Hunters 6 rafe y "The Bitter Suite" sheila



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Rafe y Sheila Shiloh Walker



hunters 6

rafe y "The Bitter Suite" sheila

Resumo

Sheila se foi. Deixou-o. Ela adora trabalhar com o sexy Caçador. Viver com ele, amá-lo desenfrenadamente. Mas ele sozinho quer acontecer um bom momento na cama. E esse momento já passou. Ela quer mais, necessita mais. Quando Rafe lhe diz que tudo o que pode lhe oferecer é só sexo, ela parte.

Rafe não pode acreditar que ela se foi. Maldição, como pôde deixá-lo. A busca por toda parte, atirando a cautela ao vento, começa a rastreá-la para trazê-la a sua casa. Mas quando a encontra, ela está… nos braços de outro. Raiva e ciúmes o curvam.

Um inimigo dos Caçadores decidiu instalar-se na terra que pertence ao Rafe. As coisas não são singelas, Dominc, o amante da Sheila; uma pequena vampira com mais anos que Rafe; Robbie, um mago alto e arrumado, um homem com a mente de um menino, serão parte de seu próprio Enclave. Eles defenderão esta terra do mal que está morando nela. Rafe os guiará através do horror até poder levar a sua mulher a casa. Rafe necessita ajuda. Kelsey? Malachi? Eli? Leandra? Lori?

É tempo de um novo amo se instalar no Menphis.

É tempo de que Rafe e Sheila solucionem seus problemas.


Prefacio

 

Sheila olhou para cima da mesa onde ela ajudava a Erika com sua tarefa, olhando como Rafe se aproximava da casa. Não lhe podia ver ainda, mas lhe sentia. Ele estava perto.



Seu corpo sempre parecia gritar de agonia quando ele partia – e se alegrava quando ele retornava. Agora mesmo, estava clamando por ele e isso era tão patético.

Distraídamente, ela escutou como Erika se abria caminho através dos problemas da álgebra avançada. Dentro de seu peito, seu coração tinha cobrado velocidade, golpeando a mais de quarenta pulsações por minuto. Sua pele se sentia ardente, tirante e sentia uma dor ardorosa em seu interior.

Quando ele passou através da porta em silêncio, lhe sorriu.

Mas seu coração se rompeu um pouco mais quando ele a ignorou, canalizando sua atenção na Erika, quando se balançou em uma cadeira e se sentou sobre ela escarranchado, colocando-se ao lado da princesa da casa. Sheila permaneceu quieta durante os largos momentos nos que falaram. Sentia-se frágil, ofendida por estar aí, para receber outro desprezo por parte dele, e temeu que se se movia muito rápido, pudesse cair destroçada a seus pés.

Ele se levantou alguns minutos mais tarde, com seu grosso cabelo, ondeante e negro caindo sobre seus escuros olhos italianos, e sua cútis azeitonada resplandecente. Tinha caçado e comido antes de retornar a casa. Podia cheirar o aroma de outra pessoa sobre ele quando se moveu ao passar.

Seu olhar persistiu sobre sua cara quando lhe dirigiu uma brusca inclinação de cabeça antes de que deixasse a cozinha.

Lágrimas queimaram seus olhos enquanto os baixava, tratando de concentrar-se no livro que estava em frente dela.

Erika sussurrou brandamente —lhe gosta.

Deslizando para a garota um olhar, ela manteve à força um sorriso e disse —É obvio que o faz.

Erika pôs seus olhos em branco antes de queixasse — Digo que gosta de outra maneira. A forma que você gosta dele. E não somente gosta.

Sheila envolveu um braço ao redor dos ombros da Erika e a apertou carinhosamente. —Temos que nos pôr ao dia… se queremos ver a televisão— disse ela, trocando de tema e fazendo que os assombrosos e perceptivos olhos da menina se dirigissem de retorno a seu trabalho escolar.

 
Rafe olhou carrancudo como Sheila saía da casa, com a cabeça baixa, e um caminhar mais pausado. Ela levava posta roupa escura e ajustada, justamente a que utilizava como Jaqueta, e ele não pôde tirar seus olhos da forma em que se estiravam suas calças em seu magnifico e arredondado traseiro.

