Histórico do corpo de bombeiros no mundo e no brasil os primórdios



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HISTÓRICO DO CORPO DE BOMBEIROS NO MUNDO E NO BRASIL
OS PRIMÓRDIOS

- ORIGEM 27 A. CRISTO -

A origem dos Corpos de Bombeiros remonta à antiguidade. Uma das primeiras organizações de combate ao fogo de que se tem notícia foi criada na antiga Roma. Augusto, que se tornou Imperador em 27 A.C., formou um grupo de "vigiles". Esses "vigiles" patrulhavam as ruas para impedir incêndios e também para policiar à cidade. Sabe-se muito pouco a respeito do desenvolvimento das organizações de combate ao fogo na Europa até o grande incendio de Londres em, 1666. Esse incêndio destruiu grande parte da cidade e deixou milhares de pessoas desabrigadas. Antes do incêndio, Londres não dispunha de um sistema organizado de proteção contra o fogo. Apos o incêndio, as companhias de seguro da cidade começaram a formar brigadas particulares para proteger a propriedade de seus clientes.
Em 1732, violento incêndio de causa desconhecida, destruiu considerável parte do Mosteiro de São Bento que acabara de ser reconstruído.
Em 1788, em ofício datado de 12 de julho, o Vice-rei Luis de Vasconcelos, determinou que todos os cidadãos deveriam iluminar a frente de suas casas, a fim de evitar o atropelamento. O que deu motivo a essa providência foi o fato de que se o incêndio irrompia à noite, a confusão era total, por falta de iluminação pública.

O Arsenal de Marinha, que fora criado em 1763, pelo Conde da Cunha, foi a repartição escolhida para extinguir os incêndios na cidade tendo sido levado em conta a expeririência que tinham os homens do mar em apagar o fogo em suas embarcações. O Alvará Régio de 12 de agosto de 1797, título XII expressamente determinava ao Intendente do Arsenal: "e terão sempre prontas as bombas, e todos os mais instrumentos necessários para se acudir prontamente não só aos incêndios da cidade mas também aos do mar".


Data verdadeiramente desta época o início do serviço de extinção de incêndios realizados por um Órgão Público na cidade do Rio de Janeiro, isto é, em 12 de agosto de 1797.


O BRASIL IMPÉRIO

Sempre foram muito difíceis e limitados os recursos da população contra o fogo que se expandia rapidamente devido serem as construções ricas em madeiras. O sinal de incêndio era dado pelos sinais das Igrejas. Acorriam todos os aguadeiros com suas pipas, e também os populares, que faziam longas filas até o chafariz julgado mais próximo, transportando de mão em mão os baldes de água, ao mesmo tempo em que se improvisavam escadas de madeira para efetuar salvamentos, retirando os moradores, antes que eles se atirassem. E se o incêndio ocorria a noite aconfusão era total por falta de iluminação pública. Por isso o Vice-Rei Luís de Vasconcelos, em ofício à Câmara datado de 12 de julho de 1788, determinou que todos deveriam iluminar a frente de suas casas, a fim de evitar o "atropelamento". O pânico era tanto que este causava mais vítimas que o próprio fogo.




CRIAÇÃO E IMPLANTACÃO DO CORPO DE BOMBEIROS

Em julho de 1856, a exposição de motivos feita pelo Inspetor do Arsenal de Marinha das Cortes, o CMG Joaquím José Inácio, contida no Ofício de 26 de março de 1851,. apesar de decorridos mais de cinco anos, apresentava os primeiros sinais positivos. Os fatos narrados naquele documento provocaram do Ministério da Justiça a elaboração do Decreto Imperial nº 1.775, assinado por sua Majestade o Imperador Dom Pedro II e promulgada a 02 de julho de 1856. Este Decreto reuniu numa só Administração as diversas Seções que até então existiam para o Serviço de Extinção de Incêndios, nos Arsenais de Marinha e Guerra, Re-partição de Obras Públicas e Casa de Correção, sendo, assim, criado e organizado o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte sob a jurisdição do Ministerio da Justiça.

Com o Decreto nº 2.587, de 30 de abril de 1860, tornava-se definitivo o Corpo Provis6rio de Bombeiros da Corte, passando sua subordinação à jurisdição do. Ministério da Agricultura que na mesma data era criado, cujo primeiro titular e orzanizador foi o Almirante Joaquím José Inácio.
Aqui podemos afirmar, sem sombra de dúvida que a criação do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, decorreu do bom senso, pertinácia e tino administrativo de um extraordinário brasileiro, que, mais tarde, tornou-se, graças aos seus méritos, conhecido como Visconde de Inhaúma.


