História da Sociologia Pressupostos, origem e desenvolvimento



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Interacionismo
A outra vertente da sociologia nos EUA é representada por em Charles H. Cooley (1864-1929) que escreveu A natureza humana e a ordem social, Organização social e O processo social. Preocupava-se com os vínculos entre indivíduo e sociedade, destacando a liberdade individual, a ordem social negociada e a mudança social. Para ele não há prevalência nem do indivíduo, nem do grupo na análise sociológica, há sempre um processo relacional entre ambos. A distinção e complementaridade entre os grup+os primários e secundários é a marca que dinjtingue sua contribuição com ênfase nas relações afetivas .

George H. Mead (1863-1932) foi seu companheiro de trabalho. Este não publicou nada em vida. Artigos reunidos depois de sua morte em um livro O espírito, o eu e a sociedade em 1934 é a sua grande contribuição. Ele afirmava a necessidade de se pensar a responsabilidade individual no contexto de uma coletividade que era sempre gerada por indivíduos orientados para os outros mas também para si próprios.

Ambos podem ser colocados como os pioneiros da abordagem interacionista dos fenômenos sociais, que alcançará seu ápice com Erving Goffman (1922-1982) que se tornou um autor conhecido no mundo todo através de seus livros: Manicómios, prisões e conventos, Estigma e A representação do eu na vida cotidiana.

Nas palavras de Pierre Bourdieu, no obituário de E. Goffman, publicado num jornal francês em dezembro de 1982, afirmava que “Goffman terá sido aquele que fez com a sociologia descobrisse o infinitamente pequeno: aquilo mesmo que os teóricos sem objeto e os observadores sem conceitos não sabiam perceber e que permanecia ignorado, porque muito evidente, como tudo que é óbvio.” (...) Através dos indícios mais sutis e mais fugazes das interações sociais, ele capta a lógica do trabalho de representação; quer dizer o conjunto das estratégias através das quais os sujeitos sociais esforçam-se para construir sua identidade, moldar sua imagem social, em suma, se produzir: os sujeitos sociais são também atores que se exibem e que, em um esforço mais ou menos constante de encenação, visam a se distinguir, a dar a `melhor impressão`, a se mostrar e a se valorizar.”
Visão crítica e militante
A sociologia crítica nos EUA tem em Charles Wright Mills (1916-1962) o seu representante mais expressivo que teve muita presença no Brasil. Tendo a influência de Karl Marx e de Max Weber, procurou conciliar o conceito de classe social com o de status visando esclarecer processos e mecanismos dos conflitos e da mudança sociais. Através de suas pesquisas procurou esclarecer a complexidade de estruturas de poder, particularmente das elites (em lugar de classes dominantes) e de seu papel na mudança social, fugindo da idéia de revolução como única via para a transformação social. Mesmo assim ele se tornou um autor maldito na sociologia dos EUA porque resolveu atacar de frente todo o conjunto da sociologia de seu país quando em seu livro Imaginação sociológica fez críticas á grande teoria de Parsons, aos empiricistas da escola de Chicago, ao pensamento burocratizado no interior das universidades.

Wright Mils sempre fez uma apaixonada defesa da ciência social inseparável da vida pessoal do cientista. Propõe que a intuição, a imaginação, o comprometimento com o tempo que se vive eram fundamentais para compreender cientificamente o mundo social dos homens. Procurou incitar os sociólogos de seu tempo e também seus alunos a assumirem responsabilidade social como agentes ativos na sociedade, desenvolvendo assim a sua capacidade de criticar a sociedade em que viviam.

Suas pesquisas mais importantes podem ser conhecidas nos livros nos livros A Elite do poder, e A nova classe média. Outros sociólogos que buscaram uma postura crítica, continuadores ou não de Wright Mills, são Irving L. Horowits e Martin Nikolaus e André Gunder Frank, Alvin Gouldner (1920-1980)
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Resumindo, pode-se dizer que as grandes três vertentes — a marxista ou histórico-estrutural, a durkheimiana ou funcionalista e a weberiana ou compreensiva, além da forte influência teórica e empiricista norte-americana, inspiraram outros tantos pensadores que, refletindo sobre a realidade em que vivem mesclando ou não contribuições de diferentes linhas teóricas, criando inclusive uma série de conceitos novos, demonstraram as possibilidades e a diversidade do pensamento sociológico e fizeram a sociologia avançar muito no processo de compreensão da realidade contemporânea.


