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IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

CDDI – Centro de Documentação e Disseminação de Informações

II ENCONTRO NACIONAL DE PRODUTORES E USUÁRIOS DE INFORMAÇÕES SOCIAIS, ECONÔMICAS E TERRITORIAIS


21 a 25 de agosto, no Rio de Janeiro

OFICINA

COMO CRIAR UMA LINHA DE PESQUISA HISTÓRICA NO IBGE?

22 de agosto, às 14h


APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO PRELIMINAR

O projeto de uma linha de pesquisa em história, que vimos articulando, é, sem sombra de dúvida, uma novidade para o IBGE. Em que pesem diversos estudos pontuais, nada se fez de sistemático nesta área. É isto que se quer mudar. Mas, é importante que se diga como chegamos a um momento como este, que reúne esforços e reflexões múltiplas, sobretudo de estatísticos, geógrafos e historiadores.

Academicamente falando, chegamos aqui pelo impulso crescente da sociologia das estatísticas, mencionada pelo professor Nelson. Este campo busca aprimorar a atividade estatística e seus produtos, ao tomar as estatísticas como uma modalidade de saber e uma prática de poder. Ao buscar analisar a trajetória das estatísticas, esta sociologia aparece ela mesma como produto maduro de um processo histórico. Vivemos num Estado que, mais e mais, governa com números, e numa sociedade que, mais e mais, se organiza por números.

Este é o espírito que ora leva a estatística a refletir sobre si, a situar-se como objeto. Este é o espírito que volta a congregar estatísticos e historiadores, há muito unidos pelos métodos de quantificação da história econômica, que torna a congregar geógrafos e historiadores, tradicionalmente ligados pela história nacional, diplomática e militar. Sim, uma reaproximação, uma atualização, mas sob outras bases. A tarefa de hoje e de amanhã será a de pensar o processo de institucionalização dos saberes estatístico e geográfico no país, e suas aplicações práticas por parte do poder público. Quer isto dizer que a interpretação da trajetória do IBGE precisa estar comprometida com os percursos dos saberes de que é herdeira. Somente assim poderemos analisar o papel que o órgão tem desempenhado nos últimos setenta anos como agente político, na formulação de projetos nacionais. Engajado na nova História das Instituições, este é o referencial básico que deve orientar uma linha de história nas instituições estatísticas e geocientíficas.

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Diante disto e dos limites de exposição desta relatoria, a seguir faremos um resumo do formato e das principais frentes de pesquisa apontadas no documento base, já incluindo aí as contribuições até agora encaminhadas. Documento que buscamos disponibilizar a todos os interessados.



Uma linha de pesquisa histórica, a nosso juízo, responderia por um programa de trabalho formado em três frentes: interna à equipe, externa à equipe mas interna ao IBGE, e externa ao IBGE. Claro, a depender dos recursos disponíveis, materiais, técnicos, e, em especial, humano, em equipe formada por historiadores, economistas, sociólogos, demógrafos, arquivistas, cientistas da informação, e vários outros.

A primeira frente de ações traduziria a autonomia da equipe e sua liberdade na eleição de temas e objetos de pesquisa. Nesta frente está reunido um número maior de propostas.

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Em primeiro lugar, uma linha de estudo sobre a participação da estatística na racionalização do nosso Estado (por exemplo, na destinação e planejamento dos desembolsos públicos), suplantando o particularismo e a influência de segmentos mais tradicionais do campo econômico e religioso. Nesta linha, destacamos o estudo da propaganda estatístico-censitária e da mobilização dos símbolos por ela evocados, situado no campo do imaginário político e das representações sociais. A propaganda jogou um papel decisivo tanto na desconstrução das representações tradicionais de poder, quanto na transformação das representações sociais. Na mesma direção aponta a pesquisa da história dos registros públicos criados pelo Estado (a começar do registro civil, e chegando-se a vários outros). Traço bastante peculiar da história do país, a supervisão sobre o registro civil e dos órgãos por ele responsáveis, os cartórios, e os livros de registro, foi associada à atividade estatística, sob o comando da Diretoria Geral de Estatística, desde o início da República até a criação do IBGE. Por aí, já se pode ter uma idéia do papel da estatística na definição da personalidade jurídica dos indivíduos, base para o reconhecimento dos direitos, e na construção dos registros públicos dos quais ela deveria se servir, nunca criar.



