Humberto Mariotti Dialéctica y Metapsíquica (1929)



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Humberto Mariotti


Dialética e Metapsíquica
Traduzido do Espanhol

Humberto Mariotti - Dialéctica y Metapsíquica

(1929)
Prefácio de

J. Herculano Pires



Eugène Bodin - Os Campos

Conteúdo resumido
Nesta obra o eminente filósofo argentino analisa – e refuta – as concepções do materilismo filosófico e seus conceitos equivocados sobre a filosofia espírita. O autor demonstra que, com base nos experimentos científicos e na argumentação filosófica, a doutrina espírita é a única força capaz de barrar a influência nefasta do materialismo desolador sobre a mente humana.

O objetivo final deste trabalho, conforme as palavras de Mariotti, é “mostrar que o homem é uma entidade espiritual, eterna e indestrutível, chamada a grandes progressos espirituais e cósmicos, mediante a fecunda lei dos renascimentos”.

Com suas palavras, o autor nos convida à meditação e ao estudo, para sermos capazes de fazer com que o Espiritismo cumpra a sua principal missão, que é oferecer ao mundo a solução espiritual do problema social e, conforme as palavras do filósofo Herculano Pires, “elevar a Terra na escala dos mundos, transferindo-a da categoria expiatória para a de Mundo Regenerador”.
Sumário


Apresentação 4

Espiritismo dialético

(Prefácio – por J. Herculano Pires) 6

Advertência


(da edição original) 33

Advertência


(à edição brasileira) 35

I

A ciência espírita não é seita,


nem religião ou filosofia ingênua 38

II

Iniciação à ciência espírita 48



III

A ciência espírita não monopolizou


os fatos de psicologia supranormal 54

IV

O supranormal não é infinitesimal


na vida psíquica da humanidade 60

V

Os fatos metapsíquicos


e a tese da ciência espírita 67

VI

O futuro da Metapsíquica 90



VII

Caracteres da filosofia espírita 100

Resumo 109




Apresentação


O filósofo portenho Humberto Mariotti (1905-1982) é hoje, reconhecidamente, um dos maiores pensadores espíritas que a América Latina nos legou. Poeta, ensaísta, orador e ativista, Mariotti produziu uma obra ainda pouco divulgada no Brasil. Alguns livros seus foram aqui lançados. Parapsicologia e Materialismo Histórico, seu principal trabalho, é o mais conhecido.

Raros foram os pensadores que conseguiram confrontar com maestria o pensamento social espírita e o marxismo. Mariotti foi um deles. Sem descartar a contribuição da filosofia marxista para a cultura, ele nos oferece correlações e intersecções filosóficas que poucos autores tiveram coragem de fazê-lo. Seguindo as pegadas do pensador também argentino Manuel S. Porteiro (1881-1936), Mariotti aborda a dialética sob a ótica espírita, utilizando-se das investigações e experimentações da metapsíquica, disciplina científica antecessora da parapsicologia. Ele analisa o marxismo de modo implacável sob a ótica da filosofia espírita. O resultado é uma obra saborosa, interessante e polêmica.

Este livro, segundo as próprias palavras de Mariotti, “é um retorno ao pensamento espiritualista. E o único propósito que o move é o de mostrar que o homem é uma entidade espiritual, eterna e indestrutível, chamada a grandes progressos espirituais e cósmicos, mediante a fecunda lei dos renascimentos”.

Já vai mais de meio século que essa obra foi escrita. O marxismo perdeu o potencial ideológico dos tempos da Cortina de Ferro, do macartismo, da Guerra Fria. O contexto é outro, mas as idéias expostas por Mariotti permanecem atuais e vale a pena serem conferidas pelos estudiosos interessados e engajados na construção de um pensamento social e de uma práxis plenamente integrada aos princípios espíritas/humanistas e aos anseios da realidade atual.

A presente obra, que o Pense reedita em formato digital, foi escrita em 1940. Teve uma edição brasileira, há muito tempo esgotada, com tradução de Júlio Abreu Filho e prefácio de J. Herculano Pires, em 1950, pela saudosa editora Édipo.

