História, Educação e Memória da Educação do Campo na Amazônia Paraense



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DIRETORES ESCOLARES DE URUARÁ


Ano: 2007

Localização: Uruará/SEMED/ Escola Tiradentes. Km. 140 Rod. Transamazônica

1. Diretora Sara

Assunto: Educação do campo/História de Instituições Escolares/gestão, Memória de Professores

Lembranças da Memória: Na quinta série, a assistente social, chegou e me disse: olha no levantamento que nós fizemos, só tem a senhora que tem a quinta série. Então, a senhora vai ser a professora. Nesse tempo, eu trabalhava como catequista. Dava catecismo para as crianças, reunia as crianças, brincava, ensinava cantos, participava da catequese.

Aí, quando a assistente social saiu de casa, eu comecei a conversar [...]. Porque, quando eu era jovem, eu sonhava em ser professora, aí de repente, eu casei e vim pra transamazônica. Não consegui nada lá no sul, a gente era muito pobre para estudar.

Eu fiz aquele programa lá no sul de admissão, passei. Aí não tinha mãe para me colocar na escola; meu pai era diarista, não tinha condição de nada. Casei e vim para a Transamazônica, e aí, aconteceu isso, que já te falei. Aí eu conversei com os meus filhos, e eles não, não e não! Aí sei de casa de tardezinha e fui para a casa da Laura.

Laura, foi lá em casa a assistente social, e ela me convidou, para mim ser professora das crianças. E a Laura disse “ Minha nega, é você a nossa Professora!”. Pois é, mais o Dirceu não quer de jeito nenhum, aí ela disse: não, vamos já conversar com ele e você vai. Aí foram não só a Laura, se reuniram na comunidade, umas oito pessoas, para conversar com Dirceu e falaram: Dirceu deixa a Cleotilde ser a professora, porque é gente nossa, é gente daqui, conhecemos ela. A gente vai ajudar e foi aquela coisa.

Aí, o pessoal se reuniram e foram lá em casa. Deixa, só as crianças que a gente vai ajudar a cuidar. Aí a assistente social tinha deixado marcado o dia que começava um curso em Altamira, mas era quinze dias de cursos em Altamira.

Eu tinha que fazer um cursinho e já vim de lá preparada e contratada. Lá fui eu toda feliz para Altamira fazer esse curso, de 15 dias. Cheguei lá em Altamira, o curso era supletivo de Primeiro Grau; uma complementação do primeiro grau que eu não tinha.

Hilda Helena dos Santos era a coordenadora do curso, aí quando eu cheguei em Altamira era um curso de três meses e não os 15 dias. Aí, eu fiquei os quinzes dias e depois, eu fui em casa, contar o que estava acontecendo. As crianças tinham ficado na casa da Laura, da Neuza, o pessoal ficaram cuidando dos meus filhos e fui fazer o curso. Esse curso eu terminei em 1976 e tinha começado em 1974, foi dois anos de cursos.

No dia 3 de abril de 1974 fui contratada pelo Estado. Dia 4 eu cheguei na sala de aula. Foi tão bonito quando eu cheguei na sala de aula, que até hoje quando eu falo isso eu fico emocionada, cheguei na sala de aula pensando que eu era professora, que eu tinha muita capacidade, que eu ia escrever no quadro e as crianças iam tudo escrever também!

Eu tinha naquela, sabe aquele acampamento que eu tinha lá perto de casa, eu tinha 76 crianças na primeira série. Naquela época, o Estado não dava 200 horas. Então eu trabalhava de tarde com 76 crianças, não tinha escola, era Tapiri.

Os pais colocavam cepo de madeira, um para as crianças se sentarem e outro, a mesinha, para elas escreverem; era assim que funcionava; eu, com 76 crianças.

Tinha aquelas mudanças, né! É que as famílias ficavam um tempo, por causa do acampamento Queiroz Galvão. Depois eles levantavam acampamento e iam embora, algumas famílias iam embora, aí fiquei com 36 alunos, mas fui muito feliz.

No fim do ano eu tinha 20 alunos que liam e escreviam. Quando eu via as crianças lendo e escrevendo, eu dizia: pôxa vida, será que foi eu que conseguir tudo isso! E aí a gente continuou, tinha junto, comigo trabalhando, a Fátima do seu Joventino. Era eu e a Fátima, a Fátima trabalhava de manhã com 2ª e 3ª série, e eu trabalhava com a 1ª série. Era assim, aí minha querida, no segundo ano, eu tinha só 40 alunos, metade tinha ido embora. Ficava certinho 36, 18 que tinham sido reprovados e as outras que entraram. Então, eu tinha 40 alunos.