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Em segundo lugar, deve configurar uma área de pesquisa o estudo das revistas e das sociedades científicas vinculadas à Estatística e à Geografia, reunindo a maior parte dos principais nomes da estatística e da geografia no Brasil e no mundo. São documentos riquíssimos para o estudo da formação e consolidação do campo científico de ambas as áreas no país. Ao longo de seus 66 anos de existência, divulgaram contribuições de grandes intérpretes brasileiros, como Gilberto Freyre, Roger Bastide, Fernando de Azevedo, Delgado de Carvalho, Roquete Pinto, Alceu Amoroso Lima, entre outros. Em suas páginas deu-se muito do debate sobre a educação do país nos tempos de Capanema, com contribuições do próprio Amoroso Lima e vários artigos de Anísio Teixeira e de Lourenço Filho. Estas revistas devem ser estudadas em perspectiva comparada, confrontadas a outros periódicos expressivos, o que ajudaria a mapear a produção de consensos e dissensos nas elites e nos campos científicos do país.

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Um terceiro e ainda mais substancial horizonte seria descortinado pela pesquisa histórica da construção e da evolução das categorias estatísticas. Através da análise das minutas, relatórios e pareceres de comentaristas e equipes de recenseamento seria possível delimitar a extensão e o significado das categorias. Sempre polêmicas, estas classificações primam pela descontinuidade existente entre os censos num mesmo âmbito de investigação. E são muitas essas categorias estatísticas.



Peguemos o exemplo da categoria “cor”. A categoria racial, como muitas outras, é uma construção histórica. Não há nenhuma continuidade de significados entre a classificação racial praticada na virada do século XX, informada pelo argumento do racismo científico, e a de cem anos depois, no bojo das discussões e políticas multiculturalistas (por exemplo, gerando as chamadas políticas positivas).

Também “religião” foi quesito que, por diversas vezes, deixou de ser pesquisado. Por que certas categorias, mormente as de estatística social como “cor” e “religião”, não foram investigadas em determinados momentos históricos? Quando e como a pressão política, seja com o aval ou a resistência da competência técnica, influenciou na delimitação e no modo de execução das categorias? Devemos ter em mente que a eliminação de certas opções de classificação e a preferência por outras na elaboração dos formulários censitários podem afetar a escolha dos recenseados que se classificam nestas categorias, obtendo-se, com efeito, resultados harmonizados com a imagem de país que se quer produzir. Da mesma forma, o ajustamento dos diversos grupos distribuídos nas categorias de classificação social, mormente raça e religião, não é imune às variações históricas de significado assumidas pela questão racial ou religiosa, no entendimento da sociedade englobante. As categorias não são fixas, sendo sempre acionadas em determinados contextos e relações sociais. Podem ter um potencial autoritário, mas também inverter ou subverter esta mesma autoridade, dependendo de quem, de onde e de quando fala, dos contextos históricos e sociais em que é evocada. Por isso, as categorias de classificação sempre marcam posições sociais, contribuindo tanto para o reforço de práticas repressivas, como (porém, não só) na Primeira República, quanto para configurar direitos de minorias étnicas ou religiosas organizadas, como na atual conjuntura.

É mais do que isso. A oscilação na investigação das diversas categorias estatísticas e a pluralidade dos significados implicados nos contextos históricos de sua produção são um grande desafio à análise social. Somente a pesquisa histórica pode identificar e delimitar a continuidade existente na investigação oscilante das categorias, estipulando unidades mínimas de comparação, assim como alertar para as falsas ou aparentes continuidades, que escamoteiam a diversidade de metodologias e de objetivos (técnicos e políticos), orientadores das categorias.

