História e Cultura das Artes 1º teste História e Cultura das Artes



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História e Cultura das Artes 1º teste

História e Cultura das Artes

1º Teste
A cultura dos palcos
De 1618 a 1714  denominado por Antigo Regime [inicio da Guerra dos 30 anos até ao fim do reinado de Luís XIV]

Antigo Regime (século XVII) é um século considerado o auge literário e artístico pelo Barroco e Classicismo, com o brilho e deslumbre das cortes (nomeadamente pela do Rei Sol), considerando também pelo seu esplendor como o Grande Século. Hoje em dia, consideram-no como uma época de crise a todos os domínios (económico e espiritual), uma época de numerosos conflitos armados por motivos económicos, políticos e religiosos (como a Guerra dos Trinta Anos)


Fatores que caracterizam o século XVII:

  • As dissidências (conflitos/duvidas) religiosas na Europa e no interior dos próprios estados: A reforma protestante e contrarreforma  provocaram lutas e perseguições, abalaram a confiança religiosa das populações, destabilizaram a sociedade e a economia, interferiram na politica e, com as determinações do Consílio de Trento, limitaram as produções artísticas, culturais e cientificas. 

  • A afirmação dos estados soberanos, com a instauração do Absolutismo e do Parlamentarismo.

  • Desenvolvimento das praticas capitalistas: dirigidas quer pelo Estado, quer por mercadores

  • A permanência de uma sociedade de ordens: interessava ao poder uma sociedade submissa.

  • A convivência de opostos, entre a liberdade e a proibição na produção cultural, artística, cientifica, técnica e na vida da corte versus misticismo.

Reforma  quando os críticos e os próprios fiéis se revoltaram contra o papa e a própria igreja católica, sendo Martinho Lutero o principal contestatário, criticando a venda das indulgências. Traduziu a Bíblia para Alemão atraindo fiéis e dando origem à igreja protestante luterana.



Contrarreforma  “luta” contra a reforma através do Índex (lista dos livros proibidos), tribunal de inquisição e o concilio de Trento. A partir da companhia de Jesus, a igreja fez a sua missionação.

S
Privilegiados

Não Privilegiados

Clero:

  • Alto clero: bispos e abades

  • Baixo clero: párocos e monges

Nobreza:

  • Nobreza de sangue: espada, rural, cortesã

  • Nobreza de toga




Terceiro Estado:

Burguesia:



  • Grandes comerciantes

  • Profissões liberais

  • Pequenos proprietários

  • Artesãos

  • Mercadores

Povo

  • Trabalhadores

  • Mendigos

  • Marginais

  • Escravos



ociedade do Antigo Regime




A
Deus

Rei

Grupos Sociais:

  • Clero

  • Nobreza

  • Povo

Centralização da economia pela Europa

Mercantilismo

- Diminuição de importações

- Taxas alfandegárias

- Protecionismo

- Aumento de exportações

Aumento de excedentes
bsolutismo


País Poderoso



A Europa da Corte, o modelo de Versalhes
No século XVII, entendia-se por corte a casa/palácio de grandes e poderosos: reis, príncipes, bispos e aristocratas. Normalmente situavam-se nas cidades, ou então nos arredores e era habituada pela família, pela sua criadagem, homens de armas e ainda pelos círculos sociais mais chegados como reis, príncipes, nobres, entre outros.

Aliada às tendências absolutistas do Antigo Regime, surgiu a grande corte régia (a corte - estado). Tinha como finalidade regulamentar as dependências sociais da aristocracia através de um código de comportamentos e de etiquetas, e orientá-la para a obediência e até para culto à pessoa ao rei, através de cerimónias e rituais específicos.

Em troca desses serviços e dessa mansidão, o rei concedia a esta sociedade de corte pensões, cargos, doações, favores vários. Esta corte, exibia luxo e pompa e cultivava o parasitismo. Num ambiente requintado de aparência sedutora, a nobreza era ocupada por uma vertigem de diversões: festas e bailes galantes, faustosas cerimónias, prolongadas paradas, entre outros.