Tinha-a sentido saudades.

Foi-se três semanas do Excelsior, e tudo no que podia pensar era nela.

Tinha-a detectado no momento que ele tinha dado um passo nas terras do Eli e seu sangue tinha parecido esquentar-se dentro de suas veias. A fome tinha pulsado em seu verga, em sua cabeça, esticando seus mústraseiros. Ao vê-la, ele não tinha querido outra coisa que fincar-se de joelhos diante dela e envolver seus braços a seu redor, enterrando a cara entre seus plenos e arredondados peitos.

O para débil.



E isso o odiava.

Assim tinha feito caso omisso do o que queria, sem fazer caso do sorriso inseguro de seus olhos, mantendo a atenção enfocada na Erika, fazendo caso omisso da dor que sentia vir dela.

Ela sabia as conseqüências, maldita seja. Depois de dirigir a Erika um leve sorriso, sotaque a cozinha, franzindo mais ainda seu cenho agora que estava fora de sua vista.

Agora, um dia mais tarde, não podia deixar de desejar seu ardente sabor. Sheila não tinha estado hoje em suas habitações e não tinha nem idéia onde tinha dormido. E se negava a ir procurar.

Pouco depois do pôr-do-sol, ela retornou, tinha-lhe oculto seus olhos. Sua larga saia rosa fluía ao longo de toda a longitude de suas coxas, e seu belo suéter um pouco mais escuro que a saia, davam a sua cútis uma cor cremosa. Rafe a observou da grande habitação onde os Caçadores do enclave do Eli se reuniram esta noite. Vigiou cada passo que ela deu até ficar no centro e cair no sofá, entre o Mike e Jonathan. Lori estava sentada no regaço do Jonathan, ocupando mais o espaço da habitação, fazendo que Sheila se tivesse que sentar mais perto do Mike do que Rafe podia suportar. Candorosamente, ela fez caso omisso de quão olhadas ele a dava, ficando com o olhar fixo no Eli, com olhos atentos e enfocados.

Isso lhe estava destroçando. Profundamente.

Os escuros olhos cinzas do Mike se deslizaram para o Rafe quando Sheila se sentou ali. Rafe lhe olhou carrancudo, evitando com força o olhar do Inerente, sabendo que sua cólera estava nua para tudo o que lhe olhasse.

Quando a reunião chegou a seu final, ela saiu, pois essa era sua noite de patrulha, com seus ombros cansados e o olhar para o chão. Maldita seja. A Belle sulina se via quase tão feliz como ele se sentia.

Em suas mãos, ele sujeitava uma pequena espada, polindo sua superfície quando em realidade não o necessitava. A folha resplandecia na tênue luz, refletindo sua cara quando pôde apartar seus olhos da forma da Sheila, obrigou-se a olhar à espada enquanto movia o tecido de acima a baixo.

Mas logo que tinha passado um momento antes de que ele levantasse seu olhar outra vez, procurando a Sheila. Ela estava fora de sua vista.

Foi-se a Caçar.

Afastando-se dele

A fome, a dor, a culpabilidade, a necessidade, todos estes sentimentos correram juntos e envolveram em um apertado punho, seu coração. Apartando a espada a um lado, retirou-se da janela para subir para o outro piso.

Ela . Ele o tinha advertido de um princípio, que ele não era homem para ter uma relação. Não era que ela alguma vez o tivesse pedido. Mas tinha visto a decepção em seus olhos cada vez que ele dava marcha atrás. Sheila queria mais. Transar, é para o que ela parecia. E ele não podia dar-lhe

Mas se voltaria louco se a deixava ir.

Observá-la esquentava algo dentro dele, algo que pensava que tinha morrido para muito tempo. Qualquer homem que a olhasse, buscaria-se a morte.

Caminhando com passos majestosos para as habitações dela, abstraído em seus pensamentos, deixou-se cair em sua cama e fechou os olhos. Seu perfume estava em todo o lugar – seu toque em todas partes. Lhe envolvendo, deixando que aliviasse sua profunda dor, enquanto esperava.

 

Sheila abruptamente ficou parada uma vez que entrou pela porta.



