História do homem



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HISTÓRIA DO HOMEM -



CURSO XXIII

HISTÓRIA DO HOMEM


Ensinança 1: Formação da Raça Ária

Em pleno desenvolvimento da Raça Atlante, uma de suas Sub-Raças, a Semita, havia aparecido com a missão especial de ir formando um tipo de homem fisiológico e mental, apto para formar o tipo da Raça Ária.

A Sub-Raça semita atlante começou depois do dilúvio tolteca há 850.000 anos.

Esta Raça ia-se distinguindo cada vez mais dos demais atlantes, adquirindo uma característica própria.

Depois do terceiro grande dilúvio atlante, há 220.000 anos, os semita-atlantes começaram a receber entre eles alguns protótipos dos futuros ários. E depois que foram vencidos pelos acádios, há 150.000 anos, pode-se dizer que começou a verdadeira formação da futura Raça; cada vez encarnavam entre os semitas maior número de entidades do novo tipo.

Um Iniciado Solar, pertencente à quarta Raça Raiz Atlante, o Manu Savarna, desceu nessa comunidade para cristalizar a Idéia Mãe da Divindade Absoluta com a afirmação: “Tudo é Deus. O homem é Deus. Tudo sai do Manancial Divino e a Ele volta”, para afirmar a Divindade atlante nesses seres que iam fundar a Raça da Humanidade ária.

Fugindo dos acádios, Ele os guiou por um grande vale às margens de um grande rio, durante muitos dias, sempre para o Sudeste, até que chegaram a uma esplêndida terra, cheia de promontórios e de oásis, rodeada de uma espécie de muralha natural, de puro coral.

Pouco a pouco, o mencionado rio foi transbordando no vale, separando os guiados pelo Manu Savarna, da terra dos acádios; e formou-se uma grande ilha chamada Ilha do Coral. Esta ilha era privilegiada, tanto pela exuberância de sua vegetação, como por seu clima temperado.

É de supor que se dirigiram desde a atual Austrália até a região que ocupam agora as ilhas de Nova Zelândia.

As migrações atlantes se efetuavam, sempre, desde Noroeste até Sudeste, enquanto que as invasões se faziam para o Norte.

Quando o sol, rasgando as nuvens, aparecia à vista dos habitantes do continente atlante, brilhava com maior intensidade sobre a Ilha do Coral.

Desde há 150.000 anos até há 120.000, os tipos ários aumentaram notavelmente, chegando a constituir quase a metade da povoação total da ilha.

Certamente, a diversidade tão notável de idiossincrasia entre os semita-atlantes e os primeiros ários, produziu lutas intestinas muito intensas. O corpo físico dos antecessores dos ários havia-se embelezado extraordinariamente e isso suscitava inveja nos atlantes de velho tipo. Estas lutas foram causa das primeiras migrações; e os atlantes de tipo ário tiveram que buscar novas terras.

Entre a grande ilha que eles habitavam e o novo continente, que ia emergindo das águas, havia-se formado um grande número de ilhas e ilhotas.

Seguindo essa rota estabeleceram-se na pré-costa do novo continente, onde atualmente acham-se as ilhas de Nova Guiné e Bornéu.

O ciclo estava para se cumprir. As novas forças cósmicas enchiam de força as terras do Sudeste da Ásia. Os grandes Iniciados da Raça Ária se preparavam para descer a fim de guiar os eleitos à suas novas moradas.

O Manu Vaivasvata, há 118.765 anos (1937 do calendário gregoriano) encarnou entre os homens, para selecionar os arios e para fundar a primeira sub-Raça ária, a “Ário-Ária”.

Ensinança 2: A Sub-Raça Ário-Ária


Ásia, a primeira terra que o homem ário tinha de explorar, levantava-se entre mesetas de coral, entre rochas não pisadas ainda; adornada por uma vegetação exuberante, ainda que lúgubre, coroada de altíssimas montanhas, como um símbolo de enigma e de mistério para aqueles que tinham de conquistá-la.

Com orgulho levantava esta terra suas cristas para o céu parecendo desafiá-lo, pois ela ia conseguir que o homem a adorasse e venerasse.

Em algumas partes da Ásia, sobretudo nas partes rodeadas pelo mar, em grandes ilhas, viviam colônias atlantes mongóis; mas o centro do continente era completamente virgem.

O Manu Vaivasvata, primeiro grande Iniciado Solar da Raça Ária, desceu à ilha do Coral, para dirigir a nova Raça à conquista do misterioso continente.

Este Ser tão extraordinário, que se transformou, com o transcurso dos séculos, em um símbolo, em uma idéia, viveu verdadeiramente em corpo físico entre os primeiros ários.

Mas em idade precoce abandonou a terra atlante para dirigir-se à pré-costa do novo continente. Ali permaneceu até sua velhice, educando o povo, ditando leis e organizando a mil jovens para que fossem cabeças da fantástica expedição que projetava empreender.

Dentre estes mil jovens escolheu dez, privilegiados por sua hierarquia espiritual, que tinham de ser seus representantes diretos; chamavam-se: Marichi, Atri, Pulastya, Pulaka, Angryas, Kardama, Dakcha, Vashishia, Bhrigu e Narada.

Quando o Manu Vaivasvata tinha cento e catorze anos de idade e sua branca barba ressaltava sobre seu rosto bronzeado, empreendeu a grande marcha.

Os ários foram divididos em dez grandes grupos que iniciaram a marcha, sucessivamente, com intervalo de uma lua entre um e outro. Cada um destes grupos estava dirigido por um Richi ou Sábio; e se dividiam por sua vez, em cem subdivisões cada um; cada subdivisão era dirigida por um dos mil escolhidos e contava com mil pessoas. Era, pois, um milhão o número dos que seguiam o Manu Vaivasvata, o qual ia no grupo do sábio Marichi, que o servia em tudo.

Estes primitivos ários não tinham a configuração física do homem atual, se bem fossem parecidos. Sua estatura excedia a dois metros, seu crânio era grande e achatado, os olhos pequenos, a boca e as orelhas grandes, e o nariz grande e achatado. Seus braços e pernas eram musculosos e bem proporcionados, mas pouco resistentes. A tez era mais para escura, e o cabelo liso e comprido. Falavam um idioma de tipo sintético chamado Arypal.

Ao efetuar a grande migração à terra desconhecida, o Manu Vaivasvata pensava que os ários poderiam voltar periodicamente a organizar outras expedições, até transladar toda a população da pré-costa à nova terra, pois as antigas se tornavam cada vez mais pantanosas, insalubres e quentes, e constantemente atacadas pelos atlantes.

