História Oral de Vida de Emigrantes Chilenos e sua Presença no Brasil



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História Oral de Vida de Emigrantes Chilenos e sua Presença no Brasil

Vanessa Paola Rojas Fernandez

Universidade de São Paulo

vanessist@hotmail.com
A história do Chile, a contar de sua independência em relação à metrópole, na primeira metade do século XIX, até o golpe militar de 1973, quando comparada à de seus vizinhos da América Latina, é marcada por uma histórica estabilidade política: “o Chile mostrava, até então, a mais positiva história constitucional e de eleições livres da América Latina” (AGGIO, 2002).

Esta estabilidade política, somada a outros fatores como a existência de um movimento operário organizado e a atuação de fortes partidos de esquerda no sistema político, explica porque a proposta de um governo socialista, que levou Salvador Allende à presidência da República em 1970, não era estranha e incabível neste país, portanto “não foi por acaso que se dava no Chile uma tentativa de governo socialista” (SADER, 1992, p. 36).

Salvador Allende já havia sido três vezes candidato para presidente do Chile (nas eleições de 1952, 1958 e 1964), saindo eleito em sua 4ª tentativa, pela coalizão esquerdista Unidade Popular. Esta vitória significou o que muitos denominaram “experiência única no mundo” ou “situação inédita na história”, pois foi a primeira vez na história mundial que um candidato declaradamente marxista chegou ao poder através de eleições livres e de um processo democrático. O sociólogo Emir Sader assim escreveu sobre a perplexidade que este fato poderia provocar:

Socialismo na América Latina? Em pleno ano de 1970? Quando a ditadura militar brasileira se consolidava e emergia como modelo político e de crescimento econômico para seus vizinhos? Quando a Argentina seguia mergulhada num regime militar há 4 anos? Quando a Bolívia, entre idas e vindas, via se imporem sempre novos governos militares? Quando os Estados Unidos eram governados por Richard Nixon e por Henry Kissinger? E quando Cuba estava isolada e as guerrilhas em refluxo na América Latina? Foi nesse momento que o Chile iniciou uma experiência inédita de governo na América Latina. (1992, p. 35)

A proposta de governo da Unidade Popular era, em linhas gerais, a instauração do socialismo mediante uma transformação gradual da economia, da sociedade e do Estado chilenos. A economia seria reorganizada em moldes socialistas a partir da criação de uma Área de Propriedade Social (APS), que deveria englobar os grandes monopólios e que passaria a desempenhar um papel no desenvolvimento econômico. Ela seria acompanhada de uma área de economia mista e outra área de economia privada, complementares à área estatal. O aparelho estatal, por sua vez, iria mudando sua natureza de classe de um Estado burguês para um Estado popular.

O desenrolar deste governo, no entanto, revelou que o processo não seria tão simples assim. Eleito em 1970, Salvador Allende já iniciou o seu mandato enfrentando a reação da oposição, com tentativas de impedir sua posse, “um prenúncio dos tempos conturbados que o esperavam” (SADER, 1991). Esta oposição foi ficando cada vez mais articulada e organizada – por exemplo, a burguesia organizou greves e deixou de investir, provocando o mercado negro e o desabastecimento generalizado – chegando à chamada “crise de outubro” de 1972, que foi uma paralisação quase integral das atividades do país, “evidenciando um grau altíssimo de organização, inovação e mobilização das classes patronais e da classe média, em contestação aberta e frontal ao governo” (AGGIO, 2002, p. 137), culminando no golpe militar de 1973.

O período que se iniciou com o Golpe, a ditadura militar chilena, pode ser considerado o período mais cruel da história chilena. A ofensiva golpista foi arrasadora e assumiu o controle do país em poucos dias, conforme informou o historiador Osvaldo Coggiola:

Nas primeiras semanas depois do golpe de Pinochet, a tristemente célebre caravana da morte – detenção sistemática de ativistas políticos destinados aos campos de concentração e ao assassinato – impôs torturas indescritíveis e covardes a inúmeros opositores. Sob o regime de Pinochet surgiria a figura de desaparecido político. (2001, p. 52)

Estado de sítio, toque de recolher, censura, exílios... Pinochet governou o Chile, ditatorialmente, de 1973 a 1990. Seu governo é considerado uma das ditaduras mais sangrentas desse período na América Latina. Sua política econômica aumentou a desigualdade social do país e a concentração de riquezas nas mãos dos mais ricos.