4.4. A Sociologia internacionalizada
Se até a década de 1970 podíamos falar em uma sociologia por países após esta década tendo em vista um processo significativo de circulação de informações através dos mais variados meios de comunicação se pode dizer que os principais cientistas sociais se tornaram globalizados como também a literatura sociológica passou a ser parte deste universo.

As questões sociais que até então podiam estar mais localizadas em países ou em blocos de países, a partir de então elas se tornaram mundializadas também, fazendo com que houvesse uma preocupação também com estes novos fenômenos. Vários pensadores passaram a refletir sobre temas chamados de pós-modernos, hiper-modernos ou simplesmente contemporâneos que afetam um país, uma região ou a totalidade deles.



Neste sentido se pode dizer que hoje há uma sociologia mundial com variações dependendo do que se está pesquisando formando um conjunto de pensadores que se propõem a pensar a sociedade dos indivíduos. Entre eles podemos citar alguns sociólogos, além dos que já foram citados anteriormente:
- Niklas Luhmann (1927-1998) sociólogo alemão, estudou direito na Universidade de Freiburg, depois estudou em Harvard com Talcott Parsons. Foi professor de sociologia na recém-fundada Universidade de Bielefeld até a aposentadoria, em 1993. Foi um dos mais importantes representantes da sociologia alemã contemporânea. Desenvolveu uma teoria sistêmica da sociedade e a via como um sistema autopoiético. O elemento central da teoria de Luhmann é a comunicação. Sistemas sociais são sistemas de comunicação e a sociedade é o sistema social mais abrangente. Publicou muitos livros, entre outros pode-se citar: Legitimação pelo procedimento, Sociologia do direito, O amor como paixão: para a codificação da intimidade, A Economia da Sociedade, e A sociedade da sociedade.
- Anthony Giddens (1938- ) sociólogo britânico, Professor de Sociologia da Universidade de Cambridge. È o reitor desde 1996 da London School of Econmics and Political Science. Seu interesse sempre foi amplo, pois discute as teorias sociológicas clássicas e procura reformular a teoria social contemporânea reexaminando a compreensão do desenvolvimento e da modernidade. Nas procura de entender a sociedade contemporânea desenvolveu a teoria da estruturação. Politicamente defendeu uma revisão da social democracia européia e foi um dos formuladoresa da teoria da terceira via. Seus livros, entre outros são: Novas regras do método sociológico, Capitalismo e moderna teoria social, Política, Sociologia e Teoria social, A constituição da sociedade, As consequências da modernidade, Modernidade e Identidade, As transformações da Identidade e Modernidade Reflexiva.

- Zygmunt Baumann (1925- ) Sociólogo polonês, foi professor na Universidade de Varsóvia de 1954 a 1968 quando foi demitido. Lecionou em Israel, Canadá Estados Unidos e Austrália até se fixar na Universidade de Leeds (Inglaterra) em 1971, como professor de Sociologia onde ficou por 20 anos. Hoje é professor emérito das universidades de Leeds e de Varsóvia. Sua grande preocupação é estudar a sociedade contemporânea em seus múltiplos aspectos, mas principalmente as novas formas de sociabilidade. Seus principais livros são Modernidade e holocausto, Modernidade e ambivalência, Modernidade líquida, O mal-estar da pós-modernidade, Globalização: as conseqüências humanas, Em busca da política e Amor líquido entre outros.

- Norbert Elias (1897-1990) - Sociólogo alemão, fugiu do nazismo em 1933 e se fixou na Inglaterra onde foi professor na Universidade de Leicester de 1945 a 1962. Posteriormente foi professor visitante em universidades na Alemanha, Holanda e Gana. Desenvolveu uma teoria sociológica em que acentua os aspectos da formação histórica dos fenômenos sociais e por isso é conhecido pel elaboração de uma sociologia processual. Seus principais livros são: O processo civilizador, A sociedade dos indivíduos, A sociedade de corte, Mozart: sociologia de um gênio, Os alemães, entre outros.

