História, Educação e Memória da Educação do Campo na Amazônia Paraense



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Ano: 2007

Localização: Escola Migrantes/Km. 175,Norte, Rod. Transamazônica/Uruará

14. Professora: Professora Ilda

Lembranças da memória: É bem interessante, porque quando eu terminei a 4ª série, a minha pretensão não área atuar na carreira de magistério, eu queria fazer administração de empresa. Fui para Altamira, cursei meu 1º ano de administração de empresa, mas devido a alguns acontecimentos, retornei para Uruará e estavam justamente tendo o curso de magistério. Entrei como se fosse meio que de “gaiata no navio”, sem saber nem o que estava por vir, conclui. Eu trabalhava na prefeitura, não tinha a pretensão mesmo e trabalhar na carreira, estava trabalhando na administração e quando trocou de administração fui demitida e fiquei 5 anos parada, foi no governo do Mário Lobo que eu entrei, comecei a trabalhar aqui na Migrantes como professora e gostei, quando veio para nós fazermos o vestibulinho para ingressar no curso de pedagogia, eu fiz e meio sem esperança pensando que não ia passar pois não tinha estudado e estava com minha neném recém nascida, e fui aprovada. Dos 50 eu fiquei na 25º colocação e continuei, estou aqui até hoje.

Já trabalhei nessa escola como diretora durante 2 anos, não foi uma experiência muito agradável. Se fosse convidada hoje para trabalhar como diretora de escola eu não aceitaria, porque é uma disputa muito grande, parece que você está em uma guerrilha, como terminou o curso de pedagogia, eu pretendo dentro dessa área, fazer um curso de pós-graduação e continuar vamos ver as possibilidades que estão vindo. Gosto muito do meu trabalho.

Os meus alunos, acredito que, nesse período de férias, vai representar a falta. Parece que está faltando alguma coisa, aquela vontade de sair, procurá-los, porque está faltando alguma coisa e pretendo continuar nessa carreira, menos na parte administrativa, na direção, na supervisão. Quando surgir um concurso, irei fazer para orientadora pedagógica, orientação, supervisão.

Agora, a experiência como diretora, não foi agradável. Porque aquilo ali, fica entre 4 paredes, você tem cobrança de 4 lados: tem dos alunos, que cobram realmente dentro do direito deles; os pais, que exigem às vezes aquilo que você não pode dar; tem os funcionários que querem bom trabalho. É claro que quando nós atuamos em sala de aula, queremos fazer um bom trabalho, por isso tem que ter material, tem que ter recursos, porém não temos condições de passar para esse funcionário. E, além disso, tem as injunções administrativas, que às vezes, não deixa você fazer aquilo que você tem vontade de fazer. Fica meio preso ali, fica meio perdido, desse jeito, e para mim, essa foi uma das funções que eu achei mais problemáticas.

Quanto à sala de aula, eu trabalho de 5º a 8º série. Acho que, a pedagogia nos prepara para atuar de 1º a 4º , então para mim a turma que eu me sinto melhor para trabalhar é a turma da 1ª e da alfabetização. As crianças são mais amorosas, parece que você tem um entendimento maior, já quando você começa a trabalhar com alunos de 4º série, eles já estão no início da pré-adolescência, então já ficam meio desligados do que você está trabalhando.

Para mim, a melhor experiência foi atuar 2 anos na 1º série, e 1 ano na alfabetização. Agora estou trabalhando com alunos da 2º série, também é uma turma boa, tranqüila, tem essa questão da amizade, o carinho, que você acaba adquirindo pelos seus alunos. Mas, enquanto a conteúdo, 1º e alfabetização são os que mais me agrada. Depois da minha experiência, a 1º e a alfabetização são os fundamentais para minha carreira, é o que eu quero até me aposentar.

