História da áfrica nas escolas: entre limites e possibilidades introduçÃO



Baixar 230.26 Kb.
Página4/4
Encontro18.07.2016
Tamanho230.26 Kb.
1   2   3   4

5.4 OS JOGOS NA CONSTRUÇÃO DO SABER

Uma das atividades que podem ser desenvolvidas é a criação de um quebra-cabeça, planejado para turmas de 6ª séries, a partir de imagens do continente africano, esta imagem, a ser montada pelos alunos, revela a diversidade de culturas neste continente.

O objetivo dos professores na elaboração do jogo é de fazer com que as crianças sejam capazes de reconhecer a diversidade cultural existente na África e ao mesmo tempo, após montada a imagem, dialogar com a mesma: relatando o que se observa na imagem, situá-la temporalmente e por fim criar um título para a mesma.

Este quebra-cabeça contribui para se trabalhar em equipe, e para que o aluno aprenda noções de cooperação e respeito mútuo. Outra atividade que pode ser desenvolvida em sala de aula é a elaboração de um jogo de trilha com o objetivo de reforçar o assunto já abordado em sala de aula, e este se caracteriza como o ponto de chegada das atividades realizadas em sala.

Os professores devem utilizar uma cartolina na qual precisam desenhar uma trilha no formato do continente africano. Esta numerada com alguns números com questionamentos sobre características gerais da cultura afro-brasileira. Esse tipo de recurso demonstra concretização dos objetivos propostos em sala de aula, bem como confirma a importância das atividades lúdicas no espaço escolar e, sobretudo, no processo de inserção desta temática na sala de aula e nos currículos escolares.

Um ponto importante que é pouco discutido no âmbito dessa nova legislação é que a mesma reconheceu a relevância de uma data histórica já consagrada pelo movimento negro em nosso país e que agora passa a integrar o calendário escolar. Estamos nos referindo ao dia 20 de novembro, em que se comemora o “Dia Nacional da Consciência Negra”, em alusão à morte do líder negro Zumbi dos Palmares. Excelente oportunidade para os professores trabalharem as múltiplas formas de resistência do negro à escravidão que lhe foi imposta e que se materializou na formação de inúmeros quilombos no decorrer de nossa história.



Além dos jogos elaborados pelos professores a serem desenvolvidos em sala de aula, existem uma série de jogos online, que os professores podem indicar para os estudantes aprenderem também em casa.



Dica de sites:
- O site “Unidade na Diversidade” e “A Cor da Cultura” oferecem jogos didáticos on-line sobre Diversidade de gênero e étnicorracial.

  1. TRILHA DA ÁFRICA


Nível de Ensino: Fundamental e Médio.
Eixo temático: Ensino de História e cultura afro-brasileira e africana.

Este jogo se estrutura no tradicional jogo de trilha. Boa parte dos jogos de tabuleiro modernos é baseada nesse antigo jogo em forma de espiral.






Figura 9 retirada do site Unidadenadiversidade.org.br

2- QUEBRA-CABEÇA DE CUBOS

Nível de Ensino: Fundamental
Eixo temático: Valorização da diversidade cultural brasileira

Este quebra-cabeça é um jogo de construção composto por 16 cubos. Cada uma das seis faces terá a imagem de uma obra de arte.





3 - BONECOS DE PAPEL
Nível de Ensino: Fundamental
Eixo Temático: Diversidade

Vista os personagens com diferentes roupas e acessórios, representando, assim, os povos indígenas, africanos, europeus e orientais que formam o Brasil multicultural. Você poderá selecionar até dois personagens; a partir daí, escolha as roupas de sua preferência e troque suas roupas quantas veze quiser.




4 - MEMÓRIA

Nível de Ensino: Fundamental e Médio
Eixo temático: Igualdade de direitos de homens e mulheres, igualdade nas relações étnicorraciais.

O Jogo da Memória da Igualdade tem como objetivo encontrar pares de cartas iguais. O diferencial é que os pares são formados com imagens de homens e mulheres em situações que retratem o exercício de papéis iguais. Essas imagens trazem oportunidade de se refletir sobre os conceitos “coisa de homem e coisa de mulher”, sobre discriminação e sobre direito à igualdade de gênero.



5- TOCANDO JUNTO

Nível de Ensino: Fundamental
Eixo temático: Cultura afro-brasileira e africana

Neste jogo, você irá conhecer vários instrumentos de origem africana, ouvir o som de cada um deles e tocar junto com a banda. Para jogar, você deve escolher uma das 3 músicas. Em cada música, há um grupo de instrumentos. Você poderá escutar a música e depois tocar junto com o computador.






