História, Educação e Memória da Educação do Campo na Amazônia Paraense



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Ano: 2007

Localização: Escola La Salle. Uruará

3. Diretor: Getúlio

Assunto: Educação do Campo. História da Educação de Uruará e de Políticas Públicas/Colonização da Transamazônica

Lembranças da Memória: Boa tarde! Nossa vinda aqui para a região de Uruará, se deve exatamente a um projeto de 1979, de formação de professores para a região. E, esse projeto tinha recursos de uma organização Holandesa chamada SEBEM. Mas, não tinha quem levasse adiante esse projeto e o dinheiro voltou para a Holanda. Então, os superiores pediram para que eu assumisse esse projeto, já que eu havia trabalhado muitos anos com formação. Em Porto Alegre, mais especificamente, de técnicos, depois no interior de Santa Catarina com professores de nível médio, em uma escola agrícola. Que hoje, já é uma escola de nível superior, que recebeu o título de melhor escola agrícola ano passado, graças a Deus que continua até hoje.

Então, vindo para cá, assumi parte do trabalho na SEDUC, que se chamava décima segunda divisão (12ª), na época, e hoje décima (10ª) URE em Altamira. Trabalhando na Escola Limas, Escolas Maria de Matias, polivalente, em Brasil Novo, e ao mesmo tempo, dando prosseguimento a volta desses recursos aqui, foi quando iniciamos a construção desse centro de formação, em 1980.

Foi concluído no final de 1980, e começamos as aulas aqui em 1981. Antes disso, de prosseguimento de formação de professores em Altamira, utilizando o centro de formação da Prelazia, e a escola de Brasil novo.

Nós iniciamos com uma turma de 150 alunos, tendo elas, o primeiro grau. Porque a média dos estudos das alunas, não passava da quarta série, desde, as 176 escolas desde Pacajá, Placas e Belterra. Eu recebia alunos de Pacajá até Belterra, de São Felix do Xingu até a ilha de Gurupá.

Feito o levantamento nós encontramos algumas, sem nenhum dia de aula. Servente que descansavam no cabo da vassoura, porque não tinha professores nenhum do MEC. Muitas vezes, tivemos que substituir professores, substituímos professores em sala de aula, pois tinha alunos sem nenhum dia de aula, enquanto o professor de Alagoas sempre se orgulhava, pois tinha tido 30 dias de aula na escola e durante 13 anos a escola de foi um barracão.

Tem muitas histórias interessantes dos professores daqui da área da Transamazônica nesse sentido, todas as escolas da região da época, eram construção cobertas de palhas, abertas, totalmente abertas. As mesas eram de troncos,4 e, os banco, igualmente, os quatros de giz eram tabuletas de propaganda da coca-cola que marcavam o valor da coca cola nós restaurantes, tabuletas de um metro e vinte.

Aos poucos fomos trabalhando com esse professor, a região foi dividida em área e cada área recebeu um supervisor e esse trabalho já tinha sido iniciado antes pela SEDUC e sobretudo pelo padre Léo, de Brasil Novo. Que era muito dinâmico nessa área da educação, e ele lutou muito pelas escolas da região.

Uma área ficava a leste, que abrangia Anapu e Altamira, com um supervisor. Isso, na zona rural, de Altamira até Brasil Novo, um novo Supervisor. De Brasil Novo até Medicilândia, mais um terceiro supervisor. Depois entraria em interrupção, do Km. 120 ao Km. 140, que era área indígena. Do km. 140 até Uruará, outro supervisor, e de Uruará até placas, um quinto supervisor.

Os cursos iniciavam coma organização pedagógica. Iniciamos em Altamira, Brasil Novo e aqui, tiveram como prosseguimento em novas turmas. Então foi aberto também em Altamira atendendo o pessoal vindo mais de vitória e também da Ilha de Gurupá, e base do Xingu, alto e Médio baixo do Xingu. Também, atendemos em Altamira, com uma média de 128 professores.

Eram professores que eram contratados pelo Estado, e trabalhavam em alguma escola, da zona rural ou dos bairros. Vinham professores de Altamira, Vitória do Xingu, Porto de Moz, e assim, por diante, que freqüentavam essa formação.