Há muita dificuldade quanto ao instrumental didático. Até estava conversando com a supervisora hoje, ela falou para eu usar mais os recursos do dia-a-dia do aluno, porque você não tem, os recursos didáticos. São aqueles que você pode adquirir comprando, não temos acesso. Então temos, que trabalhar, por exemplo: com divisão, usamos laranja, feijão... Peguei o material do dia-a-dia do próprio aluno até que é mais fácil para ele entender. Grão de arroz, de feijão, milho, foi assim que eu trabalhei com eles agora no final do 1º semestre a questão da divisão e da multiplicação na matemática. Nós sabemos que existem outros recursos que são mais atrativos, só que infelizmente, quanto à questão de recursos financeiros é uma dificuldade muito grande.

A metodologia: Língua Portuguesa, eu trabalho com eles leitura e ditado. E, quando trabalho ditado, eu sempre, nas palavras que eles têm dificuldade para escrever, eu sempre escrevo elas no quadro para o aluno visualizar, e isso, no dia-a-dia deles é que vai fazer com que ele aprenda.

Ás vezes, converso, com alguns colegas, criticando. Eles passam a palavra e acham que o aluno tem a obrigação de acertar. Se o aluno não tem o desenvolvimento avançado, a habilidade de escrever aquela palavra escreve com dificuldade. Eu, passo no quadro, passo hoje, passo amanhã se for necessário, passo várias vezes porque com isso ele vai visualizando e consegue aprender. E a leitura, tem vários livrinhos e fichas de leitura. Recortamos uns livros e fizemos fichas de leitura para trabalhar com eles no início do ano. Hoje o aluno pega, lê tal historinha e amanhã já é outro que vai ler e alguns dias eu os trago para frente e eles vão ler para todos os colegas e outros dias eles vão ler para mim, aqueles que são mais tímidos, que não gostam de ir à frente, chamo na minha mesa ou vou até a cadeira dele.

Eu acompanho o conteúdo programático que vem da SEMEC, só que nem todo conteúdo que vem, que já foi programado no início do ano, você tem condição de trabalhar ele do jeito que ele vem pra mim. Então vou trabalhando de acordo com a necessidade do aluno, de repente ele tem mais dificuldade com língua portuguesa, então eu deixo mais a matemática de lado. Inclusive hoje, conversei com a Odete, é nossa supervisora, e que se eu pudesse trabalhar a língua portuguesa conciliando com a matemática um pouco. Acho é porque eu fiquei muito habituada, no ano passado com a 1ª série, mais a língua portuguesa. Esse ano eu continuo nesse ritmo, só que agora vou procurar mudar um pouco para atender as necessidades da matemática, história, geografia, para eles não encontrarem muita dificuldade.





Ano: 2007

Localização: Uruará/ Escola Os Migrantes

15. Professora: Ana

Assunto: Educação do campo/História da Educação Local

Lembranças da Memória: Em primeiro lugar, experiência nessa função, estou trabalhando há 5 anos na área da educação, são 7 anos , mas como professora em sala de aula, são 5 anos. Até o ano passado eu sempre trabalhei com educação infantil, alunos de 3 e 4 anos e a partir desse ano, foi uma nova experiência, estou aprendendo muito, porque 1º série, quando dizemos que somos a professora todos dizem que assustam, não é aquele bicho de sete cabeças, eu me identifiquei com as crianças, não sei se tem que ter sangue doce para lidar com crianças menores. A questão de alfabetização é bom e eu gosto de sempre estar buscando material pedagógico para poder trabalhar com eles, vejo cartilhas, essas coisas de alguém já me interesso, corro atrás para tirar xerox ou arrumar emprestado, mesmo antes de trabalhar com educação infantil. Eu já tinha isso comigo, cada matéria que eu achava interessante, eu já tinha arrumado meu próprio material, mesmo sem estar em sala de aula e trabalho também de 5º à 8º série. A questão de aprendizagem de 1º série é o que está sendo mais proveitoso para mim porque estou ensinando e aprendendo ao mesmo tempo.

