História, Educação e Memória da Educação do Campo na Amazônia Paraense


IDENTIFICAÇÃO: Escola Maria Perpétua Lisboa,Vila Calúcia



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IDENTIFICAÇÃO: Escola Maria Perpétua Lisboa,Vila Calúcia

Local: Castanhal, km 12 da Rodovia Castanhal a São Francisco do Pará

Diretora: professora Maria do Socorro da Silva Ribeiro, há 18 anos é diretora da escola

Em 1991 ingressei na Escola, quando ainda se chamava Escola Estadual Santa Rita. Funcionava uma turma pelo Estado. Existia somente uma sala de aula que atendia alunos nos horários: manhã, intermediário e à tarde. A partir de 1992 foi feita uma nova Escola; na gestão do prefeito José Soares, ela foi ampliada, com duas salas de aula. Foi crescendo o número de alunos, hoje, 2009, estamos com 240. E uma Escola com estrutura maior, com sala de leitura, sala de informática, que vai inaugurar agora com 02 de setembro, com computadores para atender as crianças durante a semana, dentro do horário de aula.

Atendemos alunos da educação infantil de 4 aos 5 anos, de 1ª e 4ª série, nos turnos: manhã e tarde. São 08 professores distribuídos nos dois horários. Ainda atendemos uma Escola que pertence ao distrito, chamada Maria das Dores. Funciona como escola núcleo, existe a Escola ativa chamada Escola Maria das Dores, pertencente ao município, com uma professora que atende nos dois horários: manhã e tarde. Temos duas serventes. Na Escola sede, na Agrovila Calúcia, temos uma coordenadora.

O nome da escola é Maria Perpétua Lisboa; nome originado de uma antiga família, a qual doaram um pedaço de terreno para construção da Escola. Foi colocado esse nome em homenagem a essa pessoa benfeitora, filha de D. Calúcia. Foi daí que surgiu o nome de Agrovila Calúcia. Era uma senhora que pertencia a família que atuava na questão política; era muito envolvida e após sua morte foi criado o nome de Agrovila Calúcia. Ela não foi vereadora, só gostava muito de política. Foi atropelada por um ônibus em frente sua casa, na Agrovila; daí, então, a filha continuou o trabalho de benfeitora, motivo pelo qual foi colocado o nome da nova Escola em homenagem a ela.

Hoje a escola tem 05 salas; com sala para professor, secretaria, uma copa e uma sala com estrutura para educação infantil. A escola já é autorizada pelo Conselho Municipal de Educação para o atendimento à educação infantil, ensino de 1ª a 4ª série. Eram só duas salas, hoje já estamos com (05) salas e

10 turmas, sendo: 05 no turno da manhã e 05 no turno da tarde; também já conseguimos autorização para o ensino de crianças de 9 anos; conseguimos também através da liberação do Conselho.

Nossos professores, somente dois, ainda não são concursados. Tem alguns ainda com o ensino médio, os outros têm magistério, os demais estão com uma formação de nível superior. Eu estou cursando pedagogia, na Universidade UNISSELVI; de o nível superior, com a coordenadora são 3; 5 ainda estão cursando, e 6 concursados, somente 2 ainda não são, ao todo são 10.

Na escola, trabalhamos muito, sobre os projetos. Em c


ada mês, existe um calendário que nos trabalhamos o projeto. Projeto meio ambiente, tudo que se refere aquele mês é realizado no projeto, leitura, festividade da Agrovila, que é Santo Antonio, no mês de junho.

Cultura mesmo a Agrovila não tem, aqui não tem uma tradição. O pessoal trabalha, mais com plantação de verduras, a economia é esta; os que tem terreno realizam plantações, os demais, trabalham nas redondezas, nas fazendas, eles fazem trabalhos alugados. A vila ainda não tem muita cultura, a gente ainda é pobre, mas busca trabalhar baseado nas outras circunstâncias que vamos conhecendo.

O desfile de 07 de setembro, todo ano realizamos. Infelizmente, este ano não vai haver devido à reforma na escola, por isso a ausência dos alunos. Comemoramos também o dia das mães, das crianças, o

carnaval, etc. Fazemos todas estas festas para os alunos, com uma comilança no final do projeto apresentado por eles, nos espaços da escola. A festa junina, eles gostam muito de quadrilhas, participam bastante. Tem os jogos estudantis, em setembro, que o município realiza em Castanhal; só que nós da Zona Rural, realizamos, de acordo com a realidade da escola; junto com os alunos realizamos diversas brincadeiras, quem gosta de futebol joga, ou então, quem gosta de queimada, diversas atividades.

A Secretaria de Educação tem um acompanhamento constante no sentido pedagógico; tem reuniões todos os meses com os diretores, capacitação com os professores, agora nos dias 27 e 28/08/09 será a continuação do pró-letramento. Tem a parte psíco- pedagógica que sempre vem para fazer o acompanhamento das crianças com dificuldades de aprendizagem e as crianças especiais. Nós temos, poucos, mas existem alunos com necessidades especiais. Na coordenadoria o ensino vem acompanhando sempre, fazendo visitas, levando as necessidades na parte fonoaudiólogo. Hoje não temos crianças surdas, mas já tivemos uma menina; cursou até a 4ª série, depois foi pra Castanhal; está cursando a 5ª série; trabalhamos ela, desde a educação infantil; hoje já diz algumas palavras, podemos até compreender; antes não dizia nada.

Graças a Deus não temos problemas com os alunos sobre violência ainda. Conseguimos controlar nossos alunos aqui na agrovila, tudo que acontece é normal no comportamento deles, não é como a gente vê por aí, alunos revoltados com muitos problemas.

Os alunos eles trabalham com os pais. Temos duas turmas de 1ª série, de 08 até 11 anos. Existem crianças na primeira série, ainda temos muitas crianças desses assentamentos que estão chegando, vem com todas as dificuldades, crianças que estão estudando e os pais se mudam, saem da fazenda, vão para outro lugar e tiram a criança do estudo. Tudo isto retarda a criança. Na escola temos 03 turmas de 2ª série, uma de 08 anos, outra de 09 anos e a 3ª turma, tem 02 de 08 anos e uma de 09.

Gosto


de estar sempre lutando, correndo atrás das melhorias para a escola. Quando

chega dinheiro do fundo – PDDE, fico sobrecarregada, faço pesquisas de preços, planilha e compras de material; vou mais de uma vez ao comércio resolvendo estas questões, enfim é a parte mais trabalhosa do ano. Temos a diretoria que compõem, mas como é de professores, este trabalho exige muito de minha parte, pois sou eu que vou resolver, o professor não vai ausentar-se da sala de aula. O que mais marca na direção é trabalhar

com

pessoas de várias opiniões, cabeças que pensam diferentes e que, muitas vezes não aceitam as normas que são cobradas da direção. E temos que cobrar, encontrando sempre barreiras, resistências, mas com jeito, vamos conseguindo controlar carinhosamente.



Agora, todo mês, temos encontro pedagógico com a coordenadora para avaliação, antes não tínhamos. Há 02 anos atrás ganhamos esta coordenadora; antes era só eu que resolvia tudo; agora melhorou bastante, a divisão dos trabalhos

.

Temos também a Associação de Pais e Mestres,



a coordenadora mora no Conjunto Imperador; tem a secretaria;

tem uma professora que mora pertinho na Agrovila, a Berlamina; ela é uma das sobrinhas da Calúcia, da Maria Perpetua, é da família; ela podia lhe dar algumas informações.

A Associação Pais e Mestres é pelo mandado de 02 anos; é composta de professores, pais de alunos e a direção; é feita uma eleição, reúne todos os pais e escolhemos o representante. Os alunos não têm representantes, pois são crianças; tem que constar toda documentação dos eleitos para levar para o cartório; são 240 alunos, este ano aumentou.

Temos 08 professoras, hoje até me deram o valor da verba do PDDE é R$ 5.400,00 que é para capital e custeio. Este dinheiro é para as necessidades do ano todo. Geralmente, o material didático acaba primeiro, então pedimos na Secretaria de Educação e eles repõem até chegar ä próxima verba.

As dificuldades são: pouco pessoal para apoio, um vigia e duas serventes – uma, no turno da manhã e outra no turno da tarde. Estou solicitando mais serventes. Diz o prefeito que haverá novos contratos devido o concurso realizado, temos esperança que este ano melhore. Eu e os professores varremos salas, servimos merenda com a servente, lavamos louças, limpamos banheiros, ajudamos uns aos outros; só a servente não dá conta. Quando chega vai logo preparar a merenda e termina o período da manhã, não sobra tempo para a limpeza da escola. Uma dificuldade muito grande que enfrentamos, com a falta de pessoal para apoio.

Quanto ao salário ninguém reclama. Dentro de seu nível, não é muito, mas não atrasando o dia de receber, dá pra ir vivendo, não sei dizer quanto ganha um professor, agora o meu salário na direção é de R$ 1.400,00. Um professor disse que ganha R$ 800,00 (oitocentos reais), 100 horas.

Existem professores que tem vocação, a gente percebe; sabemos diferenciar daquele que está ali no cargo só porque foi um meio mais fácil que encontrou de ganhar um dinheiro, infelizmente.

A economia de Calúcia, territorialidade e trabalho


Antigamente era pimenta do reino, cacau. Este pessoal que trabalhava, com este tipo de plantação, já foi embora, venderam! Só ficou os mais recentes, que são só verduras, mamão, criação de frangos. E, nas fazendas arredores, tem o senhor Paulo Salviano, D. Luzia, senhor Carlos Gripp, tem um novato que comprou um lote, e tem gado.

Todos têm gado; e os lotes pequenos são de 25 hectares, mas tem poucos lotes, a maioria vendeu; não sabemos quanto. Temos o nosso, com o nome Sitio São José, Rodovia Castanhal São Francisco do Pará.



MUNICÍPIO DE CASTANHAL – AGROVILA CALUCIA

ESCOLA: Escola Maria Perpétua Lisboa – Dona Calúcia

PROFESSORA: Belarmina Soares Lisboa
Eu nasci aqui na Agrovila Calúcia. A minha avó era a dona Calucia. Eu, desde jovem trabalhei sempre como educadora, e hoje a gente tem feito muitas, tem, há muita reforma na educação, nos temos participado vários encontros de professores, e remanejamento de locais pra locais, a gente sempre ta se adaptando, se renovando, cada dia mais a prefeitura tem nos patrocinado, cursos como de libras, e os nossos professores atualmente tem sido bem preparado ,antigamente você via que a educação não passavam do ABC, aquela cartilha do ABC e o aluno só era no ABC repetitivo, e como nos vimos hoje graças a Deus a educação tem dado um salto bem grande ne!? nos estamos melhorando, os educadores estão melhorando e os nossos alunos com certeza vão aprendendo mais e mais, porque nos como educadores não podemos lecionar dar nossas aulas só ali, temos que ter as vivencias temos que ter as vivencias,temos que ter as culturas do aluno, rebuscar aquilo tudo do aluno como ele é criado ,nos temos que participar dele ativa do aluno, e saber como trabalhar os conteúdos em cima daquilo que o aluno já traz de casa, e hoje nos já temos feito isso eu praticamente fui praticamente criada em colégio de freira, durante oito anos fui interna no Colégio de Freira em Belém irmandade de Nossa Senhora Menina, elas são italianas de origem italianas, então nos aprendemos muita coisa no colégio, como aqui não havia escola só havia antigamente uma escola do Estado e era na casa de uma professora,professora Adair, então essa professora foi embora, minha avó trouxe essa escola pra cá pra Agrovila, pra onde era a escola era uns 3km mais ou menos e nos íamos a pé né!? que não havia, nos íamos a pé porque não havia transporte só havia o trem, e hoje nos temos visto que devido o trem ter sido tirado muitas pessoas venderam seus sítios foram embora, outros se transformou a maioria em fazendas e a escola voltou pra cá, só que era escola Santa Rita do Estado, agora só é Municipal o nome hoje e Maria Perpetua Lisboa o nome da minha tia, porque ela foi uma das educadoras daqui, ensinou as primeiras letras pra muitos compadres que hoje já tão todos idosos né!?Então na própria casa ela dava aula pra aquelas pessoas carentes que não podiam sair, que não tinham como ela leciona, em casa ajudava aquelas pessoas e hoje muitos dizem graças a Deus, e a d. Perpetua que o apelido dela era ‘nenzinha’ e as pessoas só chamavam ‘nenzinha’, mas o nome dela era Maria Perpetua Linhares de Lisboa,’nenzinha’ né!?

Então nós, como tivemos de sair daqui devido não haver modo de como nos estudarmos, ai nossa avo era benfeitora de um colégio junto com umas tias nossas la em Belém, Preventório Santa Terezinha que era para folhos menores para tuberculose, e as irmãs tomavam conta inclusive meu avô, tinha uma prima freira lá, e nos fomos pra lá interna nos quatro irmãs eu, Eli ,a Joana e a Elizabete. Fomos interna nesse colégio onde nos tiramos muito proveito, era uma educação meia rançosa porque da maneira antiga, mas hoje a gente olha e diz assim: graças a Deus que eu aprendi alguma coisa, que consigo entrar e sair em qualquer lugar ambiente, devido a educação embora meia ‘carrasca’, mais valeu muito hoje a gente agradece por aquilo que nos passamos , em todos os lugares a educação era assim mesmo, existia palmatória existia essa serie de coisas e hoje nos resgatamos muitos valores, e a situação mudou muito, tem sido modernizado a globalização tem mexido com tudo como nos sabemos, mas para nos foi uma experiência muito grande esse internato, as irmãs por serem de origem italiana nos ensinaram muita coisa costumes ate delas que nos adquirimos também,ensinavam todos os hinos da Pátria,hoje você vê uma pessoa importante pergunte se ele sabe o Hino do Pará,o Hino da Bandeira,o Hino das Américas, o Hino Nacional, Hino do Soldado, o Hino da Proclamação da Republica,da Independência eles não sabem e nos aprendemos tudo isso através das irmãs, e como a professora gostou muito nos aprendemos também hinos que a gente só houve assim geralmente assim, você nem imagina que exista esse hino o hino dos soldados que morreram na Segunda Guerra Mundial então ela pediu-me que cantasse, eu vou cantar.

VAI MINHA ALMA NA DOR DA SAUDADE, VAI REPOUSAR NO CHAO BRASILEIRO

MINHA PÁTRIA BRASIL DO CRUZEIRO, AUREAS DOCE DA TERRA NATAL

VAI LEVAR AO MEU PAI UM ABRAÇO, MINHA MAE VAI BEIJAR NA MInhA FRONTE

OH! MEU LAR TE PERDEU NO HORIZONTE, LOGO APÓS ESSE ADEUS FATAL

MINHA MAE PORQUE EM PRANTO FICOU BANHADA ANTE A VIRGEM ROGANDO EU TE VEJO

EU SO TENHO NO PEITO UM DESEJO E SALVAR O MEU LAR E O BRASIL

MAS SE UM DIA UMA CARTA CHEGANDO, TU A VIRES DE LUTO TRAJANDO

O MEU LAR MINHA MAE PATRIA AMADA, O REZAI PRECE ARDENTE POR MIM (BIS)


Cantando varias musicas em italiano .......

Olha, além da música do soldado, nós aprendíamos canções da escola, também da própria escola. Por exemplo, de manhã pela manha logo cedo nos antes de ir pro café da manha nos reuníamos no rol de entrada, cantávamos canções de festa da escola que a nossa canção lá geralmente era assim:

E UM COLOSSO RATAPLAN, E UMA ALEGRIA RATAOLAN, NO PREVENTORIO DE TEREZINHA RATAPLAN (BIS)

Lá NINGUEM BRIGA, RATAPLAN, Lá NINGUEM CHORA RATAPLAN A HARMONIA NO PREVENTORIO

PASSEI NO TREM AS MENINADAS RATAPLAN ENTUSIAMADA DO PREVENTORIO (BIS)

E DA TEREZINHA RATAPLAN, NOSSA AMIGUINHA E DAS CRIANÇAS DO PREVENTORIO (BIS)

Na época que nos estávamos interna, foi na época da revolução de 64, então se eu não me engano naquela época eu não sei se era Zacarias de Assunção,eu também não lembro bem porque agente não se ligava em política ,as freiras tinham origem italiana,sempre os governadores participavam das festas,doações, eles doavam algo para escola eu lembro bem do Jarbas Passarinho , Alacid esses ai eu lembro que sempre estavam visitando a escola.Mas se eu não me engano na época que nos fomos interna, eu acho, nos eu acho que nos fomos interna foi em 1962, logo apos dois anos depois foi a revolução 64, naquela época nos ficamos muito fechada devido era tanto medo,as freiras não saiam as ruas nem nos não podíamos brincar nas áreas da escola porque tinham medo da revolução e nos vivíamos fechado na escola, todo tempo rezando pedindo a Deus que evitasse qualquer conflito maiores , e geralmente era isso não da pra lembrar bem, mas se eu não me engano quase com certeza era o Zacarias de Assunção.

Assistia os discursos! Nós fazíamos discursos, a escola nos preparava né!? Nós fazíamos discurso, dávamos flores para as esposas dos governadores. Geralmente assistiam as missas; após era a recepção, um coquetel para os governos; eles sempre iam doar para a escola.

Elas tinham medo, elas falavam que nos tínhamos que ter cuidado, não conversar com qualquer pessoa que chegasse na escola. Eque nos rezássemos muito,elas pediam muito vamos rezar todos juntos pedir para que acabe essa resolução e que não haja grandes conflitos.Essa era a preocupação delas, que não houvesse mortandade, não houvesse coisas piores né! Que, nós sabemos que a revolução parece que não foi muito grande, mas foi seríssimo! Muitas pessoas desapareceram. Nós sabemos disso atualmente, mas, antes ninguém nem comentava o assunto.

Hino do professor que nos aprendemos. Até que nos tínhamos aula de canto, com o professor Adelarmo Matos, e a nossa instrutora Paola Taplete, que era italiana, nós tínhamos aula de canto e tudo mais. E nós aprendemos várias canções no dia dos professores. Cantando ...

É porque elas achavam que antigamente nós que tínhamos de ser bastante patriótica, isso pra elas era muito importante ensinar os hinos da nossa Pátria, elas eram patrióticas, elas gostavam muito de ensinar os hinos da nossa Pátria e que nos devíamos muito respeito a nossa Nação, as nossas origens tudo isso, as freiras sempre nos colocaram em uma situação de elevar sempre as nossas Nações.

PROFESSORA BELARMINA: Recordando as músicas...

A gente sempre fazía teatro, lá, nós aprendíamos, saiamos em damas, inclusive, às vezes, a gente saia para outras localidades, nos ‘ensaiamo’ assim, Santa Catarina Labore, ali na Sacramenta, nos íamos sempre lá; representar no palco deles. Lá, na Igreja de São Jorge, lá na Marambaia; ali no marco na Igreja Santa Cruz; também íamos ali no Asilo Dom Macedo Costa, representar para os idosos. E, geralmente nos fazíamos muitos números assim de vamos de ....;

A Izabel disse assim: as quatro pretinhas que nos apresentávamos que era assim, cantando [...].

Quinta feira e a inauguração daí do nosso centro de informática, e ai o prefeito virÁ a noite com uma comissão dele e nos temos que fazer um coquetel.

Foi um prazer, se e pra falar de educação, resgatando um a educação, sabendo que o futuro da nossa Nação e uma boa educação se nos pudermos resgatar os valores cada vez mais, com certeza a educação vai mudar pra bem melhor né!? nos seremos uma Nação desenvolvida sub desenvolvida ,que nos somos sub desenvolvido então nos vamos melhorar cada vez mais vamos partir, vamos chegar as alturas aonde nos pretendemos, ápice né!? Chegar ao ápice de uma boa educação dos nossos filhos, nossos netos, bisnetos; e mais tarde eles vão nos valorizar!

3.2ASSENTAMENTO CUPIUBA – Escola Paulo Freire
V0029 - 25 DE SETEMBRODE 2009- ESCOLA PAULO FREIRE COMUNIDADE DE CUPIUBA
PROFESSOR CIDIVALDO NASCIMENTO QUEIROZ

PROFESSOR CIDIVALDO: Sou professor , nove anos aqui na escola

PROFESSORCIDIVALDO: Magistério cursando pedagogia.

PROFESSOR CIDIVALDO : Assim pra inicio assim a gente eu e a professora Edinez a gente aqui e tem a outra professora que saiu a pouco professora que e tipo mais assim tem uma estória mais próxima assim que se envolve mais sempre se envolveu mais desde do inicio aqui , a gente foi um dos primeiros professores assim sabe desde do barracão que não era aqui nesse local mais la embaixo só duas salas dividido mesmo com alguma parte de compensado desde essa época a gente trabalhava la não era toda essa facilidade de chegar ate aqui ate então vinha antes de bicicleta acho que todos de bicicleta tinha professores que pra fazer percurso de volta iam ate de carroça ia daqui,depois desse eu momento que passou que em 2000 pra ca que foi construído a escola ai desse época ate agora que ta passando a primeira reforma assim geral e a gente ta necessitando agora já tem alguma facilidades a estrada melhorou um pouco difícil o acesso daqui devido violência ,assalto eles já fazem percurso por fora assim.

PROFESSOR CIDIVALDO: A gente foi contratado pela prefeitura sim.

Eu trabalho com a terceira serie.

PROFESSOR CIDIVALDO: Não, sinceramente trabalho com terceira,segunda terceira,quarta serie dificilmente tenho trabalhado com a primeira serie.

PROFESSOR CIDIVALDO: Pelo menos eu falando em questão de ser professor, eu sinto muito prazer em ser professor pra mim eu acho questão de ser professor por necessidade pelo mercado de trabalho e tem a questão de ser professor por gostar , por amar a profissão, por vocação eu acho acredito que eu ainda sou professor porque gosto de dar aula ,eu gosto de ser professor e a gente procura sim fazer todo trabalho que desenvolve a função com bastante empenho, com bastante afinco,com bastante carinho sim e procurando passar para os nossos alunos porque a gente observa uma grande dificuldade ne na questão educacional mas a gente procura suprir essas dificuldade e tentar da o maximo da gente pra ajudar essas crianças ai.

PROFESSOR CIDIVALDO: A gente procura aqui assim ta focando a questão de ta trabalhando com a realidade do aluno ta buscando envolver essa realidade do aluno e ta sempre aproveitando tudo que o aluno ate porque os livros a gente sente dificuldade no material didático encontrar que tenha haver com a nossa realidade,ainda hoje estive comentando com os alunos em relação essa dificuldade e ate pra gente falar da nossa região,do Para e uma dificuldade então a gente procura ate pegar a realidade,o conhecimento que o aluno já tem porque tem coisa aqui que o aluno já tem mesmo porque tem coisas aqui que eles trazem que a gente aprende com eles a realidade ,a vivencia deles e a gente aprende com eles e a gente procura também com essa realidade ta colocando aquilo que a gente entende ta mediando esse conhecimento do aluno trabalhando com eles melhorando essa questão.

