História dos Treze



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LANÇAMENTO – A COMÉDIA HUMANA

História dos Treze
de Honoré de Balzac

Tradução de William Lagos (Ferragus), Paulo Neves (A duquesa de Langeais) e Ilana Heineberg (A menina dos olhos de ouro)



Formato: 16x23 – 420 páginas – R$ 58

ISBN 978-85-254-1756-5 Código de barras: 9788525417565


A L&PM Editores reúne em um volume os três romances que compõem a série que Balzac (1799-1850) denominou História dos Treze. Trata-se da trilogia composta pelos romances Ferragus, A duquesa de Langeais e A menina dos olhos de ouro – livros autônomos, com histórias e personagens distintos. Ferragus, a primeira obra desta trilogia, saiu em folhetim em 1832 com estrondoso sucesso. A duquesa de Langeais foi publicada em livro em 1834, e A menina dos olhos de ouro, em 1835.

Depois de longo tempo no ostracismo, ganhando o pão de cada dia como “pena de aluguel” e escrevendo romances sob pseudônimo, Balzac começava a saborear a celebridade. As privações e humilhações que a miséria oferece, como cotidiano dos desvalidos, foram então substituídas pela fama e pela glória. Ele passou a chamar a atenção da crítica a partir da publicação de A Bretanha em 1800, o primeiro romance que trazia seu nome estampado na capa. Mas o triunfo viria no início da década de 1830, com A fisiologia do casamento e A pele de onagro – que rapidamente tornaram-se best-sellers –, mesma época em que começou a esboçar a idéia do que seria A Comédia Humana.
Gênio do marketing avant la lettre
Ao tentar conferir uma unidade para histórias tão distintas, Honoré de Balzac exercitava o seu talento de “marqueteiro”. Na época, faziam muito sucesso os romances e folhetins cujo tema eram histórias de sociedades secretas. Um ideal romântico no qual pessoas unidas por laços de honra e amizade se protegiam nas sombras, fazendo justiça e executando vinganças. Balzac viu aí um filão de popularidade e não se enganou. Os três livros tornaram-se um enorme sucesso, tanto na versão original em folhetim semanal nos grandes jornais parisienses, como na versão definitiva em livro. Em comum eles tinham a participação da sociedade secreta os Treze Devoradores.

A diferença de Balzac para os grandes autores de folhetins da época é que, enquanto a poeira dos tempos cobriu e condenou ao olvido a esmagadora maioria dos seus concorrentes, o inventor do romance moderno se tornou o grande paradigma da ficção no século e meio subseqüentes, e História dos Treze atingiu a posteridade como uma obra-prima. Afinal, A comédia humana é um monumento literário quase irreal por sua magnitude artística e pela enorme quantidade de grandes obras que a compõe.


A trilogia, A Comédia Humana e Paris
Essa trilogia representa um marco na obra balzaquiana. Ao criar um elo entre os três romances, Balzac começava a expor a poderosa mecânica da Comédia, na qual centenas de per­so­nagens freqüentam vários livros, ora como pro­tagonistas, ora como coadjuvantes. Mais do que o misterioso Ferragus, o legendário herói de guer­ra general Montriveau, a bela e enigmática du­que­sa de Langeais, o charmoso De Marsay, a maravilhosa e ambígua Paquita Valdès, a grande personagem destes três livros é aquela que foi a grande paixão de Balzac ­– a cidade de Paris. Com suas ruas estreitas, úmidas e escuras, os palacetes, o sofisticado faubourg Saint Germain des Près, as Tulherias, o Bois de Boulogne, os bailes da Ópera, a cidade que ressurgiu dos destroços do império napoleônico está in­teira nessas histórias. A grande Paris é pintada como algo vivo, contracenando e interagindo com homens e mulheres que se debatem em romances im­prováveis, traições e intrigas, num enredo mag­nífico que, segundo seu criador, refletia um mun­do que resumia sua ambição na busca desenfreada por “ouro e prazer”.
A Coleção L&PM POCKET e Balzac

Por meio da Coleção L&PM POCKET, a L&PM Editores está trazendo novamente para as livrarias, em novas traduções, os romances mais importantes e expressivos da Comédia Humana.


