História, Educação e Memória da Educação do Campo na Amazônia Paraense


IDENTIFICAÇÃO: ESCOLA PAULO FREIRE



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IDENTIFICAÇÃO: ESCOLA PAULO FREIRE

Professora : MARIA ADELIA SANTOS DA CRUZ
Comecei aqui no ano passado na escola dando aula de inglês a principio os alunos tiveram certa rejeição ne, alguns por ser diferente talvez e difícil realmente e difícil pra mim as vezes causava certo desanimo ne porque eu vinha de muito longe de bicicleta e as vezes eu chegava aqui eu escutava ixi hoje tem aula de inglês e eu fui conquistando meu espaço aos poucos e já reclamavam quando eu não vinha porque eu não dou aula somente aqui eu dou aula em quatro escolas aqui da comunidade eu dou aula em Bacuri,Assentamento,São Pedro e aqui Cupiuba então pra mim foi bom então esse ano eu já passei a ficar mais aqui em Copiuba eu dou alua de inglês,educação física e reforço escolar pra completar as 200 hs ne e tem sido uma experiência nova a cada ano com certeza,alunos novos e meu método eu uso muito ate porque fizemos um curso pela prefeitura uma capacitação de doze dias onde nos foi orientado a bastante FLASH CAR são assim tipo ficha com nome e a gravura geralmente eu trabalho mais com a gravura e com os nomes, educação infantil mais com desenho e pintura a gente não exige,exige mais assim oral ne e tem sido muito gratificante quando eu entro nas salas ta aqui professora de educação infantil que conta depois assim como eles falam e incrível como eles lembram tudo na aula seguinte cada oito dias que dou uma vez por semana ,mas eles lembram da aula passada a gente consegue a educação infantil ate mais do que os maiores e e gratificante ne com certeza muito bacana assim uma experiência que nem eu imaginava que um dia fosse da aula de inglês, comecei dando aula normal mesmo primeira serie ai teve o curso tenho magistério e tou tentando ainda ingressar no nível superior,tou tentando esse ano vou tentar de novo prova.

Não , eu moro aqui mesmo próximo da escola

E surgiu a oportunidade disseram que ia ter inglês no Município e que o próprio professor ia ser escolhido professor na escola pra ser capacitado eu ainda disse se fosse espanhol iria mas inglês não sei nem o A que nem o B para minha surpresa eu fui sorteada na minha escola pra fazer o curso ai eu disse já que eu fui sorteada não vou perder essa chance, fiz a capacitação de doze dias era cinqüenta professores cinqüenta e seis conseguiram atingir a meta, foi ano passado mês de fevereiro e para minha surpresa eu fui contemplada consegui passar e fui lotada para dar aula de inglês a principio em Castanhal só que eu pedir transferência para zona rural já que meu pai tem terreno agrícola e eu pedi pra vim ,eu comecei da aula normal mesmo ai depois ...da inglês eu dou aula nas quatro escolas.

PROFESSORA ADELIA: Eu acho que e isso quando eu chego que eu pergunto e eles lembram da aula e falam e que eu vejo que fixou o assunto e muito gratificante, com toda certeza você saber que você ta conseguindo repassar o desejado.


PROFESSORA EDINÊS BANDEIRA BARROS
PROFESSORA EDINES : E dez anos mais um ano mais que um colega Sidnei.

PROFESSORA EDINES: Vou concluir agora pedagogia,tou fazendo.

PROFESSORA EDINES : Faço na João XXIII.

PROFESSORA EDINES : UNIASSEF.

PROFESSORA EDINES : Surgiu essa faculdade aqui e a minhas colegas disseram que e UNIASSEF quem coordena aqui na João XXIII e Patrícia Favacho que ela e a monitora que e a longa distancia só tem encontro dia de quarta que e para ela monitorar entregar os livros didáticos orientar .

PROFESSORA EDINES : Ai eu sou professora de educação infantil eu trabalho desde do barracão a minha estória e desde do barracão e gente lutou muito pra conseguir essa escola e conseguimos montar uma escola bonita,ter um ensino de melhor qualidade para as crianças porque la e muito difícil poeira,sentar em cima dos tamboretes tinha uma mesa assim a gente fazia uma tabua botava aqueles estouros de pau pra crianças pra crianças se sentar ,quando chovia a gente ia tudo pra debaixo da mesa ou abria uma sobrinha assim a gente passava.Ai foi o que foi anos lutando pra conseguir uma escola aqui ate que fim veio a escola o prefeito veio construir primeiro foi reunião a comunidade começaram a construir foi interditado ai o prefeito veio olhou tudinho construíram a escola, agora isso aqui já e uma reforma aumentou mais porque era menor aumentou mais porque cada ano mais aluno .

