I demonstrações contábeis. 4 I. I demonstração do Resultado do Exercício (dre) 4



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Sumário



I - Demonstrações contábeis. 4

I.I - Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) 4

I.II - Demonstração de Lucro ou Prejuízo Acumulado 6

I.III - Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido 7

I.IV - Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos 7

I.V - Demonstração do Fluxo de Caixa 8

II - Considerações 10

Referências Bibliográficas 11




I - Demonstrações contábeis.

“Para se tomar uma decisão, é preciso analisar o maior número possível de informações dentro do espaço de tempo abrangido pela decisão” (COSTA, 2010. Pág. 151)


As demonstrações contábeis são ferramentas utilizadas para que se possam fazer análises da vida da empresa. Tais servem de grande auxílio e importância para se formular uma idéia e assim tomar determinadas decisões. Hoje, ouve-se muito o termo “Análise de Balanço” que é significa a mesma coisa, porém Iudícibus e Marion afirmam que “a expressão mais adequada seja ‘Análise das Demonstrações Financeiras’”. (IUDÍCIBUS, MARION. 2009. Pág: 131).

Dentro deste âmbito de ferramentas das análises financeiras, são tidas como demonstrações:



  • Demonstração do Resultado do Exercício (DRE);

  • Demonstração de Lucro ou Prejuízo Acumulado;

  • Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido;

  • Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos;

  • Demonstração do Fluxo de Caixa.

Padoveze define as análises financeiras como:


“aplicação do raciocínio analítico dedutivo sobre os valores dos elementos patrimoniais e suas inter-relações, expressos nas demonstrações contábeis de uma entidade, com a finalidade de conseguir uma avaliação econômico-financeira da sua situação e do andamento das suas operações” (PADOVEZE, 2004. Pág. 03).

I.I - Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)

A DRE é a demonstração contábil que tem por finalidade, mostrar a situação financeira da empresa, ou seja, se esta possui lucro ou prejuízo.

Iudícibus e Marion definem a DRE como “resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado período” (IUDÍCIBUS, MARION. 2009. Pág: 52).

Seus cálculos são realizados de forma simples, subtraindo-se as despesas das receitas e assim aponta se houve lucro ou prejuízo no exercício da análise.

É de grande importância as organizações, pois fornece inúmeras informações do estado da empresa, auxiliando em decisões futuras, como por exemplo corte de gastos, que inferem diretamente no lucro da empresa, podendo levar a prejuízos.

De acordo com a Lei nº 6.404/1976 (Lei das Sociedades por Ações), a DRE deve-se apresentar da seguinte forma:

RECEITA OPERACIONAL BRUTA
Vendas de Produtos
Vendas de Mercadorias
Prestação de Serviços

(-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA


Devoluções de Vendas
Abatimentos
Impostos e Contribuições Incidentes sobre Vendas

= RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA

(-) CUSTOS DAS VENDAS
Custo dos Produtos Vendidos
Custo das Mercadorias
Custo dos Serviços Prestados

= RESULTADO OPERACIONAL BRUTO

(-) DESPESAS OPERACIONAIS
Despesas Com Vendas
Despesas Administrativas

(-) DESPESAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS


Despesas Financeiras
(-) Receitas Financeiras
Variações Monetárias e Cambiais Passivas
(-) Variações Monetárias e Cambiais Ativas

OUTRAS RECEITAS E DESPESAS

Resultado da Equivalência Patrimonial

Venda de Bens e Direitos do Ativo Não Circulante

(-) Custo da Venda de Bens e Direitos do Ativo Não Circulante

= RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E SOBRE O LUCRO

(-) Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro

= LUCRO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES

(-) Debêntures, Empregados, Participações de Administradores, Partes Beneficiárias, Fundos de Assistência e Previdência para Empregados

(=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO




I.II - Demonstração de Lucro ou Prejuízo Acumulado



As Demonstrações de Lucros ou Prejuízos Acumulados servem para indicar o destino dos provenientes lucros.

Serve para indicar ao gestor ande ou o que fazer quando houver lucro na empresa. Sendo assim, parte deste lucro pode ser destinada aos donos da empresa, pois serve como remuneração pelo capital investido na composição da empresa. Neste caso, esta parcela chama-se dividendo. A outra parcela restante do lucro pode ser reaplicada na organização, chamando-se assim de lucro retido.

De acordo com Iudícibus e Marion “a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados serve de ponte entre a DRE e o Balança patrimonial” (IUDÍCIBUS, MARION, 2009. Pág.: 72). Tal afirmação se dá pelo simples fato de que se devem conhecer todas as origens de recursos dentro da atividade contábil. Os lucros são previstos pela DRE, sendo assim, como visto acima, tais necessitam de um destino, podendo retornar aos sócios como remuneração ou retornando a empresa como aplicação. Quando há o retorno a empresa deve ter uma destinação específica, sendo assim, pode servir para ampliação de estoque, aquisição equipamentos, entre outros.

Esquematiza-se a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados da seguinte forma:


Saldo no início do período

Ajuste de exercícios anteriores

(+) Retificação de erros

Lucro Líquido do Exercício

Saldo Disponível

Proposta da Administração para destinação do Lucro

Res. Legal

Res. Estatutária

Res. Orçamentária

Res. P/ Contingências

Res. Lucros a Realizar

Dividendos a Distribuir

Saldo no final do período


I.III - Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido



A DMPL – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido tem por finalidade, mostrar possíveis alterações ocorridas com o patrimônio líquido durante determinados exercícios. Tal atividade só pode ser iniciada após a conclusão da DRE, pois necessita dos índices apontados referentes o lucro ou prejuízo líquido para serem acrescido nesta demonstração.

Quando a empresa opta por desenvolver a DMPL, está não necessita desenvolver a DLPAc – Demonstração do Lucro ou Prejuízo Acumulado, pois a DMPL inclui a segunda. Sua vantagem é que analisa todos os índices do patrimônio líquido. É muito mais completa e abrangente.

Tal demonstração serve para formulação dos índices de Origens e Aplicações de Recursos, serve também para avaliação de investimentos.

Iudícibus e Marion sugerem o seguinte para a elaboração da demonstração:




  1. Indicar uma coluna para cada conta do Patrimônio Líquido. Se houver a conta dedutiva “Capital a Realizar”, subtraí-la da conta Capital Social e será a conta Capital Realizado.

  2. Nas linhas horizontais indicar as movimentações das contas no mesmo estilo feio com a DLPAc.

  3. Fazer as adições e/ou subtrações de acordo com as movimentações.



I.IV - Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos

De acordo com Iudícibus e Marion, a DOAR – Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos serve para “explicar a variação da Capital Circulante Líquido ocorrida de um ano para outro. Ajuda a compreender como e por que a posição financeira mudou de um exercício para outro” (IUDÍCIBUS, MARION, 2009. Pág. 91).

Entende-se Origem como tudo que aumente o Capital Circulante. A DOAR não é uma demonstração obrigatória, serve apenas como ferramenta gerencial. Mostra como e por que das mutações da Capital Circulante Líquido – CCL. HÁ uma correlação entre variações Não Circulantes e Circulantes, sendo assim, as ações Não Circulantes causam variações nas Circulantes, sendo assim, “a DOAR só existe quando houver alterações simultâneas de Circulante versus Não Circulantes” (IUDÍCIBUS, MARION, 2009. Pág.: 95).


Origens

Operações

Lucro Líquido

(+) Depreciações

(-) Equiv. Patrimonial

De Terceiros

Aumento da Dívida a Longo Prazo

Aplicações

Aumento do RLP

Aumento de Investimentos

Aumento de Imobilizado

Dividendo

Aumento no CCL


I.V - Demonstração do Fluxo de Caixa



A contabilidade utiliza-se de duas maneiras para apuração de resultado. Sendo elas: Regime de Competência e Regime de Caixa. A primeira possui regras, sendo:

  • A receita será contabilizada no período em que for gerada, independentemente do seu recebimento.

  • A despesa será contabilizada como tal no período em que for consumida, incorrida, utilizada, independentemente do pagamento.

Para a segunda maneira de apuração, Iudícibus e Marion afirmam que “é aplicado basicamente às microempresas ou às entidades sem fins lucrativos” (IUDÍCIBUS, MARION, 2009. Pág. 112).

Suas regras são as seguintes:


  • A receita será contabilizada no momento de seu recebimento, ou seja, quando entrar dinheiro no caixa.

  • A despesa será contabilizada no memento do pagamento, ou seja, quando sair dinheiro do caixa.

Subtraindo toda a despesa da receita, obtém-se o lucro.

Com esse entendimento, chega-se ao Fluxo de Caixa, que é a ferramenta que dá base para análises para todos os tipos de empresas. Indica a origem de todo o dinheiro que entrou e também todo que saiu.

Para a utilização de tal ferramenta, devem-se entender as ações que as transações que aumentam e as que diminuem o caixa.

São Transações que aumentam o Caixa:



  • Integralização de Capital pelos Sócios ou Acionistas;

  • Empréstimos bancários;

  • Venda de Itens do Ativo Fixo;

  • Vendas a Vista e Recebimentos de Duplicatas a Receber;

  • Outras entradas.

São transações que diminuem o Caixa:



  • Pagamentos de Dividendos aos acionistas

  • Pagamentos de Juros e Amortizações da Dívida

  • Aquisição de Item do Ativo Fixo

  • Compra a Vista e Pagamento a Fornecedores

  • Pagamento de Despesas/Custos, Contas a pagar e outros.

Deve se levar em consideração, também, as transações que não afetam o Caixa:



  • Depreciação, Amortização e Exaustão;

  • Previsão para devedores Duvidosos;

  • Acréscimos (ou Diminuições).


II - Considerações



A administração é a ciência que está associada a tomada de decisão e para isso necessita das diversas ferramentas possíveis que lhe auxiliem nessa atividade. A contabilidade vem como auxílio aos gestores nessas tomadas de decisões, oferecendo assim, as ferramentas necessárias para isso.

As ferramentas analisadas neste estudo são de grande importância dentro das organizações, pois são estas que veiculam as informações para os gestores, auxiliando-o nas decisões futuras, como por exemplo, compras, cortes, aquisições.



Percebeu-se que todas elas, de uma forma ou de outra, estão interligadas, evidenciando sua importância nas empresas e principalmente dentro das micro e pequenas empresas, que, muitas vezes por medo ou falta de informação, não utilizam essas ferramentas a seu favor. Servem para fins de organização e informação, pois oferecem um variado “cardápio” de índices que dizem respeito a situação da empresa onde foram recolhidos, devendo ser entendido com ferramenta que leva a eficiência e eficácia na tomada de decisão.

Referências Bibliográficas



FERRARI, Luiz Ed. Contabilidade Geral. 8ª Edição. São Paulo: Editora Elsevier, 2005.
TELES, Egberto Lucena. Manual de Contabilidade Introdutória. Rio de Janeiro: Editora Cengage Learning, 2005.
COSTA, Rodrigo Simeão da. Contabilidade para iniciantes em ciências contábeis e cursos afins. São Paulo: Editora Senac, 2010.
IUDÍCIBUS, Sérgio de, MARION, José Carlos. Curso de Contabilidade para não contadores. 6ª Edição. São Paulo: Atlas, 2009



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