A Comédia Humana foi traduzida pela primeira vez no Brasil nas décadas de 1940 e 1950 pela Editora Globo de Porto Alegre, sob a direção e supervisão do grande intelectual húngaro-brasileiro Paulo Rónai (1907-1992). Com o passar do tempo, A Comédia Humana não foi reeditada e tornou-se uma raridade, só encontrada nos sebos brasileiros. No ano 2000, a reedição da Comédia Humana foi colocada como um dos projetos prioritários desenvolvidos pela Coleção L&PM POCKET, de forma a novamente disponibilizar para o público brasileiro o principal desta que é um dos grandes monumentos literários mundiais.

Com a participação de alguns dos melhores tradutores em atividade no país, a L&PM comandou a retradução da Comédia, colocando-a assim numa linguagem contemporânea, e ao mesmo tempo adequada à genial criação de Honoré de Balzac. O projeto foi concebido em duas partes. Primeiramente foram programados para publicação até o final de 2009 os títulos considerados unanimemente como os mais importantes e conhecidos de Balzac. Dentro desta idéia, foram editados até abril de 2008:


Ilusões perdidas (tradução de Ivone C. Benedetti)

O pai Goriot (tradução de Celina Portocarrero e Ilana Heineberg)

Esplendores e misérias das cortesãs (tradução de Ilana Heineberg)

Eugénie Grandet (tradução de Ivone C. Benedetti)

O lírio do vale (tradução de Rosa Freire d’Aguiar)

A mulher de trinta anos (tradução de Paulo Neves)

Ferragus (tradução de William Lagos)

A duquesa de Langeais (tradução de Paulo Neves)

A menina dos olhos de ouro (tradução de Ilana Heineberg)

A pele de onagro (tradução de Paulo Neves)

A vendeta seguido de A paz conjugal (tradução de William Lagos)

O coronel Chabert seguido de A mulher abandonada (tradução de Paulo Neves e Rubem Mauro Machado)

Estudos de mulher – que inclui Estudo de mulher e Outro estudo de mulher (tradução de Rubem Mauro Machado e Ilana Heineberg)
Já estão traduzidos e programados para publicação até o final de 2009:
Ascensão e queda de César Birotteau (tradução de Herculano Villas-Boas)

A busca do absoluto (tradução de Paulo Neves)

A falsa amante (tradução de Rubem Mauro Machado)

A dupla família (tradução de Rubem Mauro Machado)

A fisiologia do casamento (tradução de Herculano Villas-Boas)

A interdição (tradução de Julia da Rosa Simões)

Os contos: A obra-prima ignorada, Drama à beira-mar, Mestre Cornelius, Elixir da longa vida, Estalagem vermelha (tradução de Dorothée de Bruchard)



Seráfita (tradução de Paulo Neves)

Tratado da vida elegante (tradução de René Eve Levié)

Tratado dos excitantes modernos (tradução de René Eve Levié)

Teoria do andar (tradução de René Eve Levié)



Um episódio do terror seguido de Um caso tenebroso (tradução de Rejane Janowitzer)

Louis Lambert (tradução de Paulo Neves)
São, portanto, 34 histórias já traduzidas. Quase a metade de A Comédia Humana, que totaliza 89 histórias, entre romances, novelas e histórias curtas. Genial observador do seu tempo, Balzac soube como ninguém captar o es­pírito do século XIX. A França, os franceses e a Europa no período entre a Revolução Francesa e a Restauração têm nele um pintor magnífico e preciso. Friedrich Engels, numa carta a Karl Marx, disse: “Aprendi mais em Balzac sobre a so­ciedade francesa da primeira metade do século, inclusive nos seus pormenores econômicos (por exemplo, a redistribuição da propriedade real e pessoal depois da Revolução), do que em todos os livros dos historia­do­res, economistas e estatísticos da época, todos juntos”.

L&PM Editores


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