PTOFESSORA EDINES : O prefeito ajudou a construir,mais criança uma faixa de 250 alunos de educação infantil a quarta serie e nessa faixa de educação infantil ate a quarta serie.

PROFESSORA EDINES : Trabalhava com primeira quatro anos com primeira e segunda com quatro anos serie, um ano com terceira e o restante ate hoje educação infantil não querem me tirar da educação infantil.

PROFESSORA EDINES : Quando eu digo pra diretora que eu vou sair Deus o livre não não tu não vai sair porque não tem outro professor,tem sim todos os professores estão capacitados pra educaçao infantil e bom trabalhar com eles e prazeroso com eles,a gente aprende muita coisa.

PROFESSORA EDINES :Na educação infantil o meu método de trabalhar e assim, eu faço rodinha com eles,primeiro conto estória ai eles vão contando a estorinha deles ai eu vou escrevendo na losa ne,ai eu pego um livrinho faço a rodinha conto pra eles ai eles memorizam aquela estória e no outro dia eu pergunto eles contam todinha aquela estória pra mim.

PTOFESSORA EDINES : Contos de fada eles demais e também através da musiquinha gostam muito da misiquinha através da musiquinha eles vão aprendendo o alfabeto todinho ne eu canto a musiquinha trabalhando a letra do alfabeto o alfabeto,de quatro e cinco sabe o alfabeto de A a Z,a gente não usa losa usa mais assim jogos,recorte colagem ,estórias na minha pratica eu uso mais e isso com eles,as vezes a gente usa a losa.

PROFESSORA EDINES : Eles trazem e de casa a mamãe contou isso tia isso assim assim a senhora conhece isso ai eu vou trabalhando,tia eu comi uma fruta e que cor e essa fruta ai eu vou explicando pra eles ai vou trabalhar a matemática com eles contando quantas sementes tem dentro se nem todas frutas ...,já a gente trabalha os temas transversais vai trabalhando com eles,aqui a gente trabalha muito com projetos todos os professores se reúne quando esta iniciando o mês pra montar o projeto o que a gente vai trabalhar dentro do projeto,na educação infantil trabalho com datas comemorativas eu trabalho a arte,arte da comunicação, ciências todas as disciplinas e muito bom trabalhar assim eles aprendem bastante.

PROFESSORA EDINES :E boa, muito boa eles chegam assim professora meu filho já sabe as letras ele ta aprendendo rapidinho e meu e método de trabalho, e assim eu explico pra eles ode quatro anos já sabe as letras todinha eles chega tia aquela letra ali porque e Paulo Freira e o PA e vao dizendo tudinho a diretora se espanta ai a diretora diz não acredito que isso já sabe.As datas comemorativas já e o trabalho por exemplo o mês junino eu já trabalho o P,B .

PROFESSORA EDINES : Por exemplo o mês de junho trabalha muito a pipoca, a bandeirinha,ai já vou incluindo entendeu da letra do alfabeto já vou incluindo o T,B dentro das datas ,a matemática quantas bandeirinha tem ai que cor e,ai já vou trabalhando as cores primarias e secundarias,e bom trabalhar com educação infantil porque a gente aprende muito e tem curso de capacitação pra trabalhar com eles.

PROFESSORA EDINES :Pra gente conseguir um pouquinho a mais tem que trabalhar os dois turnos.

PROFESSORA EDINES: Em dois turnos de manha com quatro anos e a tarde com cinco anos com educação infantil.


3. COLÔNIA TRÊS DE OUTUBRO – AGROVILA CASTELO BRANCO

IDENTIFICAÇÃO: Agrovila Castelo Branco/Castanhal

Escola José Henrique de Araújo

PROFESSORA KÁTIA: Kátia Cilene Teixeira de Paula

Data: 15/06/09
Sou pedagoga. A respeito de organização: é, a gente, – acho que vocês devem saber que nós seguimos assim a linha da secretaria de educação. Então, muitas das coisas que a gente tenta organizar, a gente organiza de acordo com a meta da Secretaria de Educação. Mas isso não quer dizer que a gente esteja presa totalmente á secretaria porque ela também abre essa oportunidade pra você criar, principalmente, através do projeto político pedagógico, que a gente possa trabalhar aquilo que a gente acha que é o essencial pra comunidade.