6- FUI À ÁFRICA E VI

Nível de Ensino: Fundamental
Eixo temático: Quadro natural da África

Vá até a África conhecer os animais daquele continente e exercitar a sua memória! Para jogar, basta repetir a sequência de animais que o computador fizer. Por exemplo. O computador vai apresentar “leão”.



Então o desenho do leão vai aparecer e desaparecer. Você deve clicar com o mouse imediatamente sobre o “leão” desenhado no mapa. Depois o computador vai repetir “leão” e mais outro animal, sempre acrescentando mais um à lista iniciada com o jogo. E você deve sempre clicar sobre os animais que ele falou, repetindo a ordem da sequência, sem errar.

5.5 O ASSUNTO PODE SER TRABALHADO INCLUSIVE NA MATEMÁTICA
A grande inovação dessa nova proposta é a existência de temas transversais que deverão perpassar as diferentes disciplinas curriculares (Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências e Artes) e permitir, com isso, a interdisciplinaridade no ensino fundamental.

Os temas transversais são Convívio Social e Ética, Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Orientação Sexual, Saúde, Trabalho e Consumo. Após ter sido discutido com as secretarias de educação de estados e municípios e com especialistas de diversas áreas do conhecimento, os PCN foram aprovados pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), devendo os mesmos se constituírem em referência nacional para que os sistemas de ensino estaduais e municipais possam adequá-lo à sua realidade educacional.

Embora seja mais comum tratar da África em disciplinas como História e Geografia também é possível trabalhar a questão em disciplinas exatas. Um dos exemplos mais interessantes dessa prática vem de Maringá. Na periferia da cidade, o Colégio Estadual Tânia Varella Ferreira introduziu questões ligadas à realidade afro-brasileira em diversas disciplinas, inclusive Matemática.

Os professores elaboram, por exemplo, problemas aritméticos baseados em dados do IBGE que denunciam a diferença entre os índices de escolaridade e riqueza de negros e brancos.

O projeto, batizado de Negritude e Cidadania e criado quando se percebeu a dificuldade de convívio entre alunos de diferentes etnias, já recebeu prêmios de âmbito nacional. Em compensação, um dos aspectos da cultura africana mais delicados para se abordar são as crenças religiosas.

O Colégio Marista incluiu os cultos africanos na disciplina de ensino religioso, o que causou tensão em parte dos pais. “Hoje os pais já entendem a proposta”, conta Eliane Vicentin, professora de História da unidade maringaense do Marista.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BITTENCOURT, Circe. Ensino de história: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez,

2004.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-



Raciais e para o Ensino de História e cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília:

MEC/SEPPIR, 2004.

_______. Lei 9.934. Brasília: Ministério da Educação, 1996.

_______. Lei 10.639. Brasília: Ministério da Educação, 2003.

_______. Parecer do Conselho Nacional de Educação sobre a Lei 10.639/2003. Brasília:

2005.


CARDOSO, Paulino de Jesus Francisco Cardoso. Políticas culturais na educação:

pensando o currículo, a formação de professores e o multiculturalismo. In: I Simpósio



Internacional de Educação e IV Fórum Nacional de Educação (2007). Disponível em:

http://forum.ulbratorres.com.br/2007/TEXTOS/PALESTRA/CARDOSO,%20Paulino%

20de%20Jesus%20Francisco.pdf. Consultado em 18 de junho de 2012.

ESCOLANO, Agustín. Arquitetura como programa. Espaço-escola e currículo. In:

FRAGO, Antonio V.; ESCOLANO, Agustín. Currículo, espaço e subjetividade. Rio de

Janeiro, DP&A, 2001.

FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática de ensino de história: Experiências,

reflexões e aprendizados. Campinas, SP: Papirus, 2003. – (Coleção Magistério:

Formação e Trabalho Pedagógico).

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 1996.

GOMES, Nilma Lino. Um olhar além das fronteiras: educação e relação raciais. Belo

Horizonte: Autêntica, 2007.

HALL, Stuart. Da Diáspora. Identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora

da UFMG; Brasília: Representação da UNESCO no Brasil, 2003a.

______. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2003b.

JULIÁ, Dominique. A cultura escolar como objeto histórico. Revista Brasileira de

História da Educação. São Paulo, 1, p. 9-44, 2001. Disponível em: http://

www.rbhe.sbhe.org.br/index.php/rbhe/article/view/273/281

LIMA, Heloisa Pires. Personagens Negros: Um breve Perfil na Literatura Infanto- Juvenil. In. Superando o Racismo na escola. 2º edição revisada.

MOURA, Glória. O Direito à Diferença. In. Superando o Racismo na escola. 2ºedição revisada. KABENGELE, Munanga (Org.). Alfabetização e diversidade. Brasília: MEC/SEC, 2005.

