I. rua primeiro de marçO



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ROTEIRO: PRIMEIRO DE MARÇO E MORRO DO CASTELO


I.RUA PRIMEIRO DE MARÇO


* Começa na Praça XV e termina na Ladeira de São Bento.
Primeira rua da cidade. Ligava o Morro do Castelo ao do São Bento. Seus primeiros nomes foram: Caminho ou Praia de Manuel de Brito; Direita do Carmo para São Bento; Direita para a Misericórdia; etc. Era a continuação natural da Rua da Misericórdia. Acredita-se que o trecho entre a Presidente Vargas e a Teófilo Otoni já estaria todo edificado em 1620.

A Rua Direita era o centro dos acontecimentos do Rio colonial e imperial: procissões, reuniões, os sábados de aleluia, as malhações do Judas, as coroações, etc. A vida religiosa desenvolvia-se entre 2 conventos: Carmelitas e Beneditinos.

O nome atual refere-se à data da vitória de Aquidabã, em 1870, quando acabou a Guerra do Paraguai.

II.IGREJA E MOSTEIRO DE SÃO BENTO


* Rua Dom Gerardo, 68 e Ladeira de São Bento

Autores do projeto: Francisco Frias de Mesquita(1617) e Bernardo de São Bento (1670)

Construção: 1633, 1670/90

1 ª inauguração : 1641 (1o. projeto)

Proprietário: Ordem de São Bento

Principais reformas e restaurações: 1732, 1743, 1788/1794 e ao longo dos séculos XVIII, XIX E XX


Em 1581, os beneditinos chegaram a Salvador; cinco anos depois dois monges vieram para o Rio fundar a ordem. Em 1589, receberam de Manuel de Brito a sesmaria que compreendia o outeiro, onde havia uma ermida dedicada a N.S. da Conceição (que em 1602, passou a se chamar N.S. de Monserrate), e toda a cercania até o morro da Conceição. Em 1711, o pirata francês Duaguay-Trouin ocupou o mosteiro. O colégio iniciou-se em 1858.

Canto Gregoriano: Cantochão, ou seja, canto litúrgico da Igreja Católica. O papa São Gregório Magno (séc. VI) criou a Escola dos Cantos. A escola beneditina estuda esse tipo de canto desde o século XIX.
Destaques da igreja:

Fachada: austeridade e classicismo ligados ao maneirismo na rígida simetria, nas divisões verticais e horizontais em cantaria do centro da fachada com seu frontão triangular, ladeado por torres de seção quadrada, arrematado em pirâmides. As três arcadas em arco pleno, formando um pórtico coberto, pertencem às tradições beneditinas da época. Em 1880, foram fechadas com duas atuais grades em ferro alemão. O frontispício é a parte mais antiga do conjunto, e foi projetado por Francisco de Frias de Mesquita, sendo construído entre 1666 e 1669, junto ao coro.

Torres: somente a da direita é sineira, com dois sinos de bronze de tamanhos diferentes. Com dupla arcada e pináculos em pirâmides.

Vestíbulo: chão de mármore branco e preto, em padrões geométricos, teto em abóbada de arco abatido, dividida por arcos de cantaria e paredes laterais parcialmente revestidas por azulejos do séc. XIX.

Interior: a riqueza do interior, contrasta com a simplicidade da fachada, e é formado por talhas barrocas com motivos fitomorfos, recobertas de ouro. O exuberante estilo rococó está presente na talha do altar-mor, no arco cruzeiro e na capela do Santíssimo Sacramento.

Teto: o da nave central é abobadado em berço, e a pintura em apainelados retangulares marmorizados, é do século XVIII. Arcadas apóiam-se em pilastras, de referências maneiristas, para acesso às capelas acrescentadas à planta original de uma só nave por Frei Bernardo (1666-1693), monge arquiteto.



