Hunters 6 rafe y "The Bitter Suite" sheila



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CapÍtulo Dois

Sheila levava um par de semanas alojando-se em casa de uma amiga. Kelsey se tinha ido a Europa durante um tempo – que lhe oferecesse sua casa foi como água de maio para ela. A bruxa era uma mulher tranqüila e reservada, com uns olhos que pareciam te atravessar. Certamente tinha visto através da Sheila imediatamente, quando se deteve brevemente no Excelsior antes de empreender sua viagem ao velho moderado.

Haverá problemas, disse-lhe evasivamente enquanto se encolhia de ombros e lançava suas vermelhas tranças para trás, ignorando a saudação do Malachi.

Sheila tinha procurado não rir ante o gesto ofendido que mostrou o antigo. Mas Leandra não se esforçou em ocultar sua risada. Simplesmente riu, muito divertida, ante o claro descontente do Malachi. “O homem está doído e não sabe o que quer”, disse arrastando as palavras, com seus escuros olhos dançando de alegria. “As mulheres se atiram a seus pés e as ignora, mas esta é uma mulher que não o fará jamais e não pode entender a razão”.

Kelsey tinha posto seus belos olhos em branco, parecendo cintilar dourados quando respondeu mordazmente “Por que esta mulher requer algo mais que um vampiro atrativo para que a faça esquecer?” Com isto, Kelsey deixou de lado a Leandra e Malachi, como se nem se queira estivessem a habitação.

Então ofereceu a Sheila a casa do Memphis. “Não vivo ali. Era de um amigo…, não posso vendê-la, mas tampouco vou. Não fui ao Memphis há algum tempo, trinta anos, acredito”, refletiu, com olhos distantes. “Mas está poda e ordenada. Tenho a uma senhora que vai uma vez por semana para limpar. Pelo general o alugo, mas ultimamente isso também me preocupa”.

Portanto Sheila tinha aterrissado ali. E o melhor de todo…Kelsey a tinha sorrido com um brilho travesso em seus olhos, que naquele momento não teve sentido para ela. “Rafe nunca esteve ali, carinho”, havia-lhe dito a bruxa.

Embora o fizesse e por alguma estranha possibilidade a voltasse a encontrar, seria de casualidade. Pois, a menos que Kelsey retornasse da Europa e lhe convidasse, não entraria. Além disso, Sheila levava ali o suficiente tempo como para que um pouco de sua própria essência se filtrou na singela magia da casa, que impedia a entrada a qualquer intruso.

Chegados a esse ponto, era totalmente possível que ella pudesse lhe convidar.

Excluindo o jogo de que resultasse mais provável que lhe saíssem asas e voasse.

Deslocou-se lentamente pelo porão, passando os dedos pela esculpida madeira do corrimão, enquanto seus olhos vagavam sobre o lar. Inclusive embora tivesse sido repintado recentemente, ainda cheirava a fumaça no ar. Algo horrível tinha passado ali em outro tempo. Não sabia o que, e não sabia se Kelsey o diria alguma vez.

Mas suspeitava que o amigo ao que tinha pertencido a casa, era algo mais que um amigo. Talvez um amante. Possivelmente um familiar. E tinha morrido aqui nesta casa, em um incêndio.

Não ficava nada mau, nenhum danificado. Mas Sheila suspeitou que não sempre tinha sido assim. Estas antigas casas tendiam a guardar algo de seus anteriores inquilinos, cólera, amor, tristeza…As casas tinham memória, igual à gente.

Mas a esta a tinham deixado poda, como a uma piçarra. Muito poda. Kelsey fazia algo, possivelmente uso a magia uma vez que esta pessoa tinha morrido. Possivelmente algo mas, possivelmente algo menos.

Em geral, entretanto, deixando o débil aroma da fumaça à parte, era o lugar mais tranqüilo no que tinha estado desde fazia bastante tempo.

Com um suspiro, se acurrucó na cama situada sob a escada, as grosas cortinas que penduravam dos postes a mantinham na escuridão. Kelsey lhe ofereceu hospitalidade e tinha preparado a casa protegendo-a do sol para ela, mas Sheila não podia agüentar dormir em nenhum sítio que não tivesse janelas, onde a luz do sol nunca penetrasse.

