Histórico o início



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HISTÓRICO
O INÍCIO
O povoamento da região inicia-se pelos idos de 1675, a partir da bandeira paulista de Fernão Dias Paes à região. Com ele, veio seu genro Manoel de Borba Gato, que subiu o Rio das Velhas e desenvolveu o Arraial de Santo Antônio do Bom Retiro de Roça Grande. Em 17 de Julho de 1711, o Arraial da Barra do Sabará foi elevado à categoria de Villa Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará.

Em 1714, a Vila sediava a extensa Comarca do Rio das Velhas, abraçando um vasto território que ia até as margens do Rio São Francisco.

No dia 6 de Março de 1838, a Lei Provincial nº 93 concedia a Sabará foros de cidade, com cerca de trezentos quilômetros quadrados de área.

Entretanto, mais de 300 anos de história podem ser considerados, desde o início de sua povoação.





BANDEIRA DO MUNICÍPIO


O CICLO DO OURO

Zoroastro Vianna Passos, escritor sabarense, defendeu a tese de que muito antes da chegada de Manoel Borba Gato a Sabará, a região já era habitada por povoadores vindos pelo caminho da Bahia.







Antiga estrada de pedra no alto do Complexo Dois Irmãos (flanco esquerdo da chácara do Lessa). Único exemplo, perfeitamente conservado, do processo de pavimentação de estradas em Sabará no século XVIII.
Para isto, Zoroastro apresenta vários argumentos, entre eles o fato de que Borba Gato respeitou esses pioneiros, permanecendo nas proximidades de Roça Grande e evitando subir pelas margens do Rio Sabará, afluente do Rio das Velhas.

O bandeirante paulista passou à História como fundador do Arraial do Sabará, até porque foi ele quem enviou ao Governador da Capitania de São Paulo as primeiras notícias sobre a existência das minas do Sabarabuçu, localizadas no vale do Rio das Velhas.

O arraial desenvolveu-se rapidamente e, em 1711, era elevado à categoria de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará. Três anos após, em 1714, foi a Vila transformada em sede da extensa Comarca do Rio das Velhas, uma das quatro primeiras a serem criadas na Capitania das Gerais Sua área de jurisdição compreendia uma parte do território onde hoje se localizam mais de duas dezenas de municípios, inclusive o de Belo Horizonte.

Sabará foi um dos núcleos de mineração da Província que mais ouro encaminhou à Corôa Portuguesa. Seus rios e lavras eram riquíssimos do precioso mineral, e houve época em que os trabalhos de garimpagem ocupavam milhares de escravos.






Casa da Intendência, atual Museu do Ouro
Tão intensa tornou-se a mineração nessas paragens, que o Governo Português aqui fez instalar a Casa da Intendência, para cobrança do "quinto".

Fundido, dele se excluia a quinta parte, destinada à Coroa, sendo o restante devolvido ao minerador, em barras que levavam o cunho oficial. Só assim poderia o ouro ser negociado, incorrendo os transgressores em severas penas.

Paralelamente ao desenvolvimento da mineração, ocorria o desenvolvimento do núcleo em todos os sentidos, especialmente o comércio, que chegou a ser o melhor da região.

Era o apogeu!



GALERIAS DE MINAS, REMANESCENTES DA EXPLORAÇÃO DE OURO EM SABARÁ NOS SÉCULOS XVIII E XIX.



Chácara do Lessa






Arraial Velho






Marcas de ferramentas na parede de uma mina de ouro sabarense - Séc. XVIII




Documentário vivo da opulência de uma era febril são os magníficos Templos do Carmo, de Nossa Senhora da Conceição, de Nossa Senhora do Ó, bem como a Casa da Intendência, o Solar do Padre Correia e o Hospício da Terra Santa, verdadeiros palácios naquela época, assim como outras construções que o tempo fez desaparecer.

Destruíram-se várias dezenas de prédios, entre os quais destacam-se, pela importancia documentária, as Casas Nobres da Rua do Fogo, que pertenceram ao comendador Abreu Guimarães.

A vida de Sabará, como a de todas as cidades e como a vida dos indivíduos, passou por várias fases.

Sabará teve dias de esplendor, de honraria e de riqueza. Sucederam-se, todavia, dias de decadência e de regresso, dias alegres e dias sombrios.

Do grande centro comercial que chegara a ser, servido inclusive pelo porto fluvial do Rio das Velhas, já nos princípios do Século XX, restavam apenas as lembranças, do "ciclo do ouro"




Casa de pedra, próxima à Fazenda Piçarrão Ruínas do século XVIII
Os ingleses, já instalados no Antigo Arraial de Congonhas do Sabará, atual Nova Lima, buscavam ouro nas entranhas da terra, com toda uma equipagem mecânica que assombrava pela eficiência e desencantava os garimpeiros, ainda teimosos em revirar o leito dos rios, na busca desesperada do metal cada vez mais difícil.

A indústria de ourivesaria, insistia em resistir heroicamente à concorrência dos grandes centros, já iniciados no sistema das grandes produções a baixo custo, fruto de um aparelhamento racional mais condizente com a época.

Era o declínio!

Silencioso, mas sempre presente, o ferro aguardava a sua oportunidade, que haveria de chegar um dia.

Foi então que surgiram em Sabará Cristiano Guimarães, Amaro Lanari e seu cunhado Gil Guatimozim, para plantar, à sombra amiga e acolhedora da Igrejinha do Ó, a semente de pequena árvore, a que deram o nome de Companhia Siderúrgica Mineira.


CICLO DO FERRO

Era o começo de novo ciclo na vida de Sabará: "O Ciclo do Ferro".

Os descrentes olharam desconfiados, esquecidos de que a terra "em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo" , eles acharam que a planta não vingaria.

Mas vingou. Cresceu e transplantou-se a outras regiões, e a Companhia Siderúrgica Belgo Mineira dá nova vida, não apenas a Sabará, que foi seu berço, mas conduziu o seu progresso a toda uma vasta região do Estado de Minas.

Ao contrário do ciclo do ouro, o ciclo do ferro não terminou. Restabelecida a marcha do progresso, a cidade cresceu, as condições mudaram, os costumes são outros, mas Sabará, progredindo com o ciclo do ferro alcançou o "Ciclo do Turismo".



CICLO DO TURISMO

Com o turismo, Sabará entra no seu terceiro ciclo desenvolvimentista.

Embora já desenvolvido em outras áreas do País, só veio a ser implantado em Sabará a partir de 1968, com a criação do Departamento de Turismo.

É a chamada infra-estrutura, que vai aparecendo para alicerçar o desenvolvimento do terceiro ciclo na vida do velho sabarabuçu.

Sabará tem tudo para se firmar como grande atração turística, pelos aspectos cívicos e culturais, pela beleza leve e amena de suas paisagens e sua arquitetura barroca.

A História de Sabará, fartamente difundida, está ligada de modo íntimo à própria História Mineira. É importante destacar o nome de Zoroastro Vianna Passos dentre os escritores que se dedicaram ao assunto.

Sabarense nato, ele se entregou, com carinho enternecedor, ao trabalho de escrever sobre a terra tão querida, brotando de sua pena as páginas mais vibrantes das que já foram escritas sobre a Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabarabuçu!

Atualmente o turista encontra em Sabará, hotéis, pousadas, restaurantes, lachonetes, parques, clubes e várias opções de lojas e artesanatos.



SABARÁ EM 1900

Flagrante de Sabará em 1900. Na margem inferior da foto vê-se a antiga ponte de madeira sobre o Rio das Velhas, construída pelo pai de Santos Dumont. Note-se ainda a Igreja de Santa Rita, demolida na década de trinta: é a primeira à direita, a partir do centro da foto. Flagrante de Sabará em 1900. Na margem inferior da foto vê-se a antiga ponte de madeira sobre o Rio das Velhas, construída pelo pai de Santos Dumont. Note-se ainda a Igreja de Santa Rita, demolida na década de trinta: é a primeira à direita, a partir do centro da foto.



SABARÁ: A ORIGEM DO NOME

O nome Sabarabuçu é de origem indígena. Aceita-se, como um de seus significados, a tradução de "grande braço de pai", referindo-se ao Rio Sabará o "braço", afluente do Rio das Velhas "o pai".

O atual território de Sabará ficava na grande região do Sabarabuçu, conhecida desde o início da colonização do Brasil.

Outra versão é a de que o nome Sabará se origina da corruptela da expressão Itaberabussu, que quer dizer na linguagem indígena "pedra grande reluzente", numa alusão à Serra da Piedade que domina toda a região.



O BRASÃO DE SABARÁ

Criado pelo artista plástico Alfredo Machado, na década de sessenta, provavelmente para as festas de comemoração dos 250 anos de elevação de Sabará a Villa Real.



      • A coroa representa o Império Português.

      • Os cavalos, a nobresa.

      • O escudo, o sobrenome da família real.

O emblema do brasão era usado pela intendência para legalizar o ouro.

Hoje é o brasão oficial da Prefeitura de Sabará.


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