I e II segmento



Baixar 0.54 Mb.
Página1/3
Encontro28.07.2016
Tamanho0.54 Mb.
  1   2   3



SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA

DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO

SETOR EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS


PROPOSTA PEDAGÓGICA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS-EJA

I E II SEGMENTO


EUNÁPOLIS, 2013.
ÍNDICE

1 – I Segmento: Conceituação...................................................................... p.02

2 – II Segmento: Conceituação..................................................................... p. 03

3 – Currículo da EJA..................................................................................... p .04

4 – Níveis de Escolaridade da EJA .............................................................. p. 05

5 – Áreas de estudo na EJA ........................................................................ p.06

6 – Língua Portuguesa: Conceituação ...........................................................p 07

7- Matemática: conceituação.........................................................................p. 08

8- Geografia: conceituação ...........................................................................p. 09

9 – Ciências naturais: conceituação ............................................................ p. 10

10 – História: conceituação ............................................................................p.11

11 – Educação Artística: conceituação ..........................................................p.12

12 – Objetivos Gerais do I segmento..............................................................p.13

13 - Desenvolvimento metodológico .............................................................p 15

13 –1º Ano; ( alfabetização) 2º ano; 3º ano; 4º ano e 5º ano. ................p 15 - 52

Língua Portuguesa: conteúdos; objetivos específicos; atividades/metodologias.

Matemática: conteúdos; objetivos específicos; Atividades/metodologias.

História: conteúdos; objetivos específicos; Atividades/metodologias.

Geografia: conteúdos; objetivos específicos; Atividades/metodologias.

Ciências: conteúdos; objetivos específicos; Atividades/metodologias.

14 - Temas transversais a serem trabalhados no I e II segmento ..............p .53

14.1- Ensino da arte – conteúdos; objetivos; metodologia; recursos ...... p. 53

15- Objetivos Gerais da EJA II Segmento ..................................................p. 54

16 - Conteúdos: Língua Portuguesa e Matemática do 6º ano: ....................p. 54

17- Conteúdos: Língua Portuguesa e Matemática do 7º ano: ....................p. 55

18- Conteúdos: Língua Portuguesa e Matemática do 8º ano: ....................p. 57

19- Conteúdos: Língua Portuguesa e Matemática do 9º ano: .....................p. 58

18- Parte diversificada do currículo da EJA .................................................p. 59

19- Avaliação no segmento I e II ..................................................................p. 60

20 - Indicação dos saberes necessários II Segmento – Tempo formativo II p.62

21 – Referências Bibliográficas ...................................................................p. 74



I SEGMENTO

Nas últimas décadas, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem despertado a atenção dos governos em vários países do mundo. Essa atenção deve-se, entre outros aspectos, às novas exigências do mercado de trabalho, com a implantação de sistemas de produção flexível e junto a isso, a necessidade de formação continuada dos jovens e adultos que se encontram inseridos nos meios de produção.

Nos últimos anos percebe-se, portanto, um movimento de maior valorização quanto ao compromisso do Estado perante a viabilização da EJA. E isso pode ser comprovado pelas políticas públicas educacionais que vêm sendo adotadas, dentre elas, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional –LDBen– que reafirma o dever do Estado com o Ensino Fundamental, obrigatório, gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria (LDBen 9.394/96, Art. 4). Nota-se, também, que é garantida a oferta de educação regular para jovens e adultos, tendo características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola (LDBen 9.394/96, Art. 4 inciso VII).

Apesar de todos esses direitos serem garantidos pela legislação vigente, a realidade da educação está distante de ser a ideal, pois são inúmeros os problemas enfrentados na efetivação dessa modalidade de ensino, principalmente questões relacionadas à metodologias.

Parafraseando Newton Duarte, ao determinarmos apenas uma maneira de pensar como a certa, estando associada ao pensamento dominante, os grupos subordinados, formados por grande parte dos alunos que procuram os cursos de Educação de Jovens e Adultos, mais uma vez terá os seus conhecimentos, o seu jeito de pensar e fazer negados no ambiente escolar, o que contribui para acentuar suas condições de subordinação.