- Immanuel Wallerstein (1930 - ) sociólogo norte-americano. Desde 1976 é professor de Sociologia na Universidade do Estado de Nova York, em Binghamton (EUA). Foi fundador e diretor do Centro Fernand Braudel para o Estudo de Economia, Sistemas Históricos e Civilizações em Binghamton. Foi professor em várias universidades dos EUA e professor-visitante em muitas universidades do mundo. Foi presidente da Associação Internacional de Sociologia entre 1994 e 1998. Atualemnte é investigador sénior na Universidade de Yale. Wallerstein criou a Teoria dos Sistemas Mundo, uma macro-teoria político-econômica do desenvolvimento social no capitalismo, na qual os países estão divididos em centros e periferia. A sua obra fundamental é O sistema mundial moderno (1990), publicada originalmente em três volumes. Mas tem uma vasta obra onde se destacam os livros: Após o liberalismo, Declínio do poder americano, O universalismo europeu: a retórica do poder e O fim do mundo, como o concebemos: ciência social para o século XX .

- Manuel Castells (1942- ) sociólogo espanhol, que trabalhou na França – Universidade de Paris- Nanterre e depois na Escola de Altos Estudos em ci~encias sociais e nos EUA ( UNIversidade de Berkeley e na Universidade da Califórnia meridional. Atualmente trabalha na Universidade Aberta da Catalunha em Barcelona, Espanha mas trabalha também nos EUA e como convidado está presente em muitas universidades no mundo. Desenvolveu importantes estudos sobre a sociologia urbana e sobre os movimentos sociais tanto na América Latina como na Europa e EUA. A sua última contribuição foi o desenvolvimento do conceito de “sociedade em rede” . Os seus principais livros entre outros são: Questão Urbana, e a trilogia A era da Informação: Vol. 1 - Economia, sociedade e cultura, Vol. 2 - O poder da Identidade, e Vol. 3 – Fim de Milênio.

5. A Sociologia no Brasil
Como na França de Emile Durkheim, os primeiros passos da Sociologia no Brasil foram dados visando a presença desta disciplina no ensino médio. A primeira tentativa foi com a reforma educacional de 1891 de Benjamin Constant logo após a proclamação da República, que defendia o ensino laico em todos os níveis. O ensino médio tinha por objetivo a formação intelectual dos jovens fora do contexto religioso que era predominante até então. Mas sem nunca ter sido incluída nos currículos escolares a Sociologia foi eliminada pela Reforma Epitácio Pessoa em 1901. Somente em 1925 a Sociologia retorna ao ensino médio através da Reforma de Rocha Vaz que tinha os mesmos os objetivos da de Benjamin Constant. Em decorrência desta reforma o Colégio Pedro II em 1925, implanta a Sociologia regularmente no seu currículo. Em 1928 ela é introduzida em São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Em 1931, novamente outra reforma agora de Francisco Campos, já no contexto do governo de Getúlio Vargas, introduzia a Sociologia nos cursos preparatórios aos cursos superiores nas faculdades de Direito, Ciências Médicas e Engenharia e Arquitetura, além de mantê-la nos cursos Normais (de formação de professores).

Desde 1925, podem-se destacar alguns intelectuais que deram sua contribuição, lecionando e escrevendo livros (manuais) de Sociologia para este nível: Fernando de Azevedo, Gilberto Freyre, Carneiro Leão e Delgado de Carvalho, em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, entre outros. Eles tinham como objetivo preparar intelectualmente os jovens das elites dirigentes e elevar o conhecimento daqueles que chegavam às escolas médias, que normalmente eram os mesmos. Estes autores em sua maioria tinham uma forte influência da sociologia norte-americana e francesa, com forte presença do positivismo entre eles. Mas este processo no ensino médio estanca no início da década de 1940, voltando a ter presença somente na década de 1980.
A sociologia no seu início no ensino superior
Enquanto havia este movimento no ensino médio, eram criados cursos de Ciências Sociais no nível superior. Assim, foi criada em 1933 a Escola Livre de Sociologia e Política (ELSP), em São Paulo. O objetivo dela era formar técnicos, assessores e consultores capazes de produzir conhecimento científico sobre a realidade brasileira e, principalmente, que aliassem esse conhecimento à tomada de decisões no interior do aparato estatal/governamental federal, estadual e municipal. Posteriormente, com a presença de Donald Pierson, sociólogo norte-americano, deu-se ênfase na pesquisa empírica.