Rafe estava deitado na cama, suas pernas largas e mustraseirosas estendidas em uma postura sensual, o suave dourado de sua pele brilhava sobre o edredom branco. Levava postos uns jeans. Só os jeans.

Seu coração salto até sua garganta, dançando nervosa quando abriu seus olhos.

Uma ligeira pelugem de cabelo nascia no centro de seu peito para logo baixar, espessando-se em uma linha mais escura até que esta desaparecia sob o cinto de suas calças jeans. Na débil luz, ele cravou seus olhos entrecerrados nela, curvando sua boca simplesmente na mais leve dos sorrisos.

Seus abdominais se esticaram quando ele lentamente se sentou, seus escuros olhos, quase acesos pela fome.

Sua própria fome pulsava em seu ventre, pulsando quente. O impulso de saltar sobre ele e lhe beijar aumentou, mas o deixou a um lado.

Dois dias. Ele tinha retornado por volta de dois dias, e não tinha tido nenhuma palavra para ela. Mas agora, estava ali em sua habitação, esperando-a, e sabia, maldita seja, o por que. Não era para falar com ela, para abraçá-la ou lhe dizer quanto a tinha sentido falta de.

Simplesmente queria transar. Seu verga era uma protuberância sob o robusto tecido de seu jeans e até podia escutar os suaves batimentos do coração de seu coração no momento em que cravou os olhos nela.

Nada mais. Amava-lhe, com cada fibra de seu ser, e ela não era nada mais que uma forma para que ele saciasse sua fome.

Sheila não faria isto outra vez. Ele a ignorava, salvo quando queria transar. E já não podia suportá-lo mais.

— Vá, Rafe— disse ela quedamente, afastando-se da cama, sentando-se na cadeira diante de sua cômoda, seus dedos foram à borracha que mantinha sujeita suas duas tranças.

— Uma noite dura, Belle?

Sua voz, como sempre, fez-a tremer. Lhe dirigindo um olhar vazio, ela levantou um ombro e disse: — Não. A noite esteve muito bem. Vá.

Pelo espelho, ela pôde ver como ele se levantava. Que os vampiros não se refletissem era uma mentira. Todos o faziam. E o dele se movia aproximando-se dela. Suas mãos desapareceram quando ele as levou a grosa borracha das tranças entre suas mãos, lentamente as desfez, penteando seus ondulantes cabelos, tomou bastante tempo em fazê-lo, alisando-os para baixo por adiante seus ombros e para trás, acariciando-os quando estes se derramaram em cima de seus peitos.

Quando suas mãos passaram roçando seus mamilos, Sheila refreou o gemido que se elevou de sua garganta. Atirando de suas mãos, ela ficou de pé e se afastou, caminhando até chegar ao armário e ajoelhando-se para tirar-se suas botas. — Quantas vezes tenho que te dizer que vá, Rafe? —Perguntou ela em voz baixa.

Durante um comprido momento, ele permaneceu calado, e quando ela levantou sua cabeça para lhe olhar, um arrepiou desceu por sua coluna vertebral ante o olhar concentrado, faminta de seus olhos. — Pensa me tirar patadas, Belle? — Perguntou ele bruscamente.

— Não te quero aqui—. Sua voz vibrou quando ela disse isto, mas não era nada mais que a verdade.

Seu coração se estava rachando. Esteve-se desfazendo em pedaços mais pequenos cada vez que ele a penteava, cada vez que ele se levantava da cama depois de transar e recusava ficar, cada vez que se negava a abraçá-la quando o sol se levantava no céu. Já não podia agüentar mais.

— Exatamente o que me estas dizendo, Sheila?

Tragando, olhou para cima da posição agachada em que se encontrava e disse quedamente

—acabou, Rafe. Segue me dizendo que só me pode dar sexo. Pois bem, não o quero mais. Não se nunca consigo algo mais de ti. Agora vá.

Um olhar frio se criou em seus olhos e se agachou para chegar onde estava ela, ajoelhando-se em frente. Quando sua mão cavou a parte traseira de seu pescoço, Sheila se preparou psicologicamente, vendo a fúria nua em seus olhos, a incredulidade…Por um instante, pensou ela, tinha visto um fulgor de dor. Mas este era Rafe. Não lhe importava um nada o que fora dela, nada mais lá do sexo.

— Esperas que eu acredite que já não me quer mais?— Perguntou ele, atraindo-a mais perto enquanto falava. — Que não quer isto?

Sheila apertou com força sua mandíbula quando ele se inclinou para posar sua boca na dela, sua língua, essa língua tão pecaminosamente quente, procurando a entrada entre seus lábios fechados. Sua mão subiu quando ela se recusou a lhe deixar passo, cavando sua mandíbula, pressionando para baixo até que sua boca se abriu a contra gosto.

Como ele empurrou sua língua dentro de sua boca, lhe mordeu, tratando de manter as distâncias.

— Maldição, Rafe, detenha!— Disse ela com voz áspera, arqueando seu pescoço e afastando-se dele.

— Deseja-me, Sheila. Sabe que é verdade, posso cheirar a nata em seu sexo, o fogo em seu sangue. Deseja-me e pensa que pode me deixar a um lado? — Grunhiu ele.

Ela plantou suas mãos contra seu peito, apartando o de um empurrão com todas suas forças, mas ele não se moveu. Era cem anos maior que ela, Rafe era um vampiro dominante, e não havia forma de que ela o movesse, se ele não queria fazê-lo.

—Isto Detén, Rafe — gemeu ela. O calor crepitava em suas veias. Ele não tinha mentido. Desejava-o. Lanças de prazer impregnaram seu coño quando se apertou furiosamente contra ela e seu corpo desejou seu toque.

Mas tinha tomado uma decisão. Maldita seja, isto se acabava. Com um pequeno grito de fúria, ela se estirou para alcançar e atirar bruscamente de seu cabelo, fortemente, e quando suas mãos afrouxaram a sujeição, afastou-se dele, ficando de pé e cruzando a habitação enquanto ele se levanta e a olhava furioso.

— Mas o que passa, Sheila? Tem vontades de jogar em plano selvagem? — Ele arrastou estas palavras.

Cruzando-se de braços sobre seu peito, abraçando-se. Ela negou com a cabeça, cravando seus olhos nele ao mesmo tempo que lágrimas começaram a fluir de seus olhos.

— Quero que vá, Rafe — murmurou ela espesamente. Piscando para que caíssem as lágrimas de suas pestanas, lhe fulminando com o olhar quando lhe viu ainda ali, contemplando-a. — Vá!

 
Rafe sabia que era um imbecil. Mas não podia evitá-lo. Maldita seja, mas ela não podia lhe fazer isso. Cruzou a habitação até ela, pondo-a contra a esquina de uma parede, plantando suas mãos a cada lado de seu corpo se por acaso ela tentava escapulir-se. Agachando a cabeça, ele passo seus dentes ao longo de seu pescoço, apanhando suas mãos e as afiançar a cada lado de sua cabeça quando ela tentou lhe apartar a trancos.

—Te acalme, Belle — lhe sussurrou. — Sinto-o…sei que sou um imbecil. Mas é que te desejo muito. E o odeio. Não me tire de seu lado.

Seu coração se apertou com força em seu peito quando ela girou sua cara a um lado e ele posso ver como uma lágrima caía por sua bochecha.

—Rafe, só me deixe, por favor.

Cobrindo sua tremente boca com a dele, disse-se que tinha que deter-se. Ele não podia ser o causador dessa dor em seus olhos. Agora tudo o que queria era beijá-la.

Ele esmagou seu corpo contra o seu, passando seus braços ao redor dela quando levou suas bonecas detrás, pensionándolas em suas costas. Ele balançou sua membro contra a brandura de seu ventre, aspirando o suave perfume de seu corpo.

—Só me deixe…— murmurou.

Sheila murmurou outra vez — Rafe, não o faça. Por favor lhe peço isso, me deixe.

Um vento frio atravessou a habitação, e a compreensão de algo mais, fez tremer sua coluna vertebral quando a sinceridade de suas palavras finalmente chegou ao centro de seu coração. Quando levantou sua cabeça, foi consciente de uns olhos sobre ele. Ficou olhando-a, deu-se conta de que não lhe aceitaria. E se tomava agora, seria uma violação.

—Deixa-a sozinha, Rafe — disse brandamente uma voz, fracamente mas com uma clara indicação.

—Eli, isto não é de sua incumbência— disse ele, lentamente começou a soltar a Sheila, sentindo uma ardorosa vergonha em seu estômago quando coincidiu com o olhar de seu amo, antes de caminhar devagar para trás afastando-se da Sheila...

—Pois bem, desgraçadamente, aí é onde você te equivoca— respondeu Eli antagônico, com voz fria. — Esta é minha terra, meu território. Sheila é uma mais de minha gente e cuidá-la é definitivamente de minha incumbência.

Rafe observou como Sheila se deslizava até o chão, suas bochechas rosadas brilhavam pela vergonha, as lágrimas baixavam constantes por sua cara. Ele se deu a volta e fulminou com o olhar ao Eli.

— Eu não lhe faria mal— grunhiu.

Detrás do Eli, o homem lobo Jonathan estava parado, sua cara estava sombria, seus olhos jogavam faíscas. A fúria fluía completamente do Jonathan em ondas e repentinamente, Rafe se deu conta do perto que tinha estado de fazer justamente isso.

O… perto que tinha estado de tomá-la, tanto se queria ela como se não.

Fechando seus olhos, obrigou-se a respirar profundamente, tentando aquietar a fome de seu interior. Finalmente seus olhos se abriram e os cravou no Eli com uma expressão ilegível.

— Não a teria machucado, Eli— disse ele quedamente.

Pela extremidade do olho, observou como Sheila se sobressaltava por suas palavras e sentiu como seu estômago lhe revolvia.

Eli guardou silêncio.

Foi Jonathan o que falou com final e de forma contundente e zangada.

— Rafe, já a machucaste. É que não pode ver isso?

Levantando sua cabeça, contemplou-os aos dois. Lentamente, deu-se a volta, para olhar a Sheila, para ver lágrimas brilhando em seus olhos, e para observar como sua boca tremia em um intento de não chorar.

Logo, com uma dura maldição, foi.



CAPITULO UM

Seis meses mais tarde
Rafe não foi capaz de encontrar a Sheila durante três dias. Não é que ele tivesse estado procurando-a.

Mas quando o doce aroma de plumeria começou a desvanecer-se no enclave do Eli, soube que algo passava.

Durante os seis meses passados, tinha-a deixado em paz. Compreendendo o perto que estava do impensável, tinha encontrado o modo de afastar-se dela, lhe dando a distância que sem dúvida queria. Não poder vê-la ou tocá-la o estava carcomendo, voltando-o lentamente louco.

Entretanto, quando compreendeu que ela se foi, realmente ido, quebrou-se. Uma fúria insana palpitou por suas veias enquanto destroçava a casa procurando-a, lhe grunhindo a cada um suas demandas, só para ser ignorado.

Espreitar nos quartos do Professor com o inferno nos olhos provavelmente não era o melhor modo de começar o dia…mas uma vez mais, durante os últimos tempos e por alguma estranha razão, Rafe parecia em constante luta. Isso tinha piorado desde aquela noite em que quase tinha violado a Sheila, e agora era impossível de controlar.

— Onde está a pequena belle sulina?— Exigiu ele, jogando-se sobre o comprido canapé de couro.

Eli lhe jogou uma olhada desde seu escritório bem a tempo para ver o couro moldar-se sob a larga e flexível forma do vampiro. E viu fogo no olhar do Rafe. Não pôde evitar que um sorriso enchesse seus olhos, mas sem permitir-se que chegasse a seus lábios.

—Ela se partiu por um tempo, — disse, apoiando-se para trás e dobrando suas mãos sobre seu ventre. —Sheila esteve muito infeliz, —disse-lhe depois de um momento. —Solicitou permissão para ir, mas decidimos que umas férias poderiam ser satisfatórias.

— Ir-se?— Rafe grunhiu.

—Sim. Com um novo Professor, ela pensava que uma nova casa, solucionaria o problema com o que estava tratando. —Nada o solucionaria, Eli sabia, não antes de que Rafe deixasse de ser um maldito obstinado, mas a distância poderia ajudar a Sheila a curar-se um pouco.

E só assim poderia forçar a mão do Rafe, fazendo-o fazer o que deveria ter feito fazia meses: confessar que estava apaixonado por ela.

