História, Educação e Memória da Educação do Campo na Amazônia Paraense


SANTA IZABEL – ESCOLA MUNICIPAL FRANCISCA FELIX DE SOUZA



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SANTA IZABEL – ESCOLA MUNICIPAL FRANCISCA FELIX DE SOUZA,

PROFESSORE: FRANCISCO MATOS

Como professor mesmo eu comecei em 2004, 2004, técnico agrícola pela escola de Castanhal, na minha área agrícola, eu comecei com técnico agrícola adquirindo experiências com colegas que já faziam parte do sistema ali como professor e no decorrer do tempo fui adquirindo experiência e repassando para os alunos, que e pratica no campo? E aquele que com nosso conhecimento a gente tentar com metodologia passar pra aqueles alunos, aquele pessoal que são focalizados, que mora no campo, e da zona rural,a gente tenta passar aquele pouco do nosso conhecimento tenta transmitir pra eles,.. não aquilo que tem mais teoria, não tenha tanta técnica e a gente tenta passar tecnicamente com a gente aprende, não no processo rústico e nesse decorrer de 2004 ate agora esses cinco anos ta sendo satisfatório ne,o que a gente passa pra eles o que a gente ver,eu tenho alunos ainda ,eu tenho alunos agora que eles já estão na zona urbana, mas eu os encontro e eles continuam trabalhando e eles só estudam na zona urbana e continuam trabalhando na zona rural com aquilo a gente transmitiu pra eles. O que a gente transmitiu? A gente transmite assim nos temos aulas teóricas e aulas praticas, as aulas teóricas são voltadas para aquelas culturas que abrange ali naquela região entendeu, certas culturas na teoria e ai depois nos fazemos na pratica, ai que eles vão adquirir conhecimento mesmo na pratica e eles ainda estão ate hoje alguns não todos porque o êxodo sempre e grande mas 40 % , 50% nesse período de cinco anos continua na zona rural,fazendo aquilo que a gente transmitiu pelo menos com recurso que eles tem.


Um ramo de vida, pra quem gosta pra quem quer fazer aquilo e um prazer muito satisfatório tu ta ali você não esta só ensinando você ta aprendendo a vivencia do pessoal, a vivencia do corpo discente, e um prazer satisfatório cada um tem sua metodologia a gente vai tentando no decorrer dia após dia ensinar esse pessoal, esses alunos e muito bom, e satisfatório quando a gente quando o aluno e interessado fazer o que a gente pede ,a gente ta ali dando atenção na sala de aula, principalmente na sala de aula na aula teórica onde a gente convive mais perto um do outro, fica assim e um prazer ,um prazer mesmo fazer aquele trabalho que a pessoa gosta.

Trabalho de quinta a oitava série. Com essa disciplina Agricultura.

NEILA: Agricultura, já faz parte do currículo da escola, da grade curricular; essa escola começou agora este ano, não era ainda, e na zona rural, mas não fazia ainda parte daquela escola agrícola, na grade curricular não tinha ainda essa disciplina.

Essa escola e a partir de 2009, se tornou agrícola.

Tem um outro professor,são muitas turmas ai a carga horária só um não da conta,só que ela ta acidentado de moto e ta de licença.

A disciplina agricultura, bom na disciplina mesmo a gente fala mais sobre as culturas,cultura da nossa região na época de plantio ,essas coisas, variedades nas cultura que a gente trabalha somente mais focalizado nisso,cada região tem a sua cultura, aquela mesmo de,que abrange mais ali mais de comercialização e a gente trabalha em cima disso.

As aulas práticas, agora aqui ta um pouco dificultoso nessa parte, porque nos precisamos de subsídios, vamos dizer e uma escola publica,que em poderia nos subsidiar ne, não nem quem poderia ,quem e pra nos subsidiar prefeitura ,secretaria,secretaria de agricultura ,secretaria de educação só que a gente teve uma certa dificuldade nesses tramites ,mas já esta chegando agora que já foi nos confirmado tanto pela diretora quanto pelo nosso secretario da nossa entidade que já esta chegando o nosso material .Que material são esses ? Insumos, materiais como bota ,enxada ,terçado esses materiais ,então nos podemos começar a focar essa pratica porque a gente não pegar aluno e jogar sem na pratica sem material ,aqueles matérias básicos botas porque pra trabalhar terra tem que ter aqueles materiais que são necessários,já esta chegando nos a partir desse momento nos estamos começando nossa pratica , nos não temos uma determinada área suficiente quantitativa pra todo os esses alunos ai quê que a gente faz faz uma alternância de turmas,vem uma turma um dia pode vim outra no outro dia ,ai a gente vai dando condições um pouco para eles participarem assim in foco,in loco .

Eu nasci em Santa Izabel desde 1972. Fui para transamazônica em 2000, no ano de 2000 passei ate 2003 meados de 2003.

FRANCISCO: Onde iniciei minha carreira, passei pela Emater ,Medicilandia ,um ano e seis meses depois dois anos na secretaria de Medicilandia .

FRANCISCO: A gente assim temos reuniões periódica s aqui, são marcadas reuniões a coordenação, diretoria marca as reuniões ai a gente trata de conscientizar aquele pai pra que ele incentive também o aluno porque sabe como e aluno jovem ne , faixa etária de idade assim não quer saber de muita coisa principalmente trabalho ne, porque também não e o momento certo, ele tem que aprender mas compreender e que de satisfação pra ele e eles são muito displicente nessa parte,e a gente tem que incentivar o pai ,os pais NE, a incentivar o aluno , seu filho qual a importância daquela disciplina,daquela pratica que ela vai fazer na escola ,ta na grade curricular mais ai ele pensa que não pra ele fazer ne,ele pensa que não vai trazer frutos pra eles, ai a gente tenta transformar ,conscientizando primeiro os pais,conscientizando os alunos e interagir entre pai,aluno e professor ,a gente faz uma integração ali pra eles ne,qual importância futuramente que eles já são da zona rural,futuramente o retorno que vai ter pra eles ai a gente conversa bastante sobre isso em relação a isso.

O instrumental didático: Não, livros isso que lhe falei, na cultura da região, nessas culturas, quais aquelas culturas mesmo que a gente foca que é cultura da região. Agente pega o livro tem didático trabalha em cima do livro, vídeo trabalha muito vídeo,visitas técnicas, Ceplac, Emater, Escola Agrícola a gente ta distribuindo assim essa pratica também visitas técnicas didaticamente falando a gente faz isso.

A forma de avaliação é assim, teórica, teoricamente e como nas outras disciplinas conteúdo, tem trabalhos extra-classe que a gente avalia também, avaliação normal que a gente avalia aula exercício ,a gente avalia também com trabalho e teoricamente faz nossa avaliação dividida.

Avaliação escrita.

FRANCISCO: Não, não tenho recordação.

FRANCISCO: A gente, a gente, o tempo também e muito curto o que a gente pode a gente faz, a gente tenta ne, fazer um período de visita com os pais que tão precisando a gente chega vai interagir com eles conversar ,fala com eles,experiências que eles querem assim tecnicamente que não ta dando certo, a gente chega na propriedade faz, da uma dica alguma coisa assim pra ver se melhora,não e sempre porque,porque aqui são muitas turmas a gente sempre esta em sala de aula tanto de manha quanto a tarde e o tempo fica muito pouco e corrido também ai que a gente faz quando o pai solicita a professor Marcus ou professor Adilson que e técnico da escola será que você pode fazer uma visita pra nos da uma orientação,a gente pega não com certeza tem veículos e vai na localidade ,vai fazer essa orientação mas são raras essas orientações porque eles também já tem um conhecimento grande no método que ele trabalha.

Comecei agora. A trabalhar nesta escola;

Esses alunos têm aqueles alunos e aqueles alunos, aqueles alunos que são interessados, que pretendem mesmo seguir a carreira de agricultor que já são agricultores uma mudança considerável ate no tratamento quando eles vem conversar com a gente, perguntar, indagar que culturas vai ser melhor nessa época, que cultura nessa época,que cultura nessa outra época, ai 45% desses alunos são interessados mesmo e da pra ver o conhecimento que eles adquiriram NE e que eles pedem pra gente.

3. FONTES DO MUNICIPIO DE CASTANHAL

FONTES ORAIS

3.1 – Sede do município:

SEMED

VOO60 Castanhal

IDENTIFICAÇÃO: Equipe Sócio PsicoPpedagógica da Secretaria Municipal de Educação.

Depoimento: Professora Sandra Lucia da Silva Lima

Assessora pedagógica da Secretaria de Castanhal

Em: 02 de Outubro de 2008


Eu tenho trinta e três anos e sou daqui de Castanhal. Sou concursada, fui chamada em 2007.

Um dos sonhos do Secretario de Educação quando eu entrei aqui, era, justamente formar essa equipe, ela ainda não existia. Então foi eu como Pedagoga, na época Carla que era Psicóloga e a Marilda, assistente social, que também entrou no mesmo período que eu. Iniciamos um trabalho de atendimento nas escolas com aquelas crianças com dificuldade de aprendizagem, com déficit cognitivo e com condutas típicas; mais especificamente são aqueles comportamentos diferenciados que os alunos apresentam em sala de aula, como: agressividade física e verbal, alheamento, desatenção, hiperatividades e impulsividade.

Detectando esses casos, nós montamos um curso, uma capacitação sobre condutas típicas, com todos os professores, até para orientá-los em como fazer esse relatório para nos mandar; assim agendássemos e fossemos fazer esse atendimento. Isso foi no ano de 2002. Então de lá pra cá a equipe cresceu os atendimentos cresceram também uma demanda enorme. Hoje em dia, acredito serem, cerca de vinte atendimentos.

Trabalhamos, às vezes, com a EJA, quando somos solicitados. Porque com jovens e adultos, nessa faixa etária, geralmente, há envolvimento com drogas, violência. Nós nos preparamos, trabalhamos, elaboramos, estudamos para ver como a gente vai tá atuando com aquele aluno, com professores e com a família, que, a gente sabe que é a base. A gente consegue chegar à escola e fazer um trabalho bem diferenciado nessa orientação nos temos uma parte da assessoria, que fica mais voltada para esses atendimentos.

Depois eu posso pegar contigo o nome das escolas que tem, deve ter umas cinco escolas. Há uns três anos ou quatro anos nos temos intensificado o trabalho com as crianças especiais, incluídas na rede e muitas delas com a criação da ESP. Nós fomos observando que foram surgindo casos mais específicos de deficiência mesmo deficiência mental, auditiva, visual é até deficiência múltipla nós já temos na rede.

Então, o professor Luis viu a necessidade de aumentar a equipe e de procurar profissionais que fossem capacitados, para estar atendendo e que tivessem boa vontade para estar se especializando mais nessa área da educação especial. Aí entrou o Orlando, que é o Interprete de Libras. Nós tínhamos iniciado um trabalho e tínhamos um ideal de conseguir implantar libras nas escolas. Com a vinda do Orlando, a gente viabilizou esse trabalho. Aqui, temos agora a Psicopedagoga, também Ana Claudia, a Marilda deixa eu falar das novas: a Luciana que substituiu a Karla, que e Psicóloga, – filha da Ocila que você conhece –, entrou também a Rafael – formada em letras; ela tem uma capacitação em deficiência visual; a Socorro Marques que uma orientadora educacional, – o professor Luis sempre quis uma orientadora na equipe. Mais recentemente entrou a professora Josi, que é pedagoga; ela é surda. Ela é de Belém, vem todos os dias pra cá hoje ela não vem porque ela passou na prova do Pro libras; ela está fazendo a prova dela pratica. Ela e ótima; tem dado esse reforço junto ao Orlando; justamente; focando nos alunos surdos incluídos.

Então nesse processo, nós também fazemos atendimento nas escolas da zona rural. Percebemos assim que o trabalho lá é um pouco diferenciado, não só pela demanda de alunos. Nós não atendemos tantos casos de agressividade, hiperatividade; a gente percebeu que isso acontece mais na vida urbana. È uma vez ou outra, de um professor que precisa de orientação como trabalhar com aquele aluno que tem um comportamento mais diferenciado ou que tem um déficit cognitivo, dificuldade de aprendizagem. As nossas idas na zona rural são mais raras às vezes, são alunos incluídos, surdos, a gente precisa ir lá.

Nós já fomos atender alunos com deficiência mental, também lá, outro aluno com Síndrome de Down. Já pedimos parceria com a oitava URE, nos ajudaram, levaram os técnicos deles que já tem bastante experiência. Como muitos dos alunos que eram do Estado vieram pra escolas Municipais, a gente precisava de um histórico desses alunos pra saber de onde eles vinham. Depois que a APAE fechou nos recebemos uma grande demanda desses alunos, eles foram incluídos nas escolas.

Com isso nós precisamos fazer capacitação com os professores, intensificar esse atendimento aos professores. A APAE fechou aqui em Castanhal tem dois anos. Eles que fazem atendimento lá, mas não é mais aquele atendimento educacional que eles faziam. Muitos alunos deles, a grande maioria, vieram para as escolas Municipais e ai nós temos feito, tentado acompanhar esses alunos e temos nos capacitado para isso, tanto que agora, eu, Orlando e Claudia, estamos fazendo uma capacitação em Belém de um curso que se chama Atendimento Educacional Especializado, naquele centro Gabriel Lino Mendes. El fica ali em Nazaré, na governador José Malcher, bem do lado da Cairú. Ele é do MEC, um curso muito bom, que tem nos proporcionado uma nova visão, mais conhecimento acerca da inclusão dos alunos especiais. Isso, porque ele especifica cada deficiência e como a gente tem que trabalhar... Então a idéia do professor Luis é que tenhamos nosso centro de atendimento, assim como a oitava URE tem lá no CAIC. Eles tem um centro de atendimento seria um centro que onde Esses profissionais, aqui da ESC atuariam mais lá. O professor Luis tem muita vontade de implantar no Município, com propriedade mesmo, para tratar cada deficiência com materiais especifico pra cada um. Então esses alunos seriam atendidos no contra turno, que dizer, eles permaneceriam nas escolas regulares e eles viriam no contra turno para ser atendidos lá, como se fosse um reforço das aulas do ensino regular.

Então, esse é um dos nossos sonhos, que nós conseguimos até agora foi enquadrá-los num projeto do MEC que eles disponibilizam uma sala de recursos multi meios pra cá. Nós pedimos que fosse na escola Francisco Espinheiro Gomes, – lá na torre, mas, até agora não conseguimos. O pedido já foi feito; todo o esquema de como a gente gostaria que fosse; de que material a gente precisaria, já foi enviado pra lá estamos aguardando que a gente quer iniciar pelos menos esse trabalho de atendimento especializado.

O número de alunos que tem problemas é mais de duzentos alunos. Já tem incluído nas escolas, isso e nas várias categorias de deficiências. Não temos o projeto reforço escolar que também tem algumas escolas da zona rural que tem que funcionar com esse projeto, que é um projeto que foca na primeira e na segunda serie do ensino fundamental, justamente, porque são nessas séries que estão os maiores índices de repetência. Então nós fazemos um trabalho bimestral com os professores do reforço escolar. Nesses encontros, nós temos oficinas para confecção de material, o material tem que ser diferenciado, que eles usam do professor do ensino regular, embora eles acompanhem o planejamento do professor do regular. Mas, a metodologia que ele utiliza deve ser diferenciada, até porque, se aquele aluno está com dificuldade com aquele professor e porque talvez a metodologia dele em sala de aula não esteja funcionando. Ele tem que procurar alternativas de ensino. Ir em busca dessa aprendizagem do aluno tem dado certo.

Nossos índices de reforço escolar, ele agora e um programa não e mais nem um projeto, já funciona há três anos. Depois do reforço o índice de repetência, de evasão diminuiu muito, nessas duas séries no ano passado foi de setenta por cento que diminuiu e a cada ano o professor Luis fala que o programa do reforço e um programa suicida. Na verdade ele quer com o tempo, que no ano, não precise mais do reforço. Por enquanto não é nossa realidade, nós ainda temos alunos que participam do projeto. As turmas são fechadas em dez alunos por turma, raramente extrapola esses dez, vai pra onze, doze; mas aquele aluno também precisa participar do reforço, ai a gente dá uma esticadinha. A meta são dez alunos por turma e tem professor que tem duas turmas, tem professor que já tem dois horários, são quatro turmas; eles são atendidos duas vezes por semana, uma hora e meia cada aula. Cada atendimento do professor com cada turma então é um projeto que tem dado certo.

São professore do reforço escolar; esse ano que houve uma mudança esse ano houve professores que ficaram no reforço e também na sala de aula no ensino regular. O que mais tem me deixado feliz mesmo, assim com mais vontade de conhecer, me aprofundar foi na educação especial, no atendimento educacional especializado que, assim, a gente vê a possibilidade daquele aluno enquanto muitas pessoas dizem que não tem condição de aprender, assimilar, desenvolver, a gente percebe que há possibilidade.

Isso, assim, nos deixa muito curiosa, eu fico assim, querendo pesquisar mais, saber mais como é possível pra poder orientar o professor, sensibilizá-lo e dizer que há sim essa possibilidade, falta só buscar as formas, meios e se organizar. Para isso também precisa de demanda, uma organização com certeza! Então isso, assim, o que tem mais me marcado no trabalho da ESP.

A equipe sócio-psico-pedagógica trabalha com projeto de reforço, e a cada semestre nos fazemos um sub-projeto. O sub-projeto do ano passado, trabalhamos com poetas brasileiros, as professoras desenvolveram atividades, cada uma escolheu um projeto brasileiro e fizeram várias atividades baseadas nas poesias deles. Nesse ano, no primeiro semestre, fizemos acerca da imigração nordestina pra Castanhal, foi justamente com a culminância que teve em junho, festival junino. As escolas estavam todas empenhadas, inclusive aproveitamos e encaixamos o nosso sub-projeto; ara que as professoras fizessem essa pesquisa e trouxessem para sala de aula. Agora pro segundo semestre, nós mudamos um pouquinho a nossa metodologia, e queremos fazer a gincana do conhecimento.

O foco foi a gincana do conhecimento e aqui você pode dar uma lida no sub projeto, são varias etapas e os professores já estão na segunda etapa, vão iniciar a segunda etapa em outubro, que vai, na verdade, ser uma competição só entre os alunos do reforço, pra eles, em dezembro, ter um representante de cada serie. Porque tem escola que tem primeira serie, funciona a primeira serie do reforço, tem escola que funciona a segunda série de oito anos, a segunda série de nove anos, tem escola que trabalha com alunos da terceira série, então a gente tá organizando com e que vai ser o tipo da modernidade da gincana: focamos na leitura, interpretação de texto, soletração.

A gente vai pegar um pouquinho da idéia do Luciano Huk, de soletração, a gente sabe que é a maior dificuldade dos alunos do reforço. Na matemática, o raciocínio lógico são probleminhas rápidos de serem respondidos, continhas básicas, bem ao nível deles, pra isso pedimos planejamento dos professores que eles estão trabalhando porque a primeira e a segunda etapa que vão fazer nas escolas, mas a terceira e a quarta, somos nós que vamos elaborar.

Iniciamos a gincana agora em agosto. Então assim, passamos, para os professores como nos gostaríamos que fosse, eles deram idéias, já houve algumas modificações. Ficou setembro, eles fazerem a primeira etapa que, entre os alunos da mesma turma, eles vão de lá, vão competir entre si e vai sair um aluno de cada turma, a segunda etapa vai ser turma com turma da mesma escola um representante de cada turma compete e vai sair de cada escola, um cada serie, porque tem séries diferentes e a terceira etapa.

Escolas mais próximas vão estar competindo entre eles, o representante das escolas, e a final vai ser as duas escolas que ficarem pra competir a gente já esta vendo uma premiação com o professor Luis, com a Marcilene que a gente pode tá dando pro alunos para motivá-los.

Na agrovila Calúcia, no inicio eu ia mais intensamente, quase uma vez por semana porque não tinha coordenador pedagógico há dois anos. Agora que já tem coordenador pedagógico, então, eles até comentam: tu não viestes mais? Não gente, agora vocês tem coordenador pedagógico.

Os trabalhos da ESP se intensificaram muito; nos atendimento das crianças especiais, a gente tá bem voltado pra isso, mas, assim: na Comunidade Cupiúba, nós já fizemos atendimentos, como, para uma aluna pequenina, surda, que, ainda está lá. Também, e muito atendimentos, com o professor. Sobre metodologias para o professor e encontros com as famílias são encontros muito bons.

Na verdade os pais demonstram, assim, uma preocupação, justamente em desmistificar o que a sociedade ainda vê a ele não consegue, ele não pode permanecer, ele não vai passar de ano, ele vai repetir. Será que ele vai progredir nos estudos, a gente percebe que essa impressão não muda dos pais, que o ser humano tem um mal terrível que e só olhar os defeitos para falhas, ele não consegue ver as possibilidades, não consegue ver além daquilo ali. Então a gente tem tentado tranqüilizar, orientar os pais e justamente para desmistificar esse preconceito que ainda existe na sociedade. Tranqüilizá-los e dizer que há possibilidade, que nós vamos buscar estratégias. Muitas vezes, a gente precisa fazer encaminhamentos.

Como a gente não pode atender aqui na SEMED, nosso trabalho nas escolas e nos encaminhamos para Secretaria de Saúde, no atendimento fono-audiológico, que ela faz na UBS. Lá do lado do Cristo. Para neurologista, tem gente que solicita aos pais fazerem esse diagnostico.

A gente procura assim, perceber a necessidade; procura encaixar o jovem em algum atendimento, por exemplo, a ecoterapia, que é muito bom nos já solicitamos algumas vezes.

Nas agrovilas temos mais casos de alunos surdos, que muitos não estavam na escola e que depois desse trabalho, de libras, um trabalho mais intenso com deficiente auditivo, eles apareceram, e, hoje em dia, a gente já trabalha.

Depois o Orlando vai poder ta te explicando o que e o projeto libras. Pra se ter idéia, no Brasil não tem trabalho igual ao que a gente faz aqui, nós já pesquisamos, ficamos, fomos até o Rio de Janeiro.

Dá uma olhadinha nos atendimentos; a Lulu estava colocando os atendimentos demonstrativos, São quarenta e nove. Os professores, duas vezes em cada semestre vão nas escolas também. A professora Luciana tá fazendo duas vezes reuniões mensais.

Assim, as meninas tem, uma capacitação chamada competências leitoras. As assessoras do fundamental, então elas focaram em um desses encontros, justamente em cima das competências leitoras, de vários autores e dentre eles estava o Paulo Freire. Não foi especificamente dele, e nós fazemos assim, em algumas vezes, alguns desses encontros, nos convidamos algumas pessoas também para irem fazer essas oficinas ou dar essas orientações essas capacitações pra eles; para os professores não ficarem só.

A gente faz os encontros e convida pessoas de fora pra estar em conjunto. Nessa oficina não focaram no Paulo Freire elas colocaram vários autores mais foi ótimo muito bem trabalhado eles pegaram muita coisa já colocaram em prática, fizeram material.

Assim nos fazemos o atendimento com eu te coloquei mediante o relatório que eles enviam, mas nós focamos bem no aluno especial, no que tem dificuldade de aprendizagem, ou, às vezes, depende da conduta típica. Então o professor faz o relatório, o próprio professor ele quer idéias, novos recursos, novas formas de metodologia para estarem trabalhando e nós levamos essa orientação; a nossa equipe aqui e muito focada nesses atendimentos.

Então as meninas tem feito um trabalho muito bom de palestra, com as famílias depois a Luciana vai estar te passando que tem sido muito bom. Com essas nossas idas tem nas Agrovilas focam muito no atendimento, assim como na zona urbana, o professor manda o relatório do que está acontecendo, de como é que tá o aluno.

E tem chegado muitos relatórios das crianças especiais, então nos agendamos. Nessa ida, vamos pra sala de aula observamos como é o trabalho do professor na sala de aula, observamos o comportamento do aluno; no outro dia mandamos chamar família, a família vem nos fazemos um registro do histórico desse aluno.

Com a família e após esses encontros, no terceiro e quarto encontro nóbs vamos trabalhar, principalmente, com o que a gente observou porque a gente já diagnosticou há muitas das questões não e o aluno não e o professor e o professor que precisa de uma orientação, de como trabalhar com aquele aluno outras vezes, a gente precisa encaminhar aquele aluno pra uma questão mais especifica, e outras vezes, a gente fica fazendo esse atendimento com aquele aluno conversa, leva material, vê qual é a dificuldade que ele tem.

Quando a gente observa que já tá caminhando, a gente fecha o relatório e o professor dá prosseguimento ao trabalho, mas, é um trabalho bem focado nisso. Nas agrovilas posso até te mostrar depois, a quantidade de relatórios que chega; a gente quase não faz atendimento, parece que lá, é tudo tão tranqüilo, comparado com a rede urbana.

