História, Educação e Memória da Educação do Campo na Amazônia Paraense



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Fonte: Arquivo da Escola Magalhães Barata.

Pesquisa de Campo. Neila Reis, setembro de 2008.

Um documento sobre a história da escola registra que essa escola, foi fundada no ano de 1950; ela tem 58 anos, mas, alguns professores, afirmam que já foram encontrados documentos que afirmam que a sua fundação ocorreu no ano de 1936. O histórico da escola consta que ela possui 50 anos, mas, existem documentos na escola, com registro que ela é muito mais antiga, tendo documentos de 1936. Mas, considera-se que a escola surgiu a partir dos anos 1950, tendo atualmente 58 anos.

A escola foi criada pela própria comunidade. No início de sua fundação, a escola provinha somente com 03 salas, como era zona rural. Eles trabalhavam ma área chamada Colônia Araripe, por que existia uma colônia Araripe, antes de ser Colônia Americano. Antes a escola, era denominada de Escola Rural Araripe, depois, ela passou a ser chamada de Magalhães Barata devido à visita do governador Magalhães Barata. Na ocasião, a comunidade, através dos vereadores, como forma de homenagear o então governador, mudaram o nome da escola, para o seu nome. Tem também documento que registram que a escola passou por um processo de mudança em seu nome, primeiramente chamava-se Escola Rural Araripe depois passou a ser Escola Mista Masculina e feminina é em 1950 ela passa a ser chamada Escola Magalhães Barata.

A escola é uma referência na comunidade, ela tem bastante contribuição e relação com parlamento, associações e os pais. Ela tem uma parceria muito forte com a comunidade, sempre que a escola precisa do apoio da comunidade é por meio de associação comunitária, que tem como representante Maria José de Souza Matos, ex-professora de Educação Física da escola.

Em princípio, a escola ofertava o ensino de 1ª à 4ª série, e foi regida pelo Estado, depois passou para 1ª e 8ª série, com turmas de magistério até o ano 2000.

Na década de 1990, iniciou-se o processo de mudança na gestão da escola, essa mudança foi concluída, assim, a escola foi municipalizada. A formação do ensino fundamental passou para o município, o ensino de 2º Grau, passou a ser médio, o magistério foi extinto. De 2000 até 2008, a escola funciona como ensino médio, enquanto que nas séries de 5ª e 8 ª do Ensino Fundamental, é o município que gerencia. Em 2008 só ficou as séries de 6ª á 8ª, por que até 2010 o município tem que retirar o ensino fundamental do prédio do estado. Então o estado estar com uma parceria com o município, já que este não tem estrutura para suprir as necessidades da 6ª á 8ª série.

Fazemos atividades em conjunto. Conseguimos ônibus para passeio com os alunos.

Devido o ensino médio ter equivalente 430 alunos, só tem direito a uma gestão: 1 gestor, 1 secretário. A escola tem direito a 03 coordenadores pedagógicos, mas, no momento, a escola não tem nem um.

O horário de trabalho da diretora são os três turnos – manhã, tarde e noite –, tentando suprir as necessidades da escola, e a escola tem 23 professores com curso superior.

Nós temos conselho escolar, todas as duas tem, tanto o fundamental quanto o médio tem conselho escolar. Ele é composto por dois membros de cada categoria, sendo que um é efetivo e um suplente são quatorze pessoas. Só que o Conselho, atualmente, não está se reunindo, por que a gente ainda não conseguiu devido às pessoas estarem trabalhando, agora, principalmente, pela campanha. Mas, a gente sempre tem reunião com a professora Noemi, professora do ensino médio, ela que coordena o conselho. A reunião é mensal, a gente se reúne, uma vez por mês.

Melhorou muito com o prefeito atual. Só que ele ainda não atingiu o que se esperava na questão da construção da escola, mas já tem uma área destinada pela prefeitura, aqui na Rua Mario Antonio, tendo um hectare de terra que foi destinada para prefeitura para construção de creches, praças, escola e o espaço cultural. Por enquanto ainda se fez um projeto todo, e, a comunidade apresentou um projeto, mas como chegou a eleição a gente teve que esperar o resultado para dar segmento.