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Uma quarta possível convergência de esforços contemplaria as geociências. Esta convergência se desdobraria em alguns temas de pesquisa, enriquecidos com as valiosas contribuições de Lucia Paschoal Guimarães, Lucia Bastos, Guilherme Pereira das Neves e Roberto Schmidt.

  1. Uma história das campanhas geográficas dos viajantes estrangeiros e dos brasileiros comissionados pelo governo imperial, de seus relatos “geográficos” e “etnográficos”, e de sua relação com a construção de um olhar científico sobre o espaço brasileiro. Para pesquisar a construção histórica desse olhar, sugere-se confrontar as investidas dos pioneiros da geografia no século XIX, nacionais e estrangeiros, com os trabalhos de campo e as viagens de reconhecimento amparados em metodologia científica, já em nome do IBGE, de geógrafos como Francis Ruellan e Leo Waibel, nos anos 40.

  2. A pesquisa sobre a evolução das representações cartográficas e de sua tecnologia, situada entre a História Política e a História das Técnicas, desde os pioneiros do IHGB aos geógrafos modernos do IBGE.

  3. A pesquisa sobre as relações interinstitucionais tecidas entre o IBGE, o IHGB, a SGRJ e o IPAGH. Sabe-se que, ao contrário da área de estatística do IBGE, que de início centralizou e que hoje busca coordenar as entidades produtoras de estatísticas públicas, a área de geografia nasceu e se alimentou da convivência entre diferentes espaços institucionais igualmente produtores de saber geográfico. Empreendimentos comuns, direcionamento políticos convergentes, quadros institucionais intercambiáveis, intermediários e redes de influência foram construídos e levados a cabo desde o momento de concepção da geografia do IBGE, quando José Carlos de Macedo Soares presidiu a todos estes espaços geográficos e alimentou estratégias simbióticas entre eles. Neste sentido, seria interessante investigar o papel central do IBGE na formação do que tem se convencionado chamar de “cultura geográfica brasileira”, entendida como um conjunto de representações da disciplina, compreendendo conhecimentos, normas e valores, partilhados por cientistas, intelectuais e políticos. O tema é de fundamental interesse, inclusive para as instituições congêneres, pois o IBGE foi e é um espaço nodal na integração destas instituições. Esta pesquisa também se harmonizaria com a necessidade de historicizar os saberes e práticas da geografia do IBGE, um dos objetivos norteadores da linha.

  4. A pesquisa sobre o papel do IBGE na formação dos geógrafos e do campo geográfico brasileiro; sobre este tema, vale dizer que o IBGE recebeu diversas comitivas de geógrafos franceses, muitos dos quais ficaram muito tempo em seus quadros. Parênteses: o Conselho Nacional de Geografia, integrante do IBGE, foi por muito tempo o grande incentivador dos encontros e congressos internacionais da área no Brasil, entretanto, nunca organizou uma escola própria (ao contrário da estatística, por meio da ENCE); esta e outras situações peculiares precisam ser estudadas, explicando talvez a lenta perda de primazia para a academia na renovação do debate intelectual das geociências.

  5. A investigação do papel estratégico do IBGE, e especialmente o da área de geografia, no planejamento da colonização e do povoamento do Centro-Oeste, inclusive na delimitação da nova capital. Sob o mesmo título, sugere-se a investigação da participação da vertente geográfica do IBGE no planejamento econômico brasileiro e a própria contribuição do Instituto no desenvolvimento da idéia de planejamento, como sugere Roberto Schmidt.

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Uma quinta frente de atuação viria da história da memória institucional, tomando-se a própria memória como objeto de estudo.

