Ii encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho



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II Encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho

Florianópolis, de 15 a 17 de abril de 2004


GT História da Mídia Sonora


Coordenação: Prof. Ana Baum (UFF)

ANOTAÇÕES PARA A HISTÓRIA DO RÁDIO EM PERNAMBUCO
Maria Luiza Nóbrega de Morais (Coord)2

André Luiz de Lima

Bárbara Marques

RESUMO



A pesquisa Construção da Memória da Mídia Pernambucana, vinculada ao Grupo de Pesquisa Historia e Imagens da Comunicação – UFPE/DECOM, compreende um amplo levantamento na área de Impresso, Rádio, TV, Cinema e Publicidade, desenvolvida com a participação de alunos de graduação do Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. O sub-projeto Rádio resgata informações a partir da memória de radialistas pernambucanos, traçando um perfil da História do Rádio a partir dos gêneros de programas. Este trabalho traça um panorama da história das emissoras (AM e FM), até a década de 90, no século XX, concentrando seus registros principalmente para as emissoras sobre as quais ainda há pouca informação disponível.
Palavras-chave: Rádio – Rádio pernambucano – História da mídia


ANOTAÇÕES PARA A HISTÓRIA DO RÁDIO EM PERNAMBUCO1


Maria Luiza Nóbrega de Morais2

André Luiz de Lima

Bárbara Marques
Embora se encontrem vários trabalhos que buscam recuperar a memória do rádio em Pernambuco, ainda é pouco o que se tem escrito em relação ao que ele representou para a região e certamente para a história da radiodifusão brasileira.

Os arquivos foram destruindo-se ao longo dos anos. Restam acervos particulares, depoimentos na Fundação Joaquim Nabuco, algumas revistas e arquivos de jornais.

Este trabalho propõe-se a colaborar com outras informações registrando-as a partir de lembranças de radialistas que fizeram e/ou ainda fazem o rádio pernambucano. Entre outros, foram entrevistados os seguintes radialistas: Cleto Beltrão, Edilson Cavalcanti, Fernando Castelão, Francisco Dias, João Santos, Juracea Castelar, Luiz Maranhão Filho, Marcos Leite, Marise Rodrigues, Paulo Santiago, Ricardo Pinto, Adilson Rocha, Manuel Malta, Rui Cabral, Fernando Távora, Geraldo Lopes, Alberto Lopes, Édson de Almeida, Luiz Bandeira, Geraldo Freire, Reginaldo Silva, Maria do Carmo Sodré, Manoel Mendes de Lira, Genivaldo di Pace, Evaldo Ferreira, Pedro Guedes, José Felix Amaral, Marcos Araújo, Valdeci Neiva, Rosilda Braga, Carlos Benevides, Jair Duarte Gama, Letícia Rodrigues, Norma Pontes, Rosa Maria, Paulo Jansen, Wellington Bezerra, Antonio Menezes, José Maria Cavalcanti e Édson Araújo.
RADIO CLUBE DE PERNAMBUCO
A Rádio Clube de Pernambuco começa como um clube de rádio em 1919 mas só a partir de 1923 organiza-se como emissora.

Na década de 20, a programação consiste basicamente de música e ruídos. Eram transmissões avulsas, sem hora certa, os ouvintes guiavam-se pela programação divulgada nos jornais. A rádio transmite operetas, palestras de professores e declamações de poesias.

Na década de 30, vai-se profissionalizando pela própria experiência mas principalmente pela entrada do investimento publicitário. Muitos outros fatores entretanto contribuíram para o aperfeiçoamento do rádio. Com o fim do cinema mudo, muitos músicos ficam desempregados. O início da II Guerra traz problemas para artistas de teatro que tinham muitas dificuldades para viajar. Esses músicos e artistas desempregados trazem um reforço considerável para a emissora que passa a contar então com um quadro de profissionais diversificado e de muita qualidade. Com músicos, atores, poetas e jornalistas, a Rádio Clube torna-se uma grande escola de rádio.

Com o final da guerra, os Diários Associados começam a pressionar para comprar as ações da rádio, fato que altera bastante a vida da emissora. Nesse período, surge a Rádio Jornal do Commercio que seria sua maior concorrente durante muitos anos. Apesar dos contratempos, a Rádio Clube mantinha uma programação de qualidade.

O cast da emissora fazia uma programação eclética com jornalismo, música, auditório, novela e humor. Nos anos 50, faz programas marcantes como Pernambuco você é meu, com Aldemar Paiva, Variedades Fernando Castelão, entre outros. No final da década, além da concorrência, enfrenta vários problemas: a invasão das multinacionais do disco e a decadência das gravadoras locais, a transmissão da emissora para os Diários Associados e ainda a saída de muitos artistas que buscam o sul do país em busca de maiores oportunidades para desenvolver o seu trabalho.

A chegada da TV nos anos 60, leva seus artistas, apresentadores e anunciantes. Alguns programas ao vivo e novelas ainda resistem por algum tempo. No fim dos anos 60, a emissora tenta uma linha de trabalho voltada para o jornalismo e o esporte.