— Que problema?— Rafe exigiu, ficando de pé. —Ela caça uma vez por semana, acompanha a Erika a fazer as compras, e é sua babá. E cozinha. COZINHA!!!, Gritou em voz alta. Que maldito problema há?

Seu cabelo negro caiu sobre seus olhos e o empurrou para trás enquanto começava a mover-se, resmungando e jurando sob seu fôlego.

Eli ouviu cada palavra.

—Acredito que ela está sozinha. Sugeri-lhe que vá e encontre um homem e se o… folle de seis maneiras diferentes cada domingo. Bem, essa foi uma frase do Sarel. Mas adequada, acredito… — disse Eli, como afirmando e recordando-se que Rafe era um amigo, e que sua morte não ajudaria ao problema da Sheila ou ao Rafe.

É obvio, quando Rafe saltou sobre o escritório e o arrancou de sua cadeira com velocidade alarmante, Eli teve que confessar-se que realmente poderia ter em suas mãos algo mais de luta do que antes tinha pensado. Mas não tinha estado planejando brigar absolutamente. Estrangulando seu instinto de luta, lançou ao Rafe um olhar inocente e forçou um bramido falso, — Qual é seu maldito problema?

— O que lhe disse… o que?— Rafe exigiu em um sussurro mortal.

—Que transe, ela é um encanto, uma jovem e amorosa mulher. E está sozinha. Você não a quer mais, mas ninguém aqui lhe dará uma maldita olhada por medo a te insultar. Ela necessita a um homem, então lhe disse que se fora e encontrasse um, — disse Eli, alcançando e empurrando ao Rafe para trás.

Rafe saiu voando, mas se levou uma parte do colete de seda do Eli com ele. Jogando uma olhada para baixo, Eli franziu o cenho.

—Agora, isto não tem nome. Sarel me comprou isso, —enquanto se tirava os farrapos e os punha longe sustentando-os. —Nem sequer as mãos talentosas da Sheila poderiam arrumá-lo. Disse-lhe enquanto o sustentava com as mãos. .

— Disse-lhe que encontrasse um homem?— Rafe repetiu, suas presas se sobressaíam por diante de seu lábio superior, seus olhos negros brilhavam vermelhos de raiva. Enquanto levantava a cabeça.

—Realmente não deveria ser um problema para ti…mas parece que o é. Por que é isso?

Rafe ficou completamente duro enquanto fulminava com o olhar ao Eli.

E logo saiu com passos majestosos.

Rafe não podia acreditar que Eli enviasse a Sheila a ser transa.

Acaso você não quer que alguém… que mierda era isso? Eli sabia condenadamente bem que Sheila era a única coisa que ele queria.

Ela enchia seus dias e suas noites, freqüentava seus sonhos.

Não a queria? Maldição, não houve um só dia durante o ano passado no que não a tivesse querido.

Nunca tinha querido a ninguém do modo que queria a Sheila. Quando se foi do West Virginia, prometeu-se que a teria outra vez. Logo. Conseguiria que lhe perdoasse, conseguiria que lhe permitisse retornar a sua vida.

Quão vazio estava sem ela.

Triste, frio, e vazio.

Ela estava no Memphis.

Rafe tinha estado rondando pelos arredores procurando-a por duas malditas semanas. Tentou-o na Georgia, nas praias em Miami. Conhecendo como a moça amava as festas, tinha estado esperando encontrá-la em um de seus velhos lugares prediletos, mas, não, a belle do sul não tinha querido ser muito colaboradora.

Mierda, ela não saberia colaborar nem que a mordessem no traseiro. Suas pálpebras se fecharam quando recordou esse doce traseiro, aquelas curvas rechonchas que ele havia sustenido enquanto transava esse corpo doce e suave.

Nem em Miami. Nem em Atlanta. E tampouco tinha voltado para casa no West Virginia. Sabia porque tinha subornado ao Mike para que o chamasse em caso de que ela mostrasse sua loira e bonita cabeça a uma milha do território do Eli ou do Enclave.

Tinha estado conduzindo pelo Tennessee com a idéia de dirigir-se para o Oeste. Conduzindo pela Interestadual 40, planejava encontrar um bar na Rua Beale, embebedar-se e achar alguma coisa doce com a que apagar sua sede. Só de comida porque embora lhe doesse, a única mulher que queria era Sheila. E de todos os modos a ela não a teria, tal como estavam as coisas agora.

Ela queria mais. Ela queria seu coração.

Mas seu coração tinha morrido na Cidade de Nova Iorque fazia mais de cento e cinqüenta anos, a noite em que a mulher que pensava que amava o tinha convertido em um sangrento vampiro. Infernos, ele tinha amado ao Sarah. Desesperadamente. Com toda a paixão e coração que tinha tido dentro dele.

Então lhe tinha revelado por que só podia vê-la de noite e porque não deixaria a vida que tinha como uma dama noturna nas ruas de Nova Iorque. Ela necessitava sexo, necessitava sangue. Ele não a tinha acreditado.

Não foi até que ela o tivesse Trocado, drenando-o ao ponto de levá-lo perto da morte e logo forçá-lo a tomar seu sangue, que acreditou. E depois de que o trocou, acabou por afastar-se, deixando-o em paz para passar fome e morrer, sorrindo-le em tom zombador enquanto o olhava por sobre seu ombro, —foste um maravilhoso amante, Rafe, tão jovem, tão impaciente e inocente. Mas me aborreceste.

Isso tinha endurecido seu coração até murchar-se dentro de um peito que tão raramente pulsava nesta nova vida em que tinha sido forçado a entrar. Tinha estado condenadamente perto de morrer aquele primeiro dia, muito fraco quando o sol saiu, enquanto rompia o alvorada e a fome queimava em seu ventre, levando-o para a loucura.

E logo, tempo depois veio Malachi. Os lábios do Rafe se curvaram quando recordou quão patético deveu lhe parecer. O escocês se pôs em cuclillas à altura de seu ombro, sacudindo sua cabeça, seus olhos azuis escuros e severos. —Ela te mordeu por diversão, moço, digo-lhe isso eu, — tinha murmurado antes de recolher ao Rafe.

Rafe tinha grunhido, —Posso me mover sozinho, Me deixe, bastardo.

Mau quase se riu. Rafe podia ver a diversão em seus olhos, mas não podia entender a compaixão que tinha detido essa alegria enquanto o escocês contemplava ao homem jovem cujo orgulho e coração tinham sido demolidos. A capacidade de ler a mente de um vampiro não estava ainda desenvolvida no Rafe, mas com o tempo, compreenderia que Malachi tinha esse dom, entre muitos outros.

E Mau o tinha ajudado. Então o tinha levantado sobre seus pés, e tinha suportado seu peso, dirigindo-o fora do beco enquanto o sol começava a incendiá-lo, chamuscando sua carne, lhe produzindo uma agonia inexprimível.

Fechando seus olhos, Rafe empurrou as inoportunas lembranças longe enquanto percorria os bairros residenciais que rodeavam os subúrbios do Memphis. Eram as duas da manhã, o fresco vento de outubro revolvia seu cabelo quando se dirigiu para a Rua Beale.

Uma cerveja, uma mulher… quão único queria era algo que aliviasse a dor de seu membro, mas sabia que o toque de qualquer mulher que não fora seu elegante belle sulina o deixaria frio.

Ela estava entre seus pensamentos quando a sentiu. Não deveria ser capaz de senti-la, mas se seus sentidos, podia também sentir a outros…. vampiros. E o fez, a vários vampiros, também a algum homem lobo mas sobre tudo a sentiu e soube que era ela, ainda quando não deveria ser possível.

Mas o fez.

Passando sua língua por suas presas, dirigiu-se para ela. Quando alcançou o Bulevar Sam Cooper o sentimento se acentuou.

Como se alguém acabasse de lhe sussurrar o conhecimento em seu ouvido, Rafe soube onde estava. Ela estava divertindo-se muito. Só que não em Miami.

Na rua Beale. Escutando o batimento do coração de formosos blues, dançando, procurando a alguém para meter em sua cama.

Ele a tinha encontrado, maldita seja. Mas que demônios ia fazer com ela? Sabia o que queria.

É obvio, o que não era fácil de conjeturar para ninguém

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