Devido à distância, muitas famílias tinham que trazer muitas crianças pequenas. E então, a Irmã Dorothy, com quem trabalhei durantes anos, – quatro anos com ela, tínhamos muito que trabalhar a formação, a formação pedagógica, a formação humana, cristã, dos professores, mas também a área ecológica lá.

Nós discutíamos, porque, ela viveu bem dizer, toda a sua vida, e com ela, inclusive, tinha um sobrinho que era engenheiro da NASA, na construção do projeto guerras nas estrelas, esteve presente, várias vezes, nas férias, ajudando a construir o centro de formação Nazaré. Que surgiu, exatamente, para a formação de professores na área de Pacajá e Anapu, área leste de Altamira. Era área da malária, não havia quem não viesse para sucumbir em Altamira, que não tivesse malária; quatro ou cinco malári, por mês, cada morador daquela área.

Em 1982, descobri em Belém, o Centro de Formação chamado CETEM, Centro de Treinamento para a Área Amazônica. Eram treinamentos gerais. Teodoro Ribeiro que era diretor na época, não encontrava saída dos recursos e esse centro atendia os Estados todos da área norte, sabendo que eles estavam interessados na formação de pessoas e pessoal nessa região, discutimos vários projetos.

E, a partir de 82, eu conseguir trazer para cá, fora os três cursos de formação de professores, diretamente, outros quinzes cursos, para a região, pagos pelo Centro. O centro pagava transporte, alimentação, os professores, o que fez que, muita gente aproveitasse os cursos nos centros de formação e em outros lugares de Altamira.

Esse Centro de Formação da Área Amazônica era do Governo Federal.

Nós tivemos aqui dois cursos de diretores, dois cursos de educação lingüística de 120 horas, todos eles na base de 240 horas, o de diretor na base de 360 horas. O Ministério proporcionou, para todos, a documentação.

Os dois cursos de diretores foram mais ou menos, de 60 diretores formados na região, inclusive tinha passagem aérea quando tivesse necessidade, se buscava até de helicóptero, de avião, quem estivesse no interior da mata, para que pudesse proporcionar esses cursos. Dois cursos de educação artística, dois de educação física, dois de matemática do nível médio, dois cursos específicos para a primeira série, para as professores das primeiras séries, como trabalhar a iniciação, alfabetização, seria. E todos eles acima de 200 horas.

Professores muitos bons, recebia professores da Universidade Federal do Pará, professores da [...] que, naquela época se chamava de SENAFLOR, e da Fundação Getúlio Vargas.

Eles mandavam especialistas do Próprio Ministério da Educação, outros cursos foram Português, Matemática, Educação Física. Também treinamentos na aérea de Saúde, com o pessoal da SUCAN, com treinamento, de como agir nas aéreas de muito incidência de malária.

Para isso o meu trabalho, foi na própria divisão de educação na contratação de professores e demissão de professores, que, muitas vezes, eles não atendiam as exigências das escalas.

Conseguir fazer a organização das escolas; fazer nas 70 escolas da zona rural, mais algumas escolas na cidade, que, algumas, tinham autorização, mas não eram reconhecidas. Nesse processo todo, eu trabalhei.

Conseguir recursos, para, ao menos equipar alguma coisa nas escolas rurais, algumas delas construções, como a de Medicilândia, aqui no quilômetro 150, a Melwin Jones, em Altamira e algumas escola fora nucleadas.

Fizemos o Primeiro Congresso, em Altamira, no inicio do ano de 1984. Consegui trazer o Conselho de Educação para autorizar escolas de nível primário e médio. Naquela época, reconhecer e autorizar umas, reconhecer e outras autorizar, que muitas não eram reconhecidas.

O Secretário de Educação, se deslocava, a cada seis meses para a região e, passava uma semana visitando as escolas, de pés.

Ele até demitiu 76 professores, uma hora por causa da demissão do pessoal daqui, por que tinha um pessoal que foi colocado na, como serventes, pela política. Foram demitidas 76 professores,de uma vez, e aí, a assembléia foi contra a demissão, e pediu a demissão do secretário. Então, é o secretário que paga por gente inútil. Não quero dizer o político sobre tudo na ocasião [...].