Aí minha querida, a Fátima trabalhou com a 2ª, 3ª e 4ª série. Não sei dizer quantos alunos ela tinha. E eu sempre fui professora de 1ª série, me especializei em 1ª série, eu fiz vários cursinhos de 1ª série.

Naquele tempo, a SEDUC começou a enviar cursos de formação de professores, aí tinha cursos de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª série; eu fazia cursinhos e mais cursinhos, sei que eu tenho um monte de diploma, certificados de cursos de 1ª a 4ª série. Quando foi 80, 84,82 aí, acho que foi em 79, chegaram os Irmãos Lassalista na região. Acho que foi isso aí, eles chegaram na região com a finalidade de trabalhar com a educação, como não tinha professores do magistério, todo mundo era leigo então eles acharam por bem fazer um curso de formação de professores, entrei nessa turma, que eram 75 ou 78 formandos.

Nessa eu tive a felicidades de ser da primeira turma de formandos do Lassale. Sou fruto do Irmão Jerônimo.

Nessa época, eu não tinha quase filhos, eu fui fazer o curso com uma baita barriga, pra ganhar neném, mas nunca desisti, não tenho uma falta no curso. Aí, a gente era aquele grupo, nós estudamos muito e o curso foi muito puxado, mas estudamos.

Quando foi em 90, eu comecei fazer vestibular, eu fiz primeiro pra pedagogia, não passei, fiz letra não passei. Aí, eu estudei sozinha, eu brigava com o marido, porque eu levantava de madrugada para estudar e passei em matemática, em 32ª lugar. Foi outra coisa assim [...], porque a gente faz, porque a gente é perseverante.

Eu ia para sala de aula pensando assim, se eu passei no vestibular de matemática é porque eu sei muito de matemática, eu fiquei muito empolgada. Quando eu cheguei lá, é que coloquei os pés no chão!

Fui infeliz porque eu reprovei nas duas primeiras disciplinas que eu cursei, e eu fiquei arrasada, fiquei nervosa, desesperada. Pegava o material e estudava de noite para rever a disciplina, para tentar entender porque eu não entendia.

Aí, eu fiz o seguinte: é que o professor que faz magistério, ele não tem um embasamento teórico para fazer matemática. Lá foi eu procurar, pra saber como eu ia ter o embasamento para poder acompanhar as aulas. Aí eu recorri pelo Hélio, o Hélio é um excelente professor. Ele me explicou todo aquele conteúdo de matemática, eu entendi. Fui fazer a segunda etapa, passei nas 05 disciplinas. Quando a gente passava em uma disciplina, a gente fazia uma festa, tomava cerveja, era uma coisa muito bonita.

Aí eu fiquei doente, eu descobri que eu tinha sopro no coração e diabete. Fiquei doente na faculdade, fiquei inchada, tive que ir para Belém, mas graças a Deus, eu perdi só 05 disciplinas, mas eu recuperei.

Em 2001, foi a minha formatura. De lá pra cá, a escola só foi crescendo, Começamos eu e a Fátima, em 85. Nós pedimos ao glorioso irmão Raimundo, que era o supervisor na época, nós tínhamos pedido a 5ª série. Então, ele veio aqui fez um pequeno levantamento enviou para Belém, e no ano seguinte, nós começamos a 5ª e 6ª série, tinha 12 alunos da 6ª série, e tinha 50 alunos da 5ª série, foi uma coisa pesada porque não tinha né! Nós devemos o ensino fundamental à Zita e ao irmã Raimundo.

Eles se empenharam, o irmão Raimundo foi até para Belém, e eles conseguiram. Nesse tempo não tinha quase professores. Aí, nós conseguimos pra começar, um professor para cada série, 1ª,2ª,3ª,4ª, 5ª... , e, aos poucos nós fomos ampliando o quadro de professores, e a escola cada vem mais aumentando.

Em 84, eu passei a ser diretora oficial da escola, fiquei na direção de escola até 92. Em 92, quando começou a politicagem em Uruará, aí fizeram a troca porque eu era do PT, nunca neguei para ninguém, Jader Barbalho e PT não dava certo.

Trocaram a direção da escola, me exoneraram do cargo, e veio o professor Neto. Foi a época que eu mais sofri na escola, com essa troca de direção, porque isso, porque o Neto é gente minha, gente que eu ajudei.