Nas atividades escolares, os jovens e adultos muitas vezes vêem negados o seu conhecimento, sua vivência e cotidianidade, o que colabora para um constrangimento frente aos saberes instituídos. Este mecanismo “silencioso” de exclusão serve para inculcar-lhes a superioridade acadêmica em todas as disciplinas e aumentar o poder dos grupos dominantes que detêm este conhecimento legitimado.

Ora, se a EJA visa à inclusão escolar e social, a escola deve ser uma forte aliada para a inserção destes indivíduos na sociedade de modo que, não há porque puni-los “novamente” com a reprovação e não aprendizagem efetiva dos saberes necessários à sua ação em sociedade. Isto posto, um  grande desafio  apresenta-se  para  o ensino e aprendizagem, apontando para o imediato debate e busca de mudanças no contexto escolar.

Assim, aqui serão apresentadas as formas como trabalhar com a EJA, levando em consideração seus interesses, experiências, temores, saber suas opiniões, raciocínio, seus sentimentos e emoções.

O planejamento será distribuído por área de conhecimento para melhor desenvolvimento do trabalho, não sendo necessariamente um método para se trabalhar, podendo o professor utilizar a globalização das áreas do conhecimento.
II SEGMENTO

Os alunos jovens e adultos possuem características específicas, pois suas experiências pessoais, bem como sua participação social, não são iguais às de uma criança.

Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos, é necessário que a escola assuma a função reparadora de uma realidade injusta, que não deu oportunidade nem direito de escolarização a tantas pessoas. Ela deve também contemplar o aspecto equalizador, possibilitando novas inserções no mundo do trabalho, na vida social, nos espaços de estética e na abertura de canais de participação. Mas há ainda outra função a ser desempenhada: a qualificadora, com apelo à formação permanente, voltada para a solidariedade, a igualdade e a diversidade.

O acolhimento aos jovens e adultos se traduz também nas oportunidades dadas a eles, tanto no sentido de se manifestarem das mais diferentes formas como no de produzirem e partilharem suas produções (de conhecimentos, expressões artísticas, performances esportivas e as criadas fora do ambiente escolar). Estimular, valorizar e oferecer subsídios para enriquecer as manifestações e produções dos alunos contribui para que eles se reconheçam como produtores de cultura, como seres capazes de propor, criar e participar.

Além disso, todo o processo de ensino e aprendizagem precisa estar relacionado à conscientização e à participação, visto que os alunos e professores fazem parte de um processo dialógico para a superação da ordem sociocultural e socioeconômica deficiente. O acesso à educação deve permitir a reflexão e a ação do individuo sobre o mundo para atuar e transformar a realidade.

Os jovens e adultos procuram programas de elevação de escolaridade, em sua maioria, buscando melhorar suas chances de inserção no mercado de trabalho, explicitamente expressa pelo certificado formal do grau de escolaridade alcançado.

Diretamente ligada à certificação está a vontade de dominar os saberes escolares, na expectativa de que esse domínio permita a ascensão social, seja pela possibilidade de aprovação em concurso público ou teste para preenchimento de vagas de melhores empregos, seja pela vontade de alcançar e cursar o ensino superior. O que está em questão aqui, além da empregabilidade e da certificação, é o desejo de saber, cuja qualidade crítica pode ser maior ou menor em razão das experiências da pessoa e do tipo de programa em que ela vier a se inserir.

Outra forte razão é a busca do reconhecimento social e da afirmação da auto-estima.


CURRÍCULO
Oferecemos ao público da EJA uma obra que se preocupa e respeita a realidade dos que estão excluídos e/ou dos que abandonaram a escola, significa situá-los num universo maior: a Educação de Jovens e Adultos. Tratando de questões cujos conteúdos estão incluídos nos Temas Transversais, que envolvem, entre outros temas, a ética, civismo, democracia, cidadania e respeito à dignidade humana, possibilitamos ao educador a flexibilidade de oferecer oportunidades de aprendizagem respeitando a realidade em que o educando está inserido. A produção permite a adaptação do educador às expectativas adquiridas ao longo da vida do educando.

A Proposta de Semestralização tem como objetivo nortear o trabalho do educador e do aluno, nunca como fim, mas como um recurso prático, realista que respeita o conhecimento do educando e valoriza a pluralidade cultural do nosso país, motivando o educador a criar diferentes situações que estimulem os jovens e adultos a permanecerem em sala de aula. Neste sentido, o curso é desenvolvido em 04 semestres.