É que nós tivemos regras assim, nesse sentido. Porque muitas dessas serventes vinham, era quase um crime, para receber. Então, discutimos com as professoras e diretoras e elas vinham direto no Banco para receber para não precisarem vim na escala, as próprias professoras e diretoras pediam que elas não viessem até a escola para não apanharem; que recebessem lá na casa delas ou no banco, mas que não viessem até a escola, que não queriam conhecê-las.

As professoras na época, nós dávamos um trabalho de formação, não somente formação pedagógica, mas também em saúde. Recebiam perto de R$ 300 h, para darem atendimento, os casos nas comunidades, pois não tinha absolutamente ninguém. Aqui não havia médico nem hospital.

Na área de catequese, havia cursos de lideranças que trabalhavam também com os próprios agricultores, com os jovens, daí surgiram os Sindicatos dos Trabalhados Rurais, de formação de professores.

O que mais marcou na vida de formador, aqui, necessariamente, foi o clima familiar que a gente conseguia dar ao grupo. Aqui era uma grande família, nós nunca tínhamos menos de 35 crianças em cada curso. Muitas crianças nasceram aqui, inclusive tem algumas grávidas e, era uma festa quando uma criança nascia. E, todas participavam dos trabalhos, na limpeza, na preparação dos alimentos e assim por diante. Fornecíamos alimentação grátis, transporte. Foi à coisa que mais me marcou.

Depois foi a lutas das mulheres, coragem e lutas das mulheres, na formação e organização das cidades, elas foram verdadeiras heroínas.

A gente sofria muito, pois a gente tinha que comprar tudo em Altamira, a gente ficava quatro ou cinco dias. Então, a carne se colocava no gelo. E, ficávamos perguntando, se ia ou não apodrecer. E, muitas vezes, a gente voltava do meio do caminho com a carne para trocar o gelo para não estragar; trocávamos de condução. Enfim, vínhamos por tentativas, mas sempre com a disposição de trabalhar para o bem da região. Muitas vezes não sabíamos que dia da semana era, nem a do mês.

Solidariedade também é uma coisa importante das pessoas.

Os períodos políticos: do governo militar, o da transição e o atual.

Do trabalho aqui na região, o trabalho da igreja, era difícil. Não se tinha diálogos com as autoridades. Graças a Deus havia a prefeitura de Altamira, aqui não existia, aqui pertencia a Prainha. Demorava-se quinze dias para ir e vir até Prainha. Quando se chegava até Prainha não se encontrava ninguém, e a gente voltava. Muitas vezes tínhamos que conseguir papéis junto às autoridades, e as autoridades moravam em Belém.

Embora os relacionamentos fosse assim difícil com as autoridades, eu sempre consegui um bom diálogo, no sentido de apoio para os professores, porque sempre insistia que: o professor não é meu, é teu, é da prefeitura, é do Estado!

Com o Estado, a gente tinha boas relações, mas com as os municípios, prefeituras, não! Mas, sempre consegui material didático com as prefeituras. Muitas vezes, um ignorava o outro.

No Maranhão foi muito pior o trabalho político, brigávamos muito. Foi os piores anos de trabalho nossos, com os prefeitos totalmente, contra o nosso trabalho. Lá trabalhamos também na formação dos sindicatos, na formação dos pescadores, agricultores rurais, na formação de micro-cooperativas e na luta política.

Trabalhávamos com o pessoal, na conscientização voltada para a democracia. Conseguimos boas vitórias, diversas; conseguimos colocar alguns deputados estaduais, alguns deputados federais, prefeitos, e, hoje, graças a Deus, são bons interventores que nos dão apoio.

Na época, demitiam professoras que nós formamos, mas as professoras continuavam a trabalhar, e, os pais pagavam com galinha, com ovo, com ceriais, com produtos agrícolas e nem resolvia buscar salário que na época era tão pouco. Eram escolas municipais. O Estado não tinha, bem dizer escolas na região, só os municípios, então foi um trabalho bem mais árduo.

Trabalhamos também na colocação de agricultores, com um padre português, inclusive é o padre Diniz. E, na época, a gente conseguiu colocar 20 mil famílias e agricultores em poucos anos.

Sobre Moçambique:

[....] Moçambique era o pais mais pobre do mundo, com renda percapit muito baixa. Vivemos quatro anos de guerra, guerra da independência, destruição total em 92. Iniciamos a primeira escala particular do país, e assumimos 7 missões em Moçambique, iniciando pela periferia, com 3.500 alunos.