Conseqüência da conturbada conjuntura política, econômica e social que o Chile viveu a partir da eleição de Salvador Allende, em 1970, ao fim do regime militar de Pinochet, em 1990, a presença de chilenos no exterior tornou-se um elemento estrutural desse país. São plurais as razões que explicariam a saída massiva dessas pessoas de seu país de origem: exilados, foragidos voluntários ou mesmo insatisfeitos com o contexto de então, no total cerca de um milhão de chilenos se deslocaram a diversos países, entre eles o Brasil. Considerando que atualmente o Chile possui cerca de 15 milhões de habitantes, é fácil imaginar o impacto disto naquele ambiente.

Filha de imigrantes chilenos no Brasil, a presente pesquisa é resultado de uma experiência migratória que foi – e ainda é – em parte por mim vivenciada. Em minha casa, cresci presenciando uma “negociação” entre os costumes dos dois países, e embora tenham predominados os costumes brasileiros, muitos costumes chilenos sempre estiveram presentes. As comparações entre o “aqui” e o “lá” ainda hoje são constantes. Inserida nesse meio, eu que nasci no Brasil, vi o interesse a tudo que fosse relacionado ao Chile desenvolvendo-se quase que naturalmente em mim.

O gosto pessoal pelo estudo da História fez com que a história do Chile, particularmente do período Salvador Allende à ditadura militar, fosse por mim muito apreciada. Meu contato com essa temática foi inevitável: no Chile ou no Brasil, sempre estive em contato com a memória coletiva de chilenos. Percebendo a escassa produção intelectual brasileira sobre esse período da história recente do Chile e a quase inexistência de trabalhos acadêmicos sobre a questão migratória chilena no Brasil1, não tive dúvidas quanto à importância de um estudo neste campo. Pode-se dizer assim que, além de uma questão acadêmica, este estudo é também resultado do que Edward Said chamou de “dimensão pessoal” (SAID, 1990, p. 37), que é o investimento pessoal em um estudo derivado da consciência do que se é.



Por se tratar de um movimento recente, com personagens vivos, pela possibilidade de se explorar aspectos não revelados nos documentos escritos e pela especificidade de se pensar a sociedade contemporânea, optou-se pela história oral para o desenvolvimento desse estudo. Inicialmente intitulada “História Oral de Vida de Emigrantes Chilenos: a Experiência de Campinas”, a pesquisa, em nível de mestrado, analisa a emigração chilena nas três últimas décadas do século XX e sua presença no Brasil, a partir das histórias de vida desses próprios emigrantes/imigrantes. Iniciada em fevereiro de 2008 e prestes a ser finalizada, a pesquisa contém, até o momento, oito entrevistas. Para melhor explicar os procedimentos orientadores desse trabalho, que segue a linha teórica e metodológica do Núcleo de Estudos em História Oral (NEHO) da USP, alguns deles são apresentados a seguir:

  1. Definição de história oral: nem todo trabalho com fontes orais é história oral. Para sê-lo, é preciso um conjunto de procedimentos, que se inicia com a elaboração de um projeto e que continua com o estabelecimento de um grupo de pessoas a serem entrevistadas, com o fim de formular registros através dos quais é possível promover análises de processos sociais do tempo presente. Neste trabalho, a história oral é, mais do que técnica ou ferramenta, metodologia, ou seja, as entrevistas constituem o ponto central das análises.

  2. A opção pela história oral de vida: como o próprio nome diz, a história oral de vida é a narrativa da experiência de vida de uma pessoa. Sua principal característica é a subjetividade: os entrevistados narram suas histórias, que são produto de suas experiências pessoais, transmitindo, além de fatos vivenciados, sentimentos e emoções. Optou-se pela história oral de vida para esta pesquisa porque por meio delas é possível apreender, além de fatos como o deslocamento físico entre o lugar de origem e o lugar de destino dos imigrantes, as subjetividades envolvidas no processo migratório.

  3. História oral pura: a história oral é “pura” quando as entrevistas não dialogam com outras fontes documentais, quando a análise do trabalho se dá somente nas entrevistas feitas para ele.

