Ideário republicano nos campos gerais: a criaçÃo do grupo escolar jesuíno marcondes (1907)



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IDEÁRIO REPUBLICANO NOS CAMPOS GERAIS: A CRIAÇÃO DO GRUPO ESCOLAR JESUÍNO MARCONDES (1907)



Lucia Mara de Lima Padilha

Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG/HISTEDBR


Maria Isabel Moura Nascimento

UEPG/ HISTEDBR Campos Gerais - Pr



lntrodução:

Os estudos e pesquisas sobre a temática “instituições escolares” têm crescido de forma significativa, especialmente na área da História da Educação, onde podemos encontrar inúmeros trabalhos que apresentam a história de Instituições escolares brasileiras.

O presente projeto de pesquisa tem o propósito de contribuir para a ampliação do conhecimento na área da História da Educação Brasileira, através da reconstrução histórica de uma Instituição Escolar Pública da Região dos Campos Gerais-PR, que foi criada no início do século XX dentro do ideário republicano.

O período de delimitação da pesquisa vai de 1889 a 1907, engloba a fase inicial do Regime Republicano no Brasil, onde as influências do liberalismo econômico na educação vão determinar os interesses da classe dominante no poder republicano e que vão se solidificar através das condições históricas específicas pelas quais passava o país, O período delimitado da pesquisa se encerra em 1907 por ser o ano da criação da escola em estudo.

A pesquisa será realizada no município de Palmeira, na Região dos Campos Gerais – PR, onde se localiza a escola objeto deste trabalho. No entanto, vale ressaltar, que apesar de tratar-se de uma pesquisa de uma instituição regional, ela não se desenvolveu desvinculada do contexto nacional, e em particular no período delimitado para esta pesquisa, quando estavam sendo dados os primeiros passos do Estado Republicano Brasileiro.

O problema objeto da pesquisa proposta neste projeto diz respeito ao resgate das fontes primárias e à reconstrução histórica do primeiro grupo escolar inaugurado na cidade de Palmeira - PR na região dos Campos Gerais, o “Grupo Escolar Jesuíno Marcondes”.

Desta forma considera-se fundamental estudar o processo de constituição do Grupo Escolar Jesuíno Marcondes foi criado na cidade de Palmeira, na região dos Campos Gerais PR, estabelecendo as relações com os contextos sócio-político e econômico do país.

Assim, a buscar-se-á compreender a criação desse grupo escolar, dentro do projeto republicano de instauração de Grupos Escolares, que tinha por objetivo a expansão da escolarização como forma de dar instrução ao povo, com vista a reduzir o alto índice de analfabetismo e de forma ideológica, doutrinar e civilizar a sociedade; entender o desenvolvimento histórico da sociedade de Palmeira e da Região que foi formada com características próprias, oriundas particularmente do processo de imigração européia.

A introdução de imigrantes na região ocorreu dentro do processo de abolição da escravidão e de substituição da mão de obra escrava pelo trabalho assalariado. Para isso, foi incentivada a imigração de europeus, que sofriam com o desemprego e a expulsão do campo, para colonizar as regiões ainda não povoadas no Brasil.

A imigração para o Brasil ocorreu significativamente já em fins do Império, para as áreas de colonização com diferentes etnias, em alguns casos formaram-se colônias, mesclando duas ou mais etnias.

O grande fluxo de imigrantes que chegaram aos Campos Gerais desde o século XIX foi se instalando em colônias etnicamente homogêneas, o que, praticamente, propiciou a manutenção da cultura do país de origem sem mudanças1. A instrução escolar dada aos filhos dos imigrantes não era diferente. Repetiam nas colônias as mesmas praticas educativas herdadas do país de origem e conduzidas por professores da própria etnia, especialmente contratados para dar continuidade a cultura natal. (NASCIMENTO, 2004 p. 5).

No final do Império e no início da República, a Região dos Campos Gerais PR recebeu os imigrantes russos, poloneses, ucranianos, alemães, alemães-russos e italianos, que foram organizados em colônias por etnias, o que favoreceu a preservação da identidade cultural.