A nossa casa era tipo, aqui, aberta [...]. Voltei para Moçambique de 1996 até 2002. Trabalhei nas reconstruções dessas missões. No interior, reconstruímos 140 salas de aulas recuperadas, 70 salas de aulas novas, sala de direção, administrativa e bibliotecas. Trabalhei lá, com a formação de professores, acompanhamento pedagógico.


Ano: 2007

Localização: Uruará/SEMED

04. Diretor: Miguel

ASSUNTO: Educação no campo, política educacional, História Educação

Identificação: Lembranças da memória: No momento, a nossa proposta é integrar a educação. Pra que nossa educação mude na Transamazônica. Nós estamos pensando em fazer um Fórum, pra, realmente, não tomarmos decisões parciais, pra que a educação cresça a cada dia.

Vamos começar pela matrícula: hoje nós temos em média, 7.800 alunos na escola matriculados, e 850 e poucos alunos de EJA matriculados. Educação de adultos, nós temos, especificamente, o PRONERA; 175 alunos que estão estudando. Eu acho que é interessante dizer, que, de 7.800 alunos, estão divididos em 50% para zona urbana, e 50% para zona rural.

E aí, há uma preocupação muito grande, porque entre esses 7.800 alunos que nós temos, se você compara a 1ª série, onde nós temos 2.000 alunos, na 8ª série nós temos 3.00 alunos, quer dizer apenas 17%, isso, comparando, a grosso modo, conseguem concluir a 8ª série. Isso é preocupante, 350 deles são, isso é preocupante. Isso é geral, é dos municípios.

O que a gente observa que, muitas das vezes, esses alunos eles não têm condições de continuar seus estudos, porque as comunidades são distantes, e pra você formar turmas de 5ª a 8ª série, é mais bem complicado. Você tem que ter professores capacitados, tem que ter essa preocupação. Depois a gente não consegue turmas muito grandes.

Tanto é que a gente pensou um projeto, pra nossa região o “professor itinerante”, em vez do aluno se deslocar, o professor se desloca com o transporte escolar, que a gente tem. No transporte escolar, a gente gasta 59 reais por aluno/mês no transporte. E a gente tem 509 alunos com transporte escolar. Quer dizer que é significativo!

Então você compatibilizar todas essas despesas [...]. A gente tá pensando nessas dificuldades. Então a questão [...], quando o carro quebra, atrasa todo o calendário escolar letivo. Então nós pensamos em desenvolver um projeto alternativo de 5ª a 8ª série na zona rural, e aí envolver, especificamente, a área de assentamentos. A gente envolve todos, tá pensando em todos, sem discriminar ou privilegiar um ou outro, mas se tiver as demandas, a gente vai ta lá, pra atender vários assentamentos também. Os professores se deslocariam até a zona rural e dariam uma disciplina, por um período ai. Então, a gente tá bem adiantado. Já fizemos o levantamento, pra gente atender, alunos de 5ª a 8ª série.

Bem, nós temos a alfabetização de adultos, com o PRONERA, com mais de 1.400 alunos alfabetizados, e a previsão de formatura. Nós vamos entrar no programa de alfabetização Brasil, é uma proposta do governo federal, recente, é novo. Já mandamos hoje o plano de trabalho pra lá. É a proposta de alfabetizar mais ainda, então, se tiver, tudo dentro de ser aceito, a gente vai desenvolver mais um programa de alfabetização de jovens e adultos. É o 3° programa, nós já temos 02, nós pretendemos ter mais pra melhorar a educação. Hoje, o índice já diminuiu muito, é de 9,9%. Esses dados são do IBGE de 2000.

Dentro da área de zona rural, a gente tem o Modular Rural, onde nós temos 70 alunos. Eles passam alguns meses lá, eles passam por umas disciplinas, no outro mês eles passam em casa, e aí vem outra turma, que também estuda um mês.

Eles ficam em alternância, aí é tem a alimentação deles, pagamento dos professores, material de limpeza. Também [...], não existem projetos específicos, só os recursos do governo federal. Então, fica realmente muito pesado, sem contar com os probleminhas [...]. Você tem que ter toda uma estrutura para atender esses jovens e, muitas das vezes, a família não gosta que a filha, a jovem venha estudar; tem mais concentração de homens. Com esse programa de 5ª a 8ª série, nós queremos coisas diferentes. Nós queremos cumprir disciplinas ligadas ao meio ambiente, as novas tecnologias.