  4. Entrevistas livres ou abertas: significa que as entrevistas não comportam questionários fechados, com perguntas e respostas, mas que o entrevistado tem ampla liberdade para narrar. É ele quem escolhe o que vai contar, como contar, por onde começar e quando terminar. Obviamente, algumas perguntas podem e dever ser feitas, mas nunca confrontado o narrador, sempre na forma dialógica e interativa próprias de uma entrevista de história oral.

  5. Delimitação temporal da pesquisa: o grande fluxo emigratório chileno deu-se na década de 70, após o golpe militar de 1973, e continuou durante as décadas de 80 e de 90, sendo nesta última um fluxo de menor intensidade. No total, estima-se que saíram neste período do Chile cerca de um milhão de chilenos, os quais se dirigiram a diversos países do globo. Para a quantidade de chilenos residentes no Brasil, os censos demográficos do IBGE informam as seguintes cifras: 1,5 mil em 1960; 1,9 mil em 1970; 17,8 mil em 1980; 20,4 mil em 1991 e 17,1 mil em 2000. Obviamente, existem estimativas diferentes dessas oficiais, que informam números muito maiores por abarcarem também os “indocumentados” ou “ilegais”. Ainda assim, a partir dessas informações do IBGE pode-se notar que a quantidade de chilenos no Brasil em 1960 e 1970 era quase inexistente, não passando de 2 mil, número que deu um “salto” ainda nesta década de 70, chegando a 18 mil em 1980 e subindo para pouco mais de 20 mil em 1991, apresentando, por fim, uma pequena queda em 2000, indicando aí um possível retorno de chilenos ao seu país de origem. Tendo em vista que essas pessoas emigraram e imigraram principalmente nas três últimas décadas do século XX (1970, 1980 e 1990), optou-se por esta delimitação temporal da pesquisa, o que significa que todos os entrevistados emigraram/imigraram neste período.

  6. Delimitação espacial da pesquisa: localizada no interior do Estado de São Paulo, a cidade de Campinas foi selecionada para o desenvolvimento da pesquisa por motivos de ordem pessoal e técnica: cidade em que nasci e onde moro atualmente, é onde mantenho contato com vários imigrantes chilenos, elemento facilitador do trabalho. Campinas é também local de uma colônia significativa de chilenos no Brasil, pois residem aí cerca de três mil deles, contando ainda com uma associação de chilenos e dois grupos folclóricos. Dessa forma, embora existam chilenos residindo em diversas partes do Brasil, optou-se por entrevistar somente chilenos residentes na cidade de Campinas.

  7. Conceituação dos termos migratórios: inicialmente, optou-se pelo emprego dos termos “emigrantes/imigrantes” e “emigração/imigração” tendo em vista o duplo ponto de vista que abarca todos os movimentos migratórios, sendo esta conceituação baseada na leitura da obra do sociólogo Abdelmalek Sayad. Este autor explicou a relação dialética que une a emigração e a imigração como duas dimensões de um mesmo fenômeno, o fenômeno migratório, sendo o estudo da emigração e da imigração uma necessidade de ordem cronológica e epistemológica.

  8. Comunidade de destino, colônia e rede: são conceitos de história oral para definir o grupo gerador da pesquisa. A comunidade de destino é o resultado de uma experiência que qualifica um grupo, de maneira a configurar uma coletividade com base identitária. A colônia é uma parcela de pessoas de uma mesma comunidade de destino, cuja finalidade é tornar o estudo viável. A rede é uma subdivisão da colônia, a menor parcela de uma comunidade de destino, e deve ser sempre plural para o aproveitamento de diferentes argumentos. Nesta pesquisa, a comunidade de destino são os imigrantes chilenos no Brasil, a colônia são esses imigrantes que vivem na cidade de Campinas e as redes foram constituídas de acordo com a época que os entrevistados chegaram ao Brasil.

  9. Confecção do documento escrito: transcrição, textualização e transcriação são as etapas que constituem o processo pós-entrevista, através das quais confecciona-se os documentos desta pesquisa. Na transcrição é feita a passagem do oral para o escrito de tudo o que foi gravado. Na textualização, a transcrição é trabalhada, eliminando as perguntas do entrevistador, os sons e ruídos em favor de um texto mais claro. Na transcriação é feita uma espécie de “edição” da entrevista, arrumando-a e incorporando registros importantes para a mesma, como um choro ou riso. A entrevista final, finalizada a transcriação e após ser conferida e autorizada para uso pelo entrevistado, é considerada o documento da pesquisa, a partir do qual são feitas as análises e reflexões de todo o trabalho.