O município de Palmeira teve três fases político-administrativas: Foi reconhecida como Freguesia em 1819; como Vila em 1870 e como cidade da Palmeira em 1897. Foi povoada por fazendeiros portugueses, antigos Bandeirantes Paulistas que se fixaram na região, caboclos e negros descendentes de escravos.
A partir de 1878, por iniciativa dos Governos Provincial e Imperial começam a se estabelecer na região várias colônias de imigrantes, dentre elas: Colônia dos Russos-Alemães que começaram a chegar em 1878 e formaram na Região de Palmeira sete colônias de povoação dentre elas: Quero-quero; Papagaios Novos e Lago. Dividiam-se em católicos e luteranos. Muitos abandonaram a atividade agrícola e passaram a se dedicar ao serviço de transporte de mercadorias com carroções.

Os imigrantes Poloneses chegaram a partir de 1888. Eram agricultores, por excelência, que se espalharam pelo município formando também várias colônias. Os Italianos Anarquistas chegaram em 1890, chefiados por Giovani Rossi e Jorge Bacila, para implantar a primeira Colônia Anarquista da América; Os Alemães Menonitas chegaram ao município de Palmeira em 1951 e fundam a Colônia Witmarsum. Pertenciam ao grupo dos menonitas alemães-russos, que tem sua origem na Frísia, no norte da atual Holanda e Alemanha.

Em uma sociedade dividida em classes antagônicas (burguesia e o proletariado) estudar a primeira Instituição escolar em Palmeira é pensar na educação de classe. Como são as idéias dominantes de uma época são as idéias que dominam a sociedade, na sociedade brasileira são as idéias burguesas que predominam. Então são podemos questionar quais instituições escolares públicas e republicanas e estatais foram criadas?

A instituição escolar é criada para corresponder a determinados interesses desta classe dominante e que ela Escola, será um dos instrumentos na sociedade capitalista, para reprodução desta classe e como está classe, está organizada de forma dialeticamente, poderemos acreditar mesmo que utopicamente, que este instrumento pode contribuir para a luta contra esta mesma classe burguesa dominante.

Por se tratar de uma escola criada no período republicano, como já foi falado nas páginas anteriores, onde o sistema de ensino inicia sua organização nas quatro primeiras séries de escolarização no país e “[...] que cumpria funções sociais determinadas, sem deixar aparentes as desigualdades que se solidificaram durante a República com sua legitimação e sua manutenção pelo Estado” (NASCIMENTO, 2006, p.325).

O meu interesse pelo estudo do tema história das Instituições escolares iniciou em 2004 quando passei a ser bolsista de iniciação científica do CNPq, e participei do trabalho de levantamento e catalogação de fontes primárias e secundárias das Instituições Escolares Públicas criadas nos Campos Gerais PR na primeira metade do século XX. Desta forma, eu iniciei a minha caminhada na pesquisa. Desde a apresentação do primeiro relatório de pesquisa em 2005, eu venho pesquisando a Escola Jesuíno Marcondes em Palmeira, não só com o objetivo de levantamento das fontes primárias e secundárias, mas, para compreender o processo histórico de constituição desta escola e com vista a contribuir para as pesquisas sobre a história da educação na região.

Desta forma, os estudos que tenho realizado sobre o tema Instituições escolares se tornaram importantes para a minha formação acadêmica e profissional, e me motivam a apresentar esta proposta de pesquisa com a finalidade de produção de minha dissertação de mestrado. Esta pesquisa, também, esta integrada ao projeto coletivo de pesquisa do Grupo de Pesquisa HISTEDBR dos Campos Gerais – PR.

Registro o caráter de originalidade do trabalho por ser o primeiro a abordar o processo histórico de constituição e de institucionalização do Grupo Escolar Jesuíno Marcondes, no Paraná, em 1907. Neste aspecto, entende-se que este trabalho pode contribuir para ampliar o conhecimento na área da Historia da Educação Brasileira, e em particular, da Região dos Campos Gerais no Paraná.


O presente projeto de pesquisa tem por objetivo realizar a reconstrução histórica do processo de constituição do Grupo Escolar Jesuíno Marcondes no município de Palmeira, na Região dos Campos Gerais – PR, em 1907, de forma a contribuir para a ampliação do conhecimento na área da História da Educação Brasileira.

Apresento um breve levantamento do Estado do Conhecimento, como um levantamento das produções sobre o tema em estudo, com categorias específicas que ajudem no levantamento e estudo do tema.

Este levantamento foi elaborado tomando-se como referência a base de dados do CAPES, da ANPED e do IBICT. 2

Consideramos o estado do conhecimento um instrumento importante para o trabalho do pesquisador, que permite-se familiarizar com outras pesquisas dentro do tema escolhido, dando-lhe mais segurança e menores problemas em enunciar o seu problema de pesquisa. Outro benefício para o desenvolvimento da pesquisa é oferecer aos pesquisadores um tema com os limites de outras pesquisas já realizadas, anunciando o quanto a sua proposta de pesquisa pode somar ás demais pesquisas já produzidas. O exercício de garimpar é contínuo, o fato de um tema ser muitas vezes trabalhado não significa que teremos menos dificuldades. O importante é não desistir. Uma pedra rústica, como um diamante bruto, nas mãos de uma pessoa habilidosa e ágil, pode tornar-se um belo brilhante. (NASCIMENTO, 2006, p.142)

No levantamento realizado para a elaboração deste projeto de pesquisa foram encontrados os seguintes trabalhos:

NASCIMENTO, Maria Isabel Moura, “A Primeira Escola de Professores dos Campos - PR" tese de doutorado pela UNICAMP em Campinas, 2004. Esta pesquisa investiga o processo histórico de constituição e instituição da primeira escola de professores na região dos Campos Gerais do Estado do Paraná, delimitando-se ao período histórico compreendido entre a criação da Província do Paraná em 1853 e a abertura da Escola Normal de Ponta Grossa em 1924, bem como as múltiplas e complexas relações presentes na formação dos Campos Gerais.

LUYTEN, Sonia Maria Bibe. O Papel da comunicação na aculturação dos holandeses no PR: o caso da Colônia de Carambeí. Dissertação de Mestrado, pela USP, na área de Ciências da Comunicação. Aborda os aspectos histórico-geográficos a formação de núcleo de pioneiros dentro do contexto imigratório holandês e imigratório brasileiro.

VENDRAMINI, Lucymary, “Urussanga: da escola italiana à escola pública”; dissertação de mestrado defendida em novembro de 2003. Essa dissertação busca demonstrar as especificidades da educação antes de se criar a escola pública em Santa Catarina e no município de Urussanga, uma vez que nesse período as escolas eram estrangeiras. Além disso, pretende observar a transição entre a escola italiana e a pública e quais fatores influenciam na queda de uma e na ascensão de outra.

LEONARDI, Paula. "Puríssimo coração": um colégio de elite em Rio Claro, dissertação de Mestrado, pela Universidade de São Paulo em 2002. Este trabalho tem como tema central um colégio confessional católico instalado na cidade de Rio Claro, interior do Estado de São Paulo. Em 1999, no início do regime republicano, o Colégio foi instalado na cidade, presenciando e participando de importantes mudanças políticas e culturais ocorridas no país, especialmente para a Igreja católica com o fim do padroado. Durante seus noventa e três anos de história, o Colégio desenvolveu, perante os habitantes da cidade, uma imagem de escola de qualidade e que oferece formação integral.

URBAN, Maria de Lourdes, “O Colégio Rainha dos Apóstolos na Vila Monumento de São Paulo (1944-2000)” dissertação de mestrado pela Universidade Estadual de Campinas, 2002. Essa pesquisa tem como objetivo discutir alguns elementos da participação da Igreja Católica na educação de crianças e jovens brasileiros. Para isso, a autora expôs a compreensão do funcionamento do Colégio Rainha dos Apóstolos, situado na Vila Monumento, na cidade de São Paulo, desde sua implantação em 1944 até o ano de 2002.

BATISTA, Maristela Iurk, “Mãos e mentes na arte de aprender: a memória da escola profissional ferroviária Col Tiburcio Cavalcanti, de Ponta Grossa (1940 – 1973),” dissertação de mestrado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2002, intitulada: registra a primeira escola ferroviária da região sul no Brasil, fundada em 1940 sob a égide do Estado Novo (1937-1945), num contexto de industrialização que se efetivou no país a partir da Era Vargas.

CANTUARIA, Adriana Lech, “A escola pública e a competência escolar: o caso do colégio culto a ciência de Campinas”, dissertação de mestrado pela Universidade Estadual de Campinas, 2000. A pesquisa aborda a história do colégio da cidade de Campinas, o Culto à Ciência, buscando contribuir para a compreensão da maneira como este interagiu com as modificações na organização do ensino brasileiro e com a estrutura social da cidade durante mais de 100 anos. A análise relaciona a história do colégio a dois momentos específicos da história de Campinas e do Brasil: o de implantação e consolidação da República, quando a cidade almeja projetar sua imagem no cenário nacional, e o que se seguiu ao milagre econômico.