Enquanto projeto, o currículo é um guia para os encarregados de seu desenvolvimento, um instrumento útil para orientar a prática pedagógica, uma ajuda para o professor. Por esta função, não pode limitar-se a enunciar uma série de intenções, princípios e orientações gerais que, por excessivamente distantes da realidade das salas de aula, sejam de escassa ou nula ajuda para os professores. O currículo deve levar em conta as condições reais nas quais o projeto vai ser realizado, situando-se justamente entre as intenções, princípios e orientações gerais e a prática pedagógica.

Em resumo, o currículo é o projeto que preside as atividades educativas escolares, define suas intenções e proporciona guias de ações adequadas e úteis para os professores, que são diretamente responsáveis por sua execução. Para isso o currículo proporciona informações concretas sobre o que ensinar, quando ensinar, como ensinar e como e quando avaliar.



O currículo é abrangente, não compreende apenas as matérias ou os conteúdos do conhecimento, mas também sua organização e sequência adequadas, bem como os métodos que permitem um melhor desenvolvimento dos mesmos e o próprio processo de avaliação, incluindo questões como o que, como e quando avaliar.
NÍVEIS DE ESCOLARIDADE NA EJA
Os conteúdos estão totalmente de acordo com a proposta curricular dos PCNs e proposta curricular da EJA, abrangendo grande diversidade cultural, respeitando, trabalhando através de recursos didáticos e assuntos integrados do dia-a-dia dos alunos, possibilitando um processo de aquisição, construção, sistematização e transformação do conhecimento adquirido para Educação de Jovens e Adultos, uma categoria histórica cujas dimensões atendem a diferentes demandas de uma grande fatia da população: os jovens e adultos - empregados e desempregados – responsáveis pelo processo de produção dos bens de serviços, mas que a eles não tem acesso.
ESTÁGIO 1 – Volume único, compreende o ciclo de alfabetização: 1º ano

( 200 dias letivos) , Volume I: 2º ano ( 100 dias letivos) e 3º ano ( 100 dias letivos)


ESTÁGIO 2 – Volume II, compreende o 4º ano, antiga 3ª série ( 100 dias letivos)
ESTÁGIO 3 – Volume II, compreende o 5º ano, antiga 4ª série (100 dias letivos)

ESTÁGIO 4 - volume único, subdividido com os conteúdos da grade curricular correspondentes a 5ª série com total de 400h.
ESTÁGIO 5 – volume único, subdividido com os conteúdos da grade curricular correspondentes a 6ª série com total de 400h.
ESTÁGIO 6 – volume único, subdividido com os conteúdos da grade curricular correspondentes a 7ª série com total de 400h.
ESTÁGIO 7 – volume único, subdividido com os conteúdos da grade curricular correspondentes a 8ª série ou 9ºano com total de 400h. Considerando a equivalência ao Sistema de Ensino de 9 anos. Totalizando 1600 horas para o tempo formativo II. A carga horária é computada considerando uma jornada diária de 2:40h.
Língua Portuguesa
Os cursos destinados à Educação de Jovens e Adultos devem oferecer a quem os procura a possibilidade de desenvolver as competências necessárias para a aprendizagem dos conteúdos escolares, bem como a possibilidade de aumentar a consciência em relação ao estar no mundo, ampliando a capacidade de participação social, no exercício da cidadania. Para realizar esses objetivos, o estudo da linguagem é um valioso instrumento.

Qualquer aprendizagem só é possível por meio dela, já que é com a linguagem que se formaliza todo conhecimento produzido nas diferentes disciplinas e que se explica a maneira como o universo se organiza.

O estudo da linguagem verbal traz em sua trama tanto a ampliação da modalidade oral, por meio dos processos de escuta e de produção de textos falados, como o desenvolvimento da modalidade escrita, que envolve o processo de leitura e o de elaboração de textos.