Lampadários de prata: de Mestre Valentim da Fonseca e Silva, com 227 quilos cada, estão próximos ao arco cruzeiro.

Capela-mor: retábulo, com o trono em degraus escalonados de modo sucessivo e gradativo, com a imagem de N.S. de Monserrate, padroeira do Mosteiro. As pinturas de seu teto representam várias aparições da Virgem. Do lado esquerdo do altar-mor está a imagem de São Bento (século XVII, por Frei Domingo da Conceição), e do lado esquerda, a de Santa Escolástica.

Batistério: situa-se na base da torre direita.

Coro: ao lado do órgão elétrico está instalado o antigo “órgão da Coroa”, de 1773.

Adro: à direita está a portaria velha, de 1663. O alpendre guarda uma imagem de São Bento feita em terracota, de 1655


  1. IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CANDELÁRIA

* Praça Pio X

Proprietário: Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária

Autor do projeto: Francisco José do Roscio

Construção: 1775/1898

Principais reformas e restaurações: 1811, 1898

Originou-se de uma ermida mandada construir por Antônio Martins Palma, após um naufrágio, nessa região de várzea em frente ao mar. Em 1775, um novo projeto foi pedido ao engenheiro-major Francisco Roscio e o novo templo só foi inaugurado em 1811, com a presença do Príncipe Regente. Novas reformas têm lugar em meados do século XIX, e se arrastam até 1890, ano de sua nova inauguração. Do projeto de Francisco Roscio só permanece a fachada.



Destaques da igreja:

Cúpula: tambor octagonal, circundada por terraço com balaustrada, toda em pedra de lioz de Lisboa (630 toneladas), construída em estilo neoclássico entre 1865 e 1877. As 8 estátuas em mármore branco ao redor da cúpula foram realizadas em Lisboa por José Cesário de Sales, representando os quatros evangelistas, e a Religião, a Fé, a Esperança e a Caridade. O teto da nave principal representa seis grandes painéis do pintor João Zeferino da Costa, narrando as origens da Igreja.

Fachada: elementos de cantaria ocupam quase toda a fachada, com reduzidos trechos em alvenaria caiada. Frontão é triangular, coroado por acrotério e pináculos.

Portas: esculpidas em bronze, por Teixeira Lopes, fundidas na França, e mostradas na Exposição Universal de Paris de 1889.

Planta: cruz latina, com transepto e com duas sacristias, uma de cada lado. O projeto foi do brigadeiro Francisco João.

Púlpito: os dois, com escadas de bronze trabalhado e a palavra Verbum dourada a ouro, são em mármore branco e ferro, trabalhados em estilo art-nouveau.

Batistério: situa-se à esquerda, com escultura em madeira, representando o batismo de Cristo.

Capela-mor e altar-mor: temas da Virgem (Esponsalício, Anunciação, Purificação e Assunção) e a imagem da padroeira.

Torres: com terraço, balaustrada e coruchéus; terminação bulbosa revestidas de azulejos.

III.CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL


*Rua Primeiro de Março, 66

O prédio foi construído em 1906 com objetivo de sediar a Associação Comercial do Rio de Janeiro. Em 1923, o BB comprou o prédio para instalar seu escritório central. O prédio ganhou 4 novos pavimentos e reformas externas, nas quais a cantaria foi coberta por mármore. Com a transferência da capital para Brasília, passou a abrigar apenas uma agência. Tornou-se centro cultural na década de 90.



IV.CASA FRANÇA BRASIL (ALFÂNDEGA ANTIGA)


* Visconde de Itaboraí, 78

Marco da introdução do estilo neoclássico no Brasil, a Antiga Alfândega, atualmente um centro cultural, é o único dos prédios públicos projetados por Auguste Henri Grandjean de Montigny (vindo com a missão artística francesa em 1816) que resistiu ao tempo e às transformações. O prédio é formado de 2 estruturas retangulares. Sobre a intercessão das 2, uma cúpula monumental, abaixo da qual aparecem os arcos plenos e colunas que caracterizam a edificação. O piso é de pedra, recoberto de ladrilhos belgas. Destoa do conjunto de inspiração romana o telhado de aparência colonial, com telhas curvas nas extremidades da fachada principal. No interior do prédio, ainda hoje existe um grande espaço que pertencia à Praça do Comércio em forma de cruz. Até 1944, abrigou a Alfândega. De 1951 a 1978, o II Tribunal do Júri. Desde 1983, a Casa França-Brasil.




V.TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL


* rua Primeiro de Março, 42, esquina com Rosário

Erigido inicialmente para abrigar o Banco do Brasil, já foi ocupado por várias repartições públicas. Constitui-se num dos mais ricos exemplos do estilo eclético. Por fora, as esculturas de Rodolfo Bernardelli sobre a fachada de cantaria e o portão em bronze. Banco do Brasil erigido por Mauá.



VI.AGÊNCIA CENTRAL DOS CORREIOS


* rua Primeiro de Março, 64

Construído em 1875, com estilo renascentista, sendo empregado,a no pavimento térreo, a ordem jônica, no 1o. andar, a coríntia, e no 2o., a compósita.




  1. RUA DO OUVIDOR:

* Começa na Av. Alfredo Agache e termina no Largo de São Francisco.

Inicialmente denominada Desvio do Mar (porque desvia-se para o caminho do interior), teve sucessivos nomes. Com a vinda da corte portuguesa, adquiriu luxo e importância, tornando-se a rua mais charmosa do Rio no século XIX e início do XX. Em 1745, a Câmara comprou as casas de um morador para servirem de residências aos ouvidores vindos de Portugal, com o direito a “aposentadoria”, isto é, casa, cama, escrivaninha, louça e mobília. O nome refere-se ao Ouvidor Manuel Pena de Mesquita Filho, que morava na esquina com a Rua da Quitanda.

A abertura dos portos aumentou o comércio, e levou à Rua do Ouvidor grande quantidade de comerciantes de todos os gêneros. Em 1829 recebeu calçamento, proibindo-se o tráfego de veículos. Foi calçada de paralelepípedos em 1857; sua iluminação de azeite foi substituída, em 1854, pelos bicos de gás.

Rua de muito comércio (modistas, restaurantes, pensões, confeitarias, primeiros discos fonográficos, sede de jornais, editoras, etc), foi destronada de sua condição de principal artéria do centro da cidade, pela abertura da Avenida Central (Rio Branco).



VII.IGREJA DA SANTA CRUZ DOS MILITARES


* rua Primeiro de Março, 36
Proprietário: Irmandade da Santa Cruz dos Militares

Autor do Projeto: Brigadeiro José Custódio de Sá Faria

Construção: 1780/1811(inaugurada com a pres. de D. João VI)

Principais reformas e restaurações: meados do século XIX, século XX

Principais trabalhos em talha: século XVIII, Mestre Valentim; meados do século XIX

Sobre as ruínas de um fortim, a guarnição da cidade edificou no século XVII uma capela à Santa Vera Cruz (onde eram sepultados militares), sobre a qual a irmandade construiu a igreja à semelhança da Gesu de Roma. Em 1922, sofreu um incêndio. Duas imagens, talhadas por mestre Valentim (S. Mateus e S. João) estão no MHN. Havia uma festa comemorada em 12 de agosto, ao Senhor do Desagravo e N.S. da Piedade, referente ao fato ocorrido nesta dada, em 1845, quando o artesão português Augusto Correa blasfemou contra as imagens, desafiando Deus a matá-lo às 3 horas da tarde, se de fato existisse.