Nem ele sabia o glorioso e trágico destino que esperava seus escolhidos.

Por isso, o signo de Áries representa um carneiro com a cabeça voltada para trás, olhando o ponto que deixou, como se ali deixasse seu coração.

As caravanas marcharam com dificuldades espantosas entre marismas, pântanos e feras desconhecidas por elas.

Cruzaram as ilhas situadas no atual mar Meridional da China e penetraram na Ásia pela Indochina, atravessaram as rochosas e desoladas regiões de Sion e Birmânia e chegaram aos pés dos Himalaias.

Em suas visões celestiais, o Manu Vaivasvata havia visto o Grande Templo, uma cadeia de altíssimas montanhas; e a Voz Divina lhe havia dito que a Terra Prometida estava detrás delas.

Por isso, bordejaram os Himalaias buscando uma passagem, até que a encontraram, o que ocorreu há 118.765 anos (1937 do calendário gregoriano).

Até ali, a mortandade havia sido leve; mas quando os dez grupos se internaram nos Himalaias, a um período temperado seguiu outro glacial.

Entre pavorosas tempestades de neve fechou-se a passagem por onde haviam penetrado; e inutilmente buscaram um caminho de saída. O frio, a fome e sua falta de resistência os dizimaram.

Os ários clamavam ao Manu para que os devolvesse à sua primitiva terra. Mas tudo em vão.

Os sobreviventes bordejaram fatigosamente os Himalaias, sempre buscando uma saída; costearam o Kuenlun, até que chegaram ao Altyntag; dali viram o Turquestão, maciços de montanhas que chamaram “Morada dos Deuses”. E ante ele se estendia uma terra maravilhosa, uma verdadeira Terra Prometida, que em seu centro tinha um mar, atual deserto de Gobi.

O Manu Vaivasvata cantou ali o Hino de sua Liberação.

Disse aos dez Sábios, que haviam sobrevivido, que mandassem seus homens para conquistar as terras. E ele, acompanhado por poucos fiéis, subiu à Montanha Sagrada dos Deuses.

A migração durou setenta e sete anos.

Enquanto isso, um fenômeno curioso se produziu no físico dos homens. Pela mudança violenta do clima, ou por motivos emocionais, o escuro cabelo tornou-se branco.

Isto foi indício de que mudaria completamente a cor do cabelo e a pigmentação da pele, o que aconteceu no milênio seguinte.

Durante este período, os ário-ários conquistaram a Mongólia, o Turquestão Chinês e o Tibete; desterraram as colônias mongólicas atlantes, destruíram-nas ou assimilaram-nas. E fizeram-se donos absolutos dessas regiões do coração da Ásia.

Ensinança 3: O Retorno dos Filhos do Manu

As dez tribos, dirigidas pelos dez Sábios tomaram os nomes destes.

A tribo de Marichi permaneceu no Tibete.

As tribos de Atri, Pulastya e Pulaka se estabeleceram em diferentes partes da Mongólia.

As tribos de Angryas, Kardama e Dakcha povoaram o Turquestão Chinês.

A de Vashishia se internou no Turquestão russo.

A tribo de Bhrigu se estabeleceu no Afeganistão e a de Narada em Cachemira.

Esta dispersão das migrações ário-árias se efetuou lentamente e transcorreram milhares de anos antes que as tribos se estabelecessem nas comarcas indicadas.

Durante estes milênios, estes homens mudaram completa e definitivamente: desenvolveu-se neles o sentido do olfato, diminuiu sua estatura e a cor de sua pele se tornou mais clara, assim como de seu cabelo, em especial os da tribo de Vashishia, e modificou-se também a cor dos olhos.

Durante séculos haviam vivido entre neves. Tiveram de lutar com a fome, o frio e tiveram de vencer a terra, forçando-a, palmo a palmo. Assim aprenderam a amá-la.

Sob o lençol branco adormecido estava o tesouro de suas vidas; e isso foi o primeiro símbolo de sua Divindade; a Deusa Branca, a Mãe adormecida, a Natureza que oculta seus tesouros.

Depois da mencionada época glacial do período da migração, as estações se tornaram mais temperadas; a Terra, secando e enrugando-se, formava grandes pregas, que foram barreiras naturais entre os povos.

O idioma se transformou. O Arypal era conservado unicamente pela tribo de Marichi como idioma sacerdotal, muito modificado, chamado zenzar.

As outras tribos falavam diversos idiomas, dos quais fica como única recordação o sânscrito.

Se bem que as tribos tenham se separado definitivamente, mantiveram um culto comum: a adoração ao fogo e o culto à Natureza.

O culto divino e humano já se infiltrava neles.

O culto ao fogo, que tão trabalhosamente tinham que procurar para si, recordava- lhes, como um sonho, suas origens, o país cálido de onde emigraram seus antepassados, onde os vulcões em erupção vomitavam fogo e os bosques ardiam durante meses quando eram devastados por vorazes incêndios.

Além disso, a lembrança do Manu Vaivasvata, o velho gigante de rosto bronzeado que levava o fogo em suas mãos, recordava-lhes suas origens divinas.

Estes povos, desde um princípio, guerrearam constantemente entre si e pode-se dizer que quatro das tribos triunfaram definitivamente: as de Marichi, Atri, Vashishia e Narada.

Porém, a que predominou foi a de Narada, que se estendeu por toda a Índia, conquistou os habitantes do Afeganistão, da tribo de Bhrigu, e guerrearam com a tribo de Atri, que se havia apossado do norte.

Mas seu glorioso destino era outro: o de voltar a conquistar a terra de onde saíram.

Ensinança 4: Narada

A tribo de Vashishia havia abandonado a Terra Sagrada, atraída pelo mistério dos grandes desertos, dos grandes bosques e dos desfiladeiros das grandes montanhas que viam no horizonte.

Esta tribo ia se sepultar durante milênios buscando o norte da Ásia, bordejando o Cáucaso e penetrando na Europa, nessas regiões ainda não plenamente formadas para a vida humana, esperando o fruto de seus esforços.

Porém, os conquistadores seriam os da tribo de Narada, aqueles guerreiros que haviam partido para o sul, haviam vencido as fortes tribos de seus irmãos e estavam destinados a conquistar e a confundir-se com os últimos remanescentes dos atlantes, e fundar a segunda sub-Raça, a ário-semita.