Este lugar era perfeito. Protegida das janelas do porão, situadas ao final do pequeno corredor, sua cama estava abandonada na concavidade que deixavam os degraus. Inclusive durante os dias mais ensolarados, entrava muito pouca luz no corredor. As cortinas simplesmente eram um amparo acrescentado, mais para sua tranqüilidade que por necessidade. A menos que saísse da cama e andasse até o final do corredor durante a luz do dia, colocando-se ante os raios do sol, este não seria nenhuma ameaça.

Agora, se resultasse o suficientemente desafortunada para ser surpreendida pela luz do sol, mataria-a. Solo tinha morta duas décadas, e até que cumprisse seu primeiro sétraseiro, a luz direta do sol era fatal.

De todos os modos a Sheila custava muito manter-se acordada durante o dia. Agora mesmo, antes inclusive de que o sol começasse a iluminar o céu do Este, sentia os olhos pesados e a fadiga alagava sua mente.

Abraçando-se contra seu travesseiro, Sheila fechou os olhos e dormiu.

Obcecava-lhe, inclusive nos sonhos. Nestes, a magia que lhe impedia de entrar na casa, não era nenhuma barreira e enquanto dormia baixava as escadas para aproximar-se de sua cama, retirar as cortinas e assim poder observá-la.

Em seus sonhos, exalava um suave gemido quando se tombava a seu lado, acariciando durante muito tempo sua nudez. Cobria-a com sua boca e gemia de prazer quando inundava sua língua em seu interior e uma mão se posava nas arredondadas curvas de um de seus peitos. Seus dedos pressionavam seu mamilo enquanto se abatia sobre ela, introduzindo uma coxa entre os seus, estendendo suas pernas com amplitude antes de encaixar seu membro na abertura de entre suas coxas, pressionando seus quadris, cobertas com as calças, com um lento e tormentoso ritmo que excitava seus clitóris, inflamando seus sentidos e roubando-a o fôlego.

Apanhada no sonho, colocou-se de lado, introduzindo uma mão entre suas coxas, para acariciar com os dedos o duro casulo de seus clitóris, enquanto em seu sonho, Rafe liberava seu pênis e se introduzia nela com um duro impulso. Culminou com um grito…depois rodou sobre seu ventre, escorregando para uma escuridão sem sonhos.

Rafe se ergueu repentinamente, exalando o fôlego entre os dentes, enquanto as imagens enchiam sua mente. Uma cama de escura madeira, colocada sob uma estreita escada e rodeada por grosas cortinas de veludo. Apartava-as a um lado, descobrindo a sua beldade sulina ali, dormida, com seu corpo sugestivamente curvado sobre o veludo negro da colcha; um resplandecente marfim contrastando contra a escuridão. Cobria seu corpo, beijando-a… jodiéndola até que a fazia chegar ao orgasmo com um grito.

Suas presas se estenderam enquanto se detinha ante o hotel onde tinha encontrado a Sheila. A luxúria ardeu em seu ventre; a necessidade de sentir a suavidade de sua pele e suas arredondadas curvas pegas a seu corpo conduziam à loucura.

Deslizando a língua por seus lábios, cheirou o ar a seu redor, procurando aquela débil e excitante fragrância. A luxúria lhe queimou com raiva quando não encontrou nada. Não estava ali.

Tinha fugido e não lhe tinha ocorrido pensar que não voltaria. Nunca tinha tido problemas em averiguar onde se encontrava quando era de dia. E não estava ali.

Sua raiva explorou exagerada quando uma pessoa saiu com gesto cansado do hotel, mostrando um sorriso saciado e estúpida em sua jovem cara.

Era o humano com o que tinha estado jodiendo…lhe tinha chamado Dominic. Bem que tinha conduzido sua membro em seu coño, agarrando seus brancas e suaves coxas com suas mãos.

Os olhos lhe brilharam enquanto se transformava em névoa e seguia ao mortal.

Sheila abandonou cedo a casa do Kelsey aquela tarde, aspirando a rica fragrância do outono, do rio e da noite.