Importância está na fachada por ser a única do gênero no Rio (Gesu de Roma). Ausência de torres (a torre sineira encontra-se nos fundos da igreja, ao lado da epístola) confere horizontalidade à fachada. A porta central, ladeada por nichos, é guarnecida por arco em cantaria antecedido por pórtico com balcão e balaustrada dando para a janela do coro. O balcão, sustentado por colunas jônicas monolíticas, é também ladeado por nichos.
X. IGREJA DE NOSSA SENHORA DA LAPA DOS MERCADORES

* rua do Ouvidor, 35 , com Travessa do Comércio


Proprietário: Irmandade de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores

Construção: 1747/1755

Principais reformas e restaurações: 1869/1897 – Antônio de Pádua e Castro, 1897

Principais trabalhos em talha: século XVIII, século XIX Antônio de Pádua e Castro (e estuque)


Originou-se de um oratório público levantado pelos mascates devotos de N.S. da Lapa, sua padroeira. Em 1750, comerciantes mais abastados construíram-lhe uma capela, em frente ao oratório e assim continuou o culto em 2 pontos diferentes. As discussões entre os mascates do oratório e os da capela continuaram até 1812, quando a devoção no oratório terminou. Iniciou-se em estilo barroco, com pedra de alvenaria da ilha das Cobras, granito da pedreira da Glória e com portais de lioz. Após reformas, recebeu elementos neoclássicos. O carrilhão de 12 sinos é o mais antigo do Rio de Janeiro. Esta torre teve que ser refeita depois de ter sido atingida por uma granada disparada pelo encouraçado Aquidabã durante a Revolta da Armada, em 1893.

A fachada é retangular com frontão triangular de feição neoclássica encimado por torre sineira única,tem no térreo maior área de vazios que de paramento, em virtude dos 3 arcos com gradil de ferro referentes à galilé serem unidos com pilastras únicas, característica do século XIX. Três janelas de peitoril rasgado com balaustradas em mármore encontram-se no segundo pavimento. A central apresenta um medalhão circular ladeado por folhagens, representando a coroação da Virgem. A planta é composta de galilé, nave elíptica e capela-mor triangular. Guarda dois jarrões japoneses. A cobertura da nave é de cúpula elíptica com lanternim.



  1. BECO DOS BARBEIROS

* da Rua Primeiro de Março à Rua do Carmo

Assim chamado porque, ao ser aberta a passagem com a construção da Igreja do Carmo, ali se instalaram os barbeiros ambulantes, tão importantes que dispunham até de banda de música. Entre este Beco e a Rua do Ouvidor, instalavam-se os tílburis de aluguel.





  1. PRAÇA XV DE NOVEMBRO

* área delimitada pela Rua Primeiro de Março, a Arco dos Teles, a Estação das Barcas e a praça Marechal Âncora.

Um dos primeiros espaços ganhos à planície alagadiça na base do Morro do Castelo, o antigo Largo do Carmo ou Largo do Paço era, no século XVII, não mais que um descampado entre a rua Direita e o mar. A disputa entre a ordem dos carmelitas e autoridades municipais pela posse do terreno, que crescia à medida que os aterros iam ganhando o mar, impediu que se edificasse no lugar, que acabou se tornando praça pública.

Com o fim do Império, ganhou o nome de Praça XV de Novembro, data da Proclamação da República.

PAÇO IMPERIAL

* Praça XV de Novembro, 48


Foi construído em 1743, por ordem do governador Gomes Freire de Andrada, conde de Bobadela, para residência dos governadores. Antes disso, funcionava ali os Armazéns do Rei e a Casa da Moeda. Foi temporariamente residência da família real, em 1808, até esta se mudar para o Palácio da Quinta da Boa Vista, quando se tornou um centro administrativo: Paço Real e Paço Imperial. Com a proclamação da República passou a sede da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, até 1982, quando se iniciou o processo de restauração, concluído em 1985. Hoje funciona nele um centro cultural, cuja exposição permanente é o próprio edifício, marco da arquitetura do período colonial. A sala de Arqueologia fica exatamente no lugar onde funcionava a Casa da Moeda, sendo possível ver os antigos fornos para fundição.

