a frase: Aos grandes homens o reconhecimento da Pátria.




Panthéon de Paris



Panorama do interior do Panthéon de Paris



Os ideais neoclássicos encontraram o Brasil ainda como uma colônia de Portugal, pesadamente explorada e rigidamente controlada.A arquitetura da época firmou-se em duas versões: o neoclássico oficial, da Corte, quase todo feito de importações, e a versão provinciana, simplificada, feita por escravos, exteriorizando nos detalhes as ligações dos proprietários com o poder central. O neoclássico oficial se desenvolveu nos centros maiores do litoral, como Rio de Janeiro, Belém e Recife, que tinham contato direto com a Europa, e que desenvolveram um nível mais complexo de arte e arquitetura e se integraram nos moldes internacionais da sua época.

As residências urbanas utilizavam-se ainda das mesmas soluções de implantação dos tempos coloniais: sobre o alinhamento das ruas e sobre os limites laterais dos lotes.As casas rurais obedeciam aos padrões da arquitetura residencial urbana mais modesta, era nos interiores que mais se aproximava dos padrões da Corte. Na arquitetura urbana prevaleceu clareza construtiva, caracterizada pela simplicidade formal.




Palácio Imperial, Petrópolis - RJ,

1854


Palacete Leão Júnior -Curitiba – PR, 1866



Fazenda em Vassouras -RJ, século XVIII


É interessante observar que, mesmo considerados todas as adaptações sofridas no Brasil pelo Neoclassicismo ou por outros movimentos artísticos, verifica-se uma tendência justamente nas camadas consumidoras. Com uma arquitetura que estava na dependência de importação de materiais e mão-de-obra especializada ou que apenas disfarça com aplicações superficiais a precariedade da mão-de-obra escrava, o neoclássico não chegou a corresponder a o aperfeiçoamento maior da construção no Brasil.





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