I – diagnóstico



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Aspectos Tecnológicos


A utilização de arado animal, trator agrícola ou trator de esteira foi indagada apenas aos estabelecimentos que declararam possuírem orientação comercial. Apenas 3 estabelecimentos declararam o uso do arado animal, um na sub-bacia do Betim e os outros dois na sub-bacia do Morro Redondo, em atividades agrícolas, porém com frequência mais espaçada. Dos demais 26 propriedades explicitaram que não usam, enquanto as restantes não responderam ao quesito. Quanto aos tratores agrícolas, também possuem pequena expressão, sendo usados por 11 estabelecimentos, com declaração de não-utilização por 18 propriedades, enquanto as demais novamente não responderam. Dentre os 11 que deram resposta positiva, geralmente para uso esporádico em lavouras, 4 estão situados na sub-bacia do Morro Redondo (dos quais apenas um o utiliza diariamente, para formação de pastagens), 3 na sub-bacia do Betim, 3 na sub-bacia do Bela Vista (2 para formação de pastagens) e um na sub-bacia de Contribuição Direta (diariamente). Não há utilização de trator de esteira.
A utilização de produtos químicos foi indagada para todos os estabelecimentos, sendo os resultados por sub-bacias apresentados na Figura 6.2. é bem mais difundida do que a de máquinas agrícolas, sendo declarada por 55,7% dos estabelecimentos agropecuários da Bacia. Apenas 16,9% dos mesmos afirma não utilizar nada, sendo a proporção de não-resposta elevada, abrangendo 27,4% dos estabelecimentos pesquisados. Nas sub-bacias de Morro Redondo e Betim a participação interna dos que usam produtos químicos é inferior à média da Bacia, porém é também nessas sub-bacias onde se encontram os maiores percentuais de não-resposta. Em geral, os estabelecimentos que afirmaram fazer uso destes produtos apresentam uma relação média de 1,5 produtos por estabelecimento, ou seja, mais de um produto químico por estabelecimento. Estas relações médias são maiores nas sub-bacias do Água Suja, Contribuição Direta e Batatal.
O exame superficial da finalidade declarada, agrupando-a preliminarmente segundo a destinação para criações ou para culturas, apontou equilíbrio entre os usos na média da Bacia mas não segundo as sub-bacias. Considerando a grosso modo que a aplicação de produtos químicos no solo é potencialmente mais danosa ao meio-ambiente do que a sua aplicação em criações, é preocupante o quadro apresentado nas sub-bacias de Contribuição Direta, Água Suja e Morro Redondo, onde se tem a maior frequência absoluta ( e até relativa dentro das sub-bacias) de estabelecimentos que usam produtos químicos em culturas (inclusive pastagens), conforme dados da Tabela 6.23.
Figura 6.2-Uso de Produtos Químicos Segundo as Sub-bacias (%)

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997



Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.

Tabela 6.23-Finalidade dos Produtos Químicos Segundo as Sub-bacias

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997







PRODUTOS DECLARADOS

SUB-BACIAS

Usados em criações

Usados em culturas

Total declarado




Número

%

Número

%

Número

%

Água Suja

50

74,6

17

25,4

67

100,0

Morro Redondo

18

45,0

22

55,0

40

100,0

Betim

4

44,4

5

55,6

9

100,0

Contribuição Direta

9

23,7

29

76,3

38

100,0

Bela Vista

6

54,5

5

45,5

11

100,0

Batatal

6

75,0

2

25,0

8

100,0

Laje

2

100,0

0

0,0

2

100,0

Total

95

54,3

80

45,7

175

100,0

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
As conseqüências do uso de produtos químicos nas atividades agropecuárias abrangem ainda os aspectos indiretos de sua adoção, ligados ao problema de correta disposição das embalagens utilizadas e à limpeza dos equipamentos de aplicação. Um indicador adicional sobre a adequação ambiental dos procedimentos adotados foi a inclusão de questão referente à ocorrência de casos de intoxicação humana ou animal nas vizinhanças.
O manejo de embalagens e equipamentos de aplicação de produtos químicos evidencia que há maior preocupação com embalagens, geralmente queimadas, uma vez que o gado pode comê-las. Apenas na sub-bacia do Batatal encontra-se um percentual maior na categoria Sem cuidados, porém correspondente a um único caso. Poucos são os usuários que revelaram total despreocupação a este respeito (pelo menos sabem o que deveriam fazer e declararam de acordo). Tabela 6.24.