Além dessa dimensão mais voltada às práticas sociais do uso da linguagem, o estudo da linguagem envolve, também, a reflexão acerca de seu funcionamento, isto é, dos recursos estilísticos que mobilizam e dos efeitos de sentido que produz. Participa-se de um mundo que fala, escuta, lê, escreve e discute os usos desses atos de comunicação. Para compreendê-Io melhor, é necessário ampliar competências e habilidades envolvidas no uso da palavra, isto é, dominar o discurso nas diversas situações comunicativas, para entender a lógica de organização que rege a sociedade, bem como interpretar as sutilezas de seu funcionamento. A tarefa de ensinar a ler e a escrever e tudo que envolve a comunicação favorece a formação dessa estrutura de pensamento específico e ajuda a desenvolver as habilidades que implicam tal competência. O trabalho com a oralidade e a escrita anima a vontade de explicar, criticar e contemplar a realidade, pois as palavras são instrumentos essenciais para a compreensão e o “maravilhamento”.

Em uma série de circunstâncias, a necessidade do uso da linguagem se manifesta: da leitura do nome das placas à leitura de jornais, textos científicos, poemas e romances; da elaboração de um bilhete à comunicação e expressão de pensamentos próprios e alheios. Daí a importância de uma educação que permita ao aluno da EJA ter uma experiência ativa na elaboração de textos. Uma educação que discuta o papel da linguagem verbal, tanto no plano do conteúdo como no plano da expressão. É importante que o aluno perceba que a língua é um instrumento vivo, dinâmico, facilitador, com o qual é possível participar ativamente e essencialmente da construção da mensagem de qualquer texto.

Matemática
A matemática é um instrumento importantíssimo para a tomada de decisões, pois apela para a criatividade. Ao mesmo tempo, a matemática fornece os instrumentos necessários para uma avaliação das consequências da decisão escolhida. A essência do comportamento ético resulta do conhecimento das consequências das decisões que tomamos.

Você consegue imaginar a sua vida sem usar os números, sem fazer cálculos ou medidas? São muitas e muitas as informações disponíveis ao nosso redor. Convivemos a todo instante com tantas invenções e conquistas que, de algum modo, mudaram e até facilitaram nossa vida e nem nos damos conta de que, em outras épocas, eram totalmente diferentes.

A matemática foi sendo inventada pelo homem porque a vida dele foi exigindo que resolvesse certos problemas para compreender a natureza, transformá-la e continuar se desenvolvendo. À medida que conhece melhor o mundo natural, o homem vai gerando ciência, tecnologia e arte.

Como já foi dito, a Matemática é uma construção da inteligência humana feita ao longo da história do homem, em decorrência da sua relação com a natureza e da vida em sociedade.

A Matemática tem um papel fundamental nessas situações. Aprender Matemática é um direito básico de todas as pessoas e uma resposta a necessidades individuais e sociais do homem.

Nesse aspecto, a Matemática pode dar sua contribuição à formação dos jovens e adultos que buscam a escola, ao desenvolver metodologias que enfatizem a construção de estratégias, a comprovação e a justificativa de resultados, a criatividade, a iniciativa pessoal, o trabalho coletivo e a autonomia advinda da confiança na própria capacidade para enfrentar desafios. Além disso, para exercer a cidadania é necessário saber calcular, medir, raciocinar, argumentar, tratar informações estatisticamente etc.



Nos dias atuais saber matemática é cada vez mais necessário, pois ela se faz presente tanto na quantificação do real - contagem, medição de grandezas – como criando sistemas abstratos que organizam inter relacionam e revelam fenômenos do espaço, do movimento, das formas e dos números associados quase sempre a fenômenos do mundo físico.

Acredita-se que, assim, verificando sua capacidade real de aprendizagem, por meio da realização de atividades que o (a) façam voltar-se para si mesmo e para o seu meio, com o objetivo de transformar-se, pode-se contribuir para que descubra o prazer de conhecer, de pesquisar, trocar ideias, de trabalhar juntos, enfim, deixando que o outro o conheça melhor.

Outra contribuição da Matemática é auxiliar a compreensão de informações, muitas vezes contraditórias, que incluem dados estatísticos e tomadas de decisões diante de questões políticas e sociais que dependem da leitura crítica e interpretação de índices divulgados pelos meios de comunicação.

De modo geral, um currículo de Matemática para jovens e adultos deve procurar contribuir para a valorização da pluralidade sociocultural e criar condições para que aluno se torne ativo na transformação de seu ambiente, participando mais ativamente no mundo do trabalho, da política e da cultura.