A seguir foram fundadas a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade do Distrito Federal (UDF), respectivamente, em 1934 e 1935. Nelas, através das Faculdades de Filosofia, a preocupação maior era formar professores para o ensino médio, principalmente para as escolas normais, formadoras de professores para o ensino fundamental. Definia-se, assim, o espaço profissional dos sociólogos: trabalhar nas estruturas governamentais ou ser professores.

Pode-se afirmar que é no período 1930/40 que a Sociologia coloca os seus primeiros alicerces no Brasil, pois procura, por um lado, definir mais claramente as fronteiras com outras áreas do conhecimento afins, como a literatura, a história e a geografia. Por outro lado, institucionaliza-se com a criação de escolas e universidades, nas quais a disciplina de Sociologia passa a ter um espaço e é promovida a formação de sociólogos. Se com as obras de Gilberto Freire (1900-1987), Oliveira Vianna (1883-1951), Fernando Azevedo (1894-1974) , Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) e Caio Prado Júnior (1907-1990), entre outros, já se encontrava uma produção sociológica significativa, com a presença de muitos professores estrangeiros que aqui vieram, pode-se afirmar que foram eles que deram o grande arranque inicial para o desenvolvimento da Sociologia no Brasil. Entre eles podem ser citados: Donald Pierson, Radcliff Brown, Claude Levi-Strauss, Georges Gurvitch, Roger Bastide, Charles Morazé e Jacques Lambert, Paul A. Bastide, que estiveram tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro e permitiram a formação e o desenvolvimento de inúmeros sociólogos no Brasil.

Com a presença dos professores estrangeiros essa produção aumenta e a Sociologia no Brasil se firma, surgindo uma nova geração que vai definir claramente os rumos dessa disciplina no Brasil.

Em termos de publicação a revista Sociologia foi um exemplo que espelha produção sociológica de então. Criada em 1939 e publicada até 1981, em São Paulo, ela constituiu-se como um verdadeiro marco de estudo, pesquisa e divulgação das Ciências Sociais no Brasil.
A Sociologia brasileira caminha nos seus próprios pés.
A partir do final da Segunda Guerra até meados da década de 1960 disseminam-se as Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras no Brasil, em universidades ou fora delas, e a Sociologia vai fazer parte do currículo dos cursos de ciências sociais ou apresentar-se como independente em outros cursos. O objetivo dos cursos de ciências sociais era formar técnicos e professores capazes de produzir uma “solução racional”, isto é, baseada na razão e na ciência, para as questões nacionais.

Uma nova geração de cientistas sociais passa a ter presença marcante junto com aqueles que na décadas anteriores ainda continuavam trabalhando e discutindo o Brasil: entre eles pode-se indicar Egon Shaden,( ) Florestan Fernandes (1920 - 1995), Antonio Candido, Azis Simão (1912-1990), Maria Izaura Pereira de Queiroz, Juarez Rubens Brandão Lopes em São Paulo, e de Alberto Guerreiro Ramos (1915-1982) Luis Aguiar da Costa Pinto (1920 - ? ) e Hélio Jaguaribe, no Rio de Janeiro, terão seguidores em todo o território nacional.

Assim, a Sociologia, nesse período, tornou-se disciplina hegemônica no quadro das ciências sociais no Brasil, e a primeira a formar uma “escola” ou uma “tradição” em São Paulo, tendo em Florestan Fernandes um dos seus principais mentores.

Nele também ocorreram algumas polêmicas que são importantes para se entender o desenvolvimento da sociologia no Brasil. Florestan Fernandes foi quem polarizou estas polêmicas, primeiro com Gilberto Freyre sobre a questão do ensaísmo e da escrita sociológica, depois com Luiz Aguiar da Costa Pinto sobre a questão do método, e após com Guerreiro Ramos sobre a ação política dos cientistas sociais. Houve também uma grande polêmica entre A. Guerreiro Ramos e Luiz A. Costa Pinto sobre a questão racial.