A terra que conquistaram era extraordinariamente bela e fértil; e se chamava dos Cinco Rios (Cachemira).

Os Naradas ficaram ali durante muitos anos, acreditando que era o limite terrestre. Mas, repetidas vezes, uns deuses negros de gigantesca estatura, parecidos com o deus deles, o Manu Vaivasvata, apareciam sobre o cume dos montes, destruindo com sua arma aérea, espécie de raio mortal, as terras e as cidades dos Naradas que haviam alcançado, então, uma alta civilização.

Haviam esquecido que esses homens eram seus verdadeiros ascendentes e tomaram-nos por deuses irados.

Enquanto isso, outros inimigos, os da tribo de Bhrigu, refugiados nas montanhas do Afeganistão, hostilizavam continuamente estas primitivas colônias de Narada. Mas estas, auxiliadas por grandes Iniciados, puderam guerrear, fortalecer-se e converter-se em donas de todo o centro da Ásia.

Os grandes Iniciados haviam ensinado aos ários os Sacrifícios; e os Sacrifícios iam acompanhados por uns cânticos, dos quais derivaram os Vedas, que se recitavam em coro e produziam por sua extraordinária vibração, grande força etérea; e notaram como, quando eles entoavam seus cantos, as hordas negras eram paralisadas em seus intentos.

Uma força magnética era neutralizada por outra força magnética.

Ao serem donos de um poder, começaram a não temer os negros, descendentes dos atlantes, com tipos dos quais se havia formado o homem ário; e viram como, fisicamente, por eles terem maior destreza, habilidade e domínio da estabilidade, podiam vencê-los facilmente.

Com as primeiras vitórias veio a ânsia de conquista. Conjuntos de homens, guiados segundo o costume de então, pelos Sacerdotes, soldados Iniciados, empreenderam o caminho da conquista.

Os primeiros fracassaram uma e outra vez. Mas finalmente, bordejando as margens setentrionais dos Himalaias, acharam uma passagem, que franquearam, descendo depois pela Birmânia e Indochina, que eram então regiões pantanosas. Mais ao sudeste destes pântanos e marismas, em grandes ilhas, entrincheirados por trás dos pântanos e em covas protegidas por altíssimas palmeiras, viviam os homens negros.

Tão exuberante era a vegetação, que formava verdadeiras galerias, cujo teto estava formado por trepadeiras que impediam de ver o céu. O solo era pantanoso, infestado de répteis; estes prejudicavam os ários, pois os atlantes não os temiam devido a que possuíssem em seu sangue um elemento químico que lhes servia de antídoto, protegendo-os dos efeitos de suas picadas.

Ano após ano, os filhos de Narada procuravam conquistar esta terra; cada fracasso era um acicate que estimulava os homens novos a vencer o povo de Ravadan.

Aprofundaram seu conhecimento dessas terras estranhas, aprendendo a iludir os perigos que encerrava; fizeram-se destros em matar répteis e em dominar os grandes macacos que pululavam por todas as partes.

Mas a verdadeira conquista que marcou o princípio da sub-Raça ário-semita, ocorreu há uns 100.000 anos. Portanto, a sub-Raça ário-ária havia durado uns 18.800 anos.

Ensinança 5: Formação da Sub-Raça Ário-Semita

Quando as tribos do Manu Vaivasvata abandonaram as terras da pré-costa do sudeste asiático, deixaram ali um povo que ia perdendo rapidamente as características atlantes.

Tinham que ser preparados para pertencer à Raça ária e ser os fundadores da segunda sub-Raça, a ário-semita.

Com este propósito, foram dirigidos por um Iniciado Solar de Primeira Categoria, o qual depois passou à história, em diversos Gênesis, com o nome de Noé ou Nué.

Estes povos suportavam grandes dificuldades de origem climática.

O mar ia invadindo constantemente as ilhas e a pré-costa onde haviam levantado suas cidades e estabelecido seus portos, enquanto que os pântanos existentes entre as rochas da Birmânia e Indochina iam secando.

No entanto, durante a época glacial em que se fechou a passagem, o que impediu o regresso dos emigrados ao Tibet, estabeleceu-se um clima extremo de fortes calores e intensos frios, ajudando que sobre essa terra se formasse uma capa fertilizante.

Estes povos conservavam de viva voz as tradições de sabedoria atlante, mas não expressavam sua idéia com forma gráfica alguma, chegando no entanto, a desenvolver uma civilização muito superior à dos ário-ários.

No tempo da invasão de Narada, estes povos haviam se degenerado muito, se bem que conservassem o prestígio e as riquezas de um passado grandioso.

Eram de talhe grande, sendo sua estatura de cerca de dois metros; a pele muito escura e lustrosa, de cabelos longos e lisos; de rosto achatado e de pômulos muito salientes, expressando muita indiferença e acentuada malignidade.

Seus pés eram chatos e caminhavam sem desenvoltura; os jovens o faziam apoiados sobre lanças de combate e os anciãos, sobre bastões.

Como defesa, possuíam uma barreira de serras e a exuberante vegetação dos limites de seus territórios, mas pouco a pouco foram completa e definitivamente vencidos pela tribo de Narada.

Os ário-ários, inteligentemente, somente destruíram a terça parte destes homens; porém, conservaram os restantes para aprender sua arte, sua religião e sua ciência.

Os ário-ários se misturaram com estes descendentes dos atlantes e os tipos puramente autóctones desapareceram por si mesmo, ficando assim um tipo completamente novo.

Os ários que invadiram essa terra também desapareceram, aparecendo um homem completamente ário, mas de tez escura: a sub-Raça ário-semita.

Ensinança 6: As Sete Ramificações da Raça Ária Primitiva.

Os ário-ários da tribo de Marichi, que não empreenderam a conquista da pré-costa, adquiriram características que foram se acentuando no período compreendido entre os últimos anos da primeira sub-Raça e o começo da segunda.

Moravam no Tibete e nos arredores do mar de Gobi; foram definitivamente absorvidos mais adiante pelos irânios.

O grupo dos ário-ários da tribo de Atri, que viviam na Mongólia, estenderam seu domínio até o mar Cáspio, então mais extenso do que agora; e para o norte até as margens do mar Gelado, atual Sibéria.

No entanto, os da tribo de Atri, durante a segunda sub-Raça permaneceram quase ocultos e os que não se misturaram com a tribo de Vashishia, foram eventualmente absorvidos pelos irânios.