BRITO, Maria Terezinha de. “A Escola Normal de Patos de Minas: 1932-1972. Na encruzilhada entre o novo e o velho” dissertação pela Universidade Federal de São Carlos, 1999. Neste trabalho, o tema central é a formação dos professores do ensino fundamental, mas ao mesmo tempo busca-se em objetos singulares como uma instituição de ensino com seus registros materiais (arquivos, documentos, móveis, fotografias, arquitetura), a memória de seus egressos (relatos, entrevistas que falam de expectativas, sentimentos, emoções, realizações pessoais e coletivas). Dessa forma a autora busca recompor um registro histórico rigoroso, fazendo-a emergir do universal onde se inscreve.

SOUZA, Rosa Fátima, “Templos de civilização: a implantação da escola primaria graduada no estado de São Paulo (1890 – 1910)”, Tese pela Universidade Estadual de São Paulo - USP, 1997. Em seu trabalho coloca a necessidade de estar atento ao significado político, educacional e sócio-cultural da implantação da escola. A aborda o processo de institucionalização dos grupos escolares no Estado de São Paulo, tendo como cenário o período republicano; a inserção do grupo escolar no meio urbano; os aspectos internos da escola, em que o espaço escolar é visto como elemento educativo; a formação do cidadão republicano e sua relação com as inovações didático-pedagógicas; analisa expressões simbólicas da cultura escolar, os exames, as festas de encerramento, as exposições escolares e as comemorações cívicas.

GAMEIRO, Ana Maria Schefer. “A história social de uma escola: a Escola do Traviú.”, dissertação pela Universidade Estadual de Campinas, 1997. A autora procura encontrar a origem da participação do grupo nas decisões da escola, buscando mostrar como a história produzida pelos imigrantes é transmitida pela escola legitimando o poder deste grupo, ao mesmo tempo em que garantiu, apesar desta legitimação, uma intensa participação dos mesmos no cotidiano escolar. Relata sobre o Conselho de Escola, destacando a importância do mesmo como instrumento mediador dos conflitos sociais ali existentes, e o papel do especialista de educação diante de uma realidade tão peculiar. A autora chama atenção também, para os registros burocráticos que encobrem as verdadeiras relações que se estabeleceram na escola do Traviú, onde ocorreu um confronto entre a identidade pessoal dos imigrantes e a identidade nacional, criado pela experiência de vida e trabalho no Brasil.

GOLFETO, Norma Viapiana, “Imigração, Nacionalismo e educação; A transição da escola comunitária para a pública no Rio Grande do Sul”. Dissertação pela Universidade Federal de Santa Maria, 1994. A pesquisa analisa a política e as práticas pedagógicas que foram desenvolvidas no Rio Grande do Sul, após a nacionalização das escolas paroquiais, fundadas pelos imigrantes alemães e italianos. Esse estudo foi dividido em cinco capítulos. O primeiro busca compreender a História da Imigração; o segundo aborda a experiência dos imigrantes alemães e italianos no sentido da escola; o terceiro disserta sobre a estruturação de uma rede escolar pelos imigrantes, ou seja, o surgimento das escolas comunitárias; o quarto traz a integração dos imigrantes à pátria brasileira, a nacionalização e suas escolas; e o quinto relata a política educacional no Rio Grande do Sul após a nacionalização, a substituição das escolas paroquiais por escolas públicas.

MONARCHA, Carlos, “Escola Normal da Praça: o lado noturno das luzes”, tese de doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1994. Neste trabalho, o autor relata que essa instituição ocupou centralidade no imaginário da população no transcorrer da monarquia e da república, recebendo diferentes denominações. A obra é dividida em 6 partes: na primeira, o autor disserta sobre a Escola Normal de São Paulo sob o ponto de vista do Inspetor Geral; na segunda, a escola e a reforma urbana; na terceira, relata sobre os professores positivistas na escola; na quarta, a escola normal da praça e a república; na quinta, a escola e o clima normalista da Belle Époque; e, finalmente na sexta, disserta sobre a escola normal da praça à sombra da racionalização.

