I – diagnóstico



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Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
As áreas dedicadas a lavouras somente chegam a ser mais expressivas em termos de padrão de uso do solo (área) nas sub-bacias de Água Suja e Morro Redondo, vindo a seguir a sub-bacia do Betim. Em termos médios na Bacia, absorvem 9,6% do solo agropecuário, sendo exercidas por 52% dos estabelecimentos, com área média de 4 hectares de lavouras. Nas sub-bacias onde são mais relevantes são exercidas por cerca da metade dos estabelecimentos pesquisados, com área média também próxima aos 4 hectares. Nas sub-bacias onde as lavouras são menos expressivas no uso do solo local, e onde é menor o número de propriedades, há maior percentagem de estabelecimentos que declaram possuírem áreas de lavoura, possivelmente para subsistência. Alguma atenção merece a sub-bacia Bela Vista, por ter a maior área média de lavouras dentro da Bacia, 7,5 hectares.
As capineiras apresentam comportamento similar às lavouras, sendo expressivas no padrão de uso do solo nas sub-bacias Água Suja, Morro Redondo e Betim, em coerência com a vocação predominante da Bacia, a pecuária leiteira. Em termos médios da Bacia, as capineiras representam 7,3% do solo da Bacia, tendo sido declaradas por 48% dos estabelecimentos, com área média de 3,3 hectares por estabelecimento declarante.

As pastagens plantadas, embora ocupem 9,5% do solo da bacia, existem em proporção mais reduzida de estabelecimentos, apenas 15,9% no conjunto, com área média de 13 hectares.


O reflorestamento somente chega a ser significativo na sub-bacia do Bela Vista, onde representa 15% do uso do solo declarado, sendo realizado por 25% dos estabelecimentos ali localizados, com área média de 85 hectares. Nas demais sub-bacias a atividade ou é inexistente ou é praticada por poucos estabelecimentos com área média reduzida.
A área de campos não utilizada representa um percentual pequeno de área declarada, enquanto os outros usos, principalmente moradia, absorvem 5,9% da área agropecuária da Bacia, sendo declarado por 77,6% dos estabelecimentos, com uma área média de 1,7 hectares por estabelecimento. Representa proporção de área total um pouco superior nas sub-bacias do Betim e de Contribuição Direta, onde se aproxima mais dos 10%, sendo um uso declarado pela maioria dos estabelecimentos.
Dentre os 201 estabelecimentos agropecuários pesquisados na Bacia, houve declaração afirmativa quanto à existência de atividades produtivas em caráter comercial por parte de 72 propriedades (35,8 % do total), negativa em 78 (38,8 %) e ausência de declaração a respeito em 51 (25,4 %). A distribuição destes estabelecimentos segundo as sub-bacias está na Tabela 6.12, onde também são apresentados indicadores sobre sua participação segundo o número de atividades comerciais declaradas.
Inicialmente, pode-se averiguar que parcela significativa dos estabelecimentos agropecuários das sub-bacias Água Suja, Morro Redondo, Betim e Bela Vista declararam o exercício de atividades com caráter comercial, no intervalo entre 36% e 59% dos estabelecimentos existentes em cada sub-bacia. A quase totalidade dos estabelecimentos com produção comercial concentram-se nas sub-bacias Água Suja, Morro Redondo e Betim e , em sua maioria, exercem uma única atividade com caráter comercial.
Tabela 6.12-Indicadores sobre Estabelecimentos com Produção Comercial

Segundo as Sub-bacias-Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997







PROPRIEDADES

% dos

Número de atividades comerciais

SUB-BACIAS




Com

Sem

Sem

comerciais

por estabelecimento




Total

produção comercial

produção comercial

declaração

no total

1

2

3

Água Suja

61

22

20

19

36,1

17

1

4

Morro Redondo

72

30

18

24

41,7

29

1

0

Betim

22

13

4

5

59,1

11

2

0

Contribuição Direta

30

3

24

3

10,0

2(1)

0

0

Bela Vista

8

4

4

0

50,0

2

2

0

Batatal

6

0

6

0

0,0

0

0

0

Laje

2

0

2

0

0,0

0

0

0

Total

201

72

78

51

35,8

62

6

4

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.

Nota : (1) Um estabelecimento não declarou quais e quantas as atividades comerciais exercidas.