Histórico da Escola

José Henrique de Araujo ele foi um morador muito antigo aqui da comunidade, ele, inclusive, ainda hoje existe aqui na comunidade pessoas que são parentes dele: sobrinhos, primos muita gente da família dele ainda existe aqui e o José Henrique de Araujo foi praticamente um dos fundadores daqui.

O ano que, foi fundada a escola, pra te falar verdade eu não sei assim o ano decorado. Tem documento. Eu não posso te ajudar por esse lado, porque eles não estão comigo esses documentos, é com a diretora isso ai. É ali mesmo tem uma placa é em julho de 85. Essa escola aqui por antes dessa teve uma, a primeira escola funcionava num barracão que tinha sido cedido por um senhor...

A Agrovila Castelo Branco ela já é, já tem o que Antonia? Agrovila Castelo Branco ela tem muitos anos de fundação. Não é desde 1983? Sim a minha Irmã tem vinte e poucos anos de servente. A Raimunda de Souza...ela é a primeira servente daqui.

Tem gente nova sim, tem muitas pessoas que já são moradores de muito tempo aqui, mas o que tem de morador novo que ultimamente tem vindo pra morar aqui pra Agrovila é bem grande a quantidade de pessoas novas vindas de outros lugares. Nossa, sei lá eu acho que é o que: uns três mil habitantes, é muita gente, isso aqui é grande.

Sobre a gestão

É porque aqui é assim, a professora Liciete ela é diretora mais ela não é diretora só dessa escola daqui é um distrito, é o distrito Castelo Branco. Ai tem a José Henrique, a José Isaias, a Domingos Barros e a Santo Agostinho, que todos esses pertencem ao distrito daqui. Ela é diretora de todas essas escolas ai, essas escolas juntas formam o distrito Castelo Branco. É um número grande, por exemplo aqui. Ela é diretora dessas três; não tem um vice-diretor. É só ela a diretora, não tem vice é por que são escolas pequenas a maior mesmo é essa, as outras são escolas com duas turmas de alunos, três turmas, funciona apenas um horário de manha outra à tarde.


O projeto político pedagógico da escola esse ano, a gente tá trabalhando também o PDDE. O PDDE é um programa do Governo Federal também, que tá vindo pras escolas; e através do PDDE nós estamos desenvolvendo quatro projetos aqui na escola. Um projeto é voltado para a leitura, o outro projeto é voltado para educação ambiental, o outro é voltado para a cultura popular, abrangendo, principalmente, a nossa própria cultura aqui da localidade e o outro projeto eu não to lembrada eu só sei que são quatro projetos, o outro projeto... deixa ver aqui na minha agenda...

Pois é, esse projeto que eu estava falando pra ti são os projetos que a gente ta trabalhando com os alunos de 1ª à 4ª série, apenas com alunos de 1ª à 4ª série. De 5ª á 8ª série tem a tarde e a noite que é o ensino médio. De 1ª á 4ª série todos eles moram aqui com exceção de uma, uma funcionaria que mora em São Domingos do Capim. Mas os outros professores todos eles são daqui. De 5ª à 8ª, e do ensino médio, todos eles vem de castanhal. Todos são do Estado do ensino médio. Aqui tinha, aqui tem vários professores que são apenas contratados, muitos deles.



Sobre merenda escolar

A merenda é fornecida pelo município. Pelo município. Tem assim merenda regionalizada. Leite, milho branco, vatapá, sopa, legumes, arroz doce, pra ver a qualidade da merenda. É por que chegou agora [...]. Essa aqui chegou agora, eles mandam cardápio, tudinho! O quê que é pra fazer cada dia, quantos dias tem que ser feita cada merenda é bem organizada. Ainda tem as outras merendas que vem, além dessa aqui eles ainda mandam por exemplo, aqui eles mandaram uma remessa de mel, sorvete, suco natural, mas também vem... Esse suco natural assim é poupa. Os sabores, acerola, goiaba. Quando é época de açaí, vem muito açaí também, o problema é que agora ta em falta né.