Busca-se com a construção desse currículo para a Educação de Jovens e Adultos, da disciplina de matemática, atender certos conhecimentos matemáticos que a maioria dos cidadãos precisa utilizar para entender muitos aspectos das diferentes culturas em que vivem, para se comunicar e enfrentar algumas situações do dia-a-dia.


Geografia
No ensino de Geografia para EJA, é importante que o aluno observe, interprete e compreenda as transformações socioespaciais ocorridas em diferentes lugares e épocas e estabeleça comparações entre semelhanças e diferenças relativas às transformações socioespaciais do município, do estado e do país onde mora.

É fundamental que, no desenvolvimento da aprendizagem dos alunos da EJA, sejam valorizados os conceitos e categorias da Geografia já apropriados por eles, estabelecendo um elo com as noções dos diferentes espaços conhecidos em seu cotidiano. A partir de sua realidade, gradativamente e dialogando sobre os conhecimentos que obtiveram de modo informal com os saberes geográficos já adquiridos na escola, que esses alunos possam estabelecer ligações entre esse cotidiano e os diferentes espaços geográficos: local, regional, nacional e internacional.

Esses conhecimentos geográficos que os alunos da EJA já detêm irão contribuir para a sistematização e ampliação dos conceitos e noções necessários para ajudá-los a fazer a leitura e a análise do lugar em que vivem, a relacionar e a comparar o espaço local, o espaço brasileiro e o espaço mundial, ajustando a escola às demandas sociais atuais.

Segundo os PCNs a Geografia estuda as relações entre o processo histórico que regula a formação das sociedades humanas e o funcionamento da natureza, por meio da leitura do espaço geográfico e da paisagem. As percepções, as vivências e a memória dos indivíduos e dos grupos sociais são, portanto, elementos importantes na leitura da espacial idade da sociedade, tendo em vista a construção de projetos individuais e coletivos que transformam os diferentes espaços em diferentes épocas, incorporando o movimento e a velocidade, os ritmos e a simultaneidade, o objetivo e o subjetivo, o econômico e o social, o cultural e o individual.


Ciências Naturais
O ensino das Ciências Naturais vem passando por profundas transformações nas últimas décadas. Tradicionalmente priorizam-se a descrição dos fenômenos naturais e a transmissão de definições, regras, nomenclaturas e fórmulas, muitas vezes sem se estabelecerem vínculos com a realidade do estudante, o que dificulta a aprendizagem. As discussões acumuladas sobre o ensino de Ciências apontam para um ensino mais atualizado e dinâmico, mais contextualizado, onde são priorizados temas relevantes para o aluno, ligados ao meio ambiente, à saúde e à transformação científico-tecnológica do mundo e à compreensão do que é Ciência e Tecnologia.

É preciso selecionar temas e problemas relevantes para o grupo de alunos, de modo que eles sejam motivados a refletir sobre as suas próprias concepções. Essas concepções podem ter diferentes origens: na cultura popular, na religião ou no misticismo, nos meios de comunicação e ainda na história de vida do indivíduo, sua profissão, sua família etc.

São explicações muitas vezes arraigadas e preconceituosas, chegando a constituir obstáculo à aprendizagem científica.

Os estudos, as discussões e a atuação do professor devem ajudar os alunos a perceber e a modificar suas explicações. Portanto, é essencial oferecer oportunidades para que desenvolvam o hábito de refletir sobre o que expressam oralmente ou por escrito. Sob a condução do professor, os alunos questionam-se e contrapõem as observações de fenômenos, estabelecendo relações entre informações. Assim, podem tornar-se indivíduos mais conscientes de suas opiniões, mais flexíveis para alterá-Ias e mais tolerantes com opiniões diferentes das suas.

Essas atitudes colaboram para que o aluno cuide melhor de si e de seus familiares, permanecendo atento à prevenção de doenças, às questões ambientais, e se utilize das tecnologias existentes na sociedade de forma também mais consciente.