A gente tá querendo arrumar parcerias, e também, com a Casa Familiar Rural, funcionando aqui. A gente paga dois funcionários, combustível, também a gente ajuda; os técnicos, quem paga é a SEDUC. Agora, aqui, na região não deu muito certo. Só deu uma turma, até agora tínhamos matriculados 30 e poucos alunos. Eu sei que só conseguiram concluir 8 alunos, apenas 8 alunos. Foi uma evasão muito grande. E, hoje para abrir uma nova turma, a gente, não quer abrir sem recursos. Mas, aí, a gente tinha que fazer uma associação pra adminstrar os problemas internos. E, vendo até o que eles poderiam requerer recursos, mas aí ela entra em choque com a SEDUC, e aí como é essa negociação, mas tem previsão pra gente formar pelos uma turma.

Esse é o objetivo pra gente conseguir este ano, pra atender, e eu acho que você conhece em outros municípios, que também não tem dado muito certo, talvez seja uma questão da própria administração. Porque tem que reavaliar. O recurso que a gente recebe, se contar com os instrutores, a própria ajuda da SEMEC, de pessoal, pra apoio e pra alimentação, eles ajudam. Olha [...], não é viável 08 alunos, 10 alunos, o município não tem renda, não gera muita renda, não gera muito imposto. Nós temos o IPTU, mas as pessoas, não têm muita noção para onde vai os recursos, como é importante pro município, se vai ser investido na educação. Então, essas, são uma das maiores dificuldades nossas, trabalhar com o número reduzido de alunos, muito pouco. E aí o recurso que vem não cobre nem o pagamento do professor.

Aí, a questão do multisseriado; a gente não tem ainda uma proposta alternativa, tem a “escola ativa”, mas a gente vai ver se a gente consegue, ela trabalha com área de reserva e assentamento. A “escola ativa”, é uma proposta de classe multisseriada, é muito interessante. É uma proposta muito boa, e, a gente vai correr atrás com certeza. Esse ano a gente vai ver se consegue. Seria um projeto financiado pelo MEC. A maioria das escolas é multisseriada; só em algumas vilas temos 1ª, 2ª, 3ª e 4ª série, é complicado.

De 5ª e 8ª série não temos, não temos multisseriados, mas temos o EJA, para zona rural, nós temos o projeto “Tapirí”, que é um projeto que atende vária turmas da zona rural. Que o professor se desloca da zona urbana até a zona rural por um período de 10 dias, pra dá aula intensiva. Aí ele retorna e outro professor do ensino fundamental, EJA assume a turma.

Temos a evasão, a evasão é grande [...], a gente tá controlando, fazendo um trabalho com supervisores, professores no município em geral; a aprovação [...] por mais que não é nossa responsabilidade, mas a questão é que devemos correr atrás de conseguir. É apoio político para implantar mais cursos da universidade. Muita formação de crédito que nós não temos no município.

Nós temos uma turma de matemática e 02 de Pedagogia, História, Geografia e Ed. Física. Tem necessidade o impacto da universidade, ela quer que o município mantenha os professores. Aí, você investe na ed. Infantil, no ensino fundamental e, a gente dá mais recursos pra universidade pública, que deveria estar aqui sem ônus pro município. Não que ele não dê ajuda, mas é necessária essa parceria.

Agora com essa questão financeira pra ajudar o professor já é mais difícil. A gente tá [...], que eles viram lá de cima que é oneroso pra nós. E, também, a própria universidade, ela é pública, pressupõe, que ela deveria ser pública, porque quem tá pagando o imposto é o município. O dinheiro que vem do governo federal acaba retornando pro governo federal. Mas, é uma questão de investimento, aí você não tem mais recursos suficientes pra investimento.

Aí, você não tem recurso suficiente pra manter as escolas também; fica com deficiência física. Eu não discuto esta questão da qualidade da importância? É que em pedagogia, o município paga 300 mil reais, ele deveria investir mais. Eu acho que nós temos que repensar essa questão de convênio, repensar !