Quanto aos alunos do ensino médio, nos ainda dependemos deste financiamento, mas nos recebemos mesmo que seja pouco. Nós recebemos o fundo rotativo do estado sendo pouco para manter a própria escola.

O prefeito tem investido na melhoria salarial, feito pagamento em dia dos professores, inclusive, com implementação de Plano de Carreira e ganho automático de promoção para o nível superior. Isso também para o material didático.

O financiamento da escola vem do Fundo rotativo SEDUC, ele é pouco: R$ 1.082,00 ao ano, com 50% para material de consumo e outros para serviços. Sem recursos para consertos, isso já faz 10 anos.

Os computadores foram comprados há 04 anos, estão parados. A sala para laboratório não tem previsão para acabar; toda terça-feira, estou cobrando. É um computador para sala dos professores e três para informática. Quando eles vierem colocar, o computador já está deteriorado e ultrapassado.

Diretora trabalha os três horários, infelizmente a SEDUC não manda novos concursados.

Comunidade fez “eleição”, com indicação de meu nome, em janeiro de 2008.

As atividades da escola são feitas com parceiros, como Associação de Moradores, comerciantes, Prefeitura de Santa Izabel.

A gestão dá uma angústia, pois se quer melhorar a escola para a comunidade, mas dá um desânimo! Comunidade quer ver resultado! Reformas têm que se fazer.

A quadra está aí, ao lado da escola, a comunidade usa todos os dias, mas o prejuízo é grande, telhas são quebradas pelas bolas.

Há 57 anos, só foi feita uma reforma, só da rede elétrica. Como eu recebi a escola aí, ela está. Ela está com rachaduras, infiltração; necessita trocar forro, precisa de arquivo, construção de marquise, da frente para a rua Araripe.

Houve uma discussão com os pais e alguns decidiram que, era melhor não ter mais o desfile, outros querem o desfile. Terminou o desfile e nos passamos a fazer as caminhadas com vários temas realizados por varias escolas.

No ano passado houve a caminhada, e nesse ano por avaliação das escolas resolveram não realizarem mais as caminhadas, e se fez os jogos internos nas escolas do distrito e depois fechamos com a programação cultural, no qual cada escola apresenta uma atividade, foi uma semana de jogos e na ultima noite nos fizemos a programação cultural. Encerramos a semana da pátria com esta atividade.

A escola tem um projeto da semana da pátria, que é um projeto em conjunto com a outras escolas da vila Americano, onde cada uma tinha um tema. Na escola Magalhães Barata o tema enfatizado era o Meio Ambiente, com atividades como a dança, a entrega das medalhas dos jogos da semana da pátria. Realizamos, neste dia, a pintura do muro da escola, a revitalização dos canteiros e a construção da horta – limpeza feita pelos próprios alunos na área da plantação, onde os próprios alunos vão trabalhar.

Entre os programas culturais efetuados pela escola, existe a dança da farinha da tapioca que ocorreu devido o encontro de mulheres produtoras da farinha de tapioca que trabalhavam em casa de família.

A EMATER e o SEBRAE administraram um curso para a questão das iguarias da farinha de tapioca sobre a produção da mandioca. Esse seminário aconteceu dia 8 de março de 1986, e as professoras participaram deste curso, nessa época, no curso, eles resolveram escrever uma letra que retrata toda a cultura da farinha de tapioca, desde seu processo até seu produto final.

Quem realizou o arranjo musical foram os moradores da época da Vila do Americano Jorge Bené e Coronel Virgulino. A música da farinha da tapioca é uma mistura da lambada com o carimbó, sendo chamada de Carilamba.

O grupo iniciou com oito adolescentes e depois parou, pois não tinha nem um grupo que quisesse representar. Então, a diretora Elizabete Espíndola, resgatou o grupo, na disciplina de arte. É esse grupo que a atual diretora coordena, ele tem nove anos. Atualmente, o grupo, é composto por dezesseis pessoas, entre moças e rapazes. Esse grupo, na realidade, representa a identidade cultural, não só na vila do Americano, mas também em Santa Izabel.


Organização e gestão da escola são compostas:

* Professora e Diretora do Ensino Fundamental *Professora e Diretora do Ensino Médio

Maria Rosete Ferreira de Oliveira Elizabete Espíndola Segtowick

Fonte: Arquivo da Escola Magalhães Barata/Vila de Americano.

Pesquisa de Campo. Neila Reis, setembro de 2008.


Ano: 2008

Localização: Escola Magalhães Barata, Vila de Americano, Município de Santa Izabel.

2. Professora: Rita Marilda

Segundo a professora de Matemática Rita Marilda com relação a sua metodologia de ensino, ressalta a ausência de recursos utilizados em sala de aula, afirmando que trabalha apenas com os livros didáticos e vídeos.

Ela fala da boa relação que tem com seus alunos, pois eles apresentam uma contrariedade, não com ela particularmente, mas com a disciplina matemática ,então para deixar as aulas mais dinâmicas, ela usa brincadeiras com caixinhas de surpresas e outros.

Este ano a professora realizou um mini- curso, no qual trabalhou com os alunos de 6ª e 8ª série, usando o espaço da escola para realizar esta atividade. A professora diz que o meio de avaliar seus alunos, é por meio de trabalhos e provas tradicionais.

A escola trabalha bastante com a conscientização dos alunos com relação ao meio ambiente,no qual já realizou uma feira do meio ambiente, onde os alunos do ensino fundamental trabalharam com reciclagem.

A professora ressalta que a relação dos alunos com a escola é agradável, mas alguns alunos a tem como refúgio para saírem de suas casas, para outros, a escola, não tem interesse e nem significados. O que preocupa a professora é um grande índice de reprovação e evasão escolar por conta disto.




Ano: 2008

Localização: Escola Magalhães Barata, Vila de Americano, Município de Santa Izabel.

2. Secretário: José Saraiva Siqueira

Professor e Secretário: José Saraiva Siqueira

Fonte: Pesquisa de Campo, setembro de 2008. Neila Reis.
A escola teve um trabalho para sua regularização, pois montar um processo para regularização, não é fácil. Os alunos perguntam logo se a escola é regularizada, para pegar um certificado de prestígio. Há necessidade de se ter garantia para manter a documentação em dia.; alunos ajudam muito.

A nossa escola melhorou muito, quase 100%, mas, encontra-se em uma grande precariedade, uma vez que, a estrutura do prédio, não apresenta boas condições físicas, e alguns professores ressaltam que algumas salas são penalizadas com infiltrações, que resultam na perda de muitos arquivos. Também os banheiros apresentam estruturas inadequadas, fazemos de tudo para melhorar as condições físicas da instituição.

A estrutura física da escola reflete, muitas vezes, na aprendizagem da criança, tendo salas pequenas, inadequadas para o desenvolvimento do educando. Um dos exemplos é a divisão de uma sala, que constitui duas salas pequenas para o ensino fundamental. O prédio nunca passou por reforma. Se não forçarmos o poder público, não vai se criar condições para o Ensino Médio crescer gradativamente. Acreditamos que, ao tiramos o fundamental da escola Magalhães Barata, o poder público não criara condições como construir escolas para retirar os alunos do fundamental da escola.

O ensino médio atualmente tem um crescimento gradativo, o primeiro ano que funcionou o ensino médio na escola, foi em 2001 com três turmas do ensino médio, tendo atualmente 15 turmas do ensino médio funcionando os três turnos.

Passamos por uma situação difícil: quando é início de ano letivo, por que são alunos que não tem nada a ver com a nossa situação, e eles têm que ter o espaço deles. Para acomodar o ensino fundamental na escola, temos que dar um jeito com a direção, mas temos a consciência que o ensino fundamental precisa sair da escola, claro que para sair o gestor municipal precisa construir escolas, e para construir Escola em Santa Isabel, é complicado, até pela estrutura do município, que não tem condições.

Por que na época o prefeito municipal assinou, por que, quando ele assina o município tende uma responsabilidade, é acima de tudo uma estrutura. Vem aquele lado da política, infelizmente, ele foi embora, e quem está vivenciando esta situação somos nós. Não são tantos os funcionários, mas, as crianças, porque isto reflete na aprendizagem dela. Por que se você for visitar a escola, você, vai ver que não tem sala mínima para acomodar o tanto de alunos do ensino fundamental.

Tivermos que dividir uma sala em duas para acomodar o ensino fundamental. O Estado nem reformar esta reformando, a situação do prédio escolar é precária, entrei na escola Magalhães Barata em 99 desde daí já passei por varias direções e todos diretores que trabalhei sempre solicitavam o oficio através da SEDUC reformas para escola, e até hoje não foi conseguido ,e o prédio esta em uma situação critica. Precisamos de uma reforma urgente no prédio escolar. Tivermos a visita de várias equipes e engenheiros da SEDUC, que constataram que a escola não tem condição de funcionamento até por que o teto do prédio do ensino médio é feito de brazilit, não tendo condições do professor trabalhar, devido ser muito quente.

O Ensino Médio surgiu com três turmas, atualmente, tem um crescimento do ensino médio, portanto, necessita-se de um espaço mais amplo, onde possam suprir as necessidades das 15 turmas que funcionam em três turnos. Em 2001, era só três. A Escola passa situação difícil; o Estado, nem reformar está reformando.

Uma das coisas principais que o prefeito fez atualmente foi o investimentos com relação ao pagamento que estava atrasado. Atualizando os pagamentos e realizando o plano de carreira, isso foi uma das grandes vantagens que o estado ainda não tinha conseguido realizar.

Entrei na secretaria em 1999, todos os diretores bateram nessa tecla. No Ensino Médio trabalha-se com telha de brasilit. Com eles conseguem trabalhar? Precisamos de reformar urgente!. Tivemos visita de várias equipes da SEDUC.

O Projeto Político Pedagógico da Escola provém de discussões do Conselho Escolar. Ele é composto, por dois membros de categorias que são divididas em quatorze pessoas. O conselho se reúne uma vez por mês, mas no mês de setembro não está ocorrendo às reuniões, devido às campanhas eleitorais.

Há falta de atenção do governo, com relação à escola. A escola tem computadores, mas não dispõe de internet, o que dificulta assim, a realização de algumas atividades, como, por exemplo, as matriculas dos alunos, para realizar algumas atividades que e necessário o uso da internet, é necessário se deslocar para Santa Izabel para pode realizar este processo. Os gestores foram esforçados felizes: Antonio Lopes do nascimento, Jacqueline e Elizabeth. Com esta há um diferencial grande, procura sempre ver o que consegue para a escola ser reformada.

A escola funciona nos três turnos, manhã, tarde e noite. Há bastante transferência e desistência do aluno da noite, principalmente os de EJA. Com as matérias de química, física, eles se assustam e acabam desistindo, pois trabalham durante o dia.

Uma das coisas marcantes, realizada na escola, era o Desfile da Pátria. Faz 10 anos que não se tem mais, devido alguns problemas financeiros de alguns pais. Com isto, a escola decidiu não realizar mais o desfile, e passamos a realizar as caminhadas com várias temáticas, feitas com todas escolas.