Foram muito variados os significados das mobilizações dos fundadores ao longo do tempo. Também o foi a necessidade de inventar novas tradições por parte de gestões que precisaram (ou apenas quiseram) enfatizar a ruptura com o passado e superar mitos fundadores a ele ligados para implementar projetos renovadores para a casa. Da mesma maneira, muitas vezes reivindicou-se a filiação a uma tradição solidamente instituída para legitimar projetos, sustentar novas parcerias e empreendimentos do órgão. O alinhamento aqui é com o novo e crescente campo da História Oral, entendida como quadro teórico-metodológico e não mera técnica de constituição de acervos orais, o que já de longe vem se praticando no IBGE.

Vale dizer que um investimento na história da memória ajudaria a revitalizar a área da memória, funcionando em parceria direta com ela, realizando uma demanda contínua do seu arquivo e orientando a construção dos acervos orais, de acordo com os problemas postos pela pesquisa. Por demais, levaria mesmo a um repensar da memória institucional, revitalizando sua importância.

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Filiada à História Econômica, teríamos uma sexta grade de pesquisa. O estudo de séries estatísticas pode revelar muito sobre as variações e disparidades no desenvolvimento das economias regionais do país, confirmando ou desmentindo a historiografia tradicional. Entendemos que deve caber ao IBGE engajar-se nos estudos do movimento de expansão econômica, em diferentes temporalidades. Não apenas por sua qualidade de guarda de documentação estatística, mas, principalmente, porque a construção de unidades mínimas de comparação das séries estatísticas em períodos recuados, base dos trabalhos da história econômica, é de competência e autoridade do IBGE. E para esta tarefa hercúlea, de médio a longo prazo, deve-se contar, uma vez mais, com uma linha de pesquisa histórica capaz de definir prioridades, colocar problemas que orientem uma seriação verdadeiramente comparável e selecionar a natureza das estatísticas e dos períodos que devem ser privilegiados para uma a construção das unidades mínimas de comparação. E se quer que tudo seja feito em consonância com os debates e as novas perspectivas de investigação da universidade, em diálogo aberto com a renovação dos objetos, abordagens e problemas que constantemente redefinem os usos das fontes, das estatísticas em nosso caso.



Neste particular, um tema da maior envergadura e de competência exclusiva do IBGE foi muito bem sinalizado por Eustáquio Reis. Trata-se da organização da base de dados municipais, através da construção das áreas mínimas comparáveis (AMC), o que permitiria a utilização dos modelos de dados de painel nas análises histórico-comparativas. As mudanças ocorridas nas áreas e limites dos municípios impedem comparações geograficamente consistentes da evolução temporal dos dados demográficos, econômicos e sociais. Para possibilitar comparações consistentes no tempo é necessário agregar os municípios em áreas mínimas comparáveis, ou seja, no menor número de municípios necessário para que a área geográfica conjunta permaneça constante ao longo do período de análise. A idéia norteadora aqui é retroceder as AMC para períodos históricos tão longos quanto possível e relevante (ou seja, que as áreas não sejam demasiadamente abrangentes e o número demasiadamente pequeno). A disponibilidade desses painéis forma mais sistemática e rigorosamente as interações entre condicionantes geográficos, demográficos, institucionais e tecnológicos do desenvolvimento histórico das diversas regiões ao longo do século XX.

As prestimosas contribuições de Eustáquio Reis revelam uma lacuna no atual momento da construção de uma linha de história, que deve merecer especial atenção de vocês. Devemos subsidiar estudos e investidas numa desejável frente de pesquisa em história econômica, por ser este o território clássico que desde muito tem vinculado a história e os historiadores à estatística.

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Numa segunda frente de ações, temas “extra-equipe” variariam conforme o programa de trabalho institucional. Em ano de revisão desta ou daquela temática técnica, digamos a agropecuária, ou as pesquisas industriais, poderiam ser agregados relatos históricos, revelando trajetórias, e participar, com visão histórica, das polêmicas conceituais e processuais no entorno de certas categorias como “raça”, “religião”, e tantas outras, para o que muito valerão os trabalhos da primeira frente neste sentido. Mediante o conhecimento dos relatórios e pareceres das comissões e dos técnicos das pesquisas de mesma natureza já realizadas pelo IBGE, pode-se evitar a repetição de erros, desnudar antigas dificuldades e obstáculos à execução da pesquisa.