OLIVA, Anderson Ribeiro. Lições sobre a África – diálogos entre as representações dos africanos no imaginário Ocidental e o ensino de História da África no mundo Atlântico

(1990 – 2005). 2007. 404f. Tese (Doutorado em História) – Instituto de Ciências

Humanas. Departamento de História, Universidade de Brasília, 2007. Disponível em :

http://repositorio.bce.unb.br/bitstream/10482/1132/1/Tese_2007_%20AndersonRibeiro

Oliva.pdf

ORIÁ, R. O negro na historiografia didática: imagens, identidades e representações. Textos de História, Brasília, DF, v. 4, n. 2, 1996.

ORTIZ, Renato. Cultura Brasileira e Identidade Nacional. São Paulo, Brasiliense, 2003.

REIS, J.J. Aprender a raça. Veja São Paulo, edição especial: 25 anos: reflexões para o futuro, 1993.

RIBEIRO, Romilda Iyakemi. Até quando educaremos exclusivamente para a branquitude? Redes-de-significado na construção da identidade e da cidadania. In: POTO, M R S, CATANI, A M, PRUDENTE, C L e GILIOLI, R S. Negro, educação e multiculturalismo: Editor Panorama, 2002.


PEREIRA, Amauri Mendes. Escola - espaço privilegiado para a construção da cultura de consciência negra. In: ROMÃO, Jeruse (Org.) História da Educação do Negro e outras histórias. Brasília: MEC/SEC, 2005.

SILVA, Costa Alberto da. Imagens da África: (da Antiguidade ao Século XIX). São Paulo: Penguin, 2012.

SILVA, Tomaz Tadeu da (org.). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos

culturais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

VARELA, J. ; ALVAREZ-URIA, F. A maquinaria escolar. In Teoria & Educação, 6,

1992.

VIDAL, Diana G. No interior da sala de aula: ensaio sobre cultura e prática escolares.



Currículo sem fronteiras, v. 9, nº1, p. 25-41, jan/jun 2009. Disponível em: http://

www.curriculosemfronteiras.org/vol9iss1articles/2-vidal.pdf


Referências das imagens

Imagem 1 – (http://thisisdiversity.com/blog/is-your-multicultural-healthcare-strategy-short-sighted-2)

Imagem 2 – (http://www.belasartes.br/site/acontece/noticias?n=1455)

Imagem 3 – (http://galeriadearteafricana.org/obra/mr-bello-in-belo-horizonte/)

Imagem 4 – (http://tarsiladoamaral1.bogspot.com)

Imagem 5 -http://sindap-ba.org.br/?p=523

Imagem 6 – (https://catracalivre.com.br/rio/universidades/barato/palestras-exposicao-e-oficinas-comemoram-do-dia-da-africa-na-ufrj/)

Imagem 7 – https://sebodomessias.com.br/livro/paradidaticos/as-aventuras-de-ngunga.aspx

Imagem 8 – http://escolaelisapaiva.blogspot.com.br/p/projetos-2011.html

Imagem 9 – http://www.unidadenadiversidade.org.br/index.php

Imagem 10 – http://www.unidadenadiversidade.org.br/index.php

Imagem 11 – http://www.unidadenadiversidade.org.br/index.php

Imagem 12 – http://www.acordacultura.org.br/oprojeto

Imagem 13 – http://www.acordacultura.org.br/oprojeto

Imagem 14 - http://www.acordacultura.org.br/oprojeto
REFERÊNCIA DAS LETRAS DE MÚSICAS
Cabelo duro – Chiclete com banana: (http://www.vagalume.com.br/chiclete-com-banana/meu-cabelo-duro-e-assim.html#ixzz3R4zyqgrb)
Mama África – (http://letras.mus.br/chico-cesar/45197/)
Todo camburão tem um pouco de navio negreiro – (http://letras.mus.br/o-rappa/77644/)
Leituras anexas
OLIVA, Anderson Ribeiro. Entre máscaras e espelhos: reflexões sobre a Identidade e o ensino de História da África nas escolas brasileiras.

Link: https://scholar.google.com/citations?user=XFD2fBwAAAAJ&hl=en


ORIÁ, Ricardo. Negro na historiografia: imagens, identidades e representações.

Link: http://periodicos.unb.br/index.php/textos/article/viewFile/5790/4798


SILVA, Tomaz Tadeu da. A produção social da identidade e da diferença.

Link: http://www.diversidadeducainfantil.org.br/PDF/A%20produ%C3%A7%C3%A3o%20social%20da%20identidade%20e%20da%20diferen%C3%A7a%20-%20Tomaz%20Tadeu%20da%20Silva.pdf


SOUZA, Marina de Mello. Algumas impressões e sugestões sobre o ensino de história da África.

Link: http://rhhj.anpuh.org/ojs/index.php/RHHJ/article/view/3
1   2   3   4


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal