Hoje aqui estamos saudando os 130 anos de um periódico de nossa cidade, mas também de nosso Estado e do Brasil



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Encontro31.07.2016
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Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Srs. Deputados, Senhora Nina Rita Torres (Presidente do Jornal O Fluminense), Minhas Senhoras e Meus Senhores.
No dia 8 de maio, do ano que passou, completava o Jornal O Fluminense, 129 anos de vida, naquela data tomei a decisão de propôr a esta casa a realização desta Sessão Solene.
Hoje aqui estamos saudando os 130 anos de um periódico de nossa cidade, mas também de nosso Estado e do Brasil.
Só o fato de um jornal percorrer ininterruptamente esta existência, em um país de vida democrática tão frágil como o nosso, é prova maior de sua força e sua importância.

Vivíamos ainda o Império. Republicanos, abolicionistas e democratas com visão de futuro lutavam por um novo País, e na Rua São João nº 39 no Centro da Cidade de Nictheroy surgia ”O Fluminense”.


O Fluminense viveu a extinção da escravidão no Brasil, sua capa de 13 de maio de 1888 é histórica, com o texto da lei da Princesa Imperial Regente, a Princesa Isabel. O Fluminense viveu o surgimento da república, as crises seguidas do começo do século XX, a Primeira Guerra Mundial, a Chegada de Getúlio ao poder, o Estado Novo, a Ascensão do Nazismo, a Segunda Guerra Mundial, a Redemocratização do País com o fim da Guerra, a volta de Getúlio pela escolha do povo, a morte de Getúlio, o País do PSD, PTB e da UDN. Na véspera da morte de Getúlio em 15 de fevereiro de 1954 é o momento de consolidação deste grande jornal.
É neste momento que assume a sua Presidência o político, o advogado, o Jornalista Alberto Torres, que dá continuidade a trajetória deste secular Jornal. Defendendo o antigo estado do Rio de Janeiro e mostrando o Brasil e o Mundo a todos os Fluminenses, (aqui me refiro àqueles que nasciam no antigo Estado do Rio de Janeiro).
Se em 1958 o mundo conheceu o Brasil, através do futebol como disse o cineasta, O Fluminense era leitura obrigatória para os que viviam na antiga província. O Jornal viveu a modernidade de JK e da Bossa Nova, o período militar, a redemocratização, um novo quadro partidário e as mudanças no mundo contemporâneo.
O Fluminense não é mais somente um Jornal, é um grupo que tem rádios, um Jornal On-Line e parcerias no mundo da Tv, sua força é medida na respeitabilidade adquirida. Esta respeitabilidade tem haver com a firmeza de caráter desta figura ímpar, já por mim citada anteriormente, falo do Dr. Alberto Torres. Com Dr. Alberto a frente, o Jornal cresceu e se consolidou como o Grupo Fluminense de Comunicação. É histórico e está registrado o que escreveu Dr. Alberto quando assumiu a presidência do Jornal em 1954.
“Procuraremos manter a austeridade deste matutino, inalterável desde a sua fundação, sem que, todavia, nos abstenhamos de empenhar, sem transigências nem capitulações, as campanhas em defesa dos interesses do povo, possuídos da mais nobre das paixões, a de sustentação das aspirações coletivas, com a preocupação diurna de guardar as mais puras e caras tradições de nossa cidade e de nosso Estado, animados de que continuaremos a merecer a confiança do leitor, dos anunciantes, enfim, de todos os que nos distinguem com sua preferência”.
O Jornal se consolida e moderniza. Em 1971 um marco importante na história de O Fluminense. A nova sede na Rua Visconde de Itaboraí ao lado da Rodoviária de Niterói onde se mantém até hoje.
Se alguém quiser medir a importância política e cultural deste Jornal é só procurar nos seus arquivos, o registro de todos os homens públicos que visitam Niterói. A visita ao Jornal é obrigatória e muito especialmente o respeito à figura de Dr. Alberto Torres, de Nina e Alexandre.
Nosso Presidente Luiz Inácio Lula da Silva já esteve na sede do Jornal mais de uma vez. É o justo respeito conquistado com o trabalho cotidiano de uma grande equipe.
O Fluminense é responsável pela formação de dezenas, digo mesmo, de centenas de profissionais da comunicação em nosso País.
Em 1998 quando Dr. Alberto faleceu, ele já tinha definido sua sucessão e confiado a “filha” Nina Rita Torres e ao seu neto Alexandre Torres a direção do Jornal e do grupo Fluminense. E apesar da perda de uma liderança do porte de Dr. Alberto, o Jornal manteve o seu espaço e sua conduta.
Nina e Alexandre são hoje a expressão exata da continuidade e do avanço. O Jornal continua a ser o principal órgão impresso de comunicação do antigo Estado do Rio de janeiro, mais não há notícia de importância nacional ou internacional que não caiba em suas páginas. Os Classificados do “O Fluminense” são fundamentais nos negócios de nossa região, mas o principal testemunho que gostaria de dar, é como político e homem público de Niterói e do nosso Estado.
Tive sob minha responsabilidade durante quatro anos uma das mais espinhosas e delicadas área de gestão, a saúde.
Quero reafirmar a importância de um órgão de informação sério para um gestor: “nunca “O Fluminense” me faltou ou a secretaria de saúde quando da necessidade de informar e conscientizar a população de nossa Niterói”.
O Fluminense cumpre o seu papel social, de um Jornal, na crítica, na informação, na construção da cidadania. Por tudo isto e muito mais comemoramos este 130 anos. Em nosso País, digo mesmo em toda América Latina poucos Jornais comemoram tão expressiva data. Não fizemos a sessão no dia 8 de maio, pois regimentalmente não era possível, mas estamos hoje aqui, registrando nos anais da Câmara Federal a Existência deste Jornal que já atravessa três séculos diferentes. Do final do século 19, a primeira década do século 21 a imprensa brasileira registra essa bela trajetória, de Francisco Rodrigues de Miranda a Senhora Nina Rita Torres e Alexandre Torres.
Da Thipographia escrita com TH e PH ao Jornal On-Line, O Fluminense se faz presente.
Para mim Deputado de 1º mandato com ligações de história pessoal e política em Niterói e no Estado do Rio de Janeiro, é uma imensa honra poder ter sido o autor do pedido desta Sessão Solene.
130 anos de vida de um Jornal, não engrandece só a história do Jornal e daqueles que a construíram, engrandece a história de um País.
Nina e caro amigo Alexandre, não é possível escrever sobre a história da imprensa deste País sem falarmos no legado da família Torres, no legado de todos aqueles que construíram nos últimos 130 anos o Jornal “O Fluminense”.
Obrigado a todos os presentes, muito obrigado especialmente a Nina e Alexandre, Parabéns a vocês e a todos que diariamente trabalham no, O Fluminense, para nós outros fica o prazer da obrigação diária de uma leitura informativa e séria. Meu muito obrigado a todos.


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