CHAFARIZ DO MESTRE VALENTIM OU CHAFARIZ DA PIRÂMIDE

* Praça XV




No lugar onde hoje se encontra a estátua do marechal Osório, foi construído entre 1747 e 1752, com projeto do engenheiro-militar húngaro Carlos Mardel, um chafariz, por ordem do governador Gomes Freire. Este primeiro chafariz era abastecido pelo chafariz da Carioca, através de um cano, que viria a definir, mais tarde, a chamada rua do Cano, hoje Sete de Setembro. Em 1789, novo chafariz foi construído por Mestre Valentim. O monumento tem uma parte inferior em forma de torre de 4 faces de pedra, sobre a qual repousa uma pirâmide de base quadrada, do mesmo material. Os cunhais da base, realçados por colunas arredondadas, terminam em cimalha ondulada, encimada por coruchéus, entre os quais corre uma balaustrada. Essas curvaturas caracterizam o gosto rococó do monumento. No topo da pirâmide ficavam as armas portuguesas, que deram lugar, em 1842, a uma esfera armilar e à coroa imperial. A água jorrava em conchas localizadas em 3 das quatro faces do chafariz e descia para tanques logo abaixo. Em mármore português são as armas do Vice-Rei e a cartela com a epígrafe em latim a dona Maria I.

PANTEÃO DE OSÓRIO

* Praça XV

Inaugurado em 1894, 24 anos após a morte do marechal Manuel Luiz Osório, marquês de Herval, comandante-chefe do Exército durante a Guerra do Paraguai (1864-1870). A estátua foi feita do bronze dos canhões paraguaios. O marechal aparece sobre um cavalo e sem botas. A escultura é de Rodolfo Bernadelli. Sob a estátua está o corpo embalsamado do marechal, trazido em 1892.

ARCO DOS TELES E TRAVESSA DO COMÉRCIO

* Praça XV

A construção original era composta por 3 sobrados contíguos, de 3 pavimentos, cujas fachadas davam para o Largo do Paço. As fachadas de 2 dos sobrados ainda estão de pé. Os prédios eram de feitio nobre, com o característico telhado projetado do período colonial. No sobrado do meio ficava a estrutura conhecida como Arco dos Teles, passagem para a estreita Travessa do Comércio, que liga a Praça XV à rua do Ouvidor.




IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE NOSSA SENHORA DO MONTE DO CARMO

*Rua Primeiro de Março, s/n

Proprietário: Irmandade de N.S. do Carmo

Autor do projeto: irmão Francisco Xavier Vaz de Carvalho

Construtor: mestre Manuel Alves Setúbal

Construção: 1755/1770 e 1772/ séc. XIX

Separada da igreja do Carmo por um corredor particular, com belas arcadas, faz parte do importante conjunto religioso, no trecho da rua Direita, antigamente chamado de Carceler.

A pedra fundamental do templo é de 1755, apesar da ordem ter-se constituído desde 1648 e os irmãos leigos terem lutado muito para conseguir realizar tal projeto. Construída por mestre Manoel Alves Setúbal, a igreja foi sagrada em 1770. As torres sineiras de azulejos, segundo projeto do pintor Manoel Joaquim de Melo Corte Real, só foram terminadas em 1850.

A fachada principal, toda revestida de granito, é típica da arquitetura portuguesa, o que atestam suas duas torres. O barroco convive, porém, com elementos que prenunciam o neoclassicismo. O frontispício caracteriza-se por um corpo central mais saliente, ladeado por pilastras com capitéis jônicos e coroado por um frontão sinuoso. As duas torres com coroamento bulbosos e revestimentos de azulejos coloridos, lembram formas de minaretes.

A portada de lioz possui um medalhão da Virgem, vindo de Lisboa em 1761. Na fachada lateral, do lado do Beco dos Barbeiros, uma portada menor é também encimada por um medalhão da Virgem.