Agora Neila, a gente enfrenta outro probleminha, quanto à questão do curso: a Ubniversidade é mais difícil de negociar. As negociações, elas têm que estar mais restritas a SEMEC. O calendário letivo, ele tem um prazo de 04 anos pra terminar; eles não querem prorrogar mais o semestre, aí nós enfrentamos a dificuldade, porque nosso professor, ele tá janeiro, fevereiro e início de março; julho e até 15 de agosto, conta aí como a gente vamos nos virar no “30”? Como se diz, 300 dias letivos. Aí o professor trabalha de janeiro a 31 de dezembro! Ele trabalha e estuda, aí fica cansado.



A educação recebida em 2004-2008: defasada, em relação a material pedagógico, estrutura, Escola do campo sucateada.. Educação nacional é síntese disso. Turmas não cumprem 75 % dos dias eletivos. Ações devem ser feitas para garantir aulas de qualidade, sem extrapolar direitos.

Foi investido em formação de professores. Professor Evandro – da UFPA, em período curto, participou com palestras, discutindo interdisciplinaridade, pesquisa para educação. As oficinas pedagógicas, de lª a 4ª série, educação infantil. Principais problemas: leitura e matemática. Assim, a importância de como seria educação em Uruará. Prevalecer a administração não sob forma de decreto, mas sim com construção. Sujeitos, calendário, currículo base, escola síntese, com gestores, conduzindo a escola não com interesses isolados, mas sim, no contexto geral.

O salário de professores: em nível médio: 100 horas, era $ 280,00, em 2007: R 403,00. Nível Superior: Era R$ 430,000, em 2007$ 732.00. Houve certo avanço.

O montante atrasado era de R$ 688 mil. Dividimos em 04 parcelas, mês passado saiu a primeira, e assim sucessivamente acontecerá. Prioriza: o regime direito do professor, ele não deve ser lesado.

Empenho na formação do professor leigo. Foi feito levantamento, eram 200 na comunidade. Quem vai substituir ele?. Comunidades não aceitaram professor de fora. Acredita no investimento com quadro funcional, fez parceria com La Salle. Formação do Curso Magistério, com 50 alunos. Meta é valorizar sujeitos do município. Política é de ver competência, não filosofia política.

São apenas 04 professores supervisores para escolas do campo. Todos eles, em 2007, visitaram pelo menos, duas ou três vezes as escolas. O Transporte é de moto, com combustível da prefeitura. São 143 escolas no campo, ensino de 1ª a 4ª série, multisseriadas.

Necessidade da construção da escola do campo, com parcerias. Escola no campo não tem vida útil. Escola construída, com gado dentro, pastagem, há migração das famílias, Foram 36 escolas construídas no período, em parceria com o poder público e a comunidade. Não se quebra mais porta, parte da construção, é da comunidade. Casos de denúncia, acabou com a destruição!

Os planos de carreira para o professor, implantado em 1999, vigor até hoje, adaptação ao FUNDEB. Pagos débito à FADESP/UFPA, de R$ 490.000,00.

Plano de criação do Fórum Diretores da Escola: reuniões mensais, decisões coletivas. A profª Maria do Carmo, coordenadora pedagógica, reúne com pessoas da cidade 01 vez por mês. Conselho Municipal de educação não tem. Conselhos Escolares têm. Sua atuação não é muito ativa.

Existe o Projeto de Redação, elegendo os melhores alunos.

São realizadas as Feiras de Ciência, visando o fomento à pesquisa.

Em relação a Casa familiar Rural de Uruará, estava abanodana em 2004. Agnaldo é o Presidente. A prefeitura vem subsidiar financiamento da Casa. Ela pode ter vida útil grande, evitar o êxodo. Há a colaboração numa parte funcional, como pagamento de professores, vigia, R$ 800,00 para complementação da alimentação, energia, há bom relacionamento. Até porque o Estado prometeu fazer isso, e nunca fez. Governo Ana Júlia parece que vai fazer, mas ainda não fez.

Projeto Saberes da Terra, com 67 alunos. , Casa familiar Rural, acolhe o nosso Projeto Saberes. Procura trabalhar, sem distinção Saberes da Terra e Casa Familiar Rural. Tenho recebido visitas da Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), acredito em parcerias.


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