Histórico da catalogação e da elaboração de bibliografias



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USP – Escola de Comunicações e Artes

Departamento de Biblioteconomia e Documentação

Disciplina: Representação Descritiva

Professora: Cristina Dotta Ortega (crortega@usp.br)

2o semestre de 2006 6a feira

Histórico da catalogação e da elaboração de bibliografias

Antigüidade até Renascença, incluindo Idade Média:
Catálogos eram:

- inventários das coleções (“livro de tombo”)

- organizados em códices (forma de livro)
Lista do convento St. Martin, em Dover, Inglaterra, de 1389:

- talvez o primeiro catálogo considerado como tal

- continha o conteúdo de cada volume, além da análise das partes (entradas analíticas)
Catálogo de Amplonius Ratnick, de Berka, Alemanha, 1410-12:

- uso de remissivas (registros eram remetidos a outros)


Avanço decorrente da Bibliografia (inicialmente, tentativas de bibliografias universais; depois difusão das bibliografias comerciais):
final do século XV - Johann Tritheim – bibliógrafo e bibliotecário alemão

bibliografia em ordem cronológica, com índice alfabético de autor


metade do século XVI – Konrad Gesner - bibliógrafo e naturalista suíço

bibliografia em ordem de autor, com índice de assunto


século XVIIIluminismo

crenças do Ocidente:

- podemos conhecer e compreender completamente o nosso mundo

- podemos e devemos controlar e classificar o conhecimento: enciclopédias e catálogos de biblioteca


Encyclopedie (Diderot)

Encyclopedia Britannica


século XVIII:

muda o objetivo do catálogo: passa a ser desenvolvido para servir como um instrumento de busca

desenvolvimento da pesquisa científica e atividades de estudo: crescimento de bibliotecas na Europa

Revolução Francesa

bibliotecas dos nobres foram confiscadas e transformadas em bibliotecas de uso público

1791 - 1o. código de catalogação - simples, curto e prático

uso do catálogo em fichas

(uso de cartas de baralho, por falta de papel: ás e 2 para títulos mais longos)


final do século XIX:

início da Biblioteconomia como se conhece hoje (em termos de fundamentos)

primeiros teóricos da catalogação:

- Anthony Panizzi – 91 regras – British Museum – Inglaterra

- Charles Jewett – código da Smithsonian Institute – Estados Unidos

- Carl Dziatzko – Instruções Prussianas

- Charles Ami Cutter – Rules for a dictionary catalogue
(STROUT, R. F. – 1956 – tradução e resumo em Eliane Mey, Introdução à catalogação)
Novos rumos da catalogação – Alice Príncipe Barbosa – p. 30

problematização


“Assim, podemos dizer que a Catalogação, isto é, o processo técnico do qual resulta o catálogo, é a linguagem de descrição bibliográfica, que só poderá ser um bom instrumento de comunicação à medida que for normalizado.

Por sua vez, os catálogos serão mais úteis como instrumentos de comunicação, quando adotarem uma linguagem padronizada, isto é, um mesmo código de catalogação em âmbito internacional.



Entretanto, sendo o catálogo um meio e não um fim, o usuário ou o público a que se destina deve ter o privilégio de ser convenientemente por ele atendido, mesmo contrariando os preceitos aos quais estão ligados os catalogadores.”


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