A década de 70 caracteriza-se como um período sem grandes novidades. Na ocasião o programa de maior audiência é o horóscopo de Omar Cardoso. Em fins de 1978, a emissora sofre um incêndio que destrói seus arquivos.

Com a implantação das FM’s na década de 80, a emissora passa a investir mais em jornalismo, esporte e prestação de serviços.

A despeito do percalços, a Rádio Clube é uma emissora respeitada pelo seu pioneirismo e pelo esforço contínuo para adaptar-se às exigências do mercado.
RÁDIO JORNAL DO COMMÉRCIO
Inicia-se em 20 de abril de 1942, a idealização da mais potente, aperfeiçoada , luxuosa e completa emissora de rádio das Américas do Sul e Central. Na Estrada de Santana, onde ficariam os transmissores, seria construído o Palácio do Rádio que levaria aos quatro cantos do mundo a voz da Rádio Jornal do Commercio. (RJC).

Inúmeras circunstâncias, no entanto, retardaram a inauguração do gigantesco empreendimento. Paixões políticas injustificadas, incompreensão de autoridades diversas, fatores de caráter pessoal, que não deveriam influir, privaram a população de ver instalada há mais tempo, a potente emissora.

A concessão deveu-se aos interesses de autoridades civis e militares em dotar a região Nordeste de uma emissora que se propusesse a investir na cultura e servir a defesa nacional. Com o intuito de atender a esta última finalidade e de agradecer o empenho do exército, a emissora cria um programa diário - Hora do Exército - dedicado às Forças Armadas para a divulgação de informações do seu interesse.

Em 04 de julho de 1948, vai ao ar a Rádio Jornal do Commercio com o prefixo PRL 6 nas ondas médias e ZYK 2 e ZYK 3 nas ondas curtas. Cerca de um mês antes da inauguração, a emissora realiza experiência com um de seus transmissores de ondas curtas, irradiando simultaneamente em ondas médias de 780 KHZ. Posteriormente, efetua irradiações com seus dois transmissores de freqüência modulada. Nessa fase experimental, o locutor Ernani Seve anuncia, nas ondas médias, o prefixo em português e Janet Slater Swaton transmite em inglês nas ondas curtas.

A emissora vai ao ar com o programa Protofonia anunciando a sua inauguração com o Presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, artistas nacionais e internacionais, políticos, autoridades e com ampla cobertura da imprensa nacional.

Assumindo-se como uma “rádio espetáculo”, a RJC pretendia ser um marco na radiodifusão nacional, era a voz de Pernambuco Falando Para o Mundo. Contava com uma equipe técnica de aproximadamente quarenta pessoas chefiada por José Maria Carneiro de Albuquerque, auxiliado por um engenheiro da Marconi que veio montar os transmissores e o estúdio da rádio, estes localizados na Rua Marquês do Recife.

A programação inaugural inicia-se exatamente meio dia e estende-se até meia noite irradiando programas montados, de aproximadamente trinta minutos, de caráter evocativo, distintivo, patriótico e musical. Protofolia, Senzala, Canaviais, Nordeste, Sambologia, Farrapos, Ritmo, Inconfidência, Madrigais, entre outros, eram programas que homenageavam o rádio, a imprensa, a indústria, a música folclórica, o povo gaúcho, o jazz, a república dos Palmares, a BBC, etc...

A direção geral da emissora estava a cargo do Dr. Fernando Pessoa de Queiroz assessorado por Caio Souza Leão, na função de gerente. A organização da empresa estruturava-se em vários departamentos.

Departamento Musical: composto pelas Orquestras Sinfônicas sob a regência maestro Fittipaldi; Orquestra Jazz Paraguari sob a direção de Manoel Oliveira e a Orquestra Regional de Luperce Miranda, Wilson Santos, Ernani Reis e Jackson do Pandeiro.

Departamento Artístico: dirigido por Teófilo de Barros Filho e composto por atores, cantores, locutores, apresentadores e músicos, entre os quais: Ernani Seve, Aluizio Pimentel, Jairo de Barros, Hildemar Torres, Dirceu Matos, Maria da Graça, Manuel Malta, Fernando Távora, Geraldo Lopes, Francisco Barbosa, Nelson Pinto, Osman Lins, Expedito Baracho e Luiz Bandeira.

Departamento de Radioteatro: trabalhava em contato com o Departamento Artístico e era dirigido por Lima Filho. Seus principais produtores eram Alberto Lopes, Joel Pontes, Eronildes Silva e Osman Lins.

Departamento Técnico: dirigido por Paulo Pessoa de Queiroz, auxiliado pelos engenheiros Harry W. Wolden e Ulo Vilns, ambos vindos de Londres.

Departamento Comercial: dirigido por Luiz Vieira. De vital importância para a empresa, esse departamento contava com patrocinadores como Casas Ramiro Costa, Fratelli Vita, Coca-Cola, Brahma e Antarctica.
A disputa pela audiência
Com a inauguração da Rádio Jornal do Commercio inicia-se um novo período no rádio pernambucano. Os programas passam a ser produzidos com mais cuidado e a participação de grandes nomes do eixo Rio-São Paulo faz-se presente no cotidiano do rádio pernambucano.

Nesse período, quando as rádios brasileiras ainda utilizavam o quarto de hora, onde o cantor se apresentava durante quinze minutos entremeados por mensagens publicitárias, a RJC oferecia programas de meia hora com uma temática bastante diversificada. Tinha o suporte de um cast permanente e a colaboração de intelectuais pernambucanos como Waldemar de Oliveira, Mário Sette, Osman Lins, Ubirajara Mendes e Emílio Duarte.

Acirrava-se a disputa entre a Rádio Jornal do Commercio e a Rádio Clube de Pernambuco. Como a RJC não conseguiu concretizar a proposta de formar um cast com novos artistas, propõe-se a trazer para a empresa, artistas locais já consagrados pelo público através da Rádio Clube. Entre outros, trocam de emissora, Ernani Seve, Luiz Bandeira, Juracea Castelar e Fernando Castelão. Enquanto a Rádio Clube transmite duas apresentações diárias de radionovelas, uma ao final da tarde e outra à noite, a RJC veicula em quatro horários distribuídos ao longo do dia. Posteriormente, este número amplia-se para oito audições. A duração de cada capítulo era de quinze minutos e o tempo médio de duração da novela era cerca de quatro meses. Essas novelas, a princípio, eram compradas da Rádio Nacional, escritas por autores como Mário Lago, Juraci Camargo, Raimundo Lopes, etc... e apresentadas ao vivo pelo elenco local que seguia na íntegra o script original. Mais tarde, autores pernambucanos que faziam parte do cast da emissora começam a escrever. São eles: Alberto Lopes, Nelson Pinto e Osman Lins. Entre as radionovelas mais aplaudidas, citam-se Senzala, de Juraci Camargo; A luz vermelha, de Raimundo Lopes e Desiludida de Alberto Lopes. Outra novela de sucesso foi O maestro, escrita e produzida por Fernando Castelão. Dos anos 50, destacam-se Primavera, Onde a terra acaba, A professora e Não me queiras tanto.

Na década de 60, as novelas passam para a TV Jornal do Commércio e a emissora perde um segmento da maior importância na sua fase áurea.

Os programas de auditório foram fundamentais para o sucesso da RJC. Entre outros, destaca-se Variedades Fernando Castelão que vem transferido da Rádio Clube juntamente com o produtor e permanece no ar entre 1954 e 1957. Os programas de auditório eram geralmente apresentados pelo próprio produtor e exibiam músicas, brincadeiras, atrações, quadros humorísticos, etc... Dos programas de calouros, realizados também no auditório, surgiram bons intérpretes. Um grande incentivador deste tipo de programa foi Ernani Seve que estreou no programa dominical Está na hora, no dia 11 de julho de 1948. Apresentavam-se nos programas, nomes destaque no cenário artístico nacional, como Orlando Silva, Sílvio Caldas, Carlos Galhardo, Francisco Alves, etc... Do cenário internacional, várias foram as orquestras, cantores e artistas de cinema que visitaram a emissora. Entre outros, Bievenido Granda e Rosita Luna fizeram grande sucesso.

Peça fundamental na programação da Rádio Clube de Pernambuco, o Repórter Esso passa para a Rádio Jornal do Commercio em janeiro de 1949, na voz de Mário Teixeira. A transferência ocorre em função da audiência, da qualidade técnica e do cast da RJC, requisitos exigidos pela direção da Esso, no Brasil, para patrocinar as emissoras. Inicialmente, irradiado em quatro horários no decorrer do dia, o Repórter Esso dominava a audiência. O pernambucano reunia-se com familiares e amigos diante do seu rádio para ouvir atentamente as notícias. Em março de 1952, Édson de Almeida substitui Mário Teixeira que sai da emissora por falta de acordo salarial. Édson de Almeida permanece como apresentador exclusivo até o Repórter Esso ser extinto em todo o Brasil.

Na década de 50, com a inauguração da Rádio Tamandaré, a Rádio Jornal do Commercio busca uma identificação maior com a cultura regional.

Durante o período áureo da emissora, F. Pessoa de Queiroz trabalhava com afinco em busca de recursos. Dono de 90% do capital da Empresa Jornal do Commercio, lançava ações para o público, para industriais e latifundiários da região com o objetivo de conseguir recursos para cobrir os custos da rádio. Investia-se muito nos programas de auditório, nos equipamentos e principalmente no cast. A emissora não só trazia muitos artistas de fora mas também executava folias carnavalescas. A direção comercial desdobrava-se em busca de patrocinadores. O empresariado local era conservador e não acreditava na publicidade nem na penetração do rádio.

No período da ditadura, a emissora mantém-se eqüidistante do processo político. Por haver sofrido perseguições na Revolução de 30 ou por compromissos políticos assumidos na época, toda a empresa posiciona-se absolutamente de acordo com o regime. Em 1966, assume o comando da Empresa Jornal do Commércio, Paulo Pessoa de Queiroz que investe numa emissora de televisão em Salvador e para isso desestrutura a empresa, iniciando uma série de problemas e uma longa crise que se estende por vários anos. No aniversário de 20 anos da emissora e com o investimento direcionado para a televisão, já se observam os sinais de declínio da Empresa Jornal do Commércio.

Em 1974, é decretada a intervenção na empresa e Alcides Lopes é nomeado para administrar a crise. Sem capital de giro e pressionado por dívidas, ele busca compradores.

Ao longo de dezoito anos de dificuldades, a empresa foi cogitada por muitos grupos. Os funcionários enfrentaram tempos difíceis passando por crises administrativas e a programação da RJC oscila com as dificuldades.

Na década de 80, com a compra da empresa pelo Grupo Bom Preço, a emissora reorganiza-se e opta por uma programação prioritariamente informativa produzindo noticiários, programas esportivos, programas de variedades e crônica policial.

Em quatro décadas, a Rádio Jornal do Commercio produziu inúmeros programas importantes: Luar do Sertão, Música Itálica, Enquanto a cidade não dorme, Fantasias Nordestinas, Lanterna azul, Salve a retreta, Mesa redonda no ar e muitos outros produzidos por nomes da maior importância para o rádio pernambucano, como Manuel Malta, Rui Cabral, Djalma Miranda, Carlos Basto, Luiza de Oliveira, Paulo Duarte, etc...
RÁDIO TAMANDARÉ
Em 31 de março de 1951, Assis Chateaubriand inaugura a Rádio Tamandaré com uma festa realizada no Cinema Polytheama. Sua programação é eclética: programas de auditório, cantores, orquestras, radioteatro, novelas e futebol. As novelas e a maioria dos programas são produzidos ao vivo, dentre os quais: Miscelânea Sonora (musical), O céu é o limite (auditório), Doze é o limite (infantil), Festa no Varandão (musical). Deste período, destacam-se nomes como Alba de Andrade, Arlete Sales, Carmen Tovar, Luiz Maranhão, Gordurinha e José Santana.3

O início dos anos 60 marca também um período difícil para a emissora. A televisão leva não só quase todo o elenco artístico mas também a audiência noturna. Para sobreviver, a RT sofre uma mudança estrutural perdendo as características iniciais. Adota o slogan Música somente música e, em seguida Tamandaré: maximúsica.

O público sofre um impacto com a mudança. Primeiro, porque exige uma adaptação ao novo estilo e, segundo, porque a emissora inicia essa fase tocando muita música americana. Na intenção de implantar uma nova imagem, eminentemente musical, a RT envia aos Estados Unidos um diretor de programação, Antiógenes Tavares, que ao voltar cria uma programação musical americanizada. Passando o impacto inicial, a rádio consegue uma maior aceitação do público e vai-se caracterizando pelo seu estilo musical. Direciona sua programação para a elite e fica conhecida como Rádio Classe A. Além da música americana, toca Chico Buarque, Gal Costa, Maria Bethânia, Belchior, Geraldo Azevedo e outros artistas da mesma linha. Dentro da estratégia Música somente música chega a tocar dezoito músicas por hora, o que exige um grande repertório e se torna conhecida como um dos maiores acervos de discos do rádio brasileiro.

Os anos 70 consagram o estilo musical da emissora. Tamandaré é sinônimo de música. Essa imagem que leva anos para se impor, é rapidamente abalada com a chegada das FM´s, música com melhor qualidade sonora.

A Rádio Tamandaré populariza-se, desvia de sua proposta elitista e se aproxima do povão. Passa a tocar música considerada brega e implanta um acanhado jornalismo centrado em utilidade pública, como por exemplo, o Mar terra que vai ao ar, de hora em hora, informando a chegada e partida de navios, ônibus e aviões.

Depois de haver perdido o contato com o público característico das emissoras AM, busca reencontrá-lo oferecendo programas como Vox Populi que faz sucesso por premiar o ouvinte e permiti-lo solicitar sua música preferida.

Em 1978, ocorre um incêndio nas suas dependências e a emissora é transferida para o bairro popular de Peixinhos.

Na década de 80, a RT é vendida ao Grupo Édson Queiroz e sofre uma reestruturação total. No ano de 1984, transfere suas instalações para um moderno prédio na avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, no bairro da Imbiribeira, renova todo seu equipamento técnico e a estrutura de sua programação volta a ser eclética. A emissora recebe uma injeção de capital para a implantação de um departamento esportivo e um jornalismo mais atuante. São contratados grandes nomes do radiojornalismo esportivo, tais como Ivan Lima, Luiz Cavalcanti e Rubem Souza. Estrutura-se o departamento de jornalismo para fazer coberturas ao vivo, diretamente das ruas, adquirindo-se cinco viaturas para fazer as reportagens. Apesar do esforço, a emissora não melhora a audiência e, em 1989, volta a ser musical.

No início da década de 90, são extintos os departamentos de futebol e jornalismo reduzindo as suas atividades a apenas informes jornalísticos. Em setembro de 1994, foi vendida aos empresários Luiz Cavalcanti Lacerda, Luiz Alberto Lacerda e Serafim de Sá Pereira. Foi transferida novamente para o bairro de Peixinhos e arrendou o espaço de sua programação para a Igreja Universal do Reino de Deus por um período de aproximadamente 3 anos.
RÁDIO CONTINENTAL
Em 15 de junho de 1958, Recife recebe as transmissões dos jogos da Copa do Mundo. Surge a Rádio Continental que entra no ar em convênio com a Rádio e TV Continental do Rio de Janeiro.

No Recife, o estúdio funciona na Rua da Palma ocupando cerca de doze salas do quarto andar do Edifício Ouro Branco, no centro da cidade. Os transmissores localizam-se no bairro de Jardim São Paulo.

Os programas que mais marcaram a emissora foram: Telefone pedindo bis que inicia, aqui em pernambuco, a participação popular através do telefone. Outros programas de sucesso: Festival Imperatriz e Festival de Sucessos. Nesse período, conta com profissionais como Fernando Freitas, Antenor Aroucha, Zelino Manzela, Fernando Silva, Jorge Augusto, Édson Lima, Neli Moraes, Reginaldo Santana, Jane Gonçalves e Rubens Barbosa. Os cantores regionais como Reginaldo Rossi, Adilson Ramos e Leonardo eram presenças constantes e contribuíram bastante para o sucesso da emissora.

Com a implantação da TV, cai consideravelmente a audiência noturna. Na década de 60, a programação é musical adotando o esquema “duas músicas / dois anúncios” concorrendo com a Rádio Tamandaré.

Na década de 70, acirra-se mais a concorrência e a emissora perde audiência e anunciantes. Em 1977 é arrendada aos evangélicos.

Na década de 80, as FM´s marcam presença no mercado. A concorrência aumenta a crise na emissora que se retira do centro da cidade e constrói seus estúdios no terreno onde se encontravam os transmissores.

Na década de 90, sobrevive de arrendamento de todo seu horário. De 1992 a 1994, a arrendatária é a Igreja Petencostal Deus é amor. Desse período até princípio de 1996, a arrendatária é a Igreja Universal do Reino de Deus e posteriormente a Legião da Boa Vontade.
RÁDIO CAPIBARIBE
Em 1957, Arnaldo Moreira Pinto, após a venda da Rádio Clube para os Diários Associados, reune-se com seu irmão Oscar Moreira Pinto, D. Antônio Almeida de Moreira Júnior (Arcebispo de Olinda e Recife), os industrias Miguel Vita, Cândido Vita Sobrinho, entre outros empresários da época, resolvem fundar a Rádio Capibaribe que teve sua concessão assinada pelo Presidente Juscelino Kubitschek.

Em meados de 1960, entra no ar em caráter experimental com os transmissores e um estúdio provisório situados na rua Coronel Ribeiro Sena, no bairro do Cajueiro, de onde falava a locutora Rosana Camargo. Em 17 de dezembro, a rádio é inaugurada com a leitura de uma crônica pelo locutor Genivaldo Di Pace. A transmissão é feita através da sistema Link e o equipamento é um transmissor PEB de 5 kw operando numa freqüência de 1200 KHZ.

A programação é musical, informativa e de prestação de serviços que se estende de 6 horas da manhã até meia-noite.

Em 1963, a emissora populariza-se por exigência dos anunciantes, entra a programação esportiva, o radioteatro, a crônica policial e os repórteres de rua. Um programa de destaque na época, é Bar da noite, apresentado por Almeida Silva, um programa de estúdio com uma sonoplastia que o caracteriza como programa de auditório.

Em 1965, com a Jovem Guarda, adota um estilo de programação semelhante a Jovem Pan de São Paulo, e adota o nome Jovem Cap direcionando sua programação ao público jovem. Destacam-se os programas: Eu Show R.N., comandado por Ribas Neto, e Jovens de Vanguarda, do locutor Ari Moreira.

Na década de 70, a emissora entra em declínio e tenta retomar o seu prestígio, por volta de 1977, com a criação do programa O Som do Poder Jovem que apresenta música pop nacional e internacional de boa qualidade. O nome fantasia Jovem Cap é retirado e o símbolo da emissora passa a ser Jimi Hendrix.

Outro programa do período é o Time da vassoura, comandado por Geraldo Freire, assumidamente popularesco, que conquista a audiência popular. O time da vassoura é formado por motoristas de táxi e as ouvintes, geralmente domésticas, participam e torcem animadamente.

O principal acontecimento que marca a emissora na década de 80, é um furo de reportagem onde ela divulga, às sete horas da manhã, o gabarito da prova de português do vestibular de 1986 que seria aplicada uma hora mais tarde. O episódio comprova a fraude e em conseqüência o CESESP, órgão responsável pelo vestibular, é fechado.

No início da década de 90, a emissora se mantém com dificuldade. A programação é bem popular, há um programa infantil Big Show apresentado por Edi Anselmo.

Ainda na década de 90, desenvolve o Projeto Pernambucanidade liderado pelo compositor Marcílio Lisboa que visa valorizar o artista da terra e apresenta shows itinerantes nos bairros populares e nas estações de metrô. Durante a manhã e a tarde apresenta programas populares, A verdade do povo e Capibaribe show, e produz algumas inserções de micronotícias ao longo do dia. O horário noturno das 20h às 06h da manhã é arrendado à Igreja Pentecostal Deus é Amor.


RÁDIO GLOBO
Em 1962, Hosano de Albuquerque Braga e Júlio Gerson de Carvalho fundam a Rádio Repórter. A proposta é integrar uma rede de emissoras na região metropolitana do Recife, junto com a Rádio Relógio de Paulista e outra emissora em São Lourenço da Mata.

Funciona inicialmente no bairro Bomba do Hemetério e pretende ser essencialmente jornalística. A falta de estrutura e as dificuldades financeiras não permitem viabilizar a proposta e a emissora funciona com uma acanhada programação eclética.

Aproximadamente em 1964 é vendida à Organização Vítor Costa. A programação continua a mesma acrescida de uma equipe esportiva. Dessa época destacam-se os programas: O mundo é da mulher, Crepúsculo sertanejo, Dê uma música de presente, Festa do lar e Hora do viajante.

Ainda na década de 60 é repassada para o Sistema Globo mudando o nome fantasia para Rádio Globo.

Na década de 70 recebe investimentos consideráveis. Vem para a emissora um ex-diretor da Rádio Olinda, Gilson Correia, nome de grande experiência na rádio da época, que traz consigo outros radialistas. Esse período é marcado pelo crescimento. A equipe esportiva é reestruturada recebendo nomes como Ivan Lima e José Santana, do radiojornalismo esportivo. São trazidos também Samir Abou Hana, Geraldo Freire e Jota Ferreira que ajudam no fortalecimento da emissora. Ainda assim, no final da década a emissora começa a enfraquecer. Os custos são altos. Locutores de renome deixam a rádio e é extinta a equipe esportiva.

A década de 80, marcada pela decadência, apresenta uma programação essencialmente musical e muitos problemas administrativos. Uma decisão da administração central do Sistema Globo no Rio, resulta numa reformulação estrutural. São criados novos espaços para o jornalismo e muita prestação de serviços. Os problemas da comunidade como: iluminação, abastecimento, transporte, saneamento, etc... recebem atenção especial da emissora. Essa proposta consolida-se principalmente a partir de 1994, quando a rádio passa a funcionar como Central Brasileiras de Notícias - CBN - dedicada especificamente ao jornalismo com uma produção local alternada com transmissão via satélite.


RÁDIO OLINDA
A Rádio Olinda nasce principalmente para satisfazer os interesses do então Governador de Pernambuco, Agamenon Magalhães. Foi inaugurada em 8 de dezembro de 1953 pelo empresário Arlindo Cardoso de Moura, partidário do Governador.

A princípio, seus estúdios localizavam-se na Rua do Bonfim, no sítio histórico de Olinda, e a emissora propõe-se a concorrer com as três emissoras existentes: Rádio Jornal do Commercio, Rádio Clube de Pernambuco e Rádio Tamandaré. A programação é diversificada: jornalismo, esportes e utilidade pública. Com o passar dos anos, começam as mudanças na programação, na estrutura, na proposta de trabalho e no quadro de profissionais.

Com o falecimento de Armindo Moura, a emissora é vendida para a Arquidiocese de Olinda e Recife. No início da década de 60 é reinaugurada por D. Carlos Coelho, arcebispo de Olinda e Recife. Posteriormente, a Arquidiocese passa a direção para as Edições Paulinas que mantém contrato com a L&C que se responsabiliza pela parte programática, priorizando a parte jornalística e esportiva e contratando bons profissionais. É nesse período que a emissora alcança e mantém um espaço razoável entre a audiência. Findo o contrato, a programação passa a ser essencialmente musical e os índices de audiência começam a cair porque as FM’s já estão no mercado.

Nos anos noventa, a emissora localiza-se no bairro popular de Caixa d’água e faz uma programação popularesca para uma audiência essencialmente feminina, acima de 30 anos, das classes sociais C, D e E.


RÁDIO UNIVERSITÁRIA
A Rádio Universitária AM, ZYI 775, da Universidade Federal de Pernambuco, foi fundada no ano de 1963 integrada ao Departamento de Educação da UFPE, na época chamada Universidade do Recife.

A emissora entra em funcionamento “com um transmissor telefunken de 1kw instalado no Campus do Engenho do Meio, enquanto seus estúdios e setores de produção funcionavam na Rua do Hospício, na parte posterior do prédio da Reitoria.”4

Cumprindo seus objetivos, a emissora coloca no ar a Campanha de Alfabetização idealizada por Paulo Freire que marcaria o apogeu deste projeto de educação.

Após o Golpe Militar de 1964, todos os projetos de educação da emissora foram extintos e a programação passa a ser essencialmente musical enfatizando a MPB, música clássica e música folclórica. Tudo que restou da proposta educativa foram os cursos de idiomas que eram doados à emissora por instituições e entidades internacionais. durante muito tempo, os consulados da Alemanha, Inglaterra, Suíça e Holanda colaboram enviando programas de ópera, música clássica e documentários narrados em português. Cinco anos após a concessão, passa a funcionar juntamente com a TV Universitária na Avenida Norte onde permanece até sair do ar por problemas técnicos e burocráticos. Posteriormente instala-se em novo prédio na Cidade Universitária.


AS FM’s INVADEM O MERCADO
Na segunda metade da década de 70, a entrada das FM’s no mercado desequilibra ainda mais as pequenas emissoras AM que não suportando a pressão da TV optaram por uma programação musical como alternativa de sobrevivência.

Em 1976, instala-se a Rádio Transamérica cujo concessionário é o Banco Real que detém uma rede de emissoras centralizadas em São Paulo onde se determinam as regras de funcionamento das demais afiliados. No início, dirige sua programação para um segmento de público mais exigente e assim permanece até a década de 80 quando passa a sofrer concorrência das novas emissoras. A queda de audiência e a pressão dos anunciantes provocam uma alteração no seu estilo. Abre-se espaço para uma produção local com participação dos ouvintes e o reconhecimento dos seus locutores. Passa a ser uma rádio de estilo popular / participativo com um espectro amplo de audiência. No final dos anos 80 começa a preparação para o uso de satélite e um sistema de locução novamente centralizado. A partir de 1991, praticamente desaparece a produção local que fica restrita a promoções dentro da cidade e gravações de comerciais reduzindo assim o quadro de profissionais.

Os Diários Associados são os concessionários da Rádio Caetés - A FM do Povo - que entra no ar em agosto de 1980. Com uma equipe técnica de dezenove funcionários e uma torre de transmissão que pertenceu à extinta TV Rádio Clube. Algum tempo depois, reorganiza-se administrativamente e reduz em 50% o quadro de pessoal. Faz um programação popular para um público heterogêneo.

Em setembro de 1980, as Empresas Bloch inauguram a Rádio Manchete. Bem diversificada no estilo musical, entra com uma proposta de atrair um público jovem com uma programação local. Além da concorrência enfrenta as dificuldades próprias da Rede Manchete.

A Universidade de Pernambuco inaugura a Rádio Universitária FM, em 1981. Sem preocupações com o IBOPE, tem uma programação mais elaborada e maior flexibilidade para experimentar propostas ousadas. Entretanto, atrelada a uma estrutura rígida, não tem grandes possibilidades de inovar.

Em dezembro de 1981, inicia-se a Rádio Recife - A FM da Gente -, posteriormente vendida ao Grupo Édson Queiroz do Sistema Verdes Mares de Comunicação, em 1984. A princípio recebe orientação de uma emissora de São Paulo e só define sua programação a partir de 1983. Entre 1986 - 1987 cresce com o modismo da lambada que a impulsiona no IBOPE. Adota um estilo popular dirigido às classes C, D e E.

A Rádio Cidade, inaugurada em julho de 1983, surge com o objetivo de atender ao público de 15 a 24 anos com uma programação musical numa linha pop. Abre a participação do público pelo telefone, distribui prêmios, promove concursos e sorteios. No início dos anos 90, tenta trabalhar com satélite e perde audiência. Retoma então uma produção local mais identificada com o ouvinte. Integra o Sistema Brasil Nordeste de Comunicação.

Em outubro de 1983, entra no ar a Rádio Evangélica, investimento de um grupo de evangélicos, liderado pelo Pastor Hélio Vidal de Freitas da 1ª Igreja Batista do Recife. A programação inicial funciona como uma extensão da Igreja, com um locutor pregando aos fiéis. Depois são introduzidos outros segmentos com música religiosa, música clássica e começa o arrendamento do horário para outras denominações cristãs.

A Rádio 91.9 FM, inaugurada em 1987, com nome Duarte Coelho FM, tem como concessionária a família Duarte Coelho, proprietária da Usina Matari. A proposta inicial era privilegiar o rock dirigindo-se ao público jovem mas a queda no faturamento redireciona a programação para as classes A e B. A partir de 1988, integra o sistema Antena 1 e passa a ser conhecida por este nome. Em 1993, passa a operar por satélite, reorganizando-se administrativamente e demitindo funcionários. Em julho de 1995, é adquirida pela Igreja Universal do Reino de Deus reestruturando a programação para esse segmento de público com a nova denominação 91.9 FM.

Em dezembro de 1988, entra no ar a 103 Fm cujo concessionário é o político Geraldo Melo - na ocasião, prefeito de Jaboatão dos Guararapes, onde se localiza a emissora. A emissora já inicia suas atividades com problemas financeiros. Tenta recuperar-se com a contratação de novos profissionais, renovando sua programação e fugindo do estilo brega que estava consolidando sua imagem. Promove festas locais em datas comemorativas com sorteios e distribuição de prêmios e transmissão de eventos esportivos.

A Rádio JC FM, do Grupo Bompreço, é inaugurada em janeiro de 1989. Entra no mercado com uma proposta de rádio jovem dirigida ao público na faixa de vinte anos. A idéia não resulta e a emissora contrata novos funcionários redirecionando a programação para as classes B, C e D com muita música sertaneja, pagode e forró.

A Rádio Maranata, emissora evangélica que tem como concessionário o deputado federal Salatiel Carvalho começa a funcionar em setembro de 1990. A emissora é vinculada à Assembléia de Deus e tem a programação totalmente voltada aos evangélicos com músicas, mensagens reflexões e notícias de interesse das igrejas.

Em 1992, o Sistema Brasil Nordeste de Comunicação inaugura, em Recife, a Rádio Jornal do Brasil que tem sua matriz no Rio de Janeiro. A proposta da emissora é atender ao público das classes A e B acima de 35 anos. Como emissora integrante de rede, obedece ao padrão nacional de locução e a mesma programação. Em 1995, o Sistema Brasil Nordeste desliga-se da Rádio JB e passa a funcionar como Rádio Jovem Pan, com uma programação alternada entre local e via satélite, dirigida para um segmento de público ampliado também para a classe C na faixa etária entre 15 e 30 anos.

A FM Rádio Rock inicia suas transmissões em fevereiro de 1992 para um público das classes sociais A e B, basicamente masculino, na faixa etária entre os 15 e 25 anos. O mercado publicitário não compreendeu a proposta e faltou o apoio comercial. Sai então a Rádio Rock e entra, em maio de 1993, a 107 FM: de bem com a vida adotando um estilo musical popular, brega e romântico dirigido a um público entre 20 e 35 anos, predominantemente feminino, das classes sociais C, D e E. Amplia a participação do público através de cartas e telefonemas e dissemina a idéia do otimismo como solução para os problemas. A nova proposta não se consolida e novamente a programação é reestruturada para conquistar audiência. Em agosto de 1995, passa a transmitir como Antena 1. Integra o Sistema Brasil Nordeste de Comunicação.

Em outubro de 1993, é inaugurada a Rádio Tribuna FM, integrante do sistema TV Tribuna Rádio e Televisão, do Grupo João Santos, com sede em Recife. A proposta da emissora é atingir o público das classes sociais A e B na faixa etária acima de 25 anos, com uma programação musical bem diversificada.

Finalmente, em julho de 1994, a 102 FM é inaugurada. Integra uma rede estadual de emissoras FM que detém ainda a concessão da FM Metropolitana de Pesqueira, FM Metropolitana de Caruaru e FM Metropolitana Zona Sul da Cidade do Cabo. Sua programação é popular predominando o forró.

Este trabalho representa um painel da história do rádio pernambucano até mediados dos anos 90. Os segmentos específicos, referentes aos gêneros de programação, constituem outros subprojetos integrados ao Projeto Construção de História da Mídia em Pernambuco, desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa História e Imagem da Comunicação, do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco, com a participação de alunos de graduação.

BIBLIOGRAFIA


ALVES, Eveline, REIS, Paula. Contribuição para a história do rádio em Pernambuco: a radionovela. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Comunicação Social, 1993. 135p. (Relatório de pesquisa).

BOURGEOIS, Paulina et al. Memórias da Rádio Universitária. Recife: Departamento de Comunicação Social, 1993. 21p. (Relatório de pesquisa).

CÂMARA, Renato Phaelante da. Fragmentos da história da Rádio Clube de Pernambuco. Recife: CEPE, 1994. 124p.

FERNANDA, Celma et al. Contribuição à história do rádio em Pernambuco: radiojornalismo esportivo. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Comunicação Social. 1993. 41p. (Relatório de pesquisa).

LIMA, André Luiz de et al. Contribuição para a história do rádio em Pernambuco. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Comunicação Social. 1992. 2 v. (Relatório de pesquisa).

MARANHÃO FILHO, Luiz. Memória do rádio. Recife: Editorial Jangada. 1991. 95p.

MARANHÃO FILHO, Luiz. Rádios Universitárias. Escola ou Passatempo? Recife: Editorial Jangada p.7 (16 P:)

MARQUES, Bárbara et al. Perfil das rádios FM em Pernambuco. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Comunicação Social. 1993. 78p. (Relatório de pesquisa).




2 Professora do Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. Coordenadora da Pesquisa: Construção da Memória da Mídia Pernambucana, vinculada ao

Grupo de Pesquisa História e Imagens da Comunicação (UFPE/DECOM). Membro da Coordenação do Núcleo Pernambucano da Rede Alcar.




1 Trabalho desenvolvido com alunos das disciplinas Metodologia da Pesquisa em Comunicação 1 e 2, no 2º e 3º período de Radialismo e Publicidade. Participaram da sua elaboração, os alunos Cynthia G. Falcão, Cristiane Guedes, Fabíola Santos, Jannine L’Amour, Patrícia Ramos, Pedro P. Guimarães, Sérgio Samico, Kemine Sandri, Manuella Wanderley, Michelle Kovacs e Nadezhda Batista. Este trabalho centra seus interesses no período que compreende a segunda metade do século XX.


2 Coordenadora do Projeto: Construção da História da Mídia em Pernambuco, vinculado ao Grupo de Pesquisa História e Imagens da Comunicação. Universidade Federal de Pernambuco/Departamento de Comunicação Social.

3 Para maiores detalhes sobre a atuação da emissora na década de 50, consultar: MARANHÃO FILHO, Luiz. op. cit.


4 MARANHÃO FILHO, Luiz. Rádios Universitárias. Escola ou Passatempo? Recife: Editorial Jangada. p.7.





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