Quanto às festividades, programações são marcantes na escola, a escola promove muitos trabalhos culturais. Existem aqui em Americano: 02 Postos de Saúde, 01 unidade policial, Batalhão da Polícia militar, delegacia é fechada – tinha um comissário, segurança pública foi fechada, há quatros anos se tem lutado; 03 Igrejas Católicas, 1 Assembléia de Deus, 01 Batista, 01 Quadrangular, 01 Adventista, 01 Universal, 01 Mercado Municipal, projeto para fazer feira do produtor Rural, 02 casas de Farinha de Tapioca, 01 Cooperativa do produtor, 01 Clube de Mães, Km.; 60, Construção da Casa do idoso, grupo do Idoso, administração Carmélia Ferraz, 01 Associação Comunitária, 01 Programa Jovem Trabalhador/PET, 01 sala de Leitura Antônio Cavalcante/Prefeitura, mais ou menos 3.600 votantes.
I. Caderno de Fotografias sobre Escola Magalhães Barata


  1. Fotos dos diretores da Escola Magalhães Barata







D

SANTA IZABEL Escola Francisca Félix


PROFESSORA FRANCISCA LUCILENE MIRANDA
LUCILENE : Aqui na escola Francisca Felix, eu estou a um e meio,um ano e meio de escola, só que de educação eu tenho dezenove anos de trabalho já ,eu comecei desde de dezenove anos dezoito deles e na área rural, nas escolas de zona rural,então eu já vivenciei muitas realidades diferente porque eu já trabalhei em três escolas essa aqui e a quarta escola da zona rural e cada uma delas e uma realidade diversificada ne,quando eu iniciei ,eu iniciei foi numa escola agrícola chamada Eurico Machado que e próxima daqui e ate o ano passado era a única escola que adotava um desenho curricular diferenciado voltado para essa educação do campo ne,duas escolas de Santa Izabel que foram criadas para esse objetivo, que era justamente manter o homem do campo no seu habitat natural, porque o que acontece muito e o êxodo que acabam vendendo as terras pra ir morar na cidade ,ai incha a cidade surge as áreas de invasão e com isso cresce a violência ,marginalidade porque eles não tem preparo pra vida urbana, sente essa dificuldade a questão do emprego de conseguir renda porque eles eram acostumados a trabalhar na terra e na cidade não existe terra pra se trabalhar o que aconteceu com isso o inchamento das cidades e o aumento da marginalização ,principalmente a questão da violência,e o que nós estamos vivenciando hoje,então nessa época foram criadas as duas escolas agrícolas que e a João Posidônio e a Mauricio Machado,e a Mauricio Machado foi criado primeiro e depois veio João Posidônio que fica pra Cupunhateua.

Porque já fica do outro lado praticamente e distrito de Carapau,mas pro lado de la mas entra ali naquele ramal que vai pra vila de Caraparu então elas tem o desenho curricular diferenciado e essa escola aqui ela era do Estado, inicialmente ela foi criada pelo INCRA.

LUCILENE : Foi, ai depois ela passou pro Estado, ai com Municipalização de 99 ela passou para o Município, só que ela adotava o desenho curricular do Estado,da zona urbana,ate o ano passado os professores, as aulas dos alunos eram ministradas ,as disciplinas todas as mesmas da zona urbana quer dizer as disciplinas da zona rural o desenho curricular que e especifico da zona rural não existiu já houve essa mudança a partir desse ano que já teve a inclusão aqui ne o que já e comum nas escolas agrícolas ,ai se estendeu pra escola de zona rural. As demais escolas que eu trabalhei são todas de primeira a quarta, então o desenho curricular e único tanto na zona rural quanto na urbana são as mesmas disciplinas o que diferenciou foi a realidade que eu trabalhei por exemplo eu trabalhei na escola de Tacajos la dois anos e la a gente atende assim muitos alunos ribeirinhos .

LUCILENE : A professora Lindalva foi la perto ,foi la perto ela foi na beira do Rio Guama, só entra um km pra vIla.