Algumas figuras importantes:
Miguel Ângelo: fez a transição do renascimento para o maneirismo. Foi maneirista no fim da sua vida, principalmente na arquitetura. A sua pintura e arquitetura são escultórica e as suas figuras são monumentais.
Rafael: pertence ao alto renascimento, é maneirista. Como retratista, procurou captar a personalidade do retrato através do olhar ou do sorriso. Tinha tendência para a utilização de composições simétricas e equilibradas. Exemplo de obras importantes: a Escola de Atenas, retratos (sendo as mais conhecidas as madonas).
Principais características da obra de Rafael: pureza linear no desenho, preferência por cores claras, geralmente usa iluminação suave com pouca utilização de sombras, utilização do sfumato por influência de Leonardo da Vinci (em algumas obras), uso de um esquema compositivo piramidal (nas madonas) enquadrando-as geralmente em paisagens.

NOTA: No maneirismo, que nasceu na Itália, o nu apareceu com mais frequência, o alongamento das personagens, proporções desiguais ou contrates de proporções.

O Maneirismo



Características gerais da arte maneirista:

  • Expressividade facial, corporal e gestual

  • Mais do que um ponto de vista

  • Contrastes de luz/sombra

  • Torções

  • Movimento helicoidal e ascendente

  • Contraste/irregularidades

  • Alongamento das personagens (na escultura e pintura)


Escultura maneirista:

Em Itália, a escultura perdeu o rigor característico da cultura clássica e a sua racionalidade. Os artistas procuraram mais afirmação na sua individualidade e o seu perfecionismo técnico (fogem às regras do renascimento). No maneirismo a escultura é mais profana do que religiosa, visto a igreja ter diminuído as suas encomendas (instabilidade religiosa).


Arquitetura maneirista:

A arquitetura maneirista dá prioridade à construção de igrejas de plano longitudinal, com espaços mais longos do que largos, com cúpula principal sobre o transepto, deixando de lado as de plano centralizado, típicas do renascimento clássico. No entanto, pode-se dizer que as verdadeiras mudanças que este novo estilo introduz refletem-se não somente na construção em si, mas também na distribuição da luz e na decoração.



Características: Foram inseridas irregularidades, destruindo o equilíbrio, jogos de volumes, contrastes de proporções, destaques de partes dos edifícios, utilização de elementos estruturais como decoração (coluna), efeito decorativo original (ex.: frontões interrompidos, quebrados, pilastras sobrepostas, entre outros), consolas para dividir o espaço abandonando o principio das três ordens.
Pintura maneirista:

É na pintura que o espírito maneirista se manifesta em primeiro lugar. São os pintores da segunda década do século XV que, afastados dos cânones renascentistas, criam esse novo estilo, procurando deformar uma realidade que já não os satisfaz e tentando revalorizar a arte pela própria arte.



Características: composição em que uma multidão de figuras se comprime em espaços arquitetónicos reduzidos. O resultado é a formação de planos paralelos, completamente irreais, e uma atmosfera de tensão permanente. Nos corpos, as formas esguias e alongadas substituem os membros bem torneados do renascimento. Os músculos fazem-se agora com torções absolutamente impróprios para seres humanos. Rostos melancólicos e misteriosos surgem entre as vestes, de um drapeado minucioso e cores brilhantes. A luz detém-se sobre objetos e figuras, produzindo sombras inadmissíveis. Os verdadeiros protagonistas da obra já não se posicionam no centro da perspetiva, mas sim em algum ponto da arquitetura, onde o olho atento deve, não sem certa dificuldade, encontrá-lo.