  10. Colaboração, Mediação e Devolução: o conceito de colaboração é importante na definição do relacionamento entre entrevistado e entrevistador, porque estabelece uma relação de compromisso entre ambas as partes. O conceito de mediação refere-se ao papel do entrevistador no processo de coleta das entrevistas, pois ele deve ser hábil e dar bom andamento ao projeto, colocando-se como mediador de todo o trabalho. O conceito de devolução diz respeito à devolução dos resultados da pesquisa, materializados na publicação à sociedade em geral e aos colaboradores em particular. A devolução também pode ser filosófica, no sentido de apontar possibilidades de políticas públicas importantes à comunidade geradora da pesquisa.

Foi a partir destes procedimentos, quase todos retirados de duas obras fundamentais para minha perspectiva de história oral – o Manual de História Oral de José Carlos Sebe Bom Meihy e o História Oral: Como Fazer, Como Pensar, também deste autor em parceria com a autora Fabíola Holanda – que a presente pesquisa pôde ser realizada. Como já mencionado anteriormente, tem-se no total oito histórias de vida de imigrantes chilenos residentes em Campinas e que emigram/imigraram entre as três últimas décadas do século XX. Pretende-se, ainda, fazer mais entrevistas com outros imigrantes e também com descendentes desses imigrantes, visando um debate geracional, o que deve ser feito muito em breve.

Também chamados de colaboradores, os entrevistados deste trabalho podem ser assim brevemente caracterizados: provenientes de diferentes cidades do Chile (Santiago, Linares, Concepción, Viña Del Mar, Talcahuano), têm em comum nas suas trajetórias o estabelecimento final na cidade de Campinas. Observando a data em que chegaram no Brasil, percebe-se que cinco deles chegaram na década de 70, dois na década de 80 e um na década de 90. Quase todos apresentam a mesma idade, exceto dois colaboradores mais jovens com 37 e 44 anos cada um, sendo todos imigrantes de 1ª geração, isto é, os empreendedores do processo migratório. Podem ser divididos em cinco homens e três mulheres e a maioria reside no Brasil há mais de 30 anos.

Além dessas informações que podem ser chamadas de factuais, por meio das histórias de vida desses imigrantes, outros temas, fundamentais para o entendimento do movimento migratório em questão, foram levantados: como era a vida dessas pessoas em seu país de origem, o que as levou a emigrar, o porquê da escolha do Brasil, como sentiram o processo migratório, quais as dificuldades enfrentadas, que escolhas e renúncias tiveram que fazer, qual a percepção que tinham do Brasil antes de chegarem aqui, qual a percepção que têm hoje do país de acolhimento e do país de origem, quais as formas de adaptação encontradas para viverem em um novo ambiente, que costumes mantiveram e ainda mantêm ao longo desses anos, como se identificam, como vivem atualmente, a questão do retorno e muitos outros.

Contribuindo para uma discussão historiográfica do assunto e apresentando um trabalho diferenciado dentro desta temática, uma vez que dentre os poucos trabalhos existentes no Brasil sobre a imigração chilena nenhum deles se baseou na metodologia de história oral de vida, a presente pesquisa deve ser considerada relevante e assim justificada. Abordando um assunto de grande interesse tanto para o Chile, país emissor, quanto para o Brasil, país receptor, tratando de questões que contemplam não somente a emigração/imigração chilena em si, mas também muitos outros movimentos migratórios recentes, memória e identidades, a pesquisa contribui, de modo geral, para as ciências humanas. Mas contribui, principalmente, para os sujeitos principais do trabalho, que são os emigrantes/imigrantes chilenos, que podem contar suas próprias percepções e pontos de vista do processo histórico do qual fazem parte.



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1 De acordo com levantamento bibliográfico que fiz, existem seis trabalhos acadêmicos sobre este assunto, sendo quatro dissertações e duas teses, e somente dois deles são inteiramente dedicados à imigração chilena no Brasil, os outros quatro trabalhos contemplam também outros movimentos imigratórios latino-americanos.

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