Imigrantes e suas contribuiçÕes no espaço geográfico piracicabano – sp. Resumo



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IMIGRANTES E SUAS CONTRIBUIÇÕES NO ESPAÇO GEOGRÁFICO PIRACICABANO – SP.

RESUMO:

Este tema de pesquisa esta sendo desenvolvido na perspectiva de contemplar vários

aspectos das imigrações no espaço geográfico piracicabano – SP. Entre eles destacamos: a cultura,diversidade e a formação do espaço geográfico deste município, analisando quanto e

como a presença de imigrantes significou para configurar esses aspectos. Neste sentido,

enfocamos a imigração como fator social que interfere no espaço geográfico, bem como

as inter-relações provenientes deste contexto. Como