A composição das atividades comerciais exercidas encontra-se na Tabela 6.13, considerando-se as opções múltiplas como casos individualizados (ou seja, existem 84 declarações no total). Há significativa concentração na criação de bovinos, com 42,8% dos casos considerados. Existem outros tipos de criações comerciais, como cavalos, porcos e galinhas. Houve um registro de piscicultura e um informando a criação de minhocas. As atividades agrícolas são exercidas por 28 estabelecimentos, representando 33,4% das atividades declaradas, incluindo um caso referente à floricultura. Em seu consolidado, portanto, ainda abrangem menor número de declarantes face à atividade pecuária.
Tabela 6.13 -Tipos de Produção Comercial Segundo as Sub-bacias

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997







SUB-BACIAS

Total




ATIVIDADES

Água

Morro




Contribuiçào

Bela

de

%

COMERCIAIS

Suja

Redondo

Betim

Direta

Vista

declarantes




Fruticultura

0

5

0

0

0

5

6,0

Horticultura

3

2

2

0

0

7

8,3

Outros Produtos

3

8

2

1

1

15

17,9

Agrícolas






















Criação de bovinos

12

12

8

1

3

36

42,8

Criação de cavalos

3

2

1

0

1

7

8,3

Criação de porcos

4

1

1

0

0

6

7,1

Criação de galinhas

5

0

0

0

0

5

6,0

Criação de minhocas

0

0

1

0

0

1

1,2

Floricultura

1

0

0

0

0

1

1,2

Piscicultura

0

0

0

0

1

1

1,2

Total

31

30

15

2

6

84

100,0

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
Enfocando inicialmente os estabelecimentos com atividades comerciais agrícolas, vê-se que há maior concentração espacial dos mesmos na sub-bacia do Morro redondo, como mostrado na Tabela 6.14. Existe ainda predominância da sub-bacia do Morro Redondo em termos de área total de lavouras em estabelecimentos com produtos agrícolas comerciais (49,3%), bem como no total de área exclusivamente dedicadas às lavouras comerciais (39,3%).
Tabela 6.14-Áreas de Lavouras em Estabelecimentos com Produção Agrícola Comercial Segundo as Sub-bacias-Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997



SUB-BACIAS

ÁREA TOTAL EM LAVOURAS

A

ÁREA EM LAVOURAS COMERCIAIS - B


A/B (%)




Hectares

%

Hectares

%




Água Suja

4,8

3,3

6,2

6,5

100,0 (1)

Morro Redondo

70,8

49,3

37,2

39,3

52,5

Betim

24

16,7

19

20,0

79,2

Contribuição Direta

25,1

17,4

12

12,6

47,8

Bela Vista

19,2

13,3

20,5

21,6

100,0 (1)

Total

143,9

100,0

94,9

100,0

66,0 (2)

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997; (1) Devido à diferença de metodologia adotada na coleta da informação, a soma das áreas comerciais específicas pode exceder à estimativa da área total em lavouras, menos confiável do que a primeira. (2) Houve ausência de declaração de área em culturas específicas, cujo percentual não pode ser calculado devido à possibilidade de ocorrência de cultivos para subsistência nas propriedades declarantes.
Há bastante diversificação da pauta comercial agrícola, apresentada na Tabela 6.15, que é expressamente exercida em 94,9 hectares na Bacia, com presença de verduras (15,2 hectares), legumes (13 hectares), tubérculos (24,5 hectares, principalmente mandioca) e fruticultura (18,8 hectares).
O uso declarado de irrigação em culturas comerciais é apresentado na Tabela 6.16. Abrange a 55,2 hectares, que representam 58,2% das áreas da Bacia alocadas em lavouras comerciais. Na sub-bacia do Morro Redondo, justamente a que concentra maior parte das áreas agrícolas, a participação das áreas irrigadas é inferior às demais. A sub-bacia do Água Suja apresenta participação de áreas irrigadas no total da área dedicada às lavouras comerciais similar à média da Bacia, enquanto que proporcionalmente o maior uso de irrigação em lavouras comerciais ocorre nas sub-bacias de Contribuição Direta, do Betim e do Bela Vista.
Tabela 6.15-Áreas de Lavouras Comerciais Segundo os Produtos

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997




Tipo de produto


Área em hectares

Localização


Plantas Medicinais

1

Betim

Goiaba

6

Contribuição Direta

Tomate

0,5

Morro Redondo

Abóbora

0,5

Morro Redondo

Pimentão

Sem declaração

Morro Redondo

Maracujá

10

Betim e Contribuição Direta

Ervilha

2,5

Morro Redondo

Arroz

1

Morro Redondo

Mandioca

16

Morro Redondo e Betim

Floricultura

Sem declaração

Água Suja

Quiabo

1,5

água Suja e Contribuição Direta

Capim

12

Morro Redondo

Inhame

5,7

Morro Redondo e água Suja

Cará

2,8

Morro Redondo e água Suja

Legumes

8

Morro Redondo e Bela Vista

Verduras

15,2

Todas

Laranja

1,7

Morro Redondo

Banana

1,1

Morro Redondo

Cana

3,4

Morro Redondo

Milho

6

Bela Vista

Total de área em lavouras comerciais

94,9

*

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
O principal método de irrigação utilizado é a aspersão, declarado em 16 atividades com caráter comercial e 13 estabelecimentos agropecuários. Apenas 2 estabelecimentos mencionaram o uso de outros métodos, um dos quais o de infiltração, e outros dois disseram fazer uso de irrigação, sem, no entanto, especificar o método utilizado.
Tabela 6.16-Áreas de Lavouras Comerciais Irrigadas Segundo as Sub-bacias

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997



SUB-BACIA

ÁREA IRRIGADA

UTILIZAÇÃO







% no total de área







Hectares

de lavouras comerciais




Água Suja

3,7

59,7

Em 1,5 ha de quiabo e 2,2 ha de verduras

Morro Redondo

9,0

24,2

Em 0,5 ha de abóbora, em 0,5 ha de cará, em 6,5 ha de verduras e 1,5 ha de cana

Betim

15

79,0

Em 1 ha de plantas medicinais e aromáticas e em 14 ha de mandioca

Contribuição Direta

12

100,0

Em 6 ha de goiaba e 6 ha de maracujá

Bela Vista

15,5

75,6

Em 8 ha de legumes, em 1,5 ha de verduras e 6 ha de milho

TOTAL

55,2

58,2

Lavouras comerciais

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
Os estabelecimentos que se dedicam à pecuária bovina em caráter comercial ou outras criações tiveram suas informações consolidadas na Tabela 6.17.
Tabela 6.17-Principais Efetivos Animais com Destinação Comercial Segundo as Sub-bacias

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997







AVES

PORCOS

CAVALOS

BOVINOS

SUB-BACIAS

Cabe-ças

Decla-rantes

Média

Cabe-ças

Decla-rantes

Média

Cabe-ças

Decla-rantes

Média

Cabe-ças

Decla-rantes

Média

Água Suja

400

5

80

67

5

13,4

30

3

10

412

12

34,3

Morro Redondo

120

1

120

45

1

45

27

2

13,5

480

12

40

Betim

0

0

0

900

1

900

60

1

60

284

8

35,5

Contribuição Direta

0

0

0

0

0

0

0

0

0

20

1

20

Bela Vista

0

0

0

0

0

0

20

1

20

500

3

166,7

TOTAL

520

6

86,7

1012

7

144,6

137

7

19,6

1696

36

47,11

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
A finalidade declarada do rebanho bovino está na Tabela 6.18, evidenciando que a destinação predominante é a produção leiteira, abrangendo 52,2% do rebanho bovino na Bacia. Esta finalidade é expressiva em todas as sub-bacias. A ela vem associada a produção de queijo pelos próprios produtores, representando 11,1% do rebanho, exclusivamente concentrada nas sub-bacias de Água Suja e Morro Redondo, onde envolve cerca de 20% do rebanho com fins comerciais nelas existente. A finalidade abate é particularmente importante na sub-bacia do Bela Vista, que concentra 67% desta modalidade dentro da Bacia.
Tabela 6.18-Finalidade do Rebanho Bovino com Destinação Comercial Segundo as Sub-bacias