Com esta iniciativa do Pense, esta obra magistral está agora acessível a todos aqueles que quiserem conhecer a profundidade filosófica da escrita de Humberto Mariotti.



PENSE – Pensamento Social Espírita

Espiritismo dialético

(Prefácio – por J. Herculano Pires)

Introdução


A história do conhecimento é uma seqüência de erros, equívocos e frustrações. Este o motivo pelo qual Sócrates costumava explicar: “Só sei que nada sei, e que a filosofia começa quando começamos a duvidar.” Outra coisa não tem feito o homem, desde as cavernas da era pré-lacustre, do que errar para aprender. A história da civilização não é, portanto, somente a da luta de classes, segundo o materialismo dialético, mas a própria história do erro. Como, entretanto, do erro, do equívoco, da frustração, nasceram sempre e em todos os tempos o conhecimento e a sabedoria, mais uma vez se comprova, no terreno do pensamento, o processo dialético da natureza, que do pântano arranca os lírios, da larva a borboleta, do pecador o santo, do caos da sociedade capitalista os contornos do socialismo.

Quando Demócrito firmou o princípio atômico da constituição do mundo, cometeu toda uma série de erros, atribuindo à suposta partícula indivisível a diversidade de peso no vácuo, e dotando-a de ganchos para a composição da matéria. Não obstante, havia descoberto, mais de trezentos anos antes de Cristo, o segredo da constituição do mundo, que a física experimental só encontraria vinte e quatro séculos depois.

Ao formular a base dialética da sua filosofia, Hegel unificou o “ser” e o “pensar” de Kant, mas caiu no equívoco da “idéia universal”, espécie de encarnação filosófica do caprichoso deus antropomórfico das religiões. Feuerbach teve a coragem de fazer a filosofia descer do empíreo hegeliano à terra, para ligá-la às ciências naturais, mas caiu na frustração da “antropologia”, novamente separando o “ser” do “pensar” e transformando este último numa simples função da matéria. Não obstante, apoiados na dialética de Hegel e no materialismo de Feuerbach, Marx e Engels criaram o materialismo dialético, dando novo impulso ao pensamento filosófico, abrindo novas possibilidades à investigação dos processos históricos e sociais, oferecendo base científica às aspirações do socialismo empírico.

Foram os gênios transformadores do século XIX, tornando-se credores de todos os que – e são a humanidade – desfrutam hoje da possibilidade de uma caminhada mais rápida nos rumos da civilização socialista. Stanley Jones, o grande missionário protestante, conhecido como “o cavaleiro do Reino de Deus”, observa, em Cristo e o Comunismo, que Marx impulsiona a história, limpando o templo da praga dos vendilhões, à semelhança do chicote do rabino, que ainda hoje espanta os cristãos comodistas.

Entretanto, a filosofia que Marx e Engels ofereceram ao mundo, como a mais alta expressão do conhecimento, não passa de uma forma híbrida, que se travestiu de síntese. A tese de Hegel e a antítese de Feuerbach não se conjugam na moderna escolástica do materialismo dialético, pois ali estão, sem dúvida, forçadas pela violência gráfica, duas palavras contraditórias e irredutíveis, que não encontram caminho para o desenvolvimento da síntese. O materialismo é a porta fechada, diante da qual se interrompe, abruptamente, o processo dialético de Hegel.

Marx condenou a “incapacidade burguesa” de Proudhon para compreender a lei fundamental da dialética hegeliana, a “unidade dos contrários”, e chamou-o de falsificador, por ter feito a escolha indébita de um dos contrários, a propriedade “boa”, rejeitando dessa maneira a própria dialética. Mas, em compensação – rejubile-se o Espírito de Proudhon! –, ele e Engels não fizeram outra coisa. A luta dos contrários foi simplesmente frustrada na elaboração da dialética moderna, que se formou pela mesma e indébita escolha de um dos contrários. O materialismo dialético considerou “mau” o princípio espiritual, escolhendo como “bom” apenas o material. Por isso mesmo, não obstante a enorme contribuição que trouxe à marcha do conhecimento, não é mais do que uma tentativa de síntese.



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