História do encontro raízes raízes



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Encontro29.07.2016
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HISTÓRIA DO ENCONTRO RAÍZES
RAÍZES é um movimento que reúne pesquisadores, historiadores, escritores, animadores culturais, professores, alunos, enfim, os cidadãos que realizam as mais diferentes atividades nos municípios sediados na região nordeste do Rio Grande do Sul, como também os que se interessam por essa área, e que desejam revelar e escrever sobre suas origens, evocar suas lembranças, recordar as ações dos seus antepassados, para trazer à luz a trajetória da região que tem uma história, mais que local, conjunta, de relações, a qual precisa ser reconhecida, como pilar para o seu desenvolvimento.

Como todo o ser humano é um sujeito da História, chamamos a cada um, crianças, jovens e adultos para dizerem PRESENTE no Raízes, contando, narrando e descrevendo lembranças ou revelando as pesquisas que vêm fazendo, para que a sua família, o seu bairro, a sua comunidade seja mais conhecida, e os municípios da região mais reconhecidos. Todos têm vez e voz: acadêmicos, estudantes do Ensino Fundamental e Médio, egressos do ensino e os que não estiveram no sistema escolar.

Quantos municípios integram este movimento? Eles somam 78, agora em 2009.

Quais? Aqueles que nasceram dentro do primitivo município de Santo Antônio da Patrulha.

Mas que história é esta?

É que os 496 municípios existentes no Rio Grande do Sul, atualmente, são descendentes dos quatro primeiros criados em 1809, por D. João VI através de Provisão Real de 7 de outubro daquele ano, a saber: Porto Alegre, Rio Grande, Rio Pardo e Santo Antônio da Patrulha.

Em 3 de abril de 1811, a Câmara de Santo Antônio da Patrulha foi instalada passando a dirigir a vasta região nordeste da Capitania. Com uma área de 34.184 km² reunia os distritos da então Freguesia de N.Srª. da Oliveira da Vacaria e a Capela de São Francisco de Paula de Cima da Serra (que abraçavam a serra) e da Freguesia de N. Srª. da Conceição do Arroio e o Presídio das Torres (que abraçavam o litoral).

Ao longo dos séculos XIX e XX as emancipações foram se sucedendo, reduzindo a área municipal de Santo Antônio da Patrulha a pouco menos de 1.000 km², na virada para o século XXI.

Desta história regional pouco se sabia até a década de 1980, especialmente de como as emancipações foram se sucedendo e quais suas condições e obstáculos, seus trâmites e sucessos, suas relações e possibilidades de integração frente às histórias locais. Enfim, a escrita desta realidade precisava ser feita e divulgada.

Com esta perspectiva iniciou-se em abril de 1990, na administração Sílvio Miguel Fofonka, então Prefeito de Santo Antônio da Patrulha, e depois do município de Caraá, a trajetória dos Encontros dos Municípios Originários – EMOSAP. O evento é itinerante. A cada ano um município sedia o Raízes.


Os municípios que já sediaram o evento são:
1º Encontro – Raízes de Santo Antônio da Patrulha (1990) publicação esgotada

2º Encontro – Raízes de São Francisco de Paula (1991) publicação esgotada

3º Encontro – Raízes de Tramandaí (1992) publicação esgotada

Obs.: os três primeiros encontros estão publicados em uma obra de 304 p.

4º Encontro – Raízes de Lagoa Vermelha (1993 – 262 p.) publicação esgotada

5º Encontro – Raízes de Gramado (1994 – 440 p.) 2ª edição

6º Encontro – Raízes de Torres (1995 – 336 p.) publicação esgotada

7º Encontro – Raízes de Vacaria (1996 – 510 p.) publicação esgotada

8º Encontro – Raízes de Veranópolis (1997 – 69 p.) publicado

9º Encontro – Raízes de Terra de Areia (1998 – 596 p.) publicado

10º Encontro – Raízes de Santo Antônio da Patrulha e Caraá (1999 – 696 p.) publicado

11º Encontro – Raízes de Canela (2000 – 778 p.) publicado

12º Encontro – Raízes de São Marcos e Criúva (2001 – 912 p.) 2ª edição

13º Encontro – Raízes de Osório (2002 – 832 p.) publicado

14º Encontro – Raízes de Sananduva (2003 – 450 p.) publicado

15º Encontro – Raízes de Capão da Canoa (2004 – 664 p.) publicado

16º Encontro – Raízes de Igrejinha (2005 – 696 p.) publicado

17º Encontro – Raízes de Antônio Prado (2006 – 832 p.) publicado

18º Encontro – Raízes de Cambará do Sul (2007 – 824 p.) publicado

19º Encontro – Raízes de Taquara (2008 – 1568 p.) publicado

20º Encontro – Raízes de Santo Antônio da Patrulha (2009) obra no prelo

21º Encontro – Raízes do Balneário Pinhal (2010)

22º Encontro – Raízes de Nova Hartz (2011) evento em organização

23º Encontro – Raízes de Ipê (2012)

Todas as obras publicadas foram lançadas através da Editora EST.

O movimento RAÍZES se propõe a pesquisar, conhecer e divulgar a trajetória de municípios de uma região que tem uma origem comum, nos seus diferentes aspectos: social, político, econômico, cultural religioso, educacional, ambiental, folclórico e outros. Este processo caracteriza-se como uma prática de Educação Patrimonial, na medida em que mobiliza a comunidade que sedia o evento (com duração de três a cinco dias) para o reconhecimento e determinação de política de preservação dos seus bens materiais e imateriais. Constitui momento significativo para o registro dos múltiplos fazeres da comunidade local e da região de que faz parte, produzidos no passado mais distante ou mais próximo, e que deixaram rastros, os quais devem ser preservados e apropriados no presente pelos que nela residem e/ou trabalham. Trata-se, também, de um momento significativo para a socialização das memórias locais e regionais. E o movimento Raízes propõe-se, igualmente, através da Memória e da História, oferecer alternativas para embasar soluções aos problemas do presente, respeitando o passado como pilar da construção de um futuro mais promissor para nossas comunidades. E mais: sustenta a compreensão de que a História do Rio Grande do Sul passa necessariamente pela produção das micro-histórias, notadamente dos municípios, cujas relações ajudam a explicar a realidade maior, integrada nos âmbitos nacional e internacional.



Na esteira deste projeto foram realizados dois outros encontros, organizados e dirigidos pelo Curso de História da FAPA/Faculdade Porto-Alegrense: em 2006, Raízes de Alvorada (664 p.), e em 2008 Raízes de Viamão (1456 p.), ambos com obras socializadas entre suas comunidades. Também a partir desta trajetória aconteceu o Raízes em Santo Amaro que resultou na obra Arquitetanto Santo Amaro a partir de sua Raízes (408 p.) com o apoio do Programa Monumenta. Em 2010 acontece o Raízes de Gravataí, uma promoção da Prefeitura Municipal, junto com a Casa dos Açores do RS e FAPA.


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