1865 - Nesse ano, recebeu o Corpo de Bombeiros a sua primeira Bomba-a-vapor, especialmente destinada aos incêndios à beira-mar, podendo ser embarcada para extinção de incêndios abordo e transportada por 20 (vinte) homens.
1870 - Em outubro, foi adotado o uso da corneta militar para os sinais do Corpo de Bombeiros em substituição ao apito até então em uso, iniciando-se ao mesmo tempo a tração das viaturas por muares.

1872 - A 20 de maio, foi recebida a segunda Bomba a vapor entregue pela Inspetoria de Obras Públicas;
1875 - Nessa época tinha o Corpo duas Bombas à vapor a 16 manuais, sendo que: seis eram de grande porte, exigindo de 16 a 20 homens para movê-las; 10 pequenas, podendo ser tocadas por seis homens.
1877 - Foi instalado o primeiro aparelho telefônico do Rio de Janeiro, ligando a loja "O Grande Mágico"-, de Antônio Ribeiro Chaves (que negociava no Beco do Desvio nº 86 - hoje rua do Ouvidor, com novidades mecânicas e aparelhos elétricos) e o Quartel do Corpo de Bombeiros.

Nesse mesmo ano fez-se experiência com uma das 24 caixas avisadores de incêndio que estavam sendo construídas na Repartição Central dos Telégrafos, para assentarem-se dentro do perímetro da cidade.


1879 - Somente em janeiro, dezenove anos depois de publicado o Regulamento do Corpo de Bombeiros (Decreto Imperial nº 2.587/1860) que já cogitava da instalação dessas Caixas, foi inaugurado o primeiro circuito,com 12 aparelhos colocados em pontos convenientes, no Centro Comercial da cidade.

Nesse mesmo ano, a Repartição dos Telégrafos acabava por organizar um sistema de linhas telefônicas para avisos de incêndios, no Rio, ligadas à Estação Central dos Bombeiros postos 1, 2 e 3) e Estações Policiais.


1880 - Durante este período, por Decreto n9 7.766, de 19 de julho, foram concedidas aos Oficiais do Corpo, graduações militares, com uso das respectivas insígnias. Ao Diretor Geral, foram dadas as honras de Tenente-Coronel, ao Ajudante, as de Major, aos Comandantes de Seções, as de Capitães e aos instrutores, as de Tenentes.

Até então, embora estivesse o Corpo de Bombeiros militarmente organizado e aquartelado, não podiam os seus oficiais nem mesmo no quartel, usar insígnias, e quando concorriam em serviço com outras autoridades militares e civis, eram tidos, como simples soldados, pois traziam a farda sem distintivo algum indicando o cargo que ocupavam.

É da publicação desse Decreto que data verdadeiramente a organização militar do, Corpo de Bombeiros. que pouco depois foi consolidada pelo Regulamento de 1881.

1881 - Por Decreto nº 8.837, de 17 de dezembro, foi aprovado o Regulamento que dava organização militar ao Corpo de Bombeiros, elevando seu estado efetivo a 300 homens e autorizando o governo a empregá-lo, em caso de guerra, como Corpo de Sapadores ou Pontoneiros,. ficando em tal emergência com a mesma organização de Batalhão de Engenheiros.




PERÍODO REPÚBLICANO

1894 Somente em 19 de janeiro desse ano, foi instalada a primeira enfermaria do Corpo, em uma parte do próprio nacional continuo ao quartel, ocupado, ainda, pelo Depósito Público. Os trabalhos de Adaptação necessários a dar-lhes as condições de asseio e higiene indispensáveis foram feitos por conta do cofre do Corpo.

1895 - Em 19 de junho desse ano, completando o importante melhoramento introduzido no ano anterior, qual seja a instalação da enfermaria, foi inaugurada a farmácia. Passaram assim os bombeiros a ter tratamento no quartel e os medicamentos para os oficiais, praças e suas famílias, aí fornecidos, aviando-se os receituários. Podemos afirmar que data desta epoca a criação do serviço médico social da Corporação.