A estrada não é boa, porque a PA vai ate a entrada de uma comunidade aonde tem o ramal de acesso ne ,ai são dez km, ai o ramal de acesso não ta muito boa ? Da pra passar porque nossos alunos graças a Deus todos os dias tão vindo pra aula e voltado só que demora um pouco mais a estrada esta meio deteriorada,então pra la a maioria dos alunos são da beira do rio,são ribeirinhos, moram na beira rio ai vem de barco ne, tem na vila alguns alunos mas a maioria eles tem assim uma ...diferenciada,eles trabalham com açaí, ai ajudam os pais a gente em que ta balanceando algumas coisas la .Pra mim foi uma realidade diferente assim,a questão da gente ter que sair muito cedo de casa porque o transporte saia muito cedo, na época que eu trabalhei só existia um ônibus que fazia esse atendimento e esse ônibus e locado pra ca pra essa escola,ele vai pegar os alunos que estudam aqui, ai nos professores já íamos de carona no ônibus como ate hoje eles vão ne ,vao de ca... ai ficam la aproveitam que o ônibus vai la pegar os alunos ai a gente ia ficava la e depois retornava no final do dia quando ele devolvia os alunos do turno da tarde,nessa época era mais difícil porque,porque só era um ônibus hoje nos temos três transportes aqui ,quer dizer as rotas foram desmembradas e as comunidades tem um ônibus que faz a rota pra balsa, que antes era só um que fazia toda essa rota e mais Tacajos então nos saiamos 04:00hs da manha em Santa Izabel ,04:00hs pra chegar em Tacajos 05:00hs da manha porque ele tinha que fazer toda a rota ne,senão ele não chegava aqui 07:30 e quando ele chegava la ,ele chegava la 07:30 da noite as 08:00 da noite teve dia da gente chegarem Santa Izabel 09:00 da noite isso só melhorou no ano seguinte quando desmembraram a rota que botaram outros ônibus ne,ai mas mesmo assim hoje eles saem 05:30 ainda saem de madrugada senão eles não chegam.

LUCILENE: E muito cedo, pra gente ter uma idéia os nossos alunos que vem pra ca principalmente os que vem de la eles vem de barco,também tem uns que descem no porto da balsa que são os que moram ali na foz do Jundiaí que já e outro transporte que eles pegam e outro barco ai todos eles saem muito cedo de casa pra poder estarem aqui no horário da aula e assim mesmo e o retorno então tudo que a gente planeja na escola a gente tem que ter todo esse olhar com a questão da realidade da escola e do aluno por conta de horário por conta dos problemas que eles enfrentam que eles não podem sair muito tarde que já chegam pra casa muito a noite e perigoso a gente tem toda essas preocupações para se montar alguma coisa na escola e com essa vinda agora da inclusão ne o desenho curricular houve essa obrigatoriedade que essas escolas da zona rural agora tem que ter educação do campo voltada pro campo pra manter o aluno na sua comunidade com as atividades que são comuns ao meio rural que no caso e a agricultura principalmente, eu achei assim que houve assim um avanço uma melhora porque não tinha cabimento a gente ter uma escola na zona rural atendendo aluno da zona rural e trabalhar com uma realidade da zona urbana que e totalmente diferenciada do aluno, então a minha maior experiência que eu tive foi la na escola Mauricio Machado que la ei fiquei dez anos, eu fiquei cinco anos a primeira vez como professora ,ai depois eu sai de la foi quando eu fui pra Tacajos ,trabalhei em outra comunidade la no Travessão que e um pouco mais na frente ai quando foi em 2004 eu retornei para a Mauricio Machado eu fiquei la mais quatro anos ,já esse quatro anos já esses quatro anos que eu voltei pra la , eu já voltei como gestora,eu fiquei como gestora da escola quatro anos ,la a gente tem o técnico agrícola ne porque sempre teve o técnico .

LUCILENE: Primeira a oitava serie, que nem aqui primeira a oitava tem as disciplinas só que la no inicio a implantação da escola teve um apoio do governo federal então la funcionou como semi internato,durante seis anos funcionou com semi internato os alunos vinham e passavam o dia na escola mas ai eles tinham o almoço, eles já eram devolvidos pra casa ate com jantar já tinham ate jantado já voltava pra casa de barriga cheia no final do dia ai quando acabou esse convenio.


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