A tranqüila e fresca brisa lhe roçou a pele enquanto colocava as mãos em seus bolsos; seus passos ressonavam ligeiramente sobre o pavimento.

A vaga idéia de que deixando a casa podia retornar de novo aos braços do Rafe, passou por seu cérebro. Em realidade não o queria. Cada vez que lhe via, seu coração sangrava. Não tinha nem idéia do que havia trazido para o meditabundo bastardo aqui, mas já estava preparada para que partisse.

Entretanto, era seguro como o inferno que isto não ia significar que se tivesse que ficar em casa até que se largasse do Memphis. Amava esta cidade e ia desfrutar dela enquanto pudesse. Sobre tudo da rua Beale. Quando girou na esquina e as luzes da rua Beale apareceram ante ela, sorriu ampliamente e andou um pouco mais depressa.

Mas uns poucos blocos mais à frente, seus passos vacilaram ante o aroma familiar que alagou sua cabeça.

Dominic…

Cheirou a sangue. Muita. E era do Dominic. O coração se paralisou em seu peito enquanto corria pela calçada, depois do aroma. Quando chego ao lugar, sentiu como um sorvá punho oprimia sua garganta. O aroma de sangue era muito intenso no ambiente. Muita sangue. Como podia sobreviver um humano a tal perda de sangue?

O fedor era tão forte, que durante um comprido momento não cheirou nada mais. Quando o descobriu, golpeou a parede com a mão e ficou com a mente envolta em um torvelinho. Vampiro.

Rafe.

Tinha estado ali. Perto, muito perto do Dominic. Seus olhos se dirigiram para a parede do outro lado da rua, onde as luzes azuis e vermelhas de um carro patrulha cintilavam refletindo-se em sua cara. Não podia ser ele.

Mas demônios, cheirava-lhe. Não era possível. Passou-se a língua pelos lábios, aproximando-se um pouco mais e forçando uma expressão suave e curiosa na cara enquanto se mesclava com a gente que permanecia de piei ao outro lado da rua, sussurrando entre eles.

— O que acontece? — Perguntou, esperando que sua voz não tremesse tanto como acreditava que o fazia.

Ninguém a olhou duas vezes, enquanto que um tipo murmurava, —liquidaram a alguém, senhora. Seguro. Não está o corpo. Mas o sangue…homem, pode-se cheirar daqui.

Esfregando-as têmporas, lutou por controlar seu estômago revolto. — Alguém sabe de quem se tratava?

Outro respondeu, lançando uma olhada. —Ninguém sabe. Como há dito esse homem, não há nenhum corpo. A senhora da loja escutou ruídos e chamou à polícia. Mas ninguém viu nada. Quando chegou a polícia tinham fugido e quão único ficava no beco era sangue por toda parte.

Nenhum corpo.



Nenhum corpo. Ela resmungou algo e se deslizou para trás, retirando-se lentamente e encaminhando-se à parte posterior de uma das lojas fechadas desse lado da rua. Olhou ao redor e escutou atentamente, para assegurar-se de que não havia ninguém perto.

Então, ficou em cuclillas, esticou os mústraseiros e saltou para cima, sujeitando-se ao último degrau da escada de incêndios situada no primeiro andar. Seus dedos se fecharam no áspero metal do ralo e fez uma careta quando uma parte se cravou em sua mão. Quando se içou, resmungou, —Isto é o que obtenho por estar em um lugar onde posso conseguir uma sessão de manicura.

O humor resultou um débil intento de fazer desaparecer algo da preocupação que enchia sua mente enquanto corria pelo telhado do edifício. Deu um salto no ar para cruzar os três metros que separavam os edifícios e grunhiu quando perdeu o equilíbrio e quase aterrissou com a cara na grava ao tocar o outro coberto.

Detendo-se, dirigiu-se para as sombras observando os arredores. A polícia ainda não tinha subido ali, mas o fariam logo. Embora não dominava a magia vampírica que lhe permitia trocar de forma, conhecia a sombra. Sabia usá-la, podia fazer que se espessasse a seu redor quando precisava esconder-se. Deslizando-se à parte traseira do edifício, olhou para baixo e escutou.

Depois de escutar durante um minuto se deu a volta e se afastou, apoiando as mãos nos quadris. Não tinham nenhuma maldita pista. Podia cheirar ao Rafe e ao Dominic.

Captou um aroma que não reconhecia, mas os únicos mais familiares, os dos dois homens, enchiam seu cérebro e seus sentidos, até impedir que pudesse pensar em nada mais.

Retrocedeu seguindo a débil essência que permanecia no ar. Era o aroma do Rafe. Não havia rastro do sangue, não existia um avassalador aroma que pudesse seguir e isto não tinha sentido. Tal quantidade de sangue deveria alagar o ar. Por que não podia captá-lo?

Estando assim as coisas, seguiu ao Rafe, o quente e almiscarado sabor desse vampiro, que conseguia sempre deixá-la com a boca seca.

Quando a rua apareceu a seus pés e não encontrou mais edifícios aos que saltar, dirigiu-se para a parte de atrás do bloco no que se encontrava, e descendeu silenciosamente pela escada de incêndios.

Rafe…não pudeste fazê-lo. Não existia nenhuma razão. Os caçadores não assassinavam. E Dominic era a maldita alma mais doce e inofensiva que existia.

Mas uma parte dela recordou o brilho vermelho de cólera que apareceu nos morados olhos do Rafe.


* * * *

Rafe elevou as pestanas, enquanto acariciava com a mão o suave e terso pescoço de uma dama chamada Cora. Era doce, jovem, e agora dormia profundamente em seus braços, inclusive enquanto a tombava no capô do carro. Uma forte brisa chegou do rio, mas não conseguiu levar o suave e doce aroma da mulher.



Sheila. Devagar, girou-se e a viu ali de piei ante ele, com os olhos brilhantes, resplandecendo com um profundo e elétrico azul; a forte brisa fazia voar grossas mechas de cabelo através de sua cara e ao longo de seu pescoço, fazendo que as pontas douradas se frisassem sobre seus bicudos peitos.

—Olá, doce Beldade Sulina —, ronronou, lambendo uma gota de sangue da comissura de sua boca. —Te teria convidado a uma dentada, mas não pude te detectar.

Os escuros e ilegíveis olhos da Sheila, deixaram-se cair sobre a sorridente cara de Cora, escutando a suave respiração que saía por entre seus lábios. Rafe tentou evitar franzir o cenho enquanto Sheila percorria o corpo de Cora, tombada de maneira enfraquecida, e totalmente vestida, sobre o capô do carro. Uma dourada sobrancelha se elevou e perguntou brandamente, — É esta sua primeira dentada da noite?

Rafe se encolheu de ombros. —Não necessito muito, Beldade. E era uma pequena doçura —, acrescentou, dirigindo-a um amplo sorriso.

— E Dominic? — Perguntou inexpresivamente.

Rafe a olhou com o cenho franzido. —Maldição, Beldade, tinha que mencionar a esse bastardo. O que acontece, foste a joder um momento com ele antes de vir e te burlar de mim?

Ela levantou a cabeça para lhe contemplar. — Não lhe viu desde que deixou o hotel? —, Perguntou, endireitando ainda mais a cabeça e aproximando um passo, com esse abundante e dourado cabelo deslizando-se por seus ombros e brilhando sob a luz da lua. — Nenhuma só vez?

As sobrancelhas do Rafe se suavizaram sobre seus olhos. —Bom, infernos. Vi-lhe esta manhã. Abandonava o hotel no que tinham estado tão cômodos —, estalou, dando um grande passo até ela e tomando brandamente seu queixo com a palma da mão. —Tinha um sorriso na cara que conheço muito bem. Deixaste-me com ela um par de vezes.

As pestanas da Sheila descenderam sobre seus olhos e disse brandamente, —Rafe, isso é uma tolice. Nunca sorri. Especialmente comigo.

Seu coração saltou ante a dor que observou em seus olhos. Brandamente lhe respondeu,

—Aí é onde te equivoca. Fez-me sorrir mais do que ninguém o tem feito jamais. Depois, disse-me que me mantivera longe de ti e foi quando esqueci como sorrir —. Enlaçou os dedos em seu cabelo e inclinou sua preciosa cara para poder observá-la, passando o polegar sobre seus lábios. —Quando Eli me disse que te tinha partido, algo morreu em meu interior.