A ênfase dos estudos sociológicos neste período estava centrada nas relações raciais, na mobilidade social dos diferentes grupos étnicos estrangeiros existentes no Brasil e também no conhecimento do mundo rural brasileiro. A partir da década de 1950 começam aparecer estudos sobre a industrialização no Brasil e suas conseqüências.


A consolidação da sociologia no Brasil

Se no período anterior as bases da sociologia estavam dadas, mesmo com a presença de uma ditadura militar no Brasil a partir de 1964, a sociologia começa a expandir-se principalmente nos grandes centros urbanos e passa a relacionar-se com outros campos das ciências humanas. As discussões relacionadas com o processo de industrialização crescente e a chamada “modernização” do Brasil forma o centro das atenções.

Assim a discussão sobre o desenvolvimento tinha uma relação com as discussões que os economistas faziam foi uma tônica muito presente. A questão educacional foi também uma questão que esteve presente, pois de alguma forma todas as questões sociais de alguma forma estavam vinculadas à precariedade da educação nacional. Aqui a relação se dava com os pedagogos. Uma outra questão muito debatida foi a do autoritarismo, principalmente depois do golpe militar de 1964, e a questão do planejamento, fazendo-se uma interface com a ciência política.

Outras discussões e polêmicas estavam presentes, principalmente as vinculadas ao trabalho industrial e o sindicalismo, a formação da classe trabalhadora, a urbanização crescente e as transformações no campo, os problemas da marginalidade social, a presença do capital estrangeiro e a indústria nacional, incluindo aí a discussão sobre a dependência. No interior das universidades algumas disciplinas e uma quantidade grande de livros publicados espelham isso: Sociologia do Desenvolvimento, Sociologia Urbana, Sociologia Rural e Sociologia Industrial e do Trabalho, Sociologia do Planejamento e Sociologia da Educação e da Juventude foram aquelas que apresentavam estas preocupações.


Diversificação da sociologia no Brasil
A partir da década de 1980 se expandem os cursos de pós-graduação, (mestrado e doutorado) em ciências sociais e em sociologia em todo o território nacional, elevando o nível, em número e qualidade, das pesquisas e do ensino de sociologia. Isso significou que a presença da sociologia no ensino superior e de pós-graduação se consolidasse no Brasil através das mais variadas abordagens e com uma multiplicidade de temas, surgimento assim muitas “sociologias” especiais: do desenvolvimento, do trabalho, do conhecimento, da arte, da educação, urbana, rural, da saúde, da família, etc. Pode-se dizer que houve uma profissionalização da sociologia, na medida em que vários sociólogos resolveram enfrentar temas específicos aceitando o desafio de analisar os diferentes aspectos da sociedade brasileira que se complexificou muito a partir de então.

Mais recentemente as preocupações e temáticas anteriores continuam presentes, mas também outras específicas passaram a ser foco de interesse de muitos estudiosos, inclusive com a realização de encontros e congressos específicos, como Violência, Gênero, Religião, Juventude, Comunicação e Indústria Cultural entre outros.



Muitos foram os sociólogos que, em diferentes áreas do pensamento sociológico, desenvolverão pesquisas e ensino. Entre outros, além dos já mencionados acima, relacionamos alguns daqueles que a partir das décadas de 1960/70, , passaram a ter suas obras lidas e reconhecidas no Brasil e também no exterior: Octavio Ianni (1926-2004), Fernando Henrique Cardoso, Leôncio Martins Rodrigues, Heleieth I. B. Saffioti, Marialice Mencarini Foracchi (1929-1972), Élide Rugae Bastos, Laymert Garcia dos Santos, Francisco de Oliveira, Luiz Eduardo W. Wanderley, José de Souza Martins, Gabriel Cohn, Simon Schwartzman, Luiz Werneck Vianna e Maurício Tragtenberg (1929-1998).

No ensino médio depois de uma luta de mais de dez anos a sociologia voltou oficialmente aos currículos do ensino médio de todo o país através de uma Resolução do Conselho Nacional de Educação e assim será obrigatória a partir de 2007.
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