Educação de Jovens e adultos:

Não a 1ª etapa não houve clientela. Então tem 31 de 2ª etapa, 3ª etapa 54 e de 4ª etapa tenho 84. Já houve sim evasão na 3ª etapa eu acho que deve ter tido umas duas, deixa ver, de 54 eu acho que já deve ter tido umas 10 pessoas que já se evadiram. Agora 4ª etapa e 3ª. Agora, a 4ª etapa é menos, geralmente, as turmas de 4ª etapa são as que freqüentam acho que é por que esta em fase final, o fundamental eles.

A idade é variada a idade deles, tem de 15 anos até 70, 80 anos. Até 70 né, acho que a dona Sebastiana já tem uns 70 anos.

Sobre sua prática docente

Por enquanto eu não estou trabalhando em sala de aula; tá com um ano e meio que eu me afastei de sala de aula, mas trabalhei muitos anos em sala de aula. Comecei a trabalhar aos 14 anos, já tenho 25 anos de profissão. Acho que é devido a isso que eu me afastei de sala de aula. Já completei os 25 anos de serviço de professora.

Eu não posso deixar de dizer que eu costumo vê assim à diferença que aconteceu assim na minha vida antes da minha formação e depois da minha formação em nível superior. A maneira como eu trabalhava antes e a maneira como eu passei a trabalhar depois que eu me formei. Isso pra mim foi muito importante, foi uma das coisas assim que marcou muito; eu acho que o conhecimento que a gente pega dos teóricos, a teoria que agente passa a conhecer, isso é muito importante na vida, mas a minha vida como professora mesmo antes de ser formada foi muito importante.

Eu acredito que toda a vida eu fui uma pessoa que sempre procurei assim trabalhar, sempre procurei assim coisas novas pra tá mostrando pra ta me renovando. Na época quando eu comecei a trabalhar eu achava muito interessante por que a gente trabalhava, mas de 06 em 06 meses, a secretaria de educação nos oferecia um curso que era pra gente tá sempre se atualizando, apesar da gente não ter uma formação que deveria ter, mas eles tavam sempre oferecendo curso pra gente ta se aperfeiçoando. Hoje em dia isso não existe mais, a secretaria já não oferece mais essas oportunidades.

Todos eles chamavam de curso de reciclagem: metodologias de português, matemática. Sabe, todos esses cursos eu ainda até tenho lá em casa todos eles, o certificado que a gente recebia. Era muito interessante e isso ajudava muito, porque a gente trabalhando no interior, sem ter muito material. Porque, quando eu comecei trabalhar em 83, a gente chegava, nas escolas, não tinha nada, era só um barracão aberto, não tinha como guardar um livro, não tinha nada! Então pra nós, cada curso que a gente fazia era um fato novo.

Eu nunca tive, assim, uma série que eu trabalhasse mais, porque, geralmente, havia o rodízio, mas, eu passei na minha vida, uma faixa dos 10 anos é mais ou menos, que eu trabalhava com turmas multisseriadas. Juntava na época; tinha alfabetização. Juntava alfabetização, 1ª e 2ª série do período da manhã e a 3ª e 4ª série, a tarde.

Eu trabalhei numa escola que já foi até extinta, já até acabou. Era a escola Santo Antonio, na Agrovila, ela era na travessa Mandante, na travessa que tem aqui pra baixo. A Colônia é 03 de outubro, é tudo isso aqui, agora, dentro da Colônia 3 de outubro tem a Agrovila Nazaré, Agrovila Castelo Branco e a Agrovila 3 de Outubro também.

Do ensino de história, olha Neila a gente fazia um bocado de coisa. Logo de inicio mesmo quando eu comecei a trabalhar eu não posso negar que eu tive muita dificuldade. Principalmente pra trabalhar com historia que são assuntos que pedem pra gente trabalhar mais voltado pra nossa localidade, voltado, por exemplo, pra historia de Castanhal; o inicio da historia de Castanhal todas essas coisas que são materiais de difícil acesso, principalmente, naquela época, que nós não tínhamos acesso a essas coisas. Geralmente quando a gente queria, por exemplo, com 3ª e 4ª série, trabalhar a historia de Castanhal, eu ia com a diretora. A diretora ia pra Castanhal pesquisar, trazia esse material; pra gente poder tá passando pros alunos em sala, era muito difícil.