No interior, as talhas da capela e do altar-mor, datadas do século XVIII, são atribuídas a Luís da Fonseca, com a contribuição do seu discípulo , o futuro Mestre Valentim.

ORATÓRIO DE NOSSA SENHORA DO CABO DA BOA ESPERANÇA

Oratório: atrás da igreja, na rua do Carmo. O oratório tem importância histórica por ser o único remanescente de uma antiga tradição: era comum encontrar, nas esquinas das ruas, um pequeno nicho abrigando uma imagem que, à noite, recebia iluminação – em geral uma lâmpada acesa com óleo de peixe – e, às vezes, representava a única iluminação da rua.

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO CARMO (ANTIGA SÉ) E CONVENTO DO CARMO (FACULDADE CÂNDIDO MENDES)

*Rua Primeiro de Março, s/n

Proprietário: Ordem Primeira do Carmo

Construção: 1761




Próximo ao local onde existiu a ermida de N.S. do Ó, instalaram-se os carmelitas, iniciando a construção da nova igreja em 1761. Com a chegada da família real, a igreja foi transformada em Capela Real e Catedral do Rio de Janeiro até 1976.

O convento passou a servir de residência à rainha D. Maria I. As duas construções ( o convento e a igreja) eram unidas até 1875, quando a rua Sete de Setembro foi estendida até o Largo do Carmo, sendo a torre e a portaria do antigo convento. Logo depois disso, construiu-se um passadiço entre o convento e a igreja, usado pela nobreza para evitar o burburinho da rua. De 1797 a 1826 a igreja passou por uma série de reformas, adquirindo linhas neoclássicas na sua fachada, dadas pelo arquiteto Alexandre Carvoé. Com a independência do Brasil, tornou-se Capela Imperial. Ente 1905 e 1910, o cardeal Arcoverde, que está sepultado na igreja, realiza sua última reforma: reconstrução da torre, do frontispício e da fachada que dá para a rua Sete de Setembro, não respeitando as características originais.

Detalhes da igreja:

A planta é em cruz latina, sendo a talha interna obra do Mestre Inácio Ferreira Pinto (1785). No teto da capela-mor, há um painel de N. S. do Carmo e, nas pilastras entre as tribunas, medalhões ovais dos 12 apóstolos.

No corredor que liga a igreja à sacristia, encontra-se uma lápide indicando que, em 1903, foram trazidos de Portugal os restos mortais de Pedro Álvares Cabral.

No campanário há sete sinos.

VIII.RUA DA ASSEMBLÉIA: PALÁCIO TIRADENTES

* Avenida Presidente Antônio Carlos s/n

Obra executada pelos arquitetos Heitor de Mello, Arquimedes Memória e Francisco Couchet, representantes do estilo eclético na arquitetura do Rio de Janeiro.

Inaugurado em 1926 para funcionar como Câmara Federal, em 1960, com a transferência da capital para Brasília, passou a funcionar como Assembléia Legislativa da Guanabara e, com a fusão, na década de 70, tornou-se Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Antes de funcionar ali o palácio, a Câmara utilizava o prédio anterior junto com a cadeia. Na cadeia velha, esteve preso, em 1792, Tiradentes, cuja estátua em bronze, de 4,5 metros, está no início da escadaria.

Seis colunas frontais de 7 metros remetem a aspectos dos gregos antigos. Na escadaria, à esquerda e à direita, alegorias do lema positivista: a Ordem e o Progresso, em esculturas de Zacco Paraná, em areia. No alto, dois conjuntos de esculturas, cada um com 42 toneladas, representam a República, em que a figura central é o marechal Deodoro da Fonseca, e a Independência, em que se destaca a figura de D. Pedro I.

No interior, destaca-se, atrás da mesa da presidência, um painel de Eliseu Visconti, representando assinatura da Constituição republicana de 1891.