Uma das escolas que mais a gente atende aqui são as escolas do Bairro Jaderlandia, a Ana Paula. A escola Ana Paula e muito solicitada e ,a escola Monsenhor Lago, que tem um número de alunos incluídos alto; acho que é um dos maiores; vez ou outra a gente ta indo lá, ou nos assessoramentos, que fazemos, por exemplo: na semana que vem nos estaremos intensificando nas primeiras série. Então a gente aproveita o assessoramento pra observar as crianças, comportamento e conversa com os professores.

A gente percebe que tem muitos professores que não gostam de fazer o relatório pra enviar. Quando a gente vai à escola: nós precisamos de relatório, até pra gente depois ter um respaldo de que a gente atendeu aquele aluno e ter um registro de que a gente fez esse trabalho se fosse na conversa acaba.

As vezes a gente vai atender um aluno, chega lá, a professora conta caso de mais quatro. Ou a gente vai na sala de aula, e observa, mais três alunos que apresentam necessidades. Lá vamos chamar o aluno pra conversar, a gente fala: professor manda o relatório desses alunos. Então tem que fazer o que a gente percebe, não é dificuldade. Sabe, talvez seja por falta de tempo; não sei, mas muitos relatórios não chegam até a gente justamente ou porque a escola resolve a questão ou porque o próprio professor não se interessa tanto em tá trazendo aquela problemática daquele aluno.

NEILA: o que tu tens para te falar dos desafios,falaste o que te marcou e os desafios ... e muito rica a tua fala SANDRA: o nosso desafio hoje e ver as crianças com dificuldade de aprendizagem ou com algum tipo de deficiência incluídas nas escolas não ver nenhuma fora das escolas por preconceito,de que as pessoas achem que elas não tem condições pelo contrario o nosso desafio vai ser esse,um sonho e justamente ter esse centro pra nos fazer-mos esse atendimento a essas crianças paralelo a escola pra gente vai ser um desafio também mais atualmente o que o grupo mais almeja e esse centro NEILA: ai o que vocês estão fazendo pra encaminhar para que ele seja construído SANDRA: nos já fizemos um planejamento de com seria esse centro dos recursos a gente precisaria para iniciar esses trabalhos foi mais especificamente para essa sala de recursos multimeios que eu te falei que vai ser no Francisco Pinheiro Gomes a gente vai iniciar por la se realmente de certo a gente quer expandir lógico mais alem dessas salas de repente por pólos nos já idealizamos que fossem por pólo pólo Jaderlandia teria uma escola que atenderia os alunos das proximidades,pólo no centro ali partindo do bairro da Saudade e o outro pólo próximo perto da escola Elias Mineiro seriam três pólos mas no projeto que veio do MEC eles solicitaram que fosse uma sala ai nos solicitamos que fosse na escola Franciscos Pinheiro que também tem uma demanda de alunos especiais grande ate porque tem um espaço pra ter essa sala tem uma sala que seria bem propicia para esse trabalho NEILA Franciscos Pinheiro fica em que bairro SANDRA: fica no bairro Santa Catarina ali perto da torre na BR la pra trás tem umas invasões NEILA: ocupações SANDRA ...nos descobrimos há um o tempo veio uma solicitação do Ministério Publico de umas alunas que ate participaram do projeto IASAC e um projeto da Secretaria de Assistência que elas ‘tavam’ pelo que nos chegou aqui elas não estavam estudando e nos fomos atrás numa invasão passando o bairro Nova Estrela atrás Nova Esperança de Jesus Cristo nome da invasão mas olha pra gente encontrar a casa dessas alunas ate que encontramos conversamos com a mãe pelo relatório que eu já li que tem uma deficiência mental no dia a gente observou mas a aluna já esta estudando então a gente tem parceria com a oitava URES,com a Sesma,com a SESMA.

SANDRA: quando eles estão com dificuldade com algum aluno eles procuram saber com a gente come aquele aluno se agente conhece se já tem relatório dele ,se ele já ta sendo atendido ai a gente vai fazer um trabalho com elas também, na SESMA a gente já fez vários trabalhos de parcerias as vezes a escola solicita uma palestra sobre educação sexual ,sobre a dengue a gente entra em contato com eles,com a oitava Ure la tem os psicólogos de la quando agente precisa intensificar o atendimento de algum aluno a gente já encaminha pra eles.

3.1 – AGROVILA CALÚCIA


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