A historia da Agrovila mesmo a gente, nós professores mesmos não conhecíamos, eu pelo menos não conhecia, quando eu comecei a trabalhar que eu trabalhava lá na Agrovila 3 de Outubro eu não conhecia a historia da Agrovila eu já vim conhecer a historia da agrovila num curso que eu fiz, e a professora exigiu que eu fizesse uma pesquisa, e foi com essa pesquisa que eu consegui descobrir a historia, o motivo por que o nome 3 de outubro.

Depois que foi feito essa pesquisa foi que eu tive elementos pra trabalhar com ele. Eu comecei a trabalhar com eles buscando sempre a origem do próprio lugar, isso quando a gente trabalhava historia e isso era voltado pra 3ª e 4ª série. Já quando a gente trabalhava 1ª e 2ª série e também tinha alfabetização, – naquela época que hoje já não existe mais –, mas quando era pra trabalhar 1ª e 2ª série, logo quando eu comecei a trabalhar em 83, a gente nem dava aula para as crianças de Historia. Negocio de Historia e Geografia, essas coisas, a gente não trabalha. Trabalhava mesmo só o português e a matemática. Eu lembro de uma vez, numa reunião que teve na secretaria de educação. Era assim, quando a gente ia passar as provas pros alunos, tinha que levar a provas todas elaboradas; pra mulher lá, ver tudinho o que a gente ia passar. E no meio dessas, elaborei uma prova de Historia e Geografia; na época, era estudos sociais.

Então, elaborei no meio a prova de estudos sociais e quando eu cheguei lá, que eu mostrei pra mulher ela ficou assim encantada com a prova que eu tinha feito. Ela ficou assim: ‘ tu elaboraste, tu sabe, que dá pra trabalhar mesmo com as criança. Sim, sabe ela se surpreendeu por que eu tinha feito, porque na verdade ninguém fazia. Só fazia português e matemática; na época era muito [...]. Aí, gente começou a passar essas provas de Estudos Sociais. Ciências, como eles passavam, era mais voltado pros animais. Ciências, por exemplo, a gente voltava mais pros animais, pras plantas. Estudos sociais a gente buscava o eu da criança, quem sou eu, quem é meu pai, como é minha família, a minha escola, o que eu faço na minha escola, era mais ou menos por ai.

Um ano e meio que eu to fora de sala eu entrei, sai ano passado no mês de agosto, então não ta com um ano e meio né. Eu sai anos passado pelo mês de agosto.

A maneira como a gente pensa, a gente buscar ver, porque é assim quando você não tem um conhecimento aprofundado de como aquilo tá, por que aquilo acontece, você não sabe direito como agir. Você até busca uma solução, mas você não sabe se a solução que você ta tomando é a correta. Quando você se forma, quando você tem o conhecimento da teoria de tudo, aí você já sabe.

Entender o que acontece com uma criança; você busca entender o porque daquela criança ter chegado atrasada, o por que daquela criança tá chorando, o porque quê ele não se socializa com as outras crianças, qual é motivo dele ficar lá no cantinho dele sem querer, sem se mexer, todo quietinho ali.

Eu trabalho com turmas de educação infantil também. A gente quando chega na sala no primeiro dia mesmo, a gente vê que tem uns que rapidinho se socializam com as outras crianças, mas tem outros que você olha eles ficam lá quietinhos parece que tão com medo de alguma coisa. A gente sabe que aquilo, se fosse, em outras épocas atrás, eu não ia entender? Agora eu já entendo que aquilo é novo pra eles. Que na verdade eles são acostumados a ficar dentro de casa com mamãe, só pra eles com um pai. Quando eles chegam na escola, eles tem um professor que é pra ser pra um monte de gente e aquilo faz eles se entristecerem, porque eles querem um professor só pra eles; se fosse em outras épocas eu não teria entendido assim.