1896 - Um ofício Ministerial datado de 30 de outubro, autorizava o Comandante do Corpo de Bombeiros a criar a Banda de Música desse Corpo.
Isso ocorreu na Presidência do Dr. Prudente de Moraes, sendo Ministro da Justiça o Dr. Alberto Torres e Comandante do Corpo o Coronel Euginio Rodrigues Jardim. ABanda teve por organizador e ensaiador inicial o artista de talento e inspirado c ompositor Anacleto de Medeiros.A primeira exibição da Banda se deu a 15 de novembro do mesmo ano, por ocasião da inauguração do novo Posto do Humaitá.


1908 - A 23 de maio, foi concluída a obra e inaugurada o majestoso prédio, verdadeiro símbolo arquitetônico, que é o Quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros.

Até nossos dias, este Quartel teve as seguintes de nominações:

-ESTAÇÃO CENTRAL DO CORPO PROVISÓRIO DOS BOMBEIROS DA CORTE.
-ESTAÇÃO CENTRAL DO IMPERIAL CORPO DE BOMBEIROS.
-QUARTEL CENTRAL DO CORPO DE BOMBEIROS DA CAPITAL FEDERAL.
-QUARTEL CENTRAL DO CORPO DE BOMBEIROS DO DISTRITO FEDERAL.
-QUARTEL CENTRAL MARECHAL SOUZA AGUIAR.
-QUARTEL DO COMANDO GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

Esta obra foi idealizada e projetada pelo Marechal Engenheíro Francísco Marcelino de Souza Aguíar, ex-Comandante da corporação.




O ADVENTO DO MOTOR A EXPLOSÃO


1913 - O Boletim do Comando do Corpo de Bombeiros da Capital, datado de 30 de maio de 1913, fez público a Ordem de Serviço nº 119:
"Devendo começar no dia 1º do mês próximo vindouro (junho) o serviço de socorro para incêndios com material automóvel, determino a observância das presentes instruções:

"O material da primeira prontidão será constituído dos seguintes escalões:



a – 1º Socorro (automóvel);

b – 2º Socorro (misto);

c - 3º - Reforço(automóvel).

Em de junho, uma nova era que se inicia no Corpo de Bombeiros, é a era da tração mecânica. "Dali em diante o galopar dos cavalos, seria gradativamente, substituído nas ruas da cidade, pelo ronco possante dos motores dos carros dos Bombeiros".



CORPO DE BOMBEIROS DO DISTRITO FEDERAL


1925 - Uma das mais belas façanhas realizadas pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, foi a extinção do pavoroso incêndio, ocorrido no mês de fevereiro do ano de 1925, na Ilha do Caju, onde graves prejuízos foram causados, não só em recursos materiais, como também muitos daqueles que, pelas circunstâncias, foram por ele atingidos.


1930 - Por determinação do Chefe do Governo Provisório que se instalou após a Revolução de 1930, assumiu o Comando do Corpo de Bombeiros, no dia 15 de dezembro, o Sr. Cel.
Aristarcho Pessoa Cavalcantí de Albuquerque.


1935 - Quando da revolução comunista de novembro, os bombeiros enfrentando os riscos das balas do inimigo, subversores da ordem e da paz, combateram entre outros incêndios o do antigo III Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha e o de Campo dos Afonsos, aviação militar; patrulharam ruas da cidade, deram guardas em edifícios públicos, bem como receberam e mantiveram presos rebeldes, além de atender no Hospital da Corporação diversos feridos.

1942 - Com a entrada do Brasil na segunda Guerra Mundial, esta Corporação colaborou com as Forças Armadas, treinando turmas especiais de bombeiros civís, voluntários em cursos especializados de defesa passiva, com exercícios, quer durante o dia, quer durante a noite.

1954 - Em 2 de abril, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Dr. Getúlio Vargas, assinou, referendado pelo Exmo. Sr. Ministro da Justiça e Negócios Interiores, Dr.Tancredo Neves, o Decreto nº 35.309, instituindo o "Dia do Bombeiro Brasileiro" e a "Semana de Prevenção Contra Incêndios".

"Verbis".........................................



"Art. 1º - Ficam instituídas, para serem comemoradas anualmente, no dia 2 de julho e na semana em que este dia estiver compreendido, respectivamente, o "Dia do Bombeiro" a "Sema na de Prevenção Contra Incêndios".


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