Os ário-ários da tribo de Narada foram para o sul, mesclaram-se com os puros atlantes e formaram a sub-Raça ário-semita.

Os da tribo de Vashishia emigraram para o norte, costearam o mar Gelado, dirigindo-se para uma ilha situada aproximadamente na atual Europa Central. Permaneceram ocultos e os ário-semitas, não conheciam sua existência.

Um grupo destes ário-ários da tribo de Vashishia, emigrou, atravessou a ilha de Ruta, que somente estava separada da América Central por um canal, destruíram e se uniram com os atlantes, formando um tipo autóctone, absorvido mais adiante pelos irânios.

Outro grupo da tribo de Vashishia emigrou para o sul, cruzou as grandes ilhas onde hoje está a África Central, chegando até a parte sul. Procuraram destruir os atlantes, mas eles também foram embora, ficando somente uma pequena colônia com predomínio atlante. A outra parte do continente estava habitada pelos atlantes mongóis.

Estas sete ramificações podem ser designadas assim:

NEGROS - Atlantes mongóis;

PARDOS - Ário-ários, tribo de Narada;

ACOBREADOS - Ário-ários, tribo de Marichi;

AMARELOS - Ário-ários, tribo de Atri;

VERMELHOS - Ário-ários, tribo de Vashishia, emigrados à América.

ESCUROS - Ário-ários, tribo de Vashishia, emigrados à África.

BRANCOS - Ário-ários, tribo de Vashishia, os que ficaram na Europa.

Ensinança 7: A Sub-Raça Ário-Semita

Há cem mil anos começou a sub-Raça ário-semita.

Estes povos viam como a terra ia desaparecendo sob seus pés, pois o mar ia comendo rapidamente as ilhas atlantes.

Os ário-semitas, relativamente pacíficos, guiados pelos grandes Iniciados, disseminaram-se ao longo de toda a costa do Oceano Pacífico, fundando colônias e dessecando territórios pantanosos.

Estas terras eram extraordinariamente férteis; e os ário-semitas puderam receber das mãos dos Instrutores a semente do trigo e semeá-la, com ótimos resultados.

Paulatinamente converteram-se em agricultores, não guerreando constante, senão esporadicamente, quando alguma tribo vizinha tentava avassalá-los.

Seu clima era relativamente temperado e estavam completamente afastados das antigas tribos ário-árias.

Em contato com a natureza e a terra, e levando uma vida mais regular, foram embelezando notavelmente seu corpo físico. Seu talhe era esbelto, a tez escura e lustrosa, os olhos grandes e negros, os pômulos salientes; os traços em geral, agraciados.

Durante a sub-Raça ário-semita a dentadura sofreu uma mudança fundamental, pois de prógnatos como eram os ários, transformaram-se, ficando os incisivos em posição vertical, semelhante à atual.

Também se modificaram as mãos. Os três dedos médios eram habitualmente do mesmo tamanho; por essa época, o dedo médio era o único a sobressair.

Também modificou-se o abdome; foi excessivamente avultado em razão da grande quantidade de alimentos que eram ingeridos, depois adquiriu proporção em relação ao corpo.

O trigo trouxe a bênção do céu sobre a terra.

O pão mudou certos instintos, completamente selvagens, que havia no homem, alternando-os com desejos de estabilidade e mansidão.

A transmissão do trigo, dos Planos Superiores à Terra, ocorreu assim: os Grandes Iniciados predicaram a vinda do novo alimento que terminaria com as grandes mortandades que o ar malsão dos pântanos trazia sobre a região.

Durante dias e dias descarregaram-se sobre a Terra grandes tempestades elétricas. Os raios perfuravam a terra, deixando sua pegada metálica por toda a parte; com o transcurso do tempo estas descargas elétricas produziram uns vazios, hermeticamente fechados por um elemento químico desconhecido; este encerrava em si a raiz de outro elemento químico que, ao decompor-se a parte que o encerrava, em contado com a terra, formava a semente do trigo.

Quando os raios deixavam sua marca metálica nas perfurações feitas na terra, necessário é pensar que as altas voltagens geradas pelas mútuas descargas desde as nuvens aos minerais terrestres, para onde são atraídos, e destes para aquelas, foram as forças destinadas a transmutar os átomos dos metais em uma agrupação de elementos que constituíram moléculas de grande massa, verossimilmente de tipo protéico. Como estes últimos já existiam no planeta, compondo os seres viventes, realizava-se a nova criação, que deveria originar um gênero com características próprias.

Ao formar-se uma casca esférica e isolante ao redor dos novos átomos, com um espaço vazio intermédio, é de supor que se estabelecia um sistema eletromagnético mais localizado, de energias sutis e constantes. O objetivo era agrupar estes elementos protéicos no sentido de manifestar forças criadoras e assimilativas.

Tendo chegado o processo uma maturação, rompeu-se a cápsula, já inútil, e o presumido elemento entrou em contado com as substâncias comuns da terra e com as energias correspondentes. Então, uma nova adaptação ao ambiente fez nascer uma célula com individualidade e autonomia; uma célula germinativa de uma nova planta: o trigo, a planta dos deuses.

Os Iniciados ensinaram aos ário-semitas como selecionar estas sementes e desenvolveram uma planta maior, ainda que semelhante ao atual trigo.

Durante gerações e gerações os ário-semitas semearam exclusivamente trigo, porque tinham a missão de levar esse tesouro através das sub-Raças seguintes.

Durante os últimos tempos da sub-Raça ário-semita, formaram-se duas correntes: a dos negros e a dos brancos.

O formoso tipo pardo formado em contato com os ário-ários foi desaparecendo; os atlantes mongóis se infiltraram e misturaram-se cada vez mais com os ário-semitas, que se tornaram cada vez mais negros; e houve muitas guerras entre eles.

Os negros adquiriram maior força e devastaram as terras dos pardos; estes se viram obrigados a fugir para a Índia, aniquilar seus habitantes e apossar-se de suas terras, levando o estandarte desta civilização, o trigo, seu símbolo sagrado.

Os negros, mais guerreiros e mais poderosos, fundariam a sub-Raça Irânia.



Ensinança 8: A Torre de Babel

Enquanto imperava a sub-Raça ário-semita ocorreu a quarta e última submersão da Atlântida, há 87.000 anos.

Os ário-semitas, de agricultores haviam-se convertido em povos fortes e poderosos e começavam a deixar-se assimilar pelos atlantes, levantaram poderosas cidades, apesar de não trabalharem nelas.