Em metodologias quando a gente faz um curso de pedagogia, a gente aprende muito. Por exemplo, trabalhar com musica e cantigas de rodas são coisas importantíssimas que eu nunca tinha trabalhado. Buscar poesia, trabalhar poesia com as crianças que eu já vim aprender a fazer isso, jogos, jogos tipos de jogos. Depois que eu conheci de verdade, que eu comecei a trabalhar com eles eu via que na verdade eles aprendiam fazendo aquilo, se você bota uma batalha naval, lá no quadro, pra eles ‘trabalhar’ eles se divertem, brincam e aprendem ao mesmo tempo, é muito interessante. Música você trabalha uma música, 3ª e 4 ª série, dá pra você trabalhar isso muito bem. Apresento uma música eu lembro que teve uma época dessas que nós fizemos um encerramento aqui na escola e ai esse encerramento, cada turma tinha que apresentar uma musica. Quando eu coloquei isso na minha sala e eu nunca me perdôo pelo que eu fiz. Também por que eu acho que eu errei nesse ponto quando eu coloquei isso na sala eles ficaram muito animados. Nessa época eu ainda não era formada. Eles ficaram muito animados, pois eles mesmo criaram as músicas assim em cima do som de outra música. Eles mesmos fizeram a música deles. Quando foi no dia da apresentação, cada turma tinha que apresentar, ao invés de eu ter deixado eles cantarem a música eu foi quem cantei a música. Aí, o meu erro que eu achei foi esse, de eu não ter deixado eles apresentarem aquela música. Porque eu acho que a vontade mesmo, deles era isso: deles mesmos apresentarem. Então eu penso assim, se na época eu fosse uma pessoa formada que conhecesse outras coisas, eu não tinha feito, eu tinha deixado eles apresentarem a música, porque eu ia saber que aquilo era muito importante pra eles.

Comemorações cívicas e sociais:

Olha aqui mesmo uma das coisas mais importantes que eu acho assim que acontece dentro da comunidade, é o desfile escolar. Porque é um dos eventos que acontece aqui na vila e mexe com todo mundo. Você tá ensaiando com eles, confeccionando cartazes, faixas e quando é no dia do desfile, você vê pai, é mãe, é sobrinho, irmão todo mundo vem pra beira da estrada ver isso acontecer.

O dia 5 de setembro, geralmente agente faz dia 5. Mas não é toda vida por que sempre tem assim uma data, a gente escolhe uma data que não seja o dia 7, que seja antes do dia 7, do dia 1º até o dia 6, até dia 6 nós já fizemos desfile aqui, só nunca fizemos mesmo dia 7, mas é uma data importantíssima.

Sobre livros didáticos:

Os nossos livros didáticos são horríveis. Eu tenho muita coisa de livro didático que eu não concordo. São livros assim muito lá do local aonde eles são confeccionados. Eles vêm de lá pra cá e eles põe aqui, pra gente, não são regionalizados mesmo; é muito diferente a nossa cultura aqui paraense, nortista da cultura de quem é lá do Sul.

Então quando agente vai trabalhar com a criança o livro didático a respeito de historia é uma das primeiras coisas que a gente tem que ter é muito cuidado com isso, por que se eles vêem lá um pai, uma mãe, um filho abraçadinho lá, que forma família. A gente sabe, que na realidade, não é só isso família. Não é só o pai, a mãe e o filho que tão lá abraçadinhos, a gente tem que ter, tem que ter todo esse cuidado pra trabalhar com a criança.

Tem a secretaria, tem aqui atrás um arquivo, lá pra trás, essa aqui, tem a diretoria três, a sala dos professores quatro, a sala de leitura cinco e a copa seis. Tem biblioteca. Tem muitos livros, acho que deve ter uns 3 mil livros dentro daquela biblioteca.

Tem orientação, não à orientação aqui na nossa escola é só quando a gente esta precisando a gente faz o pedido pra secretaria de educação e eles vêm às vezes, mas assim professor mesmo orientador não tem. Tem um coordenador pedagógico: é a professora Laís Lemos. Ela é as duas coisas: da supervisão e responde também pela escola na direção, no lugar da mãe dela. Porque a diretora mesmo é a mãe dela, a professora Liciete. Só que a professora Liciete tá de licença, e quem tá respondendo pelas questões da escola é a supervisora. Eu que também auxilio na coordenação da EJA e da educação infantil, da EJA e da educação infantil.

Tem tanta coisa boa pra gente falar, eu acho assim que a vida da gente como docente é uma coisa boa na vida da gente; eu não posso dizer boa, eu tenho que dizer maravilhosa. Porque, na verdade, é uma coisa que eu gosto de fazer. As coisas só saem bem feitas mesmo, se você realmente gostar, porque se você não gostar tudo o que você vai fazer não sai perfeito, se você não gostar por isso que eu acho assim, a nossa ação docente mesmo, tem que ser, tem que ser sempre como o Paulo Freire falava, a prática da gente sempre tem que ser de acordo com aquilo que a gente fala se não for nada dá certo.



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