Um diminuto sorriso curvou seus lábios. Viu-a levantar a mão para lhe acariciar a bochecha.

—Pobre Rafe —. De repente esses preciosos olhos se voltaram frios e cínicos e se afastou, com esse mesmo movimento de quadris que havia lhe tornado louco durante meses. —Acredito que Dominic está morto.

Durante bastante tempo não captou o sentido de suas palavras, pois tentou compreender essa brusca mudança de atitude. Sheila era suave, doce e cálida, sem nenhuma aspiração de converter-se em uma Jaqueta mais poderosa, a não ser simplesmente seguir sendo tal como era.

Mas a mulher que tinha diante era dura, fria e estava zangada. Uns sentimentos com os que nunca a tinha associado.

Finalmente essas palavras tomaram sentido em sua cabeça e as relacionou com o resto. Acredito que Dominic está morto. Entrecerrando os olhos sobre suas largas costas, perguntou,

— por que diz isso?

Riu, um som que possuiu um tintura selvagem.

—Provavelmente porque há muita seu sangue manchando o beco traseiro do Peabody. O ar emprestava com seu sangue, a fúria…violência. Muito sangue. Um humano não poderia viver depois de perder tal quantidade. Mas não deixaram nenhum corpo —, disse sem expressão.

A compreensão lhe golpeou como uma carga de tijolos e fechou a distância que os separava em três largas pernadas, agarrou seu ombro e a fez girar.

— Crie que o fiz eu? — Exigiu-lhe, inclinando-se até colocar sua cabeça ao mesmo nível que a dela.

Elevou uma sobrancelha e se encolheu de ombros, elevando um deles como ao descuido, mostrando uns olhos ilegíveis.

—Seu aroma estava por toda parte. Reconheci dois dos aromas dali – o teu… e o sangue do Dominic.

Dessa maneira compreendeu. Ela pensava que ele podia ter assassinado a alguém.

E se deu conta de que estava jodidamente apaixonado por ela, e que o tinha estado desde o começo.

O conhecimento lhe sentou como um murro no estomago. Sentindo como se este se cansado a seus pés, lhe deixando um coração inerte e vazio.

Agriamente resmungou,

—Seguro como que existe o inferno que te deixei uma agradável opinião por mim, Não é certo, Sheila?

Lhe respondeu brandamente,

—Não te viu a cara quando estava de piei ante nós. Eu sim. Se pudéssemos ter ataque cardíaco certamente nestes momentos estaria morta.

Estendeu a mão, colocando-a em seu pescoço e aproximando-a a ele.

Nunca te faria mal —, respondeu asperamente, enfurecido.

As lágrimas fluíram por seus olhos enquanto respondia com a voz afogada,

—Rafe, já me faz Está isso tão cego que não o vê? — Seguidamente forçou um sorriso amargo e acrescentou, —Mas agora não estou preocupada por isso.

Escutou um suave gemido a suas costas e lentamente liberou a Sheila, contemplando-a com olhar sombrio. Já o faz… Notou o gosto amargo que a pena deixava em sua boca.

Devagar, girou-se para Cora, fixou seu olhar na ascensão e baixada de seu peito, escutando o suave som de sua respiração. Uma vez que conseguiu superar a cólera, disse, —Temos que encontrar a seu amigo Dominic, Beldade. Se for tão mau como cria e é obra de um vampiro, pode estar em um verdadeiro problema.

Sheila sussurrou, —Havia muita sangue. Um humano não pode sobreviver a isso —. Notou o tremor em sua voz, o golpe da dor ao recordá-lo, e desejou poder rodeá-la com seus braços para reconfortá-la; beijar sua suave boca até que se apoiasse nele, faminta e livre de todo pensamento salvo dele.

Entretanto, não tinha direito. Passando uma mão pelo cabelo, separou-se de sua mente esses tormentosos pensamentos e disse,

—Independentemente do que acontecesse, temos a obrigação de averiguá-lo. Alguém que pode ser tão brutal tem que morrer.

Lentamente, girou-se e a contemplou.