Tomavam escravos apelantes, fazendo-os trabalhar sob sua direção. Os atlantes empregavam sua estatura e sua força e os ário-semitas, sua inteligência.

Erigiram imensas pirâmides, que eram o centro de suas cidades; imensas torres que pareciam desafiar o céu.

Nas linhas e medidas destes gigantescos monumentos escreveram a história do universo em sinais, medidas e linhas, a história do homem e dos homens vindouros.

Ao seu lado, as pirâmides do Egito são pigméias.

Mas a constante promiscuidade com os atlantes, fazia os ário-semitas serem atraídos pelo forte magnetismo animal destes e se contagiaram com seus males, ambições e artes negras.

A tanto chegou o poder de sua civilização, que estes homens acreditaram serem como Deus e que seus templos piramidais desafiariam o céu, por conter toda sua sabedoria. De tal forma, que se deixaram arrastar e assimilar pelos atlantes mongóis.

Perverteram sua língua sagrada e voltaram a usar o idioma monossilábico e gutural dos atlantes, formando-se assim, diversas línguas.

Porém, havia chegado a hora em que a Atlântida deveria desaparecer definitivamente sob as águas. E se produziu o quarto dilúvio.

Durante dias e dias choveu torrencialmente sobre a Terra; o mar embravecido levantava-se como um monstro para engoli-la.

Durante quarenta anos houve contínuas inundações, submersões e mudanças atmosféricas.

Os grandes Iniciados levavam os povos ao abrigo das terras que sabiam serem prometidas para a nova sub-Raça.

Os ários da tribo de Vashishia na África do Sul pereceram. Os da América ficaram separados pelo oceano do resto do continente; eventualmente foram absorvidos pelos irânios.

Os das tribos de Marichi e de Narada foram quase totalmente arrasados pelas águas que desceram dos Himalaias e mais adiante absorvidos pelos irânios. Os da tribo de Atri permaneceram quase ocultos e também, por sua vez, foram absorvidos pelos irânios. Os da tribo de Vashishia que permaneceram na Europa, incólumes, esperavam sua hora.

Depois do grande dilúvio, os ário-semitas, muito debilitados, foram cada vez mais absorvidos pelos atlantes, até formar um novo tipo: o homem ário de tez negra.

Estes ário-semitas de tez negra hostilizavam os demais ário-semita que restavam. Estes também guerreavam com os últimos ário-ários, que pouco a pouco foram desaparecendo.

Os acidentes climáticos e as trocas produzidas na Terra pelos movimentos sísmicos, destruíram a fertilidade dos campos; mas os homens levaram a semente do trigo, semeavam-na e ensinavam seu cultivo aos vencidos, até a aparição da sub-Raça ário- Irânia.

Ensinança 9: A Sub-Raça Ário-Irânia

Com anterioridade ao quarto grande dilúvio atlante, os sistemas hidrográficos, dos continentes e ilhas, tanto no que se refere a lagos como aos rios, eram pobres.

Não havia lagos de água doce; os existentes, em realidade grandes pântanos, eram salgados devido a que se comunicavam com o mar.

Os rios eram muito curtos, fosse por desembocar no mar próximo de seu nascimento ou porque suas águas eram absorvidas pelo solo. Pode-se supor que estas características obedeciam principalmente à permeabilidade da terra. A sucessão de temperaturas muito altas e muito baixas provocaria rachaduras no solo, impedindo que a água se juntasse na superfície.

O quarto grande dilúvio preparou uma mudança fundamental; é de se crer que as contínuas chuvas deram origem a um clima menos extremo e que além disso influiu algum outro fator para impermeabilizar a terra, talvez o arrasto e depósito de grandes quantidades de matéria orgânica, especialmente algas.

O fato é que, a partir de então, formaram-se lagos de água doce, formados pelas águas pluviais ou nascentes, que se juntavam nas depressões sem serem absorvidas. Também apareceram os primeiros grandes rios quando buscando seu nível, as águas encontraram uma passagem para franquear as alturas que as rodeavam, formando assim os primeiros grandes leitos de rios.

Entretanto gestou-se a sub-Raça ário-Irânia, cuja aparição definitiva ocorreu há 75.000 anos.

Estes negros irânios, guerreiros e selvagens, arrasavam à sua passagem toda civilização. Unicamente respeitavam os animais selvagens, sendo os primeiros em usa-los para serviço do homem, e nos cultivos de trigo.

Conquistaram a Índia atual, absorvendo definitivamente os descendentes da tribo de Narada, assim com os de Marichi e Atri.

Desde a Índia continuaram suas conquistas, seguindo os leitos que as águas abriram, como grandes sulcos, através da terra.

Uma coluna de ário-irânios, saída da Índia, costeou o Golfo Pérsico, atravessou em balsas o mar que cobria a atual Arábia, até uma ilha localizada onde hoje está o Egito. Costearam o mar para o sul, hoje o deserto de Saara, até uma latitude que corresponde aproximadamente a Moçambique. Das montanhas da Etiópia já desciam as águas que formariam o futuro rio Nilo.

Uma segunda coluna seguiu uma rota parecida à da tribo de Vashishia; cruzou as ilhas que ainda ficavam no Atlântico, que iam se afundando, e chegaram à América onde absorveram definitivamente os ário-ários. Estabeleceram-se principalmente na região hoje regada pela bacia do Rio Colorado dos Estados Unidos.

Uma terceira coluna seguiu o vale de um grande rio, chamado Haneioc, que muitos séculos depois se dividiria em dois, atuais rios Eufrates e Tigre; dominaram a região da atual Mesopotâmia.

A quarta coluna de irânios, chamada a desgraçada ou fracassada, dirigiu-se a umas grandes montanhas, possivelmente na região das bacias dos atuais rios Volga e Don; mas foram vencidos em seguida pelos da tribo de Vashishia que conservavam pura sua Raça; foram reduzidos à escravidão e no curso de dois mil anos desapareceram definitivamente.

A quinta coluna de irânios, que foi a maior e mais poderosa, desde a região que ocupa a Índia atual, dirigiu-se para o nordeste até o mar de Gobi; costeou suas margens sul, leste e norte, indo estabelecer-se definitivamente no noroeste do mesmo, atual Turquestão Chinês, em uma terra virgem recém-emersa e às margens de um rio que se dirigia para o mar gelado do Norte, cuja bacia é hoje regada pelo rio Ienisei e seus afluentes.

