Iluminação: princípios e equipamento



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Encontro05.08.2016
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Iluminação: princípios e equipamento.

Nos primórdios da fotografia – função da luz = permitir um tempo breve de exposição.


Atualmente com objetivas e películas mais rápidas e mais sensíveis à luz – o papel da luz = exprimir (ou suprimir), certos aspectos como textura, forma, profundidade, detalhes e composição.
O modo como se ilumina uma foto, como organizamos uma iluminação tem à ver com criatividade e temperamento.

O domínio da iluminação é um dos aspectos mais estimulantes e desafiadores da atividade fotográfica.

O trabalho de um fotógrafo pode muitas vezes ser identificado pela maneira que foi iluminado.

A iluminação de um objeto relaciona-se com as mesmas características que a luz : a propagação em linha reta, o efeito do tamanho da fonte, difusão, reflexão, composição da cor, etc....Cada uma destas características podem ser usadas para alterar o aspecto do objeto, aplicando-se a qualquer fonte – quer se trate do sol, flash eletrônico ou até mesmo uma vela.

A melhor maneira de se aprender a técnica da iluminação é no estúdio (bem vedado da luz externa), com uma “natureza morta”, e com a máquina no tripé.
Existem 6 características importantes a serem consideradas quanto a iluminação :


  1. Qualidade

  2. Direção

  3. Contraste

  4. Uniformidade

  5. Cor

  6. Intensidade


1. Qualidade.

Depende do tamanho da fonte luminosa em relação a distância que está do objeto.

  • Luz dura – vem da fonte luminosa mais compacta, de tipo pontual, como de um projetor, de uma pequena lâmpada de flash, uma lâmpada comum de filamento, um fósforo aceso, ou a luz direta do sol ou da lua. O sol e a lua são enormes, mas devido à grande distância que estão da Terra constituem fontes de luz relativamente compactas no céu.

Todas estas fontes de luz, são muito diferentes em outros aspectos, mas originam sempre sombras muito recortadas.

Já a luz suave vem de uma fonte de grandes dimensões, como por exemplo um céu totalmente nublado, ou uma lâmpada ou luz de flash com um difusor.


Podemos transformar qualquer luz dura em luz suave colocando uma grande folha de material difusor como um papel vegetal entre ela e objeto. Quanto maior for e mais perto estiver do objeto a ser fotografado mais suave será a luz. Podemos ainda rebater essa luz dura, num cartão ou numa parede, e utilizar apenas a luz refletida para iluminar o objeto. Por outro lado, podemos transformar uma luz suave em luz dura, tampando-a com um cartão preto e deixando a luz passar apenas por um pequeno orifício.

2. Direção.

  • a direção da fonte de luz vai determinar onde será projetada a luz e a sombra do objeto, e conseqüentemente vai afetar o aspecto da textura e o volume.

Há um infinito n° de possibilidades em altura e posição.

Temos uma tendência a aceitar a iluminação de cima como mais natural (situação durante o dia).

A iluminação do objeto de baixo tende a produzir um efeito macabro, dramático e até ameaçador.

A luz frontal minimiza a textura e achata a forma.

A iluminação lateral reforça a textura das superfícies voltadas para a câmera , mostrando a forma tridimensional dos objetos.

A contra-luz (luz de trás), pode acentuar o recorte e produzir uma forma bem definida mas sem detalhes, e a forma fica com menos relevo nas sombras.

Todas estas alterações da direção funcionam com as fontes de luz dura ou suave, mas são reforçadas pela luz dura devido as sombras bem definidas que esta produz.
3. Contraste.

O contraste da iluminação é a relação entre a luz que incide nas partes iluminadas e a que incide nas partes sombrias do objeto.

Obs.: O filme, e o CCD nas digitais não registram uma escala tão vasta de valores de iluminação como os nossos olhos.

Recursos para amenizar a falta de leitura dos detalhes nas áreas de sombras: - uso de rebatedores

- se o objeto estiver perto , flash na própria máquina

4. Irregularidade.

A iluminação irregular surge freqüentemente quando se utiliza uma fonte de luz dura, do tipo pontual ou luz de flash muito perto do objeto.

Quando se duplica a distância de uma fonte pontual, a intensidade que incide no objeto reduz-se para um quarto.

ex.: ao se fotografar um n° de pessoas, ou uma “natureza morta”, cujo espaço entre os limites próximo e distante seja da ordem de 1m, a iluminação que incidirá terá a diferença de dois pontos de diafragma, i. é, será quatro vezes mais intensa no ponto mais próximo em relação ao mais distante.

Para se evitar isto, afasta-se a luz, a 2m a diferença de diafragma já cai para 1 e ¼ pontos.

Outra maneira de se fugir desta situação de luz, é optar por usar luz difusa, unir mais o conjunto, ou ainda colocar objetos mais escuros e menos refletores mais próximos da fonte de luz.


5. Cor.

A maior parte da iluminação é feita com luz branca que é a mistura de todas as cores. Diz-se que é um espectro contínuo, embora a mistura precisa possa variar consideravelmente desde a luz de filamento, abundante em vermelho e amarelo e fraca em azul até o flash eletrônico que tem mais comp. de ondas azuis do que de vermelho.