O material pedagógico não vem suficiente para todos os alunos. A questão de livro didático, quando vem, geralmente não dá um para cada um, então nós trabalhamos em grupos ou duplas, por que é uma quantidade que tem. O material que nós sempre arrumamos é o material mesmo do professor e que nós corremos atrás, tiramos xerox, compramos livros para estar trabalhando a questão de livros. Em questão de outro material, isso a escola nos fornece.

Eu procuro muito trabalhar com material concreto, que eu acho que tem aproveitamento maior, um aprendizado melhor; às vezes eu peço para eles trazerem de casa grãos, pedrinhas, essas coisas para você estar trabalhando com eles. A questão de matemática é mais fácil para eles aprenderem. Geralmente é assim que eu trabalho.

Nesses anos todos, em que eu já trabalhei, não tive nenhum problema com relação a aluno. Sempre, tanto eu me identifico com eles, quanto eles se identificam comigo.

Sempre a avaliação, faz escrito, às vezes oral. Só sem ser muito rápido.

Também não tive problemas, apesar de serem poucos pais que freqüentam a escola, que tem aquele acompanhamento direto, não são todos. Nem conheço todos os pais dos meus alunos, porque tem pais que nunca vem à escola, não tive oportunidade de conversar, mas os que vem, todos deviam fazer isso.

Nossa, quando chega no final do ano, eu vejo como se fosse uma despedida porque eu sei que eles vão para outro turno, outros professores chegam a dar aquele aperto no peito. No 1º dia de aula que eu passo, vejo eles, na outra turma, bate aquela saudade. Quando sai um aluno transferido, às vezes você nem sabe se vai ver ele algum dia.

Eu fiz o magistério, quando, foi para mim, fazer o segundo grau, minha mãe me deu opinião, porque você não faz magistério e eu disse que não queria ser professora, ela me disse que se eu não fizesse esse curso, não queria dizer que eu ia ser professora, mas ia ter uma profissão, agora se eu fosse exercer, não tinha problema. Eu trabalhei 2 anos em secretaria, depois fui para a sala de aula.





Ano: 2007

Localização: Uruará/ Escola do 140/ Tiradentes.

16. Professora Laélia.

Assunto: Educação do campo

Lembranças da Memória: Para mim, falar dessa experiência é bom, falar do começinho. Como mãe, viemos do sul, eu, minha família e outras famílias com as nossas crianças pequenas necessitando de escolas. Quando nós saímos do Rio Grande do Sul, nós não sabíamos ao certo o que iria acontecer com a educação e quando chegamos aqui, no mês de setembro, não teve mais aula nesse ano.

No começo de 1973, foi providenciada, pelo INCRA uma professora, uma menina da comunidade que se dispôs a dar aula para as crianças. Essa professora era completamente inexperiente.

Matriculamos as crianças, tinham umas 30 ou 40 crianças. Ela dava aula de 1º à 3º série nesse primeiro ano. Os pais, bastante jovens e também inexperientes. Porque no sul nós ganhávamos tudo prontinho, aqui nós teríamos que se responsabilizar e ajudar em tudo.

As condições eram mínimas, a Maria do Socorro Garcês começou a dar aula, sem nunca ter sido professora, em um tapiri3 de palha. Ela não dispunha de nenhum quadro de giz para escrever, nem cadeiras para as crianças. Ela simplesmente ia com os pais que arranjavam uns sebos cortados com moto serra para as crianças sentarem, um mais baixinho, e outro mais alto para colocar o caderno de quem estava sentado. Ela passava dever no caderno e as crianças copiavam e logo começou as reclamações. Na época nós, pais, não tínhamos nem idéia, nem consciência do que realmente acontecia, nós exigimos mais do que parece que a professorinha tinha condições de dar., que condições? Uma boa aula, sem ter material didático nenhum, ela dispunha só de um livro do professor, do caderno das crianças e das palavras.