PROFESSOR CIDIVALDO: Quando a gente fala por exemplo quando a gente comenta assim sobre Meio Ambiente tem n situações mas gente vai falar de Meio Ambiente a gente procura falar de ar puro,arborização,a gente procura falar de poluição do solo ai eles trazem uma questão que eles muito cuidado que a gente consegue observar uma diferença muito grande quanto a poluição do solo,conservação dos rios e eles trazem esse contato que eles tem direto esses cuidados que eles também tem direto aqui e a questão que a gente consegue fazer bem legal assim quando a gente vai falar da questão das arvores,da questão do ambiente,da cidade pra realidade deles aqui eles conseguem fazer rapidamente essa comparação porque eles vivem aqui e conseguem ter contato com a cidade eles fazem bem e trazem isso pra eles e muito fácil com eles em relação a isso,e assim a questão de conservar o ambiente e muito mais fácil porque eles vivenciam aqui ainda com os Igarapés e ai a gente consegue falar com eles a questão de preservar a importância daquilo que a gente ainda tem aqui e que nas cidades a gente encontra isso dificilmente a gente um Igarapé que possa as pessoas tarem usufruindo disso.

PROFESSOR CIDIVALDO:E justamente se referir a questão de bairro,de bairro,de comunidade a gente tem com eles assim essa dificuldade pra trabalhar porque eles não aqui e totalmente pra trabalhar bairros a gente vai falar outro linguajar porque eles não vivenciam aqui eu pelo menos procuro em momentos assim a gente procura mostrar essa realidade pra eles fazer essa diferença através de mapas que eles conhecem bem aqui a região ne,trabalhar pra situar pra estarem situados com o mapa eles conseguem fazer mapas da localidade deles,eles conseguem fazer isso então e uma maneira ate nos professores que não conhecemos o campo aqui então a gente eu pelos menos já tive oportunidade de fazer com eles e conhecer ruas,caminhos,estradas que eu não conhecia acessos que eles tem conseguem explicar desenvolver tudo ali que a gente não consegue por não ter total acesso aqui ne eles por estarem mais tempo tem uma vivencia maior aqui.

PROFESSOR CIDIVALDO:A gente assim, voltando assim eu falava do inicio foi bastante difícil dos professores que iniciaram aqui saiu a professora Edinez e a professora Edinalva que a professora que tem mais tempo aqui e a professora Edinalva, no inicio aqui era muito difícil ate porque a questão estrada não era estrada ainda assim piçarrada, so caminnhos pra vim pra ca tinha que vim só por um caminho de acesso aqui,a questão violência assim assalto eu graça a Deus nunca fui assaltado aqui mas a professora que tava aqui já foi aqui, bicicleta levavam, a outra minha irma que e professora as outras professoras a gente vinha pra ca ,não tinha quem quizesse vim pra ca a gente procurava pessoas a gente tinha turma ninguém queria vim pra ca pela dificuldade ne,pela violência assim e a gente vinha na coragem já disposto e com objetivo vou chegar la,vou chegar la com a bicicleta e com o passar do tempo ne a gente foi conseguindo com o passar do tempo graças a Deus todos os professores que trabalham agora aqui tem uma motocicleta uma motozinha pra se locomover a gente já faz um percurso diferente menos violência pela BR por onde você veio,foi isso e as dificuldades basicamente e essa assim a questão de ta se locomovendo pra ca.

PROFESSOR CIDIVALDO: No sentido a gente conta a gente conta com uma questão de uma gratificação da zona rural isso tem,agora na questão assim se você me perguntasse o que fez a gente permanecer tanto tempo aqui porque tínhamos oportunidade assim eu, outra minha Irma que e professora também, a professora Edinez eu trabalhava em outra escola la e sempre perguntavam assim Cid porque tu não vem pra ca tu não pega outra turma aqui ofereciam outra turma e nos eu e a minha irma já preenchemos varias vezes ate preencher uma documentação aqui pedindo uma transferência e quando chega no inicio do ano começa tudo de novo ai não vai parece que ficamos amarrado aqui desde essa época já nove anos ,dez anos que a gente nunca conseguimos sair e a pergunta seria porque a gente nunca saiu daqui ? Pelo acolhimento,pelo carisma com que tanto pela comunidade tanto os alunos tem com a gente.

De primeira a quarta .

Tenho quantos alunos na tua turma.

PROFESSOR CIDIVALDO : Na relação com os alunos e um dos intens assim que faz que cativa a gente,que fez a gente ficar tanto tempo assim e a gente consegue assim, ate porque eu sempre fiz assim a diferença eu sempre trabalhei em zona rural,em zona urbana eu sempre tive essa e eu sempre consegui perceber aqui assim pra os nossos alunos parece não se por ajuda dos pais por uma aproximação dos pais mais parece que os alunos aqui eles tem uma preocupação maior com a questão dos estudos ,os pais demonstram uma preocupação maior com a educação dos filhos os pais demonstram uma aproximação maior com a escola coisas que ao mesmo tempo trabalhando em outra escola em zona urbana,zona rural eu percebia essa diferença, os pais não tinham tanto essa preocupação de estar acompanhando o aluno, alunos da mesma faixa etária com hábitos ruim,com maneiras ate tipo violência assim alunos com comportamento diferente que tendiam a outra situação que distorcia a questão da aprendizagem e aqui os nossos alunos assim não vou dizer pacatos mas alunos tipo muito envolvidos com a educação eles se dedicam, aplicados na atividade da escola em todas as atividades da escola que a gente propõe tinham coisas aqui assim,que a gente agora não que a gente já dispõe deu m zelador na escola, mas tinham coisas assim aqui raro pratica de recreação,mas mesmo antes da gente ter aqui um zelador na escola nos não tínhamos dificuldade nenhuma em manter a área da escola limpa, conversávamos com eles na questão do lixo pra manter a escola e questão de capinar, de zelar nos tirávamos um dia que não parecia trabalho parecia diversão sabe reuníamos aqui prepara um sopão não tinha essa questão de poxa isso e trabalho do prefeito, da prefeitura, da secretaria todo vinha pra ca com aquele objetivo era e um dia de diversão saiamos daqui a gente ia no Igarapé ,Igarapé próximo e pronto todo mundo voltava pra casa sem ter a questão isso era dever de fulano ... enquanto isso tentou varias vezes assim em outras escolas tinha o argumento a não isso e trabalho do prefeito isso e trabalho tipo um outro pensamento e aqui a gente consegue ter muito a colaboração dos nossos alunos e pais.

Tem diretora ela saiu umas 03:00hs porque ela tava desde de manha.

conselho Escolar não funciona ainda.

PROFESSOR CIDIVALDO : Com certeza, constante assim hoje ainda, hoje de manha já com os pais,reunião com os pais ,reunião com os funcionários reunião com os funcionários porque esta iniciando as aulas, mas essa reunião e sempre não lembro o período mais e mais ou menos mês/mês dependendo da necessidade.

PROFESSOR CIDIVALDO : Pra falar a verdade o ultimo livro foi feito uma sondagem assim eu não estava nem presente mas a gente trabalha com livro a gente trabalhou com a editora moderna.

PROFESSOR CIDIVALDO : A gente trabalha bastante questão, a gente ate conta com bastante sim colaboração deles, eles são bem ativos na questão de teatro,dramatização em todas as participações assim que a gente precisa deles as vezes ate cobram da gente, a gente não tem dificuldade por eles participam bem,bem mesmo eles são bem ativo.


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