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997






FINALIDADE

SUB-BACIAS

Abate

Leite

Queijo

Sem declaração

Total da sub-bacia

Água Suja

75

144

81

112

412

% na sub-bacia

18,2

35,0

19,7

27,2

100,0

Morro Redondo

50

263

108

59

480

% na sub-bacia

10,4

54,8

22,5

12,3

100,0

Betim

0

208

0

76

284

% na sub-bacia

0,0

73,2

0,0

26,8

100,0

Contribuição direta

0

20

0

0

20

% na sub-bacia

0,0

100,0

0,0

0,0

100,0

Bela Vista

250

250

0

0

500

% na sub-bacia

50,0

50,0

0,0

0,0

100,0

Total da Bacia

375

885

189

247

1696

% na Bacia

22,1

52,2

11,1

14,6

100,0

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
A ausência de declaração quanto à finalidade abrange a 14,6% do rebanho bovino da Bacia, com percentagens relativamente mais importantes nas sub-bacias do Água Suja e do Betim.
A produção de leite, de queijo e de ovos segundo as sub-bacias é apresentada na Tabela 6.19. Apenas a produção comercial de leite chega a ser mais significativa, totalizando 1.212 litros/dia, exercida por 17 produtores localizados principalmente nas sub-bacias de Água Suja, Morro Redondo e Betim. A fabricação de queijo é reduzida, limitando-se a 6 produtores nas sub-bacias de Água Suja e Morro Redondo. A produção comercial de ovos é negligenciável, com um único produtor com volume reduzido, concluindo-se que o estoque de aves existente na Bacia é, predominantemente, destinado ao abate.

Tabela 6.19-Produção Animal com Destinação Comercial Segundo as Sub-bacias



Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997


SUB-BACIAS

LEITE

QUEIJO

OVOS




Litros/dia

Produtores

Quilos/dia

Produtores

Dúzias/mês

Produtores

Água Suja

160

4

29

3

5

1

Morro Redondo

352

6

11,7

3

0

0

Betim

450

4

0

0

0

0

Contribuição Direta

50

1

0

0

0

0

Bela Vista

200

2

0

0

0

0

Total

1212

17

40,7

6

5

1

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
A informação colhida sobre a comercialização do leite indicou que parcela significativa da produção diária é comercializada nas próprias fazendas ou suas proximidades, englobando 800 litros/dia ou 66% do total diário. As alternativas envolvendo vendas diretas em Icaivera ou Nova Contagem e através de vendedores ambulantes correspondem a 360 litros diários ou 30% da produção. Parcela reduzida, os remanescentes 52 litros diários (4%), foi declarada como vendida para fábrica de iogurte e para revendedores. A produção local de queijos é comercializada ou nas próprias fazendas ou em padarias em suas proximidades.
em termos de comercialização da produção agrícola, apenas 14 produtores tem relacionamento direto ou indireto com a CEASA, 11 fazem a comercialização diretamente ao consumidor ou junto a feiras e sacolões e apenas 2 fornecem para restaurantes. Portanto, mesmo os estabelecimentos que atuam no mercado em geral como fornecedores de produtos agropecuários, o fazem, em sua grande maioria, sob esquemas informais de comercialização, principalmente com relação aos produtos de origem animal.
Para finalizar o exame da dimensão produtiva faltam ser comentados os aspectos referentes ao emprego. Os empregos gerados pela atividade agropecuária na bacia de Vargem das Flores são apresentados na Tabela 6.20, sua composição e distribuição espacial na Tabela 6.21.
Tabela 6.20-Empregos Agropecuários Segundo as Sub-bacias

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997



SUB-BACIA

TRABALHADORES




Permanentes

Temporários

Da família

Parceiros

Arrendatários

Total

Água Suja

44

30

25

10

3

112

Morro Redondo

68

45

39

5

1

158

Betim

49

5

2

5

4

65

Contribuição Direta

41

16

10

0

0

67

Bela Vista

17

9

0

5

0

31

Batatal

10

1

5

0

0

16

Laje

3

1

0

0

0

4

Total

232

107

81

25

8

453

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
Os estabelecimentos agropecuários informaram a presença de 453 trabalhadores, sendo 51,2% permanentes, 23,6% temporários, 17,9% trabalhadores da própria família proprietária, havendo ainda uma participação reduzida de parceiros (5,5%) e arrendatários(1,8%). Os trabalhadores permanentes são sempre o componente principal da força de trabalho rural em todas as sub-bacias, com participação mínima de 39,3% na sub-bacia do Água Suja e máxima de 75,4% do pessoal ocupado na sub-bacia do Betim. A mão-de-obra familiar tem maior importância relativa nas sub-bacias do Água Suja, Morro Redondo e Batatal, ao passo que a parceria tem algum peso apenas na sub-bacia do Bela Vista.
Tabela 6.21-Indicadores sobre Empregos Agropecuários Segundo as Sub-bacias

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997




SUB-BACIA

COMPOSIÇÃO (%)

DISTRIBUIÇÃO (%)




Permanentes

Temporários

Da família

Parceiros

Arrendatários




Água Suja

39,3

26,8

22,3

8,9

2,7

24,7

Morro Redondo

43,0

28,5

24,7

3,2

0,6

34,9

Betim

75,4

7,7

3,1

7,7

6,2

14,3

Contribuição Direta

61,2

23,9

14,9

0,0

0,0

14,8

Bela Vista

54,8

29,0

0,0

16,1

0,0

6,8

Batatal

62,5

6,3

31,3

0,0

0,0

3,5

Laje

75,0

25,0

0,0

0,0

0,0

0,9

Total

51,2

23,6

17,9

5,5

1,8

100,0

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
Em termos espaciais, o emprego rural apresenta forte concentração nas sub-bacias do Água Suja e do Morro Redondo, que respondem por quase 60% do pessoal ocupado em toda a Bacia. As sub-bacias do Betim e Contribuição Direta ficam com quase 30% do restante.
Existem apenas 21 estabelecimentos agropecuários que declararam não utilizarem trabalhadores permanentes ou temporários, tendo 7 se classificado como orientados para a produção comercial, 9 como não orientados para a comercialização e 5 sem declaração a respeito deste quesito. Neste subgrupo de não-empregadores, 12 estabelecimentos se localizam na sub-bacia do Água Suja, 7 na do Morro Redondo e apenas 2 na sub-bacia de Contribuição Direta. Há, portanto, difusão significativa do uso de mão-de-obra assalariada junto às propriedades rurais da Bacia.
A consideração dos estabelecimentos contratantes, ou que empregam no mínimo a mão-de-obra familiar, segundo a orientação ou não para a produção comercial é apresentada na Tabela 6.22.
Tabela 6.22-Mão-de-obra por Características dos Estabelecimentos

Empregadores Segundo as Sub-bacias-Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997




SUB-BACIAS

ORIENTAÇÃO DA PRODUÇÃO

TOTAL




Comercial

Não-comercial

Sem declaração







Pessoas

%

Pessoas

%

Pessoas

%

Pessoas

%

Água Suja

70

62,5

25

22,3

17

15,2

112

100,0

Morro Redondo

92

58,2

43

27,2

23

14,6

158

100,0

Betim

59

90,8

3

4,6

3

4,6

65

100,0

Contribuição Direta

16

23,9

47

70,1

4

6,0

67

100,0

Bela Vista

23

74,2

8

25,8

0

0,0

31

100,0

Batatal

0

0,0

16

100,0

0

0,0

16

100,0

Laje

0

0,0

4

100,0

0

0,0

4

100,0

Total

260

57,4

146

32,2

47

10,4

453

100,0

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
É interessante observar que a geração de empregos rurais encontra motivação nítidamente distinta em dois grupos de sub-bacias: no primeiro, formado pelas sub-bacias do Água Suja, Morro Redondo, Betim e Bela Vista, os estabelecimentos empregadores são principalmente aqueles orientados para a produção comercial, enquanto nas sub-bacias de Contribuição Direta, do Batatal e do Laje, os empregos existentes estão concentrados em estabelecimentos não-orientados para a produção comercial. Em termos médios na Bacia, tem-se que 57,4% dos empregos pesquisados correspondem aos estabelecimentos orientados para o mercado e 32,2% estão ligados a propriedades dedicadas a subsistência ou ao lazer . Existe ainda uma parcela de 10,4% dos empregos informados que não podem ser rotulados de acordo com estes critérios. Há, portanto, a convivência entre duas alternativas de geração de empregos rurais na Bacia, ambas importantes e com relevância algo distinta em termos espaciais.
Relembrando os dados analisados anteriormente sobre trabalhadores residentes nas propriedades rurais, vê-se que o montante de trabalhadores totais excede os residentes (393 no total da Bacia), uma vez que parte dos proprietários, parceiros, arrendatários e até caseiros não declarou residência no próprio estabelecimento. Por outro lado, nada impede que trabalhadores residentes em uma propriedade ou parte dos demais moradores sejam trabalhadores temporários em outras próximas. Portanto, não há necessidade de que os números coincidam, nem sequer em termos de sub-bacias, pois eles podem morar e trabalhar em sub-bacias distintas.
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