À maior parte das fontes de luz , pode ser atribuída uma temperatura de cor que é medida em graus Kelvin; quanto mais alto for o valor Kelvin mais azul será a luz.

Os filmes mais comuns encontrados no mercado são: para luz de tungstênio (3200K) e para luz do dia (5500K).

Existem também os filtros de correção

-85B, filme de tungstênio para luz do dia

-80A, filme luz do dia para tungstênio
Luz do sol de meio dia e ________________ 5500K

Flash eletrônico


Lâmpadas de filamento para estúdio ______ 3200K
Lâmpadas comuns ____________________ 2800K

Vela ________________________________ 1900K


*Obs. Se toda a iluminação do objeto tiver a mesma temperatura de cor, o filtro de ajuste pode ser colocado na objetiva.

Se for misturada (por ex.: luz do dia e flash eletrônico), o filtro deve ser colocado diante de cada fonte uniformizando a temperatura de cor de acordo com o filme utilizado.


Algumas fontes de luz, como as de vapor de sódio da iluminação urbana e as de laser, produzem um número ilimitado de comprimento de ondas e não podem ser filtradas para dar um resultado de luz branca.
Nas câmeras digitais há o equilíbrio automático de branco que como nos vídeos colhe uma amostra de conteúdo da cor da luz próxima e ajusta a sensibilidade de cor do CCD.
6. Intensidade.

A maior parte dos efeitos da intensidade de iluminação pode ser controlada pela escolha dos ajustes de exposição, juntamente com a sensibilidade do filme ou do CCD.

Então, indiretamente, a iluminação pode afetar a profundidade de campo e o movimento.
FONTES DE ILUMINAÇÂO.

Problemas práticos de iluminação.


Convém pensar com cuidado no tipo de iluminação que o objeto pede, além de permitir os corretos ajustes de exposição.

Talvez se queira acentuar as texturas da forma ou de uma superfície, ou quem sabe suavizar as rugas de uma pessoa idosa.

A iluminação é que vai fornecer a melhor maneira de se acentuar ou suprimir determinado elemento.

Luz existente – temos que observar a luz existente, ver o que origina o efeito da luz que nos impressiona e a maneira como se reproduz na fotografia. Por ex.: pare agora e observe o ambiente a sua volta, e como está iluminado. E se pergunte: Quais as áreas são afetadas pela direção da luz e quais não? Há texturas acentuadas? Feche um pouco os olhos e observe através das pestanas – isso fará com que as sombras pareçam mais escuras e o contraste maior.


Luz do dia.

A qualidade da luz do dia vai de uma grande intensidade (condições de sol direto numa atmosfera límpida), até muito suave (céu nublado num ambiente aberto).

A cor varia de azul intenso = 18000K – quando o objeto está na sombra,

só iluminado pelo azul do céu, até – 3000K = laranja, ao crepúsculo ou anoitecer.

Muitas vezes quando se trabalha com luz natural é preciso modificá-la.


  • para um retrato por ex., a luz do sol direta pode ser muito dura, muito contrastada, pode-se então usar uma área de sombra, como uma sombra de um edifício. *obs.: só com filme P&B, pois se for cor, vai azular muito.

  • No caso de foto cor, pode se deslocar para próximo a uma parede com tonalidade clara (ou usar um rebatedor) para suavizar as sombras.

  • Um outro modo é o auxílio de um flash, para retratos próximos.

Muitas vezes é preciso usar luz artificial quando se fotografa um interior para arquitetura. Poderá haver um contraste excessivo entre o que se vê nas áreas perto das janelas e nas outras partes do ambiente. Pode-se então usar uma luz forte refletida (parede ou teto).

Iluminação totalmente controlada.

Num estúdio com total controle, pode se construir a imagem iluminando com uma fonte de cada vez.

Não experimente luzes indiscriminadamente. Cada unidade de flash deve desempenhar uma tarefa. E máquina no tripé, para poder voltar a ela e verificar os resultados daquele ponto de vista a cada alteração da iluminação.

As lâmpadas de filamento de tungstênio, produzem muito calor, sendo o seu uso desconfortável no estúdio.
situações especiais”

Reprodução – Iluminação completamente homogênea, livre de reflexos na superfície original. Um cartão negro em volta da máquina protegerá os reflexos.

Fotografia Macro – Quando se fotografa bem de perto, por ex.: moedas, circuitos eletrônicos etc..., convém empregar uma iluminação frontal que não origine sombras.também pode-se usar um flash circular.

Objetos translúcidos – Contra-luz com fundo branco, ou luz dirigida diretamente sobre os objetos (por ex. copos), de lado ou de trás, de modo que o fundo fique escuro. Pode-se ainda acentuar o brilho dos copos acrescentando uma fonte luminosa retangular para se parecer com o reflexo de uma janela.



Superfícies muito refletoras – Taças de prata, ou cromados, talheres, tesouras etc...

Uso de uma tenda, com um orifício só para a objetiva.


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