Não foi uma coisa democrática, foi uma coisa, traição sabe. Eles vieram até com a polícia para trocar a direção da escola, eu sofri muito. Fiquei muito chateada, revoltada com tudo e com todos. E nunca me disseram, assim: “Clotilde vai haver mudança de cargo.

De repente o Neto chegou aqui dizendo: olha amanhã, a gente vem fazer a troca de diretor. E disse: a gente faz a troca de diretores amanhã. Ele trabalhava na Fernando Guilhon, era secretário da Turquesa.

Eu fiquei surpresa, quando foi de manhã, eles tinham convidado toda a comunidade e eu na sabia de nada, quando chegou na sala, hora da reunião, encheu a sala de pais. Tinha aqueles pais que não queriam, tinha aqueles que aceitaram a troca e tinha aqueles que estavam sem entender nada, porque convidaram para uma reunião e era outra coisa.

A polícia não chegou a está na porta da escola, mas ficou andando na rua da escola; a escola era aquela salinha aqui em baixo. A polícia ficava andando de baixo para cima, fazendo a guarda. Eu ainda perguntei “porque esse policiamento aí? ” Aí. eles responderam que talvez eles vieram ver alguma coisa, e que eles iam ficar rondando em frente da escola.

Aí, o Neto não conseguiu fazer o trabalho porque ele era diretor da escola, era diretor, secretário da Liteira, ele quem fazia pagamento e não conseguiu fazer o trabalho. No ano seguinte, eles colocaram a professora Graça Furtado; agora ela foi para Uruará.

A professora Graça foi outra história. Minha filha foi eu que trouxe a professora Graça, lá dos cinco, que estava com um problema lá. A qualquer momento podia morrer uma professora lá. Elas brigavam muito, por isso que a Graça veio pra cá e que perseguição que a Graça fez comigo, depois que ela veio ser professora. Por que será que as pessoas quando chegam no poder elas ficam perseguindo as outras, e não deveria ser assim.

A Graça dizia para a professora da Melwin Jones que eu estava fazendo baderna na escola, que não sei o que [...]. Eu fui Chamada em Uruará uma vez, já era a Linda a diretora, e ela falou que tinha me chamado porque eu estava fazendo baderna na escola. Aí eu: “Linda, que baderna? Na escola que eu fundei, na escola que eu dei o primeiro dia de aula, na escola que eu respeito meus alunos, como se fossem meus filhos. Eu quero que você chame a pessoa aqui para a gente conversar, para mim saber que tipo de baderna é essa. E falei que não aceitaria mais nenhuma reclamação dela sem está presente a pessoa envolvida. Ou deixa uma ocorrência assinada que foi fulano que disse, porque, assim, verbalmente, e a pessoa pode dizer o que quiser, porque dizer as coisas e não dizer quem falou pra mim é mentira. E desse dia em diante, nunca mais a Linda me chamou.

Mas eu tive muitos problemas por causa de política. Depois que eu me formei, só era eu formada em matemática, e eu nunca me exaltei por isso, eu sempre fui essa “Sara”, sempre tratei os meus colegas de igual para igual.

Nesse meio de tempo, eu fundei, a pedido do então prefeito, senhor Antônio Lazarine, o Modular Rural. Uma experiência muito bonita, uma coisa muito boa, que, deixaram acabar. Não conseguiram segurar as pontas e deixaram acabar. Hoje encontro na rua, vários ex-alunos, que hoje são professores, que hoje são enfermeiros e estão lá na SESPA trabalhando. Mas olha, têm alunos que estão na faculdade, que continuaram. Foi uma coisa que eles deixaram perder, eles não entenderam como funcionava e não conseguiram segurar as pontas.

O modular era um semi-internato, o aluno ficava 30 dias, e voltava para sua casa, quando tinha um turma em casa, a outra estava na sala de aula, são crianças e jovens muito bom de trabalhar. Nunca chamei um pai por causa desses alunos, a gente formou vária turmas aqui no modular rural. Nem lembro quantas turma foram, 6 turmas tenho certeza. Então a política não é a política sadia, e a politicagem atrapalha muito.

Depois do Modular Rural, seu Antônio me convidou para abrir a Casa Familiar Rural. Fui eu quem abriu a CFR de Uruará, eu tenho orgulho de dizer isso.

Mesmo os meus companheiros terem me jogado para o escanteio, depois. Fui para CFR, fui eu que limpei, que arrumei, organizei direitinho, abria casa. Foi eu que contratei os primeiros funcionários para trabalharem na Casa, e, a primeira turma de alunos, também fui eu que dei essa assistência. Lê, a CFR é do homem do campo, mas tem muita política, porque o grupo, o pessoal do PT, não conseguiu pessoas para fazer o trabalho, para abrir a Casa. E tinha que abrir a casa naquele ano, sei que tinha que abrir a casa, e precisava de uma pessoa, aí foram falar com o prefeito.

Aí o prefeito manda me chamar em um domingo, dia 01 de janeiro. Que eu comparecesse em Uruará, que ele precisava com urgência falar comigo. Cheguei lá e era para mim abrir a CFR.

O grupo do PT tinha entregado a Casa para a prefeitura administrar. Então o “Dorival” fez a primeira instalação de luz, de água, depois começamos a ter problema. E entrou o Mário, no que o Mário entrou lá, eles me expulsaram de lá.

Aí, eu licenciada em matemática, e fiquei sem trabalhar. Fiquei um ano sem trabalhar, porque a Graça não aceitou me colocar aqui na escola. Sem nenhum professor de matemática aqui na escola, e eu aqui, sem trabalhar. Foi então, que o padre Chico nessa época, – a gente trabalhou muito nessa época –, o padre Chico era muito atrelado ao prefeito. Fui lá me queixei com o padre Chico, e contei minha situação para ele, e o padre foi lá para saber por que não eu não estava trabalhando. Aí, o Mário foi e chamou, a Marizete, e mandou me contratar. Eeu voltei para a escola, como professora de matemática.

Quando o Heraldo assumiu a prefeitura me convidou para ser vice, porque eu ia deixar. Não ia mais trabalhar porque eu estava doente, estava com diabete. E, certamente, agora, com a troca de prefeito, com a saída do Heraldo eu não vou mais trabalhar. Vou ficar mais em casa, vou arrumar outras coisas da Vila, porque a gente tem um grupo de associação de mulheres. Eu sei que em casa, em casa, eu não vou conseguir ficar, mas vou trabalhar com as mulheres. Porque, quando, você vê, o fruto de seu trabalho você tem mais vida, as coisas melhoram muito! Então, a gente conseguiu fazer essas coisas na educação.

Quando eu estava na direção da escola não tinha um evento em Uruará que não tinha representante lá, agora tem assembléia, eventos e não tem ninguém representando a escola, ninguém mais participa de nada e isso é ruim para educação.

Faz falta para o professor não participar de eventos, pois eu cresci vendo, participando em eventos. Se eu fosse só, vinha pra sala de aula, e, aberto o livro, eu não tinha aberto os horizontes, pra conversar com os alunos; saber vê, conversar com os pais. E quando chega um pai eles falam: “Sa”, venha conversar, você tem mais experiência. E todo mundo que adquire sua experiência; lendo um livro, participando de evento, pois, quando a gente participava do movimento social, cada um pegava um livro para ler em casa. Isso foi um trabalho que a Benilde e o Renato Thil ensinaram. Fizeram assembléia, que cada um, ia contar a história do seu livro, foi um trabalho muito bom. Você converse com um professor do meu tempo para você vê a linha, e o de hoje, você vê a diferença.

Então eles faziam esse trabalho de conscientização, você escolhia o livro que você queria e na próxima reunião, cada mês tinha uma assembléia. E, primeiro, cada um, ia contar sua experiência para quê? Fazer com que o cara lesse, mesmo!

Eu li muitos livros bons. Li vida seca de Graciliano Ramos, li a seca do Nordeste, tinha livros que me mostrava a situação do povo, o que acontecia como era l. Eu fazia uma comparação comigo, porque eu vim de uma família muito pobre e meu pai [...].



Ano: 2007

Localização: Escola Migrantes/Uruará

2. Diretor da Escola: Prof. Nelson

Assunto: Educação do Campo/Política Educacional do Campo/ História da Educação

Lembranças da Memória: A experiência é pouca, só estou aqui há uma semana como administrador. É um desafio, encaro como desafio. Qbuando fui convidado pela secretaria de educação a vir para cá, não foi muito difícil porque já encontrei a escola montada. Nós temos a história da escola já há alguns anos, desde a abertura da Transamazônica, onde uma família, a família Mormac acampou a luta pela escola e vem trabalhando desde então para a escola nunca fechar, nunca deixe de funcionar.

Mas, na verdade é um desafio, a escola tem essa prerrogativa de ter alguém que sempre segurou, que sempre buscou trabalhar pela escola. Os alunos são excelentes, os professores, nós, graças a Deus, não temos professores aqui que nos dêem trabalho, muito pelo contrário, eles trabalham pela escola. E, para mim está sendo gratificante trabalhar aqui, nós temos com certeza melhorado, a cada ano que passa, a cada dia que passa temos buscado melhorar, mais.

