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VIRGÍLIO VASCONCELOS VILELA

COMO EXPANDIR SUA INTELIGÊNCIA



UMA ABORDAGEM PRÁTICA DE COMO INTEGRAR AÇÃO, PENSAMENTO E EMOÇÃO PARA PRODUZIR RESULTADOS

I - FUNDAMENTOS


Brasília

Dezembro/2000

COMO EXPANDIR SUA INTELIGÊNCIA

I - FUNDAMENTOS

No século II, Ptolomeu propôs o chamado modelo geocêntrico do universo, a Terra como o centro, tendo em volta os planetas em perfeitas órbitas circulares. Esta crença prevaleceu até o século XVI (14 séculos!), quando Copérnico propôs um modelo em que a Terra girava em torno do Sol.

Em 1922, Niehls Bohr ganhou o prêmio Nobel de Física por seu modelo de átomo. Posteriormente descobriu-se que seu modelo estava incorreto.

A revista Superinteressante de outubro/2000 publicou duas matérias questionadoras. Uma, sobre um cientista que afirma que o HIV não provoca a AIDS, e outra, sobre outro cientista que questiona as vacinas. Ou seja, há controvérsia até em crenças científicas aparentemente consagradas.

Há pessoas hoje em dia que talvez não achem que é possível expandir sua inteligência. Isto também é uma crença, não uma verdade. Neste trabalho mostramos como é efetivamente possível e viável, para qualquer pessoa que queira, agir com maior inteligência.

O que é mostrado aqui é uma espécie de tecnologia. Estamos acostumados a vários tipos de tecnologia, mas em geral não precisamos saber como a tecnologia funciona para obtermos o que queremos através dela. Usamos videocassetes, celulares, computadores e inúmeras outras engenhocas tecnológicas, mas são poucos os que conhecem seus detalhes de funcionamento com profundidade. No entanto, isso não nos incomoda, usamos e pronto.

Da mesma forma, a tecnologia que apresentamos aqui pode ser usada tornar nossa vida melhor sem que se conheça os detalhes de porquê funcionam. E para que serve essa tecnologia? Sendo a inteligência um conjunto de capacidades que permitem a uma pessoa atingir objetivos, o material fornecido aqui serve para que alguém atinja mais e melhores objetivos. Quais serão esses objetivos depende de você e da sua liberdade de escolha. Os nossos objetivos são:


    1. Convencê-lo de que agir com mais inteligência é possível e acessível para você.

    2. Proporcionar experiências e práticas para que você comprove as possibilidades apresentadas.

    3. Oferecer possibilidades e alternativas práticas para que você expanda o seu repertório de ações inteligentes.

Este trabalho é em parte baseado nas idéias da PNL – Programação Neurolingüística, principalmente no livro que a lançou (Dilts et al., 1980).

Agradecimentos especiais a Margarida Benquerer, um apoio decisivo, e a Nelson Rodrigues e Renato Gallo, pelas críticas, discussões e excelentes idéias.



Virgílio Vasconcelos. Vilela

possibilidades@possibilidades.com.br

www.possibilidades.com.br ou www.possibilidades.cjb.net

Brasília, Dezembro/2000



SUMÁRIO

1. Inteligência 5

Estratégias 7



2. O que há lá dentro 10

3. O que está acontecendo lá dentro 12

4. Estratégias internas 14

Eficiência das estratégias 16



5. Aprendizagem de estratégias 17

Instalação de estratégias 17

Graus de competência 18

Fatores da aprendizagem 20



6. Execução de estratégias 22

7. O ser humano em ação 23

Atenção 24

Decisão 24

Emoção 25

Podemos escolher emoções? 26

8. Estratégias internas e o corpo 27

Pistas de acesso 28



9. Modelagem de estratégias 30

10. Como expandir sua inteligência 32

Reorganizar estratégias 32

Aprender uma nova estratégia 32

Aplicar uma estratégia existente em outro contexto 33

Outras possibilidades 33

11. Instalação de estratégias 33

Ensaio mental 34

Metáforas 36

Indução lingüística 37

“Efeitos especiais” mentais 38

"Como se" 39



12. Ecologia do ser humano 40

13. Idéias para estratégias 43

Posições perceptivas 43

Variadas 44

O CACHORRO QUE MUDOU O MUNDO 47

BIBLIOGRAFIA 49

SITES 49



1.Inteligência


Pense por um momento em alguma coisa que esteja querendo obter ou algum sonho que queira realizar. Talvez seja um carro, uma casa, um diploma. Ou uma viagem ou passeio. Pode ser que queira um companheiro ou companheira. Ou talvez queira sentir bem-estar, paz de espírito, relaxamento, algum tipo de prazer. Ou coisas mais imediatas, talvez sinta sede e queira beber água ou outro líquido. Pode ser também que o que você deseja é expandir alguma capacidade, como aprender, lembrar ou decidir.

Temos vários nomes para essas coisas:



Plano Sonho Objetivo Meta Intenção Intento Propósito Desejo Aspiração Anseio Necessidade Resolução Intuito Projeto Querer

O que todas essas palavras tem em comum é que há um estado ou situação atual e um outro estado pretendido, e há uma diferença entre eles:



A palavra estado, neste contexto, refere-se às condições gerais de uma pessoa e sua vida, envolvendo o que ela sabe, o que ela tem e o que está vivenciando em um momento, em termos físicos, mentais e emocionais.

Uma vez que há uma diferença entre o estado atual e o estado pretendido, a pessoa vai então agir para reduzir a diferença. Se ela quer um diploma, vai se matricular em uma escola ou preparar-se para um processo de seleção. Se está com sede, vai se mobilizar para saciá-la. Se está pretendendo melhorar sua capacidade de aprender, vai estudar e praticar alguma técnica que reduza a diferença entre sua capacidade de aprender atual e a desejada. Ou seja, a pessoa vai executar uma série de comportamentos para reduzir a diferença entre o que pretende e o estado atual.

Entendemos como inteligência a capacidade de um ser de (Pinker, 1998):



  • escolher um ou mais objetivos

  • avaliar o estado atual para saber como ele difere dos objetivos

  • por em prática uma série de comportamentos para reduzir a diferença, baseadas em conhecimentos e recursos disponíveis

Mas existe mesmo algo chamado "inteligência"? As coisas que existem concretamente podem ser percebidas através dos sentidos. Por exemplo, "tangerina" é o nome de algo que se pode ver, pegar e sentir o gosto. E quanto à inteligência, você já viu uma? Já pegou em alguma? Já sentiu o gosto de uma inteligência?

Na verdade, inteligência é uma palavra para descrever classes ou padrões de comportamentos direcionados a objetivos. Os comportamentos que elaboro para matar a minha sede são inteligentes. Os comportamentos que aplico para aprender um assunto são também inteligentes. A indução matemática é um comportamento inteligente padronizado, que serve para resolver certos tipos de problemas. Você neste momento está aplicando um padrão de comportamento inteligente para ler este texto.

Podemos então afirmar que:

TODO COMPORTAMENTO HUMANO VISA UM OBJETIVO... OU MAIS”

Agora imagine que exista um ser inteligente que não tenha um objetivo sequer; não há qualquer pretensão de que algo seja diferente, em si mesmo ou no mundo. Não está com sede, não quer assistir TV nem ler um livro, não quer aprender coisa alguma ou melhorar. Ele vai ficar estático, certo? Por isto, podemos afirmar que



"UM SER HUMANO SÓ AGE QUANDO TEM UM OBJETIVO... OU MAIS"

Isto não é lá grande novidade: Aristóteles, nascido em 384 a.c., já dizia que "a mente sempre faz o que faz em benefício de algo, este algo sendo o fim em si mesmo" (citado em Dilts, 1998).

Atividade 1 – Seus objetivos

Já que só nos mexemos quando temos um objetivo, aproveite para deixar bem estabelecidos os seus. Se você ainda não formou uma idéia precisa do conteúdo e sua utilidade, pode definir objetivos um pouco mais genéricos, como "absorver o máximo possível", "aprender coisas que posso aplicar para melhorar minha qualidade de vida" ou "descobrir como aumentar minha inteligência". E se você já pode ser mais específico, pode imaginar situações em que você está fazendo algo diferente para obter melhores resultados (detalhe: você já está fazendo isto agora!). Dedique pelo menos 1 minutinho a esta atividade.

Atividade 2 – Concentrando-se melhor

Você aproveita mais de um treinamento se estiver concentrado e relaxado. Para isso, faça o seguinte exercício (se estiver tentado a questionar porque funcionaria, lembre-se do papo inicial: mais relevante é que algo funcione para o que queremos, e não porquê funciona). Foi descrito por James Braid no livro Neurypnology (de 1843!).



        1. Coloque os olhos para cima e centrados, como que olhando para o espaço entre as sobrancelhas. Talvez um ponto no teto ajude.

Você perceberá que existem sinais de relaxamento na respiração, tensão muscular nos músculos da face, tamanho das pupilas, etc. É importante que fazer isso por no máximo 1 a 1 ½ minuto; caso contrário os olhos poderão ficar cansados.

        1. Permanecendo relaxado, com a mente relaxada, mova os olhos para baixo e depois olhe para o texto.

(Fonte: http://possibilidades.cjb.net)
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