História da Arte e Artes Decorativas em Portugal



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DEPARTAMENTO DE GESTÃO TURÍSTICA E CULTURAL

Curso de Gestão Turística e Cultural

Área de História

4º Ano ~ Ano lectivo de 2007/2008


História da Arte e Artes Decorativas em Portugal
~ programa da disciplina

Disciplina anual ~ 4 horas semanais (2T+2TP)

Eq. Assistente 2º Triénio Teresa Sofia Bandeira Duarte (Gabinete B180)




Objectivos Gerais
Tendo em conta os conhecimentos adquiridos pelos alunos nas disciplinas de História da Arte I e II, a disciplina de História da Arte e Artes Decorativas em Portugal pretende abordar e enquadrar o fenómeno artístico português no panorama artístico internacional. Desde a Pré-História ao nosso tempo, cabe a esta disciplina evidenciar a identidade artística nacional e, ainda, as particularidades introduzidas nas várias épocas, com especial realce para a dos Descobrimentos. Procurou-se, em plena igualdade com as áreas tradicionalmente designadas como “Belas-Artes”, focar os aspectos mais relevantes das chamadas “Artes Decorativas” implantadas em Portugal, muito especialmente aquelas que contribuíram e contribuem, de forma mais evidente, para a construção da referida identidade nacional. Este propósito não é de forma alguma “inocente” no âmbito de um curso de Turismo, já que algumas das ditas “Artes Decorativas” constituem verdadeiros ex-libris da Arte Portuguesa. Também no capítulo das influências detectadas não será de forma alguma subalternizada a contribuição das artes originárias dos países e regiões com os quais os Portugueses contactaram no âmbito da Expansão.

PROGRAMA
~ I PARTE ~
0. Apresentação
1. Arte pré-histórica em território português

1.1. Arte paleolítica

1.2. Arte do Neolítico e do Calcolítico
2. Arte Romana em território português

2.1. Urbanismo e arquitectura

2.2. Escultura, pintura e artes aplicadas

2.3. Arte paleocristã


3. Arte Pré-Românica em território português

3.1. Arte islâmica

3.2. Vestígios pré-românicos
4. Arte românica em Portugal

4.1. A arquitectura e as suas tipologias

4.2. Escultura

4.3. Pintura


5. Arte gótica em Portugal

5.1. A arquitectura e as suas tipologias

5.2. Escultura

5.3. Pintura


6. Arte tardo-gótica portuguesa: o Manuelino

6.1. A História da Arte e o Manuelino

6.2. Antecedentes do Manuelino

6.3. Arte manuelina


7. O Renascimento em Portugal

7.1. Arquitectura e urbanismo

7.2. Escultura

7.4. Pintura


8. O Maneirismo em Portugal

8.1. A arte e a Contra-Reforma

8.2. Arquitectura

8.3. Escultura

8.4. Pintura

9. O Barroco em Portugal

9.1. Arte e espectáculo ao serviço do Poder

9.2. Arquitectura dos reinados de D. Pedro II e D. João V

9.3. Escultura

9.4. Pintura
10. O Rococó em Portugal

10.1. O Marquês de Pombal e a reconstrução de Lisboa

10.2. Arquitectura e urbanismo

10.3. Escultura

10.4. Pintura
11. O Neoclassicismo em Portugal

11.1. Influências e particularismos regionais

11.2. Escultura

11.3. Pintura


12. O Romantismo em Portugal

12.1. Ideais românticos: arte e literatura

12.2. Arquitectura revivalista e Historicismo

12.3. Escultura

12.4. Pintura
13. O Naturalismo e o fim do século XIX em Portugal

13.1. Naturalismo na pintura e na escultura

13.2. A permanência naturalista

13.3. Tendências na arquitectura do final de Oitocentos e na transição para o século XX


14. O século XX em Portugal

14.1. Humorismo

14.2. Futurismo

14.4. Marcas do Expressionismo

14.5. Surrealismo e Neo-Realismo

14.6. Outras correntes artísticas




~ II PARTE ~
1. A talha em Portugal

1.1. Introdução à arte da talha

1.2. A talha gótica

1.3. Talha renascentista e maneirista

1.4. A talha barroca

1.5. A talha rococó

1.6. A talha neoclássica

1.7. A arquitectura efémera em Portugal


2. A azulejaria em Portugal

2.1. Introdução à arte do azulejo

2.2. Azulejaria hispano-árabe

2.3. A majólica

2.4. Azulejaria portuguesa da Época Contemporânea
3. A cerâmica em Portugal

3.1. Cerâmica continental

3.2. Cerâmica luso-oriental
4. O mobiliário em Portugal

4.1. Mobiliário português

4.2. Mobiliário luso-oriental
5. Ourivesaria em Portugal

5.1. Introdução à ourivesaria

5.2. Tipologias mais comuns
6. A arte do marfim em Portugal

6.1. Introdução à arte do marfim

6.2. Marfins luso-africanos

6.3. Marfins luso-orientais


{NOTA: O programa será complementado com várias aulas no exterior, tendo como base o património da cidade.}




Textos de Apoio
Os alunos terão à sua disposição, na Reprografia, alguns textos de apoio, bem como cópias de quaisquer documentos escritos apresentados em aula. Estes textos não são de carácter obrigatório, podendo os alunos seleccionar aqueles que mais se adequarem às suas necessidades e interesses pessoais.

Avaliação
A avaliação consistirá em duas frequências eliminatórias da matéria, não podendo o aluno apresentar-se à segunda frequência se na primeira tiver obtido classificação inferior a oito valores. A nota final é a média arredondada às unidades de ambas as frequências. A condição da nota mínima de oito valores na primeira frequência é válida também para a segunda, para efeitos de dispensa de exame. Os alunos que faltarem às provas de frequência ou que não obtiverem a média de 10 valores realizarão exame final de toda a matéria. A docente reserva-se o direito de atribuir uma bonificação aos alunos que demonstrarem um maior empenho (participação e assiduidade) ao longo do ano lectivo. De igual modo, a docente terá também em atenção a capacidade de expressão dos alunos e alunas, nomeadamente no que diz respeito à objectividade, fluência e capacidade de síntese. Erros ortográficos detectados nas provas escritas podem ser penalizados a nível da cotação final das ditas provas.

Tomar, 20 de Setembro de 2007


A docente
Eq. Assistente 2º Triénio

Teresa Sofia Bandeira Duarte



BIBLIOGRAFIA



  • VV.AA. - História da Arte em Portugal, 14 volumes, Verbo, Lisboa, 1986

  • VV.AA. – História das Artes Plásticas (colecção sínteses da cultura portuguesa – Europália 91), Lisboa, INCM, 1991

  • ALARCÃO, Jorge de - Portugal Romano, Verbo, Lisboa, 1974

  • ALARCÃO, Jorge de - O Domínio Romano em Portugal, Europa-América, Lisboa, 1988

  • ALARCÃO, Jorge de - Introdução ao estudo da casa romana, Instituto de Arqueologia, Faculdade de Letras de Coimbra, 1985

  • ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de - História da Arte em Portugal. O Românico, Presença, Lisboa, 2001

  • ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de - História da Arte em Portugal. O Gótico, Presença, Lisboa, 2002

  • O Brilho do Norte. Escultura e Escultores do Norte da Europa em Portugal - Época Manuelina, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, Lisboa, 1997

  • CASTRO, Laura; SILVA, Raquel Henriques da - História da Arte Portuguesa - Época Contemporânea, Universidade Aberta, Lisboa, 1997

  • CHUECA GOITIA, Fernando - Breve História do Urbanismo, Presença, Lisboa, 1982

  • CORREIA, José Eduardo Horta - Arquitectura Portuguesa. Renascimento, Maneirismo, Estilo Chão, Presença, Lisboa,1991

  • DIAS, Pedro - A Arquitectura de Coimbra na transição do Gótico para a Renascença.1490-1540, Epartur, Coimbra, 1982

  • DIAS, Pedro - A Arquitectura Gótica Portuguesa, Estampa, Lisboa, 1994

  • DIAS, Pedro - A Arquitectura Manuelina, Livraria Civilização, Porto, 1988

  • DIAS, Pedro - Estudos sobre Escultura e Escultores do Norte da Europa em Portugal - Época Manuelina, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, Lisboa, 1997

  • DIAS, Pedro - Notas para o emprego das ordens clássicas nos claustros quinhentistas, Separata da Munda, 13, Coimbra, Maio de 1987

  • DIAS, Pedro - A Viagem das Formas, Estampa, Lisboa, 1995

  • DIAS, Pedro (Coord.) - Manuelino. À descoberta da Arte do tempo de D Manuel I, Civilização Portugal, 2002

  • Dicionário da Arte Barroca em Portugal, direc., José Fernandes PEREIRA, coord. Paulo PEREIRA, Editorial Presença, Lisboa, 1989

  • FABIÃO, Carlos, A Herança Romana em Portugal, Edição CTT: Correios de Portugal, 2006

  • FERNANDES, José Manuel, A Arquitectura (colecção sínteses da cultura portuguesa – Europália 91), Lisboa, INCM, 1991

  • FERREIRA, O. da Veiga; LEITÃO, Manuel - Portugal Pré-Histórico. Seu enquadramento Atlântico, Europa-América, s.d.

  • GONÇALVES, Flávio - Breve Ensaio sobre a Iconografia da Pintura Religiosa em Portugal, Lisboa, 1973

  • MECO, José - O Azulejo em Portugal , Publicações Alfa, Lisboa, 1989

  • MEIRELES, Fernanda, PINTO, Ana Lídia, CAMBOTAS, Manuela C., História da Arte Ocidental e Portuguesa das Origens ao final do século XX, Porto, Porto Editora, 2001

  • PEREIRA, Fernando António Baptista - História da Arte Portuguesa - Época Moderna (1500-1800), Universidade Aberta, Lisboa, 1992

  • PEREIRA, Paulo (Dir.) - História da Arte Portuguesa, 3 volumes, Círculo dos Leitores, Lisboa, 1995

  • PONTE, Salete da - Sellium, Tomar romana, Centro de Estudos de Arte e Arqueologia, Tomar, 1989

  • SERRÃO, Vítor - História da Arte em Portugal. O Renascimento e o Maneirismo (1500-1620), Presença, Lisboa, 2002

  • SERRÃO, Vítor - História da Arte em Portugal. O Barroco, Presença, Lisboa, 2003

  • SILVA, Jorge H., CALADO, Margarida – Dicionário de termos de Arte e Arquitectura, Presença, Lisboa

  • SIMÕES, J.M.dos Santos - Azulejaria em Portugal nos Séculos XV e XVI, F.Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1990

  • SIMÕES, J.M.dos Santos - Azulejaria em Portugal no Século XVII, 2 vols,F.Calouste Gulbenkian, Lisboa,1971

  • SIMÕES, J.M.dos Santos - Azulejaria em Portugal no Século XVIII, F.Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1979

  • SMITH, Robert C. - Cadeirais de Portugal, Livros Horizonte, Lisboa, 1968

  • SMITH, Robert C. - A Talha em Portugal, Lisboa, 1971

  • VELOSO, Carlos- “Azulejos de Tomar e Arredores do século XVI ao XVIII”, Boletim Cultural da Câmara Municipal de Tomar, Nº 14, Março de 1991, pp. 205-225

  • VELOSO, Carlos - “Cidade romana e urbanismo no Mundo Antigo”, Boletim Cultural da Câmara Municipal de Tomar, Nº 19, Outubro, 1993, pp. 133-153

  • VELOSO, Carlos- “Festa Barroca e Arquitectura Efémera em Portugal”, Boletim Cultural da Câmara Municipal de Tomar, Nº21, Outubro de 1997, pp. 41-70

{NOTA: Eventual bibliografia complementar será recomendada atempadamente ao longo do ano lectivo e quando tal se justificar}









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