CORDEIRO, Sonia V. Ap. Lima. “A Escola Evangélica da Imigração Holandesa Na Região dos Campos Gerais - Pr”, Dissertação de mestrado, defendida no programa de pós-graduação em educação da Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, em 2006. A pesquisa buscou compreender a Instituição Escolar Holandesa no país, considerando as transformações ocorridas na sociedade brasileira e como e de que forma esses imigrantes se adaptaram a nova realidade em outro país, onde foram morar na localidade de CARAMBEÍ-PR A pesquisa apresentou como objetivo principal resgatar o processo histórico de constituição e de institucionalização da primeira Escola Holandesa no Brasil, na Primeira República. E como objetivos específicos: Analisar o contexto de saída dos imigrantes de seu país de origem; Compreender o processo de chegada desses imigrantes no Brasil e sua organização em Carambei – PR. Avaliar a importância da religião na formação da escola desses imigrantes; Analisar o processo de Institucionalização da Escola Holandesa em Carambeí;

LÖSSNITZ GISLENE. O PRIMEIRO JARDIM DE INFÂNCIA NO BRASIL: Emília Ericksen. Dissertação de mestrado, defendida no programa de pós-graduação em educação da Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG – 2006. A pesquisa teve como objetivo a investigação do Primeiro Jardim de Infância do Brasil, fundado por Emília Erichsen em 1862. No percurso da investigação buscou-se entender o conceito de infância, com base nos escritos filosóficos relativos à educação da infância nas bibliografias sobre o assunto. Bem como observar as mudanças que ocorreram neste processo histórico para que a criança viesse a ser considerada um ser social; o educador Friedrich Fröebel, onde se analisa os aspectos relevantes da vida desse educador e suas contribuições para a educação infantil. Destaca-se também a vida de Emília Ericksen. As contribuições de Emília Ericksen e a criação do Primeiro Jardim de Infância do Brasil, que foi fundado em Castro, Pr, em 1862.
Para alcançar esses objetivos propostos, o estudo será estruturado e organizado a partir dos pressupostos teórico-metodológicos do materialismo histórico, que propõe para a investigação de determinado objeto que se parta das condições concretas de existência, ou seja, que partamos da “terra para o céu” e “não do céu para a terra” (MARX & ENGELS: 2001), superando as concepções idealistas e metafísicas da história, pois a dialética encara.
[...] as coisas em suas conexões, em sua dinâmica, em seu processo de gênese e caducidade. A partir dela pode-se afirmar que todo ser é, no mesmo momento, ele mesmo e um outro. [...] Da forma como foi posta a questão em A Ideologia Alemã, fica claramente demarcado que o postulado materialista era considerado básico tanto do ponto de vista ontológico quanto do epistemológico, isto é, a matéria é básica tanto como princípio explicativo do mundo, quanto como ponto de partida para o conhecimento que se constrói sobre ele. (LOMBARDI; 1993, p. 396-397).
Para o desenvolvimento da pesquisa serão adotados procedimentos metodológicos com as seguintes etapas de trabalho:

- a revisão bibliográfica dos estudos sobre instituições escolares e dos contextos sócio, econômico e político relativos ao objeto em estudo.

- o levantamento e catalogação de fontes primárias relativas à educação em Palmeira no final do século XIX e início do século XX e ao Grupo Escolar Jesuíno Marcondes.

- a análise dos documentos que tratam da educação escolar em Palmeira no período que compreende a Proclamação da República em 1889 até o ano de 1907, quando o Grupo Escolar Jesuíno Marcondes foi criado.

O levantamento das fontes Documentais e iconográficas, como: Leis, Decretos, Regulamentos, Portarias, Atas de reuniões, fotografias, mapas, desenhos, bem como, os Jornais da época, para a pesquisa será realizado na Escola em estudo e no Museu da cidade, Casa da Memória de Ponta Grossa, Arquivo Público do Paraná - PR, Museu Campos Gerais - PR,

De posse de todo esse material catalogado e digitalizado em um banco de dados específico, será realizada a análise e discussão das determinações e interesses relacionados à criação do Grupo Escolar Jesuíno Marcondes.

Consideramos que desta forma conseguiremos realizar a reconstrução histórica desse Grupo Escolar e efetivamente haverá ocorrido a contribuição de nosso trabalho para a expansão do conhecimento na área da História da Educação.
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1 “Em família e em sociedade etnicamente homogênea, falava-se apenas o alemão. O ensino na escola também era ministrado em alemão. Havia a opinião de que a fé e os valores morais estariam vinculados com a manutenção da língua alemã” (KREUTZ, 1985, p. 245).

2 CAPES-Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, ANPED - Associação Nacional de Pesquisa e Pós Graduação em Educação e IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.

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