Lembro que havia uma reclamação dos pais, até curiosa: ela não tinha nem uma mesa para sentar e de repente, parece que o pai dela doou uma mesona de tábua comum, os pais passaram lá e diziam que a Socorro não estava ensinando coisa nenhuma, e que, os meninos estavam pulando enquanto ela ficava deitada naquela mesa. Tadinha, o que mais ela tinha para fazer, se não tinha nem lugar para ela sentar.

Outra menina da comunidade chamada Maria de Fátima Gomes de Araújo, se dispôs a dar aulas. Trabalhou no período de 3 anos.

Já foi aparecendo material didático para ela trabalhar. Em 1974 começou a trabalhar também uma outra senhora da comunidade, a Dona Clotilde, que vive no Km. 140 até hoje, ainda trabalha na escola, apesar de ser aposentada.

Quando D. Clotilde começou a trabalhar como responsável da escola em 1975, uma outra professora que também já tinha trabalhado quando Mª de Fátima trabalhou, depopis saiu, foi morar em Altamira. e a irmã dela, a professora Florizete Gomes de Araújo, foi dar aula junto com Clotilde, que já estava desde 1974; isso era lá por 76.

Florizete também foi embora para Altamira. D. Clotilde era responsável pela escola e ficou sem professora, e foi aí que eu entrei como professora, desde 1976.

Comecei a trabalhar como servente. Fui contratada pelo Estado, Deve ter sido em 77 ou 78 que eu fui dar aula para substituir a prof. Florizete. Eu já posso dizer que entrei pelo menos com uma noção de como era que se ensinava, mesmo, precariamente, porque eu estava por ali trabalhando como servente, e via as professoras darem aula.

Mesmo quando D. Clotilde, depois, é um fato curioso, que nós contamos que, quando ela começou a trabalhar como professora, ela pensava: Vou lá ensinar, e quando eu sair de lá, eu dou uma aula pronto, todo mundo, ela pensava que, as crianças saiam sabendo na primeira tudo que ela ensinou. Aí, de repente, ela começou a dar aula, eu era servente, percebia ela dando aula. As aulas não correspondiam aquilo que ela esperava, ela ficava desesperada, nós andando na estrada no nosso caminho da escola para lá que a gente ia e voltava juntas.

Ela dizia: eu não sei o que tá acontecendo? Eu ensinei as crianças assim [...] No final eles não aprendem nada, o que é que ta faltando? Eu: Clotilde quem sabe você não experimenta assim [...[ de repente eles aprendem, mais tenta desse jeito, se não dá assim, e ela fazia a experiência. A gente conversava muito, quando eu comecei a dar aula agente tentou o possível para melhorar o aprendizado das crianças, a gente se ajudando mutuamente, eu acredito que, com as condições que nós tínhamos na época, conseguimos fazer um bom trabalho, depois eu intercalava.

Quando faltava professor eu ia (Laélia) para substituir, quando tinha professor eu trabalhava no meu cargo de servente, eu sempre contei com o apoio, a confiança da comunidade.

Eu até hoje quando eu ando na rua, encontro rapazes, homens barbados, mulheres com seus filhos no colo, que às vezes falam comigo, mas não reconheço. Os meus ex-alunos hoje, eu olhando para trás foi muito gratificante. Então a escola foi seguindo, mais tarde não sei exatamente qual foi o ano, foi implantado o ginásio a partir da 5º série: JOSÉ BONIFÁCIO, esse nome foi dado pelo pai da professora Socorro, o seu GATU. A comunidade toda concordou, e até hoje é esse o nome.

Antes disso os meus filhos fizeram até a 4ª; lá não tinha ginásio para eles e tiveram que sair. O menino foi para Altamira fazer a 5º série no Maria de Matias, depois desistiu; fez só até a 7º série e não quis mais estudar, ficou adulto e quis trabalhar. As meninas, as 03, fizeram a 4º série e tiveram que vir para Uruará, Pará. Nesse caso, conhecido, para poderem fazer o ginásio. Uma terminou aqui, a Mariza, a mais velha, as outras 02 começaram, mas as dificuldades são muitas, e elas foram para casa. Foi quando apareceu o supletivo e elas fizeram.