  1. IGREJA DE SÃO JOSÉ

* Presidente Antônio Carlos, esq. Rua S. José

Proprietário: Irmandade de São José

Inauguração: 1842
A igreja com sua feição atual foi concluída em 1824 e passou por reformas em 1969. Origina-se, no entanto, de uma capela erguida no local provavelmente em 1608, pela Irmandade de São José, que seria uma das mais antigas da cidade.

De 1659 até 1734 serviu de Matriz e Sé do Rio. Em 1751, tornou-se Matriz da nova freguesia de São José.

A fachada revela a estrutura do interior de dois andares com janelas que se abrem para tribunas e corredores. Um entablamento vigoroso sustenta a parte superior da duas torres sineiras, entre as quais ergue-se um ático de cantaria e alvenaria, que segue o padrão bicolor tradicional da fachada. O carrilhão, famoso, montado em 1883, é o mais sonoro da cidade.



  1. LADEIRA DA MISERICÓRDIA

Por ela subiam e desciam os ocupantes do Morro do Castelo, lugar onde a cidade se instalou em 1567. Era o principal acesso ao morro e único sinal que restou da elevação, que veio abaixo na década de 20. A Ladeira hoje liga a rua da Misericórdia a lugar nenhum.



IGREJA NOSSA SENHORA DO BONSUCESSO

* Rua Santa Luzia, 206

Proprietário: Santa Casa da Misericórdia

Construção: 1780

Origina-se de uma pequena capela construída no local, ao pé da ladeira, no século XVI, provavelmente em 1582, ano da fundação da Santa Casa de Misericórdia. Passou por acréscimos em 1697, 1708, 1733, 1820 e 1928 e somente foi consagrada a N. S. de Bonsucesso no século XVIII.

De grande importância nesta igreja são os três altares e o púlpito (utilizados por Nóbrega e Anchieta) em madeira dourada escura e a grade de comunhão em jacarandá, que se destacam logo à entrada da nave. Vieram em 1922 da demolida Igreja de Santo Inácio, do colégio dos jesuítas do Morro do Castelo. Os retábulos datam do final do século XVI ou início do XVII, e foram executados em madeira brasileira, feijó. O altar-mor é dedicado a Santo Inácio de Loyola, que aparece no nicho central tendo a seu lado São Francisco Xavier e São Francisco Borja. A pintura da porta da sacristia, que mostra a Ressurreição de Cristo, é, talvez, a mais antiga do século XVI conservada no Brasil.

O sobrado à esquerda, onde funcionavam as enfermarias da Santa Casa de Misericórdia, data do século XVIII. No século seguinte, construiu-se, simetricamente, o sobrado da direita, próximo a subida da ladeira da Misericórdia.





  1. SANTA CASA DE MISERICÓRDIA

* Rua Santa Luzia, 206

Hospital de taipa criado pelo padre José de Anchieta pouco depois do Rio ter sido fundado.

O prédio atual foi inaugurado em 1852, com fachada de lioz e em estilo neoclássico. O frontispício apresenta um grande pórtico, dupla colunata de ordem dórica e acentuado frontão triangular. Destaque para os baixos-relevos do tímpano.


  1. MUSEU HISTÓRICO NACIONAL

* Praça Marechal Âncora, s/n

Um dos museus mais importantes do Brasil ocupa 18 mil metros de um conjunto arquitetônico notável. Em 1922, entre as medidas para comemoração do centenário da Independência, o presidente Epitácio Pessoa incluiu o decreto de implantação do museu, na área que, no início do século XVII, era ocupada pela Fortaleza de Santiago.



O conjunto de estilo colonial – alternados com traços ecléticos e neocoloniais ao longo dos anos – é formado por prédios de períodos e funções distintos: Casa do Trem (1762); Arsenal Real do Exército (1822) e Anexo (1835).


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