— Ou ainda pensa eu que o fiz?
CapÍtulo Três

 

Não. Sheila lhe olhou zangada enquanto se introduzia no assento traseiro do clássico carro Bel Air‘57 do Rafe, deslizando-se através do assento até ficar reclinada, e assim poder cruzar seus pés à altura dos tornozelos, sentindo um perverso prazer quando os talões de suas botas se arrastaram contra a porta.



Não, não pensava que ele tivesse matado ao Dominic. Em seu coração, verdadeiramente não o tinha pensado nenhuma só vez. Era sua cabeça a que a fazia duvidar, em sua cabeça, não podia evitar ter a mais ligeira das suspeitas. E por que infernos deveria lhe importar a ela, se tinha visto um vestígio de dor em seus escuros olhos, antes de que ele baixasse seus parpados para que não o visse?

Não deveria, insistiu para se, fazendo uma careta com seu lábio inferior ao mesmo tempo que cruzava seus braços sobre seu peito ficando com o olhar perdido pelo guichê. Quantas vezes me apartou? Infinitas. Quando lhe havia dito que se mantivera afastado, nem sequer lhe tinha importado o suficiente para tentar trocar sua maneira de pensar.

E tinha estado afastada mais três largos meses antes de que ao final se decidisse a procurá-la. Três meses. Terá que joderse, sabia que tinha feito um esforço extraordinário por lhe evitar. Eles tinham acontecido semanas sem ver-se as caras o um ao outro, mas passar três meses para que fora a procurá-la?

Tinha passado quase um mês no Excelsior antes de dirigir-se ao Memphis. E ele não tinha dado sinais de ir procurar a. E não era como se ela fosse difícil de encontrar. Fazendo um par de perguntas a teria encontrado. Vá, se não lhe havia dito a ninguém dali, que não dissesse nada a ele. Solo era, que ele nunca se incomodou em perguntar.

Porque não lhe importava.

Um tremor baixo veloz por sua coluna vertebral quando recordou o olhar enfurecido, possessiva de seus escuros olhos quando tinha estado junto a ela e Dominic. Esse era o olhar do homem ao que não lhe importava?

A verdade, não sabia.

Mas o que se sabia era que estava cansada dos cambiantes estados de ânimo do Rafe, que foram querer a apartá-la à força, e logo estava essa fúria demente quando outro homem a olhava. Quisesse-a ou não.

Um fruncimiento pensativo se criou em sua cara quando recordou à mulher que ele tinha colocado sobre o chefe de seu carro, com a cara relaxada pelo sonho, um diminuto sorriso em sua boca e com seu corpo completamente vestido.

Pelo que pôde tirar claro foi, que ele incluso no tinha tentado lhe tirar a roupa.

Que Rafe se alimentasse de uma mulher sem transar. Isso era incompreensível, muito diferente de sua maneira de ser. Antes de que se ataram, houve estranhas noites nas que Rafe retornasse de sua patrulha pela cidade, sem ter o aroma pego a sexo e sangue de alguma mulher.

Uma labareda de ciúmes passou através dela. Ele tinha deixado de deitar-se com cada mulher da que se alimentava enquanto tinham estado juntos, mas isso tinha que ter trocado nestas datas. A abstinência não era algo com o que estivesse familiarizado.

Seus lábios se curvaram lentamente no que foi um sorriso amargo, ao recordar a confusa cólera que tinha estado em seus olhos quando tinha estado ao lado dela e Dominic. O que parecia era que ele não tinha esperado que ela se sentisse o suficiente desconsolada para ir procurar a outro homem que lhe esquentasse sua cama. Sim. Já que esse era seu direito.

É certo, tinha-lhe levado um pouco de tempo antes de que tivesse tido interesse por alguém mais. Dominic tinha sido o único que lhe tinha interessado. Seu ardiloso engenho e essa nervura romântica lhe tinham atirado de suas fibras sensíveis.

As lágrimas picaram em seus olhos quando recordou a devastação no beco. Onde estaria?

O carro reduziu a marcha até deter-se, e escutou ao Rafe jurar brandamente quando se golpeou na cabeça, ao sair do carro. Nada como um corpo brando.