Quando eu trabalhei era com uma cartilha que foi feita por nós aqui mesmo de Uruará. Um grupo de professores e pessoas interessadas se reuniu para fazer uma cartilha para tratar da nossa realidade, porque as cartilhas que nós recebíamos tinham muitas coisas de fora da nossa realidade.

A cartilha que nós criamos se chamava Pé no Chão, era baseada no Método do educador Renato Borges. Para falar a verdade foi o método que eu trabalhei e até hoje existem professores que trabalham com essa cartilha, mas ela ficou só naquela edição, era bastante cara na época para dar. Ainda existem professores que optam por aquela cartilha, tiram xerox, foi muito gratificante. Era o processo de silabação. Ensinava a sílaba, as vogais entre si e depois era a silabação. Ex.: a primeira lição era do TATU. Depois, as vogais, então não ensinava T-A, ensinava TA e TU, e formava a palavra.

Passava no caderno. Passava as lições para as crianças, explicava, ensinava e a avaliação era quase que uma recapitulação da maneira como ela era feita. Eu avisava que naquele dia era prova e explicava pra eles como ia ser. Dava um apanhadinho de cada assunto que, eu me propus a passar naquele dia, e passava no quadro, depois, a criança copiava e respondia. Com o tempo surgiu o mimeografo então mimeografávamos as provas como é feito até hoje muitas vezes, só que agora os métodos são outros, mais modernos, mas no começo era perguntinha no quadro, a criança copiava na folha, nós dávamos uma folha separada pra criança e eles copiavam, respondiam e entregavam para o professor, e ele corrigia.

Na sala de aula, quando a cortina cai para o aluno você está ensinando, dando tudo de si naquela explicação, as crianças, têm uns mais espertos, outros mais lentos, e de repente naqueles mais lentos, a cortininha cai, dá o estalo famoso e a criança compreende. É uma das coisas que mantêm o professor na profissão.

Outra coisa, é ter o reconhecimento dos pais, quando o pai chega e fala: “olha eu estou gostando muito, meu filho (a), está aprendendo com a senhora, o trabalho está sendo bem feito”. Tem uma coisa que me marcou até hoje um aluno que eu tive, passou por mim, acho que na 1º ou 4º série, quando o menino na 2º ou 3º série chegou em casa dividindo, e viu o pai tentando fazer uma divisão e não conseguia, o menino chegou dizendo que o pai estava fazendo errado e ensinou a fazer o correto, o pai ficou maravilhado de ver que o filho já estava dividindo, pois ele achava uma coisa muito difícil e a criança dele já estava dividindo. Quando ele me contou essa história, me orgulhei, mas por mais que você tente ser humilde, o peito tufa.

Outra coisa é a confiança dos colegas, dos outros professores que na época nos reuníamos muito, trocávamos experiências, conseguíamos muito, nos ajudávamos muito. A professora Benilde, a professora Eleonora e outras mais, que são: Zita, professores que montaram o primeiro, teste, para a educação em Uruará, por acaso eram elas e nós que estávamos aqui e era uma gratificação, uma satisfação muito grande quando sentíamos a confiança dos amigos e dos colegas.


SUPERVISORES ESCOLARES DO CAMPO


Ano: 2007

Localização: SEMED de Uruará

1. Supervisor Manoel

Assunto: Educação do campo, Política Educacional. Gestão educacional. Avaliação Educacional. Planejamento Educacional.

Lembranças da Memória: O material humano nós temos, mas só que o material humano não é suficiente. Não adianta nós termos bons técnicos, bons pedagogos, bons supervisores, se não temos condições de como ir para o local para fazer a verificação, ministrar o curso, sendo curso.