Ensinança 10: Grandeza e Poder dos Ário-Irânios

Os irânios espalharam-se em diferentes direções dominando, ao cabo de um milênio, todo o mundo por eles conhecido.

Os atlantes haviam desaparecido definitivamente do continente e moravam nas duas grandes ilhas que ficavam do continente afundado no meio do Atlântico; eram conhecidos, pelos povos irânios, mais como mitos do que como realmente existentes. Mas novas submersões obrigariam mais adiante os atlantes a buscar novas terras e estas já estavam ocupadas pelos ários.

As colunas Irânias que conquistaram as terras que logo seriam do Egito e as que ocuparam a bacia do Haneioc, estabeleceram-se nessas zonas, ainda que mais adiante fossem conquistados, e suas terras devastadas, pelos irânios que viviam na atual bacia do Ienisei.

Mas não tiveram nenhum contato com os irânios que pereceram na atual bacia do Volga nem com os que foram à América.

Os irânios da bacia do Ienisei, enquanto isso, cresceram extraordinariamente em força e poder. Possuíam a astúcia dos atlantes e a força físico-cerebral dos ários. Eram de alta estatura; bem proporcionados, de longos cabelos, que simbolizavam para eles a força; eram rápidos, esbeltos e audazes. O rosto não era belo, pois eram de tez negra, rosto achatado, olhos ovalados e com uma constante expressão de sorriso malicioso.

Estavam dotados de grande sangue frio e extraordinário valor. Na guerra lutavam com grandes lanças de madeira com pontas de pedra negra e com enormes maças, também de madeira, endurecida na água do mar. Não abandonavam o combate até haver destruído o inimigo; lutavam corpo a corpo como feras; tinham longos dentes, afiadíssimos, que fincavam no crânio de seus adversários. Vestiam somente uma tanga de fibras vegetais.

Viviam continuamente militarizados; e diferentemente dos ário-ários e dos ário-semitas não escolhiam rei em determinada dinastia senão entre os generais mais valentes.

Acostumados a climas frios, levantaram sem plano imensas cidades de pedra; à medida das necessidades acrescentavam as casas. O resultado era uma grande massa de pedra que às vezes se constituía em fortaleza inexpugnável. Os militares se dividiam em dois grandes grupos, os mais velhos e os mais jovens constituíam a reserva e defendiam as terras cultivadas e as cidades. As guerras eram constantes, sendo a ocupação masculina por excelência; o cultivo da terra estava a cargo exclusivo das mulheres.

Possuíam uma arte especial em domesticar feras; cavalgavam elefantes brancos, de grande corpulência e curta tromba que pintavam de negro durante a guerra.

Não tinham templos ou culto propriamente dito; adoravam o fogo que mantinham constantemente aceso no centro de suas cidades e de seus lares; as mulheres que o guardavam eram consideradas santas e privilegiadas. Somente estas virgens sacerdotisas tinham direito de dançar na presença dos soldados, nas grandes solenidades. Os soldados tinham o privilégio de dançar, à parte, entre eles.

Sua escrita consistiu em impressões da mão ou outra parte do corpo sobre vegetais.

A guerra constituía a vida destes homens. Por isso, lançavam-se a grandes conquistas sob direção de diversos grandes Iniciados, que eram verdadeiros condottieri.

Nos paises que invadiam, não somente destruíam as pessoas, também as cidades, respeitando, no entanto, os cultivos e os animais.

Em meados da sub-Raça estes irânios invadiram a bacia do Haneioc, conquistaram-na definitivamente, e mais tarde invadiram o atual Egito. Como esta região era muito distante de seu lugar de origem, pouco a pouco esqueceram seu país e seus antepassados.

Algumas colônias anteriormente estabelecidas, de ário-semitas, puderam escapar ao desastre e foram se misturando com os irânios, semeando a primeira semente daquele povo extraordinário que durante a sub-Raça ário-teutônica seria o egípcio.



Ensinança 11: A Formação da Sub-Raça

Ário-Celta

Os ário-irânios que ocupavam a região que atualmente rega a bacia do Ienisei, costearam o mar Gelado e desceram depois sobre a região do rio Haneioc, que submeteram e devastaram.

Uma colônia dos ário-irânios ali estabelecidos emigrou para o Noroeste estabelecendo-se em uma terra que ocupava principalmente o lugar do atual mar Mediterrâneo, ainda que também tenha se estendido consideravelmente mais para o Norte, já que restos da mesma são as regiões montanhosas da Escócia e Vascônia, assim como as de Sicília e Calábria.

Esta terra estava toda rodeada, como por um grande anfiteatro de vulcões inativos, sendo limitada ao norte pelo mar Gelado e a Leste por um imenso rio que a separava da região de Haneioc.

A região do atual Mediterrâneo era uma terra de aluvião, fertilíssima, de clima temperado e variável e que proporcionava a seus moradores grandes colheitas e abundantes pastos para seus animais.

Mas há 57.000 anos, ocorreu uma notável modificação do clima, acompanhado de fenômenos sísmicos de magnitude.

Os vulcões entraram em ação projetando, a princípio, tal quantidade de cinza, que obscurecia, por semanas, o céu; as crateras vomitaram depois fogo e, finalmente, grandes correntes de lava se precipitaram pelas ladeiras, arrastando tudo, o que, unido a intensos movimentos sísmicos, abriu o leito do grande rio do Leste, permitindo que também as águas do mar Gelado invadissem a fértil planície.

Os habitantes pereceram aos milhares, salvando-se alguns, ao fugir para as montanhas.

Passado o período de convulsões, em lugar da fértil terra ficou o mar, que depois seria o atual Mediterrâneo, ainda que semeado de belas e férteis ilhas.

Os poucos sobreviventes começaram uma nova vida, de constante luta contra o mar e a natureza.

Este restante de ário-irânios vencidos, avassalados e quase totalmente destruídos pela natureza, estava destinado a ser o broto da sub-Raça ário-celta.

Ensinança 12: A Sub-Raça Ário-Celta

A sub-Raça ário-celta nasceu na região que ocupa a atual bacia do Mediterrâneo, há 50.000 anos.

Esse território não oferecia seu aspecto atual. Era verdadeiramente maravilhoso; o Mar estava rodeado por altíssimas montanhas vulcânicas e fechado hermeticamente, salvo por um pequeno estreito, presumivelmente na região da atual Macedônia, que o comunicava com o mar Gelado.

