Ii simpósio Internacional de História XIV semana de História Minicursos



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II Simpósio Internacional de História

XIV Semana de História

Minicursos


  1. A Gênese da Antiguidade Tardia (séculos II-V): história e historiografia (o estado atual da questão)

Prof. Msc. Everton Grein – UFPR

Palavras-Chave: Antiguidade Tardia; Transformação; Historiografia.

A transição do mundo antigo ao medieval se apresenta como um dos temas mais fascinantes da história. A chamada “Antiguidade Tardia” foi uma época cronologicamente assinalada entre os séculos II e VIII da era cristã, e usualmente caracterizada por mudanças estruturais significativas constatadas nos campos político, social, econômico, religioso e cultural, que a apresentam como uma fase histórica única e emblemática. Todavia, sobre esses elementos, destacamos dois problemas de ordem factível, que se apresentam aos estudiosos do tema. O primeiro deles versa sobre os limites geográficos e cronológicos na chamada transição das realidades clássico-helenística e a tardo-antiguidade; o segundo problema recai justamente sobre o olhar lançado pela historiografia dos últimos anos acerca deste conceitual. Afinal, quais são os limites da Antiguidade Tardia? Quando e onde ela começa? Qual o trato dispensado pela historiografia sobre essas questões? Neste mini-curso nos deteremos na análise da gênese da Antiguidade Tardia a partir dessa dupla problemática, de ordem histórica e historiográfica, buscando evidenciar alguns de seus muitos elementos configuradores da pretensa Idade Média ocidental.




  1. A produção dos códices e seus leitores: a circulação dos livros na Idade Média.

Profa. Dra. Raquel de Fátima Parmegiani - UFAL

Palavras-Chave: Cultura escrita, práticas de leitura, cultura clerical.

As práticas da leitura e da escrita na Idade Média estavam na sua grande maioria, concentrada nas mãos dos eclesiásticos. As escolas em sentido moderno, ou seja, como instituições na qual um professor ensina determinadas matérias aos alunos, não era a regra habitual, mas a exceção. Porém, embora o número de indivíduos capazes de ler tenha diminuído gradativamente desde o fim do Império Romano, o livro esteve profundamente enraizado no cristianismo durante esse período.

Compreender como se dava a relação do homem medieval com a produção e circulação do material cultura neste período será fio condutor deste minicurso que abordará a temática a partir de duas perspectivas: num primeiro momento trataremos do universo das bibliotecas e as práticas escrita e leitura; e numa segunda parte das tradições literárias e de escrita e, do material cultural disponível neste período para a composição das obras.


  1. Movimento pentecostal: um tema de investigação para a História do Tempo Presente

Profa. Dra. Claudia Neves da Silva – UEL

Palavras-Chave: Pesquisa, Movimento Pentecostal; História do Tempo Presente.

Há por parte de alguns historiadores uma expressiva resistência em debruçar-se sobre fatos contemporâneos, porque estes não seriam objeto da história, mas sim fatos ocorridos em períodos distantes no tempo, tendo por fundamento uma visão retrospectiva dos mesmos. Esta afirmação é comprovada quando se verifica que a produção historiográfica voltada para o movimento pentecostal apresentou relativo crescimento há pouco mais de 20 anos, não obstante as primeiras igrejas pentecostais terem surgido no Brasil na primeira década do século XX. O minicurso tem por objetivo suscitar o interesse pelo tema e os possíveis caminhos teórico-metodológico a serem seguidos.





  1. Arte e Religião:Manifestações Estéticas de Conceitos Místicos.

Prof. Dr. Fortunato Pastore - UFMS/CPTL

Objetivo:Evidenciar as estreitas relações entre a arte e a religião ao longo da existência humana, sobretudo nas sociedades pré-modernas.

Ementa:Apresentar as manifestações artísticas com vínculos religiosos que foram produzidas pelas sociedades ao redor do planeta antes do período moderno.