NOTA: As tipologias do maneirismo foram as mesmas do renascimento: palácios, villas, bibliotecas e igrejas. Nestas últimas nota-se a solidez pesada das paredes, a nave única de abobada de berço por razoes acústicas – as capelas entre os contrafortes, o transepto pouco saliente, a capela-mor reduzida à abside e uma cúpula no cruzeiro. É um novo sentido de volumetria e de equilíbrio estático e formal das massas, dado que, com as imposições da contrarreforma, as igrejas passaram a ser um local privilegiado da propagação e, por isso, o púlpito e o altar eram bem visíveis.


A Europa entre o Renascimento e o Maneirismo:
França  A Pintura renascentista francesa é nitidamente uma continuação do Gótico internacional. A influência italiana fez-se notar na obra de Jean Fouquet.

A arquitetura deste período foi essencialmente palaciana e combinou a estrutura gótica com a decoração renascentista.

Na escultura, houve decoração de monumentos fúnebres e decoração arquitetónica. A sua principal característica reside no maior pendor classicista, manifestando-se pela sobriedade e clareza da expressão formal e pelas temáticas mitológicas.
Países Anglo-saxónicos  A pintura do século XV, na Alemanha foi influenciada pelas artes flamenga e italiana.

Na arquitetura, perdurou a verticalidade do Gótico. A inovação esteve na profusão de formas decorativas interpretadas segundo o gosto maneirista: grotesco, arabesco, com volutas, formas abstratas e vegetalistas.

Na escultura, houve uma grande tradição Gótica, salienta-se a Alemanha.
Espanha  Na pintura espanhola do século XVI o artista mais importante foi El Greco (que teve grande influencia de Pablo Picasso, na fase azul). Marcado pela arte maneirista italiana, da qual adotou as harmonias cromáticas e uma execução espontânea, construiu uma pintura em que sobressaem as formas rítmicas e alongadas dos corpos, em posições complexas e movimentadas.

Na arquitetura, influenciada pela expansão ultramarina e mantendo as tradições das artes gótica e mudéjar, a Espanha criou um estilo decorativo próprio, o Plateresco.

À sua escultura, juntaram-se durante este período, influencias Góticas, Flamengas e Italianas.
Portugal  Em Portugal, a pintura do renascimento, situada num curto espaço de tempo entre o Gótico final e o início do maneirismo, é parcialmente coincidente com a pintura manuelina, de temática predominantemente religiosa. A pintura maneirista portuguesa recebeu grande influência da italiana. O nome mais importante da nossa pintura foi o de Francisco Holanda e a sua temática foi fundamentalmente religiosa e histórica.

A arquitetura portuguesa do renascimento revestiu-se de características peculiares, sendo essencialmente de âmbito religioso, refletindo o espírito da contrarreforma. É muito marcada pela continuação do manuelino, na utilização das igrejas-salão, na preferência pelas construções horizontais, no uso de abobadas assentes sobre arcos abatidos e no recurso às nervuras. A sua decoração é feita de elementos platerescos e renascentistas. Revela também influências de vários países da Europa e das colónias ultramarinas.

Enquanto que o renascimento foi breve em Portugal, o Maneirismo permaneceu por muito tempo – Séculos XVI, XVII, XVIII – correspondendo ao domínio Filipino e ao inicio do Barroco.
(Pág. 15, 16 e 17 do caderno ‘OS PALCOS – a corte, a igreja, a academia’)
O Barroco

A arte barroca originou-se na Itália (século XVII) mas não tardou a irradiar-se por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano, trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis. As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a arte e a ciência, que os artistas renascentistas procuraram realizar de forma muito consciente. Na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco traduz uma tentativa angustiante de conciliar forças antagónicas: bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e cristianismo; espírito e matéria.


Características gerais da arte maneirista:

  • Emocional sobre o racional; o seu propósito é impressionar os sentidos do observador, baseando-se no principio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio.

  • Busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas, contracurvas, colunas retorcidas.

  • Violentos contrastes de luz e sombra.

  • Jogos cromáticos.

  • Pintura com efeitos ilusionistas, dando-nos às vezes a impressão de ver o céu, tal a aparência de profundidade conseguida.

  • Panejamentos insuflados.


Pintura barroca:

A luz foi a “personagem” principal da pintura barroca. Esta estende-se no inicio do século XVII a meados do século XVIII, situando-se entre o maneirismo e o Rococó. Teve como objetivo o deslumbramento, a surpresa, a encenação e a luz, integrando-se um “espetáculo”. O barroco pretendeu restabelecer os princípios de equilíbrio do renascimento. No entanto, na prática foi buscar ao maneirismo muitas das suas soluções plásticas.



  • Com a representação do momento dando ênfase à ação.

  • De uma forma aberta onde o espaço compositivo se define em movimentos e impulso contrifugos.

  • Com a sobreposição de formas

  • Com formas dinâmicas e sinuosas orientadas.

  • Com a linha horizonte delineada abaixo do normal.

  • Com a união plástica da luz/sombra e da cor.

  • Com a luz rasante

  • Com a cor pura e cálida.


Escultura Barroca:

Aura barroca teve um importante papel no complemento da arquitetura, tanto na decoração interior como exterior, reforçando a emotividade e a grandiosidade das igrejas. Destaca-se principalmente as obras de Bernini, arquiteto e escultor que dedicou sua obra exclusivamente a projeção da Igreja Católica, na Itália. A principal característica de suas obras é o realismo, tendo-se a impressão de que estão vivas e que poderiam se movimentar.

As esculturas em mármore procuraram destacar as expressões faciais e as características individuais, cabelos, músculos, lábios, enfim as características específicas destoam nestas obras que procuram glorificar a religiosidade. Multiplicavam-se anjos e arcanjos, santos e virgens, deuses pagãos e heróis míticos, agitando-se nas águas das fontes e surgindo de seus nichos nas fachadas, quando não sustentavam uma viga ou faziam parte dos altares.
Arquitetura barroca:

Na arquitetura barroca, a expressão típica são as Igrejas, construídas em grande quantidade durante o movimento de Contra-Reforma. Rejeitando a simetria do renascimento, destacam o dinamismo e a imponência, reforçados pela emotividade conseguida através de meandros, elementos contorcidos e espirais, produzindo diferentes efeitos visuais, tanto nas fachadas quanto no desenho dos interiores.


Quanto à arquitetura sacra, compõe-se de variados elementos que pretendem dar o efeito de intensa emoção e grandeza. O teto elevado e elaborado com elementos de escultura dão uma dimensão do infinito; as janelas permitem a penetração da luz de modo a destacar as principais esculturas; as colunas transmitem uma impressão de poder e de movimento.

Quanto à arquitetura palaciana, o palácio barroco era construído em


três pavimentos. Os palácios, em vez de se concentrarem num só bloco cúbico, como os renascentistas, parecem estender-se sem limites sobre a paisagem, em várias alas, numa repetição interminável de colunas e janelas. A edificação mais representativa dessa época é o de Versalhes, manifestação messiânica das ambições absolutistas de Luís XIV, o Rei Sol, que pretendia, com essa obra, reunir ao seu redor – para desse modo debilitá-los – todos os nobres poderosos das cortes de seu país.
Objetivos da arte barroca: comunicação instintiva e intuitiva das mensagens pelas emoções e pelos sentimentos; provocar a surpresa e o deslumbramento que apelavam à participação afetiva do público com vista a um mais fácil e eficaz; transmissão das ideias e dos conceitos da época.
A arte barroca, dominada por uma plástica própria, em relação à escultura barroca, fez-se notar sobre os mais variados materiais – pedra (mármore), bronze, prata, ouro, estuques, madeira policromada, entre outros, por vezes conjugados na mesma obra, e dividiu-se e, duas grandes categorias: a escultura monumental e a escultura independente.

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