Era como um grande anfiteatro onde, aos pés de altas montanhas, havia vales férteis de terras de aluvião.

O mar estava salpicado de numerosas ilhas; as principais eram três: a de Serg, que abarcaria a atual Córsega e Sardenha; a de Penelpon, muito extensa, situada aproximadamente onde é a Grécia atual e separada da Macedônia por um grande rio; e a de Eterias, que logo seria Etrúria. Todas estas ilhas eram férteis e belas.

Os ário-celtas, por sua situação geográfica, estavam muito afastados dos povos irânios e desconheciam os atlantes, que viviam então escondidos em sua grande ilha no meio do Atlântico.

Um destino divino estava reservado a esta sub-Raça: o de semear a paz e a prosperidade, o de chegar a colocar a mente em alta posição racional, para que a ponte entre o instinto e a intuição fosse uma passagem livre para a alma.

Os ário-celtas chegaram a uma civilização extraordinária, impossível de descrever.

A religião para eles, era a arte de cultivar a beleza, e o dom de pensar e analisar os pensamentos.

Suas cidades eram belíssimas e foram as primeiras a serem planejadas com o traçado em diagonais. Cada casa possuía um pequeno parque e umas comodidades hoje completamente desconhecidas: banheiros termais, aparelhos revestidos de mármores para aplicação de raios solares para o bem da saúde e assentos arejados, de fibra vegetal.

Em meados desta sub-Raça, era tal o adiantamento intelectual, que os diversos povos dirimiam suas contendas por meio de guerras discursivas. Não tinham reis nem eram regidos pelo sistema do matrimônio; eram governados por um senado de anciãos e por uma agrupação de dirigentes mais jovens, que poderiam ser denominados deputados.

Fisicamente, eram de estatura semelhante à atual, pois mediam de 1,80 m a 1,90 m; eram belos, de rosto ovalado, cabelo louro, castanho ou negro, fronte ampla, nariz aquilino e longo, porte distinto.

Tão pulcra era sua vida e tão ordenada sua alimentação que possuíam uma perfeita função glandular; conservavam até avançada idade seu aspecto juvenil.

Quando a população aumentava muito, os anciãos se entregavam voluntariamente ao fogo, para que os jovens desfrutassem das vantagens de uma comunidade mais reduzida; faziam-no como um ato sagrado, depois de beber um licor anestesiante.

Porém, o mais notável desta sub-Raça é que procuravam conquistar os ários-irânios mais próximos não mediante a guerra, senão inundando seus territórios sob as águas. Por isso, esta sub-Raça foi chamada “a que tentou formar um mar”.

Construíram um alto terrapleno na parte norte do atual mar Negro que se comunicava com o mar Gelado por um estreito; represando as águas deste, descarregaram-na depois sobre o vale ocupado pelos irânios, atual mar Cáspio. Mas com o tempo, a região secou e as terras perderam sua fertilidade. Com o tempo também, a natureza aproveitou a obra do homem; pelas chuvas e pelos transbordamentos do mar formou-se ali um grande lago, até que o terrapleno construído cedeu; transbordaram as águas do mar Negro, juntaram-se com as águas do lago Penelpon, formando o mar Negro atual.



Ensinança 13: Fim da Sub-Raça Ário-Celta

Os ário-celtas eram pouco numerosos; e, se puderam cumprir a missão de ser progênie da sub-Raça seguinte, isso se deveu às características físicas das terras que habitaram, rodeadas de altíssimas montanhas vulcânicas.

Porém, no final desta sub-Raça, tudo, a natureza e os homens da sub-Raça ário-Irânia pareceu pôr-se de acordo para sua destruição total.

Aquele que hoje é chamado mar Mediterrâneo estava extremamente agitado; suas tempestades inundavam e submergiam parte das terras, deixando outras, novas, a descoberto.

A ilha Eterias ficou unida em sua parte norte ao continente e surgiu uma nova ilha, onde está a atual Sicília; também surgiu outra mais, maravilhosa, no lugar hoje ocupado pela Grécia.

Os ário-irânios haviam sido relegados para o Leste pelas hábeis táticas dos celtas que, se bem que inferiores em número, eram formidáveis em toda arte de pensar e dirigir.

Porém quando os mares abriram brechas entre as montanhas, permitindo que as águas invadissem as terras dos celtas, outro tanto fizeram os irânios, entabulando cruenta luta.

Coincidiu isso com a gradual submersão das ilhas que os atlantes habitavam no meio do Atlântico; o que os obrigou a buscar outras terras, chegando algumas de suas tribos a porem-se em contato com os irânios e os celtas, aterrorizando-os, pois os acreditavam extintos.

Estes negros gigantes foram tomados por demônios vingadores, que semeavam pânico nas multidões.

Mas o clima se tornava nocivo para os atlantes, que outra vez buscaram refúgio nas ilhas do Oeste.

Esta aparição havia produzido uma trégua entre celtas e irânios; mas havendo os atlantes se retirado, recrudesceu a guerra.

Entretanto, nas costas das ilhas celtas havia-se formado uma intrincada rede de rios, canais e pântanos, especialmente em uma região situada entre as atuais Sicília e Grécia.

Os celtas conheciam a comarca perfeitamente e estabeleceram nela um reino, chamado Minota, dirigido por um grande Iniciado, defensor da sub-Raça. Os celtas atraíam os irânios àqueles pântanos, os quais, ignorantes dos perigos que os espreitavam, pereciam aos milhares.

Destes acontecimentos surgiu a lenda do Minotauro e do Labirinto.

Mas, apesar de tudo, os irânios, cada vez mais numerosos, terminaram se impondo aos celtas, queimaram suas cidades, apoderaram-se de suas mulheres e da união dos irânios com os celtas surgiu a gloriosa sub-Raça dos ário-teutônicos, que destruiriam os atlantes de raiz.

Ensinança 14: Nascimento da Sub-Raça

Ário-Teutônica

Os ários haviam nascido para a guerra.

Começava a era da guerra com os atlantes, a chamada “guerra dos mil e quinhentos anos”.

A troca de posição do eixo da Terra permitiu aos ários vencer totalmente os atlantes, que desapareceram dela definitivamente.

Como os celtas e irânios haviam degenerado notavelmente durante esse tempo, por sua miscigenação com os últimos resíduos dos irânios e, durante a luta dos 1.500 anos com os atlantes, resultou que a nascente sub-Raça ário-teutônica, que haveria de ser tão bela, fosse em seus começos muito imperfeita.

O primeiro ramo dos teutônicos era de aspecto horrível. A mistura entre celtas e atlantes trouxe como conseqüência uma insuficiência natural da glândula hipofisiária.

Pode-se afirmar que todos eram acromegálicos, de crânio pequeno, grandes mandíbulas, olhos afundados, pomos salientes, lábios grossos, mãos e pés muito grandes. De faculdades mentais pouco desenvolvidas; viviam em estado semi-selvagem, verdadeiros homens das cavernas e da Idade da Pedra.

Parecia que toda a antiga grandeza e esplendor da Raça ária havia terminado; mas como nada perece, tampouco pereceu essa grandeza e cultura; a potestade de razoar própria dos ários, era como uma semente no seio desses povos, que brotaria com força extraordinária.

As trocas geográficas que se produziram por esses tempos foram as seguintes:

O mar Gelado desapareceu, deixando em seu lugar um deserto de gelo e neve.

Os principais grandes rios se ramificaram ou se dividiram, diminuindo em conseqüência.

A ilha Eterias, já unida ao norte com o continente, foi adotando a forma da atual península Itálica, até a região de Campânia.

A Grécia também deixou de ser uma ilha, ao unir-se com o continente frio, assim como a Tessália, a Macedônia e a Ucrânia.

A grande ilha central do Mediterrâneo foi desaparecendo sob as águas, deixando uma pequena ilha que se dividiu em duas, unindo-se a parte ibérica com a região céltica.

A costa africana, livre das grandes cadeias vulcânicas, era uma terra fértil, bela e promissora, muito longe de se parecer ao atual deserto.

Esta terra, sulcada de rios que saíam do grande rio, atual Nilo, tinha em suas proximidades, grandes ilhas de bela vegetação.

Ali se assentaram os primitivos ário-teutônicos, os que evoluíram mais rapidamente; enquanto que os mais atrasados moravam ao norte, na Itália, na Grécia e na Ibéria.

Ensinança 15: Desenvolvimento da Sub-Raça

Ário-Teutônica

Os ário-teutônicos que habitavam o norte da África, obviamente sempre dirigidos por Iniciados Solares de Segunda Categoria, há anos fundaram, paulatinamente, raças e nações, internando-se no continente africano.

No centro da África havia então um grande lago, talvez na atual bacia do Congo.

Ali surgiu a civilização de uns povos, de tez acobreada, chamados Tamiráfik, que desenvolveram uma grande cultura e evolução espiritual, ainda que baseada, esta última, na razão.

Eram povos que viviam em comunidade, algo assim como os espartanos, não conhecendo moeda.

Seus dons mais apreciados eram o desenvolvimento físico e a arte de pensar.

Viviam isolados dos demais povos, numerosos, que habitavam o continente; e temiam adquirir as idéias dos mesmos, por considerá-las impuras.

A África não tinha então o aspecto selvagem atual e seu clima era mais temperado.

É muito notável o fato de que nenhum destes povos fosse destruído. Desapareceram gradualmente por debilitação física de seus habitantes, pela invasão do deserto, por trocas de clima ocasionadas por correntes marinhas cálidas; e causas semelhantes.

Pode-se dizer que os lacedemônios foram a última expressão destes primitivos ário-teutônicos.

Os povos egípcios não foram descendentes diretos destes teutônicos, foram mistura de descendentes de sub-Raças anteriores; poder-se-ia dizer, herdeiros das características atlante-turanianas, e dos ário-teutônicos que civilizaram o centro da Ásia, e que há anos se estabeleceram no vale do Nilo.

Outra coluna de teutônicos se espalhou por diversas comarcas da Ásia, fundando povos e nações. Dentre elas, a que mais se distinguiu foi a estabelecida na Índia, há 15.000 anos.

Estes teutônicos, brancos, tinham uma forma de viver diferente dos que habitavam o centro da África; viviam separadamente, em clãs ou em tribos nômades, buscando pastoreio para seu gado.

Eram muito resistentes, podendo suportar todo tipo de privações e os climas mais adversos.

Quando se estabeleceram, fundaram nações milenares, talvez as mais antigas do mundo, cuja existência pôde ser provada historicamente.

Os ário-teutônicos de menor pureza racial eram de tez negra. Viviam em ilhas, não muito extensas, nos oceanos Indico e Atlântico, não distante da África do Sul. Eram perseguidos encarniçadamente pelos demais teutônicos, para quem era dever sagrado matá-los; algo assim como os espartanos aos hilotas. Recebiam por isso, o favor do céu.

Em conseqüência, estes negros teutônicos tinham que fugir constantemente; e, através de suas ilhas, eventualmente se estabeleceram na América; de sua união com os ário-teutônicos já estabelecidos, formou-se a raça que pode ser chamada vermelha.

Também conseguiram uma civilização adiantada; os conquistadores do México tiveram cabal testemunho disso.

Os ário-teutônicos que emigraram à Malásia também fundaram uma grande civilização: a da raça amarela.

Ensinança 16: Os Primitivos Ário-Teutônicos

Não se deve supor que, quando se desenvolve uma sub-Raça como foi sendo descrito neste livro, fique desabitado o restante da Terra.

Restos de sub-Raças anteriores, quando não desapareceram, subsistiram ou se renovaram, com sorte diversificada, ainda que sempre eventualmente conquistados ou absorvidos pela sub-Raça dominante.

Ao começar a época da sub-Raça ário-teutônica, estes homens se espalharam pelo norte da África, o Sul da Europa e, após guerras e migrações, miscigenando-se com outros tipos, chegaram até o coração da Ásia.

Foram se aperfeiçoando paulatinamente durante dez mil anos, até conseguir um corpo exatamente igual ao do homem atual.

Os habitantes do norte da África evoluíram notavelmente e estenderam sua civilização por todo o sul da Europa e nordeste da América misturando-se com outros primitivos teutônicos que habitavam a Grécia, a Itália e a Ibéria.

Mas os que tomaram maior incremento foram os ário-teutônicos que se estabeleceram na Índia há uns anos.

Todos estes povos ário-teutônicos estavam já divididos em cinco tipos predominantes: negro, acobreado, vermelho, amarelo e branco. Habitavam aproximadamente os lugares geográficos de suas atuais respectivas expressões: os negros, em desaparecidas ilhas que bordejavam a África; os acobreados, no centro e norte da África; os vermelhos, na nascente América; os amarelos na Malásia; e os brancos no sul da Europa e da Ásia.



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