  1. Fontes orais: Contribuições epistemológicas para as pesquisas social, cultural e histórica

Prof. Dr. Fábio Lanza - UEL

Profa. Dra. Líria Maria Bettiol – UEL

Palavras-Chave: Pesquisa, Fontes Orais, História, Cultura

No campo da produção do conhecimento na área das Ciências Humanas e Sociais, a pesquisa qualitativa com fontes orais tem ganhado espaço e promove o debate sobre pressupostos teórico-metodológicos relevantes ao processo de produção do conhecimento. O mini-curso tem a seguinte perspectiva: aproximação teórica, elaboração do método de investigação e proposta de análise e interpretação dos dados (orais).



  1. Urbanidades: pensando a(s) História(s) da(s) cidade(s).

Prof. Dr. Carlos Martins Júnior - UFMS/CPAQ

Prof. Msc.Carlos Alexandre Barros Trubiliano - Doutorando em História da Unesp/Franca

Palavras-Chave: Cidades – Urbanidades - Humanidades

De modo geral, quem trata de desenvolvimento citadino, crescimento de cidades e vida nas urbes o faz considerando conceitos de modernidade, modernização, ordenamento social e urbanização. Tanto na sua dimensão material como simbólica, as cidades são espaços socialmente produzidos pelos grupos humanos em práticas associadas à produção e reprodução social, o que lhe confere um caráter dialético, uma vez que essas relações são marcadas por contradições e lutas geralmente rotinizadas no cotidiano. É imprescindível ressaltar que a ordenação do espaço, tem para com a formação do homem uma relação de simbiose, em que homem e espaço físico se influenciam mutuamente. Portanto, ordenar o espaço tem um aspecto político e de cunho pedagógico já que, dentre outros intuitos, visa ensinar o homem a se comportar na nova sociedade em sintonia com o ideário civilizacional. Objetivo do mini-curso é tornar-se em espaço para discussões sobre as cidades, apresentando leituras e pesquisas em torno dessa temática.




  1. Fontes Orais e Jurídicas possibilidades investigativas para uma História da Alimentação.

Profa. Doutoranda Cleidimar rodrigues de Sousa Lima - UVA (Sobral - Ceará)

Profa.Doutoranda Ivaneide Barbosa Ulisses - UECE-FAFIDAM

Palavras-Chave: Fontes orais, jurídicas e alimentação

A História da Alimentação envolve processos de produção e significação no mundo social, cultural e econômico e também jurídico, no mini-curso pretendemos ver possibilidades investigativas dentro da temática a partir de duas fontes específicas, a Fonte Oral e a Jurídica. Dialogaremos acerca das novas tendências historiográficas no que dizem respeito à História da Alimentação, bem como, os dilemas da própria criação, interpretação da fonte de pesquisa, caso das entrevistas e possíveis articulações com outras fontes históricas, como as jurídicas. No campo jurídico especificaremos diferentes documentos passíveis de nos fornecer dados acerca da temática “Alimentação” (acordos, sentenças entre outros).





  1. Para além das Barbas de Marx: uma interlocução entre História, Anarquismo e Música

Prof. Mestrando em Educação UFMS-Bolsista CNPq

Prof. Tiago de Jesus Vieira - Mestrando em História (UFMT-Bolsista CAPES)

Palavras-Chave: História; Anarquismo; Musica.

Este mini-curso tem por finalidade apresentar as principais propostas anarquistas para uma transformação social no decurso do século XIX e acompanhar as mudanças de tais propostas até o século XXI. A partir da análise de alguns textos anarquistas do século XIX e sua interlocução com músicas nos séculos XX e XXI, procuraremos discutir as alternativas anarquistas como elemento de incentivo a manifestações artísticas e políticas que propõem uma transformação social que questione as idéias contidas nas teorias do Estado comunista de Karl Marx. “Os anarquistas [...] demonstraram ter profundas divergências quanta ás táticas necessárias para atingir [seus] objetivos, especialmente no que se refere a violência”. (WOODCOCK, 2007, p.14). O anarquismo se apresenta como uma proposta que se funda na autonomia do sujeito criando uma proposta de transformação social e política que vá para além das “barbas de Marx”.





  1. O uso de fontes históricas para a análise da escravidão

Profa. Doutoranda Isabel Camilo de Camargo – Unesp/Assis

A escravidão existiu durante muito tempo na história de nosso país e isso marcou fortemente a nossa sociedade. Para estudar a escravidão brasileira podemos utilizar várias fontes históricas. Esse minicurso discutirá algumas fontes históricas que podem ser utilizadas para se refletir sobre a escravidão no Brasil. Para tanto buscaremos discutir primeiramente o que seria fonte histórica, tendo como embasamento teórico autores como Bloch Kosseleck e Le Goff. O minicurso enfocará em três fontes históricas que podem ser utilizadas para compreender como se deu a escravidão no Brasil, são elas: a literatura, os inventários post-mortem e as cartas de alforria. Pretende-se com esse minicurso cooperar com graduandos e graduados que pesquisem ou se interessem sobre o tema e também em tirar dúvidas de como utilizar essas fontes dentro de uma pesquisa.




  1. Guerra da Bósnia: sexualidade, religião e cultura.

Prof. Doutorando Luis Fernando Tosta Barbato – UNICAMP.

Palavras-Chave: Guerra da Bósnia; Sexualidade; Estupros

A Guerra da Bósnia (1992-1995) foi, dentre os conflitos resultantes do desmantelamento da ex-Iugoslávia, o de cunho mais violento, se pensarmos em número de mortos, feridos e refugiados. No entanto, o que mais chamou a atenção para esse trabalho foi a prática deestupros em massa e orientados pelos comandantes da tropas sérvias, cometidos com o intuito de promover a desestabilização tanto física, quanto moral da população muçulmana e croata da Bósnia. Dessa maneira, este curso tem como objetivo mostrar como se deu o conflito na Bósnia, tentando explicar suas origens e porquês e também mostrar essa prática hedionda do estupro como arma de guerra, evidenciando suas terríveis conseqüências para as mulheres e toda a nação muçulmana e croata da Bósnia. O Minicurso abordará portanto as seguintes temáticas: A ex-Iugoslávia: história; Desmantalemanto da Ex-Iugoslávia; A Guerra da Bósnia: Origens e conflitos; Ser mulher na Guerra da Bósnia; A questão da mulher em tempos de guerra; As repercussões do caso bósnio para o direito das mulheres em situações de conflito no mundo.





  1. Ações anticristãs no Império Romano entre os séculos I e II (d.C.): Conflitos e identidades

Prof. Mestrando Alessandro Arzani – UEM

Palavras-Chave: Cristianismo antigo; Império Romano; conflitos religiosos

O minicurso apresenta um panorama dos conflitos e ações anticristãs no Império Romano entre os séculos I e II e suas relações com as identidades dos primeiros cristãos. A “perseguição” aos cristãos no Império romano já rendeu vasta bilheteria. Muitas vezes a narrativa da “perseguição” é construída estabelecendo o clímax dessas ações no final do terceiro e início do quarto século, com Diocleciano e Galério, para então desembocar na paz do Édito de Milão em 313 d.C. No entanto, são nos dois séculos precedentes, que não apresentam perseguições generalizadas, que aparecem os primeiros ensaios cristãos de sistematização de suas crenças num oferecimento da “razão da fé”. Por isso, cabe pensar quais processos levaram à formação do “estigma dos cristãos” pelos que a eles se opunham; e como alguns, que proferiram discursos nos legando algumas fontes, definiam os “cristãos”. Partindo dos problemas entre judeus e cristãos ainda dentro das sinagogas, passar-se-á pelos atritos nas viagens missionárias do I século d.C., pela perseguição de Nero e Domiciano, pelas implicações do rescrito de Adriano e destacar-se-ão principalmente os escritos apologéticos do II século.


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