Tabela 6.24-Manejo dos Produtos Químicos Segundo as Sub-bacias



Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997


SUB-BACIAS

DESTINO DAS EMBALAGENS (%)

LIMPEZA DOS EQUIPAMENTOS(%)




Ensaca e leva à cidade

Enterra

Queima

Sem cuidados

Não usa equipamentos

Não limpa

Lava com água sem cuidados

Limpa com outros produtos

Água Suja

2,9

17,1

77,1

2,9

13,9

25,0

58,3

2,8

Morro Redondo

3,2

12,9

83,9

0,0

27,6

17,2

55,2

0,0

Betim

9,1

0,0

90,9

0,0

16,7

0,0

66,7

16,7

Contribuição Direta

4,5

18,2

72,7

4,5

50,0

36,4

4,5

9,1

Bela Vista

0,0

14,3

85,7

0,0

14,3

42,9

42,9

0,0

Batatal

0,0

25,0

50,0

25,0

0,0

50,0

25,0

25,0

Laje

0,0

0,0

100,0

0,0

0,0

50,0

50,0

0,0

Total

3,6

14,3

79,5

2,7

24,1

25,0

45,5

5,4

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
Mais preocupante é a manipulação dos equipamentos que, ou não são limpos(25% dos usuários) ou quando o são, utiliza-se água que vai para a terra, fossas ou nascentes, tanques e açudes (45,5% dos usuários). Uma minoria revela preocupação em utilizar detergente, formol ou água fervente, procedimento talvez não o mais indicado a ser adotado em cada caso. Pelo menos na sub-bacia de Contribuição Direta, onde há chance mais reduzida de depuração, há percentagens menores de utilização de equipamentos de aplicação em geral e de lavagem em água sem maiores cuidados.
A indagação sobre a existência recente de intoxicações humana ou animal só apresentou 5 casos positivos, sendo 2 na sub-bacia do Água Suja, 2 na sub-bacia do Bela Vista e 1 na sub-bacia do Morro Redondo. O pequeno número de respostas afirmativas não significa a inexistência de problemas de poluição hídrica por agrotóxicos e/ou de manejo inadequado, pois houve um percentual elevado de não-declaração, abrangendo 32,8% dos estabelecimentos pesquisados.
O último aspecto tecnológico relevante a ser considerado é a utilização da irrigação, questão já trabalhada quando da análise das principais culturas existentes na Bacia de Vargem das Flores.

A Percepção de Problemas Ambientais


O levantamento da percepção de problemas ambientais decorrentes do processo de ocupação em geral da Bacia sobre a sua dinâmica rural e especificamente sobre a qualidade da água da represa, com identificação de causas e sugestões para a sua solução ou redução, fez parte do questionário da pesquisa. As questões foram abertas, permitindo a livre expressão dos entrevistados, sendo posteriormente analisadas e agrupadas em categorias principais. Houve o total de 110 declarações positivas a respeito, pelos responsáveis dos 83 estabelecimentos que afirmaram a existência desta categoria de problemas. Tabela 6.25.
Em termos médios da Bacia, houve equilíbrio entre o número de informantes que percebem no seu cotidiano os efeitos negativos do processo de urbanização, fato declarado por 41,3% dos pesquisados, proporção igual à dos que não percebem tais efeitos. A ausência de declaração não foi mais elevada do que a encontrada nos demais quesitos. Em números absolutos, são as sub-bacias de Água Suja, Morro Redondo e de Contribuição Direta as que apresentam maior parte dos informantes da categoria que declarou a presença positiva de problemas, mas em termos relativos eles são mais expressivos nas sub-bacias do Água Suja, adjacente a Nova Contagem, Retiro e Icaivera, e na de Contribuição Direta, que sofre diretamente os efeitos das atividades de lazer empreendidas na represa de Vargem das Flores. Apenas nestas duas últimas sub-bacias, os que se declaram incomodados excedem numericamente os que afirmam que não há problemas.
Tabela 6.25-Percepção de Problemas Decorrentes da Urbanização Segundo as Sub-bacias

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997




SUB-BACIAS

ESTABELECIMENTOS




Sem problemas

Não responderam

Com problemas

Total




ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

Água Suja

22

36,1

10

16,4

29

47,5

61

100,0

Morro Redondo

31

43,1

20

27,8

21

29,2

72

100,0

Betim

11

50,0

4

18,2

7

31,8

22

100,0

Contribuição Direta

9

30,0

1

3,3

20

66,7

30

100,0

Bela Vista

5

62,5

0

0,0

3

37,5

8

100,0

Batatal

5

83,3

0

0,0

1

16,7

6

100,0

Laje

0

0,0

0

0,0

2

100,0

2

100,0

Total

83

41,3

35

17,4

83

41,3

201

100,0

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
O tipo de problemas declarados é apresentado na Tabela 6.26, segundo as categorias de roubo/furto, invasão e depredação/lixo, sendo nitidamente predominante os problemas referentes a roubos, furtos e assaltos. A existência de invasões não chega a ser expressivo, exceto nas sub-bacias do Bela Vista e do Batatal, onde há grande concentração de terras como reserva para loteamentos e grande proximidade da periferia urbana. A depredação nas propriedades, sem vinculação com furtos, e a presença de lixo em geral foram pouco mencionadas neste quesito, estando associadas geralmente ao lazer na represa.
Tabela 6.26-Categorização de Problemas Decorrentes da Urbanização

Segundo as Sub-bacias-Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997




SUB-BACIAS

Tipos de problemas




Roubo/furto

Invasão

Depredação/lixo

Total de problemas declarados




ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

Água Suja

36

97,3

0

0,0

1

2,7

37

100,0

Morro Redondo

25

96,2

1

3,8

0

0,0

26

100,0

Betim

12

100,0

0

0,0

0

0,0

12

100,0

Contribuição Direta

25

89,3

1

3,6

2

7,1

28

100,0

Bela Vista

1

33,3

2

66,7

0

0,0

3

100,0

Batatal

0

0,0

1

100,0

0

0,0

1

100,0

Laje

3

100,0

0

0,0

0

0,0

3

100,0

Total

102

92,7

5

4,5

3

2,7

110

100,0

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
As sugestões para a resolução ou minimização destes tipos de problemas, indagadas apenas aos que se sentem prejudicados, foram categorizadas em 4 alternativas apresentadas: repressão (desde modalidades mais brandas como colocação de posto policial até as mais radicais como proibir novos loteamentos na região), educação ambiental (colocação de placas e fazer programas junto a menores), soluções individuais (eletrificar cercas e aumentar os muros), e parcerias (melhoria do comércio junto à represa e melhoria da iluminação). Os proprietários locais afetados optaram, predominantemente, pelo elenco de medidas repressivas, pois dentre as 60 sugestões apresentadas, 81,7% concentram-se nesta categoria, conforme evidencia a Tabela 6.27. Porém, há alguma predisposição para programas de educação ambiental nas sub-bacias do Água Suja, Morro Redondo e Betim. É interessante notar que as soluções individuais foram pouco recomendadas, havendo a expectativa generalizada de que a resolução dos problemas venha do poder público.
Tabela 6.27-Sugestões de Resolução dos Problemas Decorrentes da Urbanização

Segundo as Sub-bacias-Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997




SUB-BACIA

SUGESTÕES




Repressão

Educação Ambiental

Soluções individuais

Parcerias

Total de sugestões




ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

Água Suja

21

80,8

3

11,5

1

3,8

1

3,8

26

100,0

Morro Redondo

9

81,8

2

18,2

0

0,0

0

0,0

11

100,0

Betim

2

40,0

1

20,0

2

40,0

0

0,0

5

100,0

Contribuição Direta

14

93,3

0

0,0

0

0,0

1

6,7

15

100,0

Bela Vista

1

100,0

0

0,0

0

0,0

0

0,0

1

100,0

Batatal

1

100,0

0

0,0

0

0,0

0

0,0

1

100,0

Laje

1

100,0

0

0,0

0

0,0

0

0,0

1

100,0

Total

49

81,7

6

10,0

3

5,0

2

3,3

60

100,0

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
Quanto aos problemas diretamente relacionados com a poluição dos córregos e da Represa, a metade dos estabelecimentos pesquisados declarou a existência de problemas desta natureza, com boa representatividade em todas as sub-bacias. O nível de não-resposta apresentou similaridade com o da categoria anterior de problemas. Tabela 6.28.
Tabela 6.28-Percepção dos Problemas de Poluição Hídrica-Segundo as Sub-bacias

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997




SUB-BACIAS

ESTABELECIMENTOS




Sem problemas

Com problemas

Sem resposta

Total




ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

Água Suja

15

24,6

35

57,4

11

18,0

61

100,0

Morro Redondo

26

36,1

24

33,3

22

30,6

72

100,0

Betim

6

27,3

13

59,1

3

13,6

22

100,0

Contribuição Direta

9

30,0

20

66,7

1

3,3

30

100,0

Bela Vista

3

37,5

5

62,5

0

0,0

8

100,0

Batatal

4

66,7

2

33,3

0

0,0

6

100,0

Laje

1

50,0

1

50,0

0

0,0

2

100,0

Total

64

31,8

100

49,8

37

18,4

201

100,0

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
Os tipos de problemas relatados foram categorizados em poluição de córregos e cursos d’água em geral, presença de lixo, desmatamento e outras causas de assoreamento, e a categoria vários, onde foram citados problemas nem sempre pertinentes (como a menção à poluição sonora provocada pela atividade da Pedreira Martins Lana). Os resultados figuram na Tabela 6.29.

Tabela 6.29-Categorização dos Problemas de Poluição Hídrica Segundo as Sub-bacias

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997


SUB-BACIAS

TIPOS DE PROBLEMAS



Poluição de córregos

Presença de lixo

Desmatamentos/

Assoreamento



Vários

Total de

problemas






ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

Água Suja

36

59,0

21

34,4

1

1,6

3

4,9

61

100,0

Morro Redondo

21

58,3

11

30,6

1

2,8

3

8,3

36

100,0

Betim

14

63,6

6

27,3

0

0,0

2

9,1

22

100,0

Contribuição Direta

13

38,2

19

55,9

2

5,9

0

0,0

34

100,0

Bela Vista

2

40,0

1

20,0

0

0,0

2

40,0

5

100,0

Batatal

2

100,0

0

0,0

0

0,0

0

0,0

2

100,0

Laje

2

100,0

0

0,0

0

0,0

0

0,0

2

100,0

Total

90

55,6

58

35,8

4

2,5

10

6,2

162

100,0

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
No relato de percepção de problemas de poluição hídrica dominaram os de comprometimento direto dos cursos d’água, relevante em todas as sub-bacias. Porém, neste quesito surgiram, de forma mais explícita, os problemas de presença de lixo, sendo o segundo tipo de poluição mais mencionado. Esta última categoria foi a predominante na sub-bacia de Contribuição Direta, sendo mencionado em 55,9% dos casos válidos. Os danos causados pelo desmatamento e outras fontes de assoreamento parecem ser menos percebidos pelos informantes como danosos à represa, embora existam no contexto da Bacia. É interessante ressaltar que poucos informantes explicitaram a possibilidade de contaminação da água com produtos químicos.
As sugestões para resolução destes problemas apresentadas pelos informantes que percebem a presença de fatores determinantes de poluição hídrica na Bacia estão sintetizadas na Tabela 6.30. Novamente os informantes sentiram-se inclinados a propor principalmente medidas repressivas/punitivas, categoria significante em todas as sub-bacias. Soluções dependentes da execução de obras de saneamento e melhoria da coleta de lixo pelo poder público foram mencionadas, em menor escala. Medidas visando a conscientização/educação ambiental da população em geral estão presentes, embora representando apenas 11,3% das soluções levantadas no conjunto da Bacia. Estas últimas possuem maior peso relativo somente na sub-bacia do Betim.
Tabela 6.30-Sugestões de Solução dos Problemas de Poluição Hídrica Segundo as Sub-bacias

Bacia de Vargem das Flores-Junho de 1997




SUB-BACIAS

SUGESTÕES




Saneamento

Coleta de lixo


Repressão/punição


Conscientização

Total




ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

ABS.

%

Água Suja

10

25,0

10

25,0

15

37,5

5

12,5

40

100,0

Morro Redondo

2

8,7

6

26,1

13

56,5

2

8,7

23

100,0

Betim

1

10,0

1

10,0

6

60,0

2

20,0

10

100,0

Contribuição Direta

1

3,8

4

15,4

18

69,2

3

11,5

26

100,0

Bela Vista

2

50,0

0

0,0

2

50,0

0

0,0

4

100,0

Batatal

2

66,7

0

0,0

1

33,3

0

0,0

3

100,0

Total

18

17,0

21

19,8

55

51,9

12

11,3

106

100,0

Fonte: PRAXIS, Levantamento das Propriedades Rurais, junho de 1997.
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