Aqui nós temos nos deparado com a situação seguinte: o supervisor tem que esperar o outro supervisor chegar da zona rural, para pegar o meio de transporte para ele ir fazer o dele. Só que eu sempre digo, que tudo muda um dia.

Quando você tem que fazer alguma coisa fora do nosso município, tem alguns obstáculos, pois tem a questão da diária. E, eu acho que a palavra diária, já está se falando que é um investimento, que a própria secretária está fazendo.

Porque você está pagando aquilo para a pessoa aprender e depois cobra, não tem que ser cobrado, pois como é que você vai fazer um curso em um determinado local, e não tá produzindo aqui.

E têm outros afins, que se for numerá-los, vai dar muito o que falar.





Ano: 2007


Ano: 2007

Localização: Uruará/PREFEITURA/SEMED.

2. Supervisora Arlinda

Assunto: Educação do campo/Política Educacional

Lembranças da Memória: Há 08 anos que eu trabalho nessa profissão de supervisora, tem muitas dificuldades que a gente enfrenta. Aqui é muita carência, dificuldade de material, enfim, muita coisa: material pedagógico, a questão financeira.

Trabalho 150 horas, a semana toda. Nós temos trabalhado muito, com projetos. Tem até o relatório, só que o relatório não está comigo, senão eu te amostrava. Nós fizemos um projeto muito Bom para se trabalho da escola, não sei se todas as escolas fizeram, mas que eu saiba tem duas escolas que fizeram o mesmo projeto sobre [...]. Aí, não me lembro o nome do projeto! Sei que trabalhamos o ano todo, a cada mês, a gente trabalha com a amizade, responsabilidade. Não me lembro o nome do projeto para passar para você, mas é um projeto muito bom.

A relação com os professores é muito boa. Tem aqueles professores difíceis de trabalhar como você sabe, mas a relação com eles foi boa. Com os alunos a relação também foi boa.

Aqui tem também a coordenação, orientação só que a orientadora está de atestado, de perícia, e só volta em setembro. Seria bom que você, entrevistasse ela também; ela trabalha com os alunos, mas como ela não está presente, somos nós supervisores que estamos atendendo os alunos. E o projeto, ai, eu não lembro o nome do projeto, não sei onde eu coloquei o projeto, depois eu arrumo para você.

O projeto fala de justiça, amizade, honestidade, respeito, igualdade. Em cada mês, não trabalhamos um desses, esse mês de agosto nós vamos trabalhar solidariedade. Cada mês fica um professor responsável, mas fica 04 professor responsável para fazer a apresentação com os alunos, está sendo muito bom, porque nós precisamos trabalhar com esses alunos porque são muito rebeldes.

Trabalhamos vários trabalhinhos, trabalhos pequenos de quinze dias, projeto das mães, projeto da páscoa. Veio pessoas de fora fazer culto sobre a páscoa, tivemos premiação. Foi muito bom e os alunos participam.

Das mães nós fizemos uma gincana. O professor de educação Física também nós ajudou, fizemos o projeto a programação, aí teve a gincana, tivemos premiação também, teve cesta com prêmios, e alguns presentes, tivemos um rifa com produtos pra mãe, como shampoo, pra mãe usar, foi muito bom.

Palestras: sempre vêm outras pessoas da saúde, falar sobre doenças, no início do ano, veio. Só lembro que foi uma doença; foi mais com os alunos do ginásio essa palestra. Prevenir as doenças, sempre tem.

Tem uma dentista que sempre vem aqui na escola, vêm todas as quintas, ela tem a programação dela. Faz palestra. E traz escova, pasta distribuir para os alunos. Aí, é o professor que tem que tomar de conta da escova da pasta. Aplica flúor nos alunos, fazem à escovação. Só que ela atende, lá no consultório dela, na escola, ela só vem para aplicar o flúor, ensinar como escovar os dentes.




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