A gestão anterior da escola fez um bom trabalho, só estou dando prosseguimento na verdade, já tínhamos a horta, só fiz revitalizar e a merenda, nós temos recebido, mas tenho trabalhado aqui um sistema não de racionamento, mas um sistema de se gastar aquilo que realmente pode, tanto é que não tem faltado merenda na escola, isso é muito importante porque nós recebemos alunos aqui, tanto aqui da vila, quanto de outras vilas próximas e dos travessões, onde os alunos almoçam 10 h da manhã para poder pegar o carro para vir à escola a tarde.

A merenda é servida às 15 horas, então, nós procuramos implementar essa merenda com alguns legumes e hortaliças da região para sustentar as crianças como macaxeira, abóbora, maxixe, tudo isso entra na nossa sopa e tem dado resultado.

Nós recebemos recursos uma vez por ano, e para gerir uma escola do porte da nossa, com 3 mil e 900 reais por ano é pouco; mas junto com os nossos funcionários, que, graças a Deus, nós temos os melhores funcionários, porque todos trabalham vendendo rifas, geladinho e tem dado para comprar o gás, a verdura, papel, álcool. A Secretaria de Educação nos ajuda com um percentual mensal, uma ajuda de custo mensal que ela nos garante, que tem garantido muita coisa na escola, temos feito pequenos reparos, compramos muita coisa para a escola, então, a partir do dia 20, a secretaria de educação libera um recurso para a nossa escola, um valor de R$ 300,00 mensal, onde gastamos na escola.

Inclusive, acabei de trazer material para a escola, material básico; e nós trocamos as louças da cozinha, que eram de plástico, nós trocamos por vidro, para garantir uma melhor higiene para os alunos. Temos feito melhoramento no espaço da cozinha para oferecer uma qualidade melhor no refeitório. Nós ganhamos as mesas e temos trabalhado assim, mas o recurso mesmo é muito pouco, e temos que fazer malabarismo.

Na medida do possível, nós temos recebido, até porque nós temos a supervisora, a supervisão que atua aqui. Ela já tem muita experiência na área e nós temos recebido sim. A secretaria tem garantido uma parte, a escola tem comprado outra e o governo de acordo com os programas tem garantido a sua parte. Nós recebemos agora um projeto de biblioteca para a escola, vindo do governo federal e tem disponibilizado isso para os professores e tem ajudado muito na execução do trabalho.

Recebi uma faixa de 150 livros. È nessa faixa, para implementar a nossa biblioteca. Nós lidamos com alunos da zona rural que não tem acesso à televisão, jornal, revista, mas graças a Deus, temos obtido um êxito no nosso trabalho.

Nós trabalhamos com a organização curricular que é oferecida na cidade, que é também de forma geral para a rede pública municipal. Mas até agora, a única diferença que nós sentimos foi o inglês, mas nós temos uma professora de inglês aqui, que faz parte do currículo, e essa professora que nós conseguimos é formada em letras com habilitação em inglês, que tem ajudado muito no nosso trabalho. E com relação à organização curricular, nós temos hoje, além da direção e supervisão, nós temos outra professora da escola que é formada em pedagogia e outros, os que estão aqui que ainda não tem nível superior já estão encaminhando para ter, mas, todos já têm magistério, na área rural. Lá no travessão, nós temos 2 professores com pedagogia atuando nas escolinhas de classes multisseriadas.

Não, nós estamos buscando fazer aquilo que já tinha sido feito, mas com ajuda da supervisão, nós temos dentro desse currículo, diversificar, basicamente, para uma situação de trabalha, a horta, onde os alunos ajudam, e vão, aprendendo. Nós temos uma moça que trabalha com a horta, ela é formada em agronomia e sempre nós estamos tirando o aluno de sala para estar na horta ajudando para diversificar, o aluno vai perceber o conhecimento e colocar em prática no lote.

Temos conselho escolar, que a presidente é uma senhora da comunidade, mãe de aluno, que envolve todo mundo, professor, pais de alunos, a própria comunidade está inserida. O conselho se reúne para a prestação dos recursos, e, no 2º semestre, vamos montar um calendário para estar nos reunindo para ver o que está acontecendo. Quando eu assumi, o conselho já estava montado, então no 2º semestre estamos pensando em montar esse calendário de reuniões periódicas para se estar discutindo essa situação da escola.


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