Igreja batista vida nova



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IGREJA BATISTA VIDA NOVA

Ministério Manancial de Vida para as Nações


SÉRIE LIBERTAÇÃO

ESTUDO 6: LIBERTANDO-SE DO COMODISMO


Leia João 5.1-11
Este capítulo do Evangelho de João conta de uma oportunidade quando Jesus visitou Jerusalém durante uma das Festas Bíblicas, provavelmente fosse a Páscoa. Jerusalém tinha doze portas nos tempos de Jesus, cada uma com um nome específico, sendo que este acontecimento ocorreu num local próximo à porta chamada “das Ovelhas” (v. 2). Havia ali um tanque de água, denominado Betesda – uma palavra aramaica1 que significa “casa da misericórdia”.
Aquele deveria ser um dos locais mais tristes de Jerusalém. Era onde se reuniam inúmeras pessoas enfermas: cegos, mancos e paralíticos, dentre outras enfermidades (v. 3). Havia uma crença na qual as pessoas punham sua expectativa de cura: que vez por outra um anjo descia do céu, movia aquelas águas e que a primeira pessoa que se banhasse ali ficaria curada de sua moléstia. Esta era a expectativa que levava inúmeras pessoas a ficarem dia após dia ali.
Não sabemos quantas curas Jesus realizou naquele lugar. João conta de uma em especial, de um homem que era paralítico havia 38 anos. O texto bíblico relata que o paralítico de Betesta (é assim que ele ficou conhecido, porque a Bíblia não conta seu nome) ficava sozinho ali. Ele disse para Jesus que não havia ninguém para ajuda-lo a ser o primeiro a adentrar nas águas. Podemos tirar algumas lições muito preciosas para nós desta narrativa bíblica.
a) O paralítico de Betesda representa a pessoa acomodada à sua condição miserável. A vida daquele homem era passar os dias ali, deitado numa cama improvisada. Quantas pessoas vivem “paralíticas” na miséria emocional, espiritual, familiar... Acomodam-se à condição de miséria.
Lembro-me da história da rã que vivia no fundo de um poço abandonado. Somente conhecia aquele lugar úmido e escuro. Num dia outra rã veio lhe visitar e começou a descrever-lhe o lindo lago em que vivia. A princípio a rã recusou-se a acreditar que houvesse vida melhor do que aquela no fundo do poço. Graças à insistência da outra, decidiu sair do comodismo e dar uma espiada no tal lago. A partir de então sua vida mudou completamente.
O fundo do poço do paralítico de Betesda ficava próximo à Porta das Ovelhas, naquela cama posicionada próxima ao tanque. Tudo mudou em sua vida quando Jesus foi até ele e o ajudou a libertar-se do comodismo. Hoje o Senhor quer tirar do “fundo do poço” os discípulos que porventura estejam acomodados a ele.
b) A libertação é para quem ouve a voz profética e deseja mudança. O texto conta que Jesus chegou àquele lugar e, sabendo da condição daquele homem, fez uma pergunta a ele: Você quer ser curado? (v. 6). Pode parecer até redundante a pergunta de Jesus. Entenda a profundidade da mesma. Há pessoas que se acomodam à condição de miséria moral, familiar, econômica, espiritual... e se recusam a agir no sentido de mudar a situação. O grande empecilho para a libertação é a própria vontade da pessoa. Como oferecer mudança para quem não quer mudar? Cura, para quem não quer ser curado? Entenda que aquele homem já estava há tanto tempo paralítico, que ele não conhecia outra forma de viver.
Depois de ouvir as justificativas daquele homem, Jesus lhe deu uma ordem: Levante-se, peque a sua maca e ande! (v. 8). Imediatamente o milagre ocorreu, o homem ficou de pé e saiu a andar carregando sua cama. Uma maravilha, que somente ocorreu porque o paralítico ouviu a voz profética do Senhor. Aquele homem foi curado porque deu ouvidos à ordem do Senhor. E o texto deixa bem claro que ele ainda não sabia quem era Jesus.
c) O pior cativeiro é o pecado. Observe no texto que a cura do paralítico ocorreu num sábado e que houve judeus que ficaram indignados com o fato do homem curado carregar sua cama num dia quando eles acreditavam que ninguém podia trabalhar. O verso 14 narra que depois da cura o Senhor Jesus encontrou-se com o homem no templo, se identificou e lhe deu uma outra ordem: Não volte a pecar, para que algo pior não lhe aconteça.
Há pessoas que se acomodam ao pecado. Ao invés de se incomodarem, se acomodam. Jesus não queria que isto ocorresse com o homem que Ele curou, nem com você. O pecado não pode mais ser algo comum em sua vida. Se alguma área da sua vida está hoje aprisionada pelo pecado, então o Senhor lhe dá uma ordem: saia do pecado! Aproveite este momento para ler a recomendação do Senhor através da Epístola de Paulo aos Romanos 6.12-14.
Aproveite este momento para ministrar aos discípulos uma palavra de desafio a romperem com toda “paralisia” – a se levantarem e deixarem a miséria: Eu me levanto e tomo posse da cura, da libertação e do perdão dos meus pecados.
Dê oportunidade aos novos de se entregarem a Jesus.
Na unção da colheita dos Frutos Fiéis,
Seus pastores.


1 Lembre-se que a língua aramaica era falada comumente na Palestina nos dias de Jesus. O contato dos judeus com esta língua se deu por causa do exílio pelo qual passaram durante 70 anos, na Babilônia – que depois foi dominada pela Média e Pérsia. O exílio ocorreu no século VI AC. O Aramaico era o idioma da Babilônia. Assim, um judeu comum era familiarizado com pelo menos três idiomas: hebraico, aramaico e grego.



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