Algo quente e azedo se retorceu em seu ventre deixando…seu corpo frouxo. Antes de que ela pudesse bloquear a visão desta cena, a imagem do Dominic, seu corpo sem vida e quieto, cintilo ante seus olhos e teve que colocar uma mão em sua boca para impedir que um doloroso gemido saísse de seu interior.

—Realmente estas preocupa com ele.

Ante o som da voz fria, neutra do Rafe, elevo seus olhos, ignorando que as lágrimas brilhavam neles.

—Sim—. Um pequeno cenho se formou em sua frente e se encolheu de ombros. — A diferença de algumas pessoas, não sinto a necessidade de transar cada vez que me alimento. Prefiro ter alguma outra classe de união — disse ela sarcásticamente.

Pelo espelho, ela podia simplesmente ver a parte superior da cara do Rafe, quando ele a olhava do assento do condutor. Uma de suas negras sobrancelhas se levanto e se encolheu de ombros.

— Não acredito que me tenha encontrado follando hoje, verdade?

Ela piscou.

— O que, diz-me que trocaste totalmente? — Resmungou ela. Girando a cabeça, fico olhando impávida pelo guichê traseiro, sentindo um arrepiou.

— Não quis a outra mulher depois de ti, Belle — sussurro ele, sua voz era quente, doce, estendendo-se e acariciando sua pele como uma mão.

Lhe olhando com os olhos entrecerrados, ela riu disimuladamente, —Se, claro e me acredito.

Ele sozinho a contemplou, com olhos intensos. Depois de um momento, ela tragou, sentia sua garganta tirante e seca.

— Esperas que me cria que você não estiveste com ninguém desde que nos separamos, Rafe? Não sou estúpida, céus — ela falou arrastando as palavras, do mesmo modo que uma emoção quente e indescritível se instalava em seu ventre.

— Nunca disse que fosse. Um pouco cega às vezes, mas nunca pensei que fosse estúpida.

Sheila deixo de olhá-lo, obrigando-se a voltar seu olhar ao exterior. Suas palavras ressonaram dentro de sua mente, embora tentou dizer-se a si mesmo que isso era uma sandice.

— Sabe de alguém que queria machucar ao Dominic ?— perguntou Rafe tranqüilamente, com solo um leve gesto depreciativo de sua cara.

Sheila descansou sua cabeça contra a janela que estava detrás dela suspirando cansadamente. — Ele é um tipo doce… sem nenhum osso mesquinho em seu corpo. Se tivesse algum inimigo, sentiria-me malditamente assombrada —. Rafe tinha a janela baixada e seu cabelo, incolor à luz da lua, açoitava-se sobre seus olhos. Ela apanhou suas grossas mechas com a mão, sujeitando-o em uma rabo-de-cavalo com seu punho.

—Talvez não era ele ao que queriam.

Seus olhos se elevaram para topar-se com ele pelo retrovisor e franzindo o cenho, suas sobrancelhas douradas se levantaram quando lhe exigiu — Que diabos quer dizer com isso?

Ele se encolheu de ombros como quem não quer a coisa. — Se ele for tão bom, então não há razão para lhe querer morto. E você disse que havia violência no ar. A violência é calor. E a cólera e raiva engendram o calor. Se fosse tão mau como me faz pensar, então só foi alguém com uma boa quantidade de fúria em seu interior que quis machucar a seu amor.

Sheila teve que mordê-la língua antes de deixar sair as palavras, ele não é meu amor. Ela sozinho tinha planejado acontecer uns poucos dias com o Dominic.

Embora… não séria melhor que Rafe pensasse que ela estava ocupada? Unida com alguém mais? Assim não estaria tratando de seduzi-la para retornar a sua cama, pois bem, melhor que pensasse isso.

Fechando os olhos, ela sussurrou —Isso não tem sentido.

Rafe disse quedamente — O faz se for alguém que sabe que ele conseguiu estar perto de um Caçador.

Seus olhos se abriram repentinamente, suas costas ficou rígida enquanto se girava em seu assento, para lhe olhar diretamente. —Não—. Ela tragou convulsivamente, seus olhos se encheram de lágrimas, queimando-a. —Não.

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