Dessa forma, tanto o aspecto teórico quanto o processual seriam fortalecidos, facilitando em larga medida a precisão e o planejamento das operações. A dinâmica e a demanda do trabalho institucional poderão, assim, ordenar as categorias estatísticas a serem estudadas; nesse vertente, para viabilizar os projetos seria preciso partilhar equipe.

É patente nos textos temáticos institucionais, mormente quando das revisões das pesquisas, a presença de sínteses históricas. Entretanto, são tão sintéticas essas sínteses que acabam perdendo significações. Não obstante, revelam a importância que se atribuem a essas incursões históricas, que mais rica ainda seriam se feitas ao longo dos processos de revisão e estudos, e não apenas como enfeite nos documentos institucionais.

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Numa terceira frente de ações, viriam temas em parcerias externas, seja com outros órgãos similares, seja com o mundo acadêmico, através do estímulo a dissertações de mestrado, de teses de doutorado, e mesmo de linhas de pesquisa acadêmicas; um esforço de se despertar uma comunidade de pesquisadores, envolvendo-a. Os temas poderiam ser iniciativas alavancadas na primeira frente do programa de trabalho e desenvolvidas por trabalhos acadêmicos e parcerias do IBGE com a universidade.



Um bom exemplo viria da prosopografia dos intelectuais mais notáveis do IBGE. Teixeira de Freitas, criador do órgão, um dos grandes artífices da Educação na Era Vargas, integrante do movimento da “Escola Nova”, ao lado de Lourenço Filho, Fernando Azevedo e Anísio Teixeira, foi presidente da Associação Brasileira de Educação. Foi pioneiro do pensamento municipalista, ao qual buscou dar força política através do IBGE, e precursor de todos os sistemas de informação do Brasil. Também foi dos quadros do IBGE a maioria dos maiores geógrafos brasileiros do século XX. Eles muito merecem estudos prosopográficos e biografias coletivas.

Tais ibgeanos notáveis poderiam ser estudados em parceria entre o IBGE e a academia, ao retirarem-se as barreiras artificiais e esterilizantes que separam a sociedade como objeto de estudo de um lado e os liames institucionais de outro, que acabam sendo resgatados apenas pela estreita perspectiva da memória institucional, perdendo-se inteiramente de vista o viés propriamente analítico.

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Em tempo, o acervo ibgeano, riquíssimo, teria que ser organizado, classificado, digitalizado e tornado disponível, visível, em diferentes mídias; isso será vital para as pesquisas históricas, bem assim, ajudando ao marketing institucional, com muitos mais leitores e consumidores ocupando o espaço do IBGE; a edição de tantas obras e séries históricas teria como contraparte a dinamização da demanda de pesquisa externa.



Uma linha de pesquisas históricas não pode escapar do compromisso com o acervo do IBGE. Um dar-se a ver do acervo, cuja riqueza é desconhecida dos próprios ibgeanos, seria vital para que a academia, mais do que conhecê-lo, possa reconhecê-lo, como instituição guardiã de uma documentação privilegiada. Censos, coleções de municípios e muitas outras publicações devem ser pesquisadas no IBGE, seu habitat natural, e não na Biblioteca Nacional ou seus congêneres. Não se trata aqui de especular sobre as razões destas informações tão desencontradas dos usuários sobre a documentação, mas de reverter este estado de coisas por uma política de disseminação, que seria bastante favorecida por uma linha de história.

Invocando os laços tradicionais que nos unem no estudo das realidades constituídas e constituintes, na reflexão conjunta sobre o tempo e o espaço, gostaria de convidar a todos a expor suas reflexões e dar início aos debates.

Obrigado.

ALEXANDRE DE PAIVA RIO CAMARGO

Historiador e mestrando em Histório (UFF)



Participante do projeto “História das Estatísticas Brasileiras”


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