História
Geralmente os alunos da EJA, como também acontece com os adolescentes e alunos de cursos noturnos do Ensino Fundamental Regular, trazem uma concepção prévia de que a História estuda o passado. Isso é fruto, entre outras razões, do fato de que na maioria das escolas brasileiras ainda se ensina essa disciplina de forma bastante tradicional, fundamentada numa visão de tempo linear, e também verbalista, com base em aulas expositivas sobre temas desvinculados de problemáticas da vida real, nas quais o professor entende ser seu papel apenas fornecer conhecimentos aos estudantes.

Além de questionar as visões tradicionais da História e do ensino dessa disciplina nas escolas, é fundamental que os professores da EJA busquem entender a realidade do mundo atual juntamente com seus estudantes e também que os incentivem a se tornarem cidadãos ativos nas suas comunidades. Nesse processo, é importantíssimo buscar o resgate dos valores humanísticos, principalmente entre aquelas pessoas que vivem nos grandes centros urbanos do Brasil e do mundo, regiões em que o consumismo, o imediatismo e o "presentismo" têm marcado as relações sociais.

Como atualmente a maioria dos alunos da EJA têm mais idéias e percepções sobre o mundo atual, o professor deve aproveitar essa característica para aprofundar suas capacidades de refletir sobre as mudanças e as permanências nos temas e sociedades em estudo. Desenvolvendo essa capacidade de comparar e a habilidade de opinar sobre determinado tema histórico, estaremos contribuindo decisivamente para o incentivo à participação de alunos e professores na vida política, social, cultural e econômica de suas comunidades. Assim agindo, o professor estará valorizando o estudo sobre a variedade das experiências humanas.

Educação Artística
Sugere-se que o professor propicie a aprendizagem dos conhecimentos artísticos, enfatizando a ampliação da expressividade, do processo criador e estético e das habilidades artísticas dos jovens e adultos, levando-os a ampliar a sensibilidade, a percepção, a reflexão e a imaginação.

Os conhecimentos da arte abrem perspectivas para que os jovens e adultos tenham uma compreensão do mundo na qual a dimensão poética esteja presente: a arte ensina que é possível transformar continuamente a existência; que é preciso mudar referências a cada momento, ser flexível. Isso quer dizer que criar e conhecer são indissociáveis e a flexibilidade é condição fundamental para aprender.

O ser humano que não conhecer arte tem a experiência limitada, escapa-lhe a dimensão do sonho, da força comunicativa dos objetos à sua volta, da sonoridade instigante da poesia, das criações musicais, das cores e formas, dos gestos e luzes que buscam o sentido da vida.


  • Arte será trabalhada com enfoque interdisciplinar integrada aos demais componentes curriculares.

  • Os conteúdos referentes à História da Cultura Afro Brasileira e Cultura Indígena serão ministrados no âmbito de todo currículo escolar, em especial nas áreas de Arte, Literatura e História Brasileira.



OBJETIVOS GERAIS PARA O I SEGMENTO

• Compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;


• Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;
• Conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao País;
• Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais;

• Perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;


• Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania;
• Conhecer e cuidar do próprio corpo, valorizando e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva;
• Utilizar as diferentes linguagens — verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal — como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação;
• Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos;
• Questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando;
DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO


  • Os objetivos serão alcançados através do desenvolvimento dos conteúdos de forma globalizada utilizando – se estratégias metodológicas baseadas na teoria sócio – interacionista, contemplando atividades lúdicas, aos pares e coletivas.

  • O professor será o mediador, promovendo intervenções constantes para o desenvolvimento e avanço nas hipóteses dos adultos.

  • O processo de alfabetização será subsidiado pela teoria sócio interacionista utilizando-se como recurso para a aquisição da linguagem oral e escrita textos de diferentes gêneros com diferentes funções sociais.

  • As atividades representarão um desafio que estimula os alunos a vencerem etapas em seu desenvolvimento do conhecimento.

  • O ambiente da sala de aula será um espaço onde o aluno se sinta livre para pensar e agir, acertando e errando sem receber ensinamentos prontos e estereotipados.

As atividades pedagógicas serão pensadas pelo professor partindo de situações reais, envolvendo os alunos a participarem do processo ensino aprendizagem de forma ativa e significativa para a turma. A fim se alcançar esse objetivo utilizaremos como estratégia metodológicas do trabalho, atividades permanentes, sequenciadas, ocasionais e projetos didáticos


Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal