História do telefone



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HISTÓRIA DO TELEFONE

As tentativas iniciais com a membrana esticada sensível a corrente elétrica, o primeiro receptor e o primeiro transmissor - uma longa distancia desde 1876 (imagens do Museu do Telefone)

Quem assistiu a festa de encerramento das Olimpíadas de Atenas deve ter percebido a enorme quantidade de pessoas que, em plena festa, estavam falando no celular. "Oi! Tô aqui. Ta me vendo na TV? Amo você!" De qualquer lugar no mundo pode-se falar hoje ao telefone com facilidade mas a dificuldade para se chegar a isso foi muito grande. O avanço da ciência nesse campo foi feito vagarosamente desde 1667, quando um físico de nome Robert Hooke sugeriu, na Inglaterra, o uso de um fio esticado para transmitir o som. Você pode fabricar um telefone desse tipo com facilidade, usando latas comuns e um cordão. No site do Museu do Telefone explica como fazer isso. Experimente. Lembro que brinquei com uma coisa dessa quando criança. Era divertido.


Os primeiros telefones não tinham discagem automática e a manivela servia para acionar a telefonista, que completaria a ligação. Modelos fabricados na Alemanha, nos Estados Unidos e o artístico e rebuscado sueco Pé de Ferro - preciosidades

A história de Alexandre Graham Bell e de como ele conheceu e uniu-se a Thomas J. Watson para construir o primeiro telefone é uma interessante história de perseverança e idealismo. Os dois jovens devem ter sentido fortemente o gosto do fracasso nas primeiras tentativas e a frustração de resultados insatisfatórios. Bell idealizava um aparelho e Watson o fabricava. Os dois faziam os testes juntos na oficina de Charles Williams Jr., um dos patrocinadores de Bell. Watson era funcionário de Williams e havia sido encarregado de fabricar os aparelhos. Tudo parecia que ia funcionar mas nos testes,.... não dava certo.

O inventor Alexander Graham Bell, Thomas J. Watson que se virava para construir o que o primeiro imaginava. Ao lado, uma réplica do telefone pessoal de D. Pedro II - vitória perseguida e conquistada.

Os primeiros telefones são simplesmente maravilhosos e logo se percebe que não existia, naquele tempo, o dial para discagem. Movia-se uma manivela e com isso enviava-se um sinal para a telefonista. Ela completava as ligações plugando fios nos lugares corretos. Um dia foi lançado um aparelho telefônico com duas manivelas, uma em cada lado. Servia para facilitar o movimento dos canhotos. Foi um avanço no uso do equipamento, uma sofisticação sem precedentes.



A inovação das duas manivelas, o primeiro telefone público usando moedas e uma central telefônica onde se plugava os fios, fazendo conexão entre os dois pontos - modernidades daquela época.

No ano de 1876 Bell já era dono da patente do telefone, mas a primeira transmissão perfeita só viria alguns dias depois de obtida a patente. "Mr. Watson come here, I need you". Foi a primeira frase transmitida por Bell. Deve ter sido um momento de intensa vibração para os dois. No mesmo ano, visitando a exposição de Filadélfia, D. Pedro II, Imperador do Brasil ficou surpreendido diante do equipamento de Bell e exclamou: "Meus Deus! Isso fala!". O Imperador era um homem interessado em ciência e lia muitas revistas e artigos científicos. Por conta desse entusiasmo, o Brasil foi um dos paises pioneiros no uso da telefonia. D. Pedro II teria adorado um celular.


O Castiçal foi um dos primeiros automáticos, dispensando a telefonista e o "moderno" Multitel brasileiro - uma nítida diferença.

O site do Museu do Telefone nos apresenta um verdadeiro desfile dos diversos modelos de telefones, na medida em que foram surgindo. Claro que, na qualidade de museu, o muito novo é deixado para as lojas e lá figura principalmente o que é mais antigo. É fantástico. Eu adoraria ter na minha casa um modelo "pe de ferro". É bonito e diferente. E provavelmente a companhia não teria coragem de me mandar uma conta astronômica como tem feito nos últimos meses. Apesar de todo esforço de Bell, acho que vou deixar de usar telefone.



Um moderno celular, o pingente da Siemens o celular chaveiro da Trium. O Camaleão é um celular inteligente também da Trium que se adapta ao ambiente atendendo às necessidades do usuário, aumentando o volume entre outras coisas - Bell não poderia nem ter pensado.



Das antigas manivelas até os luminosos botões que pressionamos hoje, foi percorrido um longo caminho e provavelmente isso é só o início. Hoje os celulares fazem de praticamente tudo. Ao comprar um celular é quase necessário se perguntar se ele faz chamadas telefônicas porque o resto está garantido, piscina interna, salão de festas e garagem para 4 carros. O modelo de Rosalí Leão tem mais luzes piscando do que uma nave espacial escandalosa. Tira fotografias, envia mensagens via fax, da as variações da bolsa de meia em meia hora e ainda por cima, - pasmem todos, - serve para telefonar. Eu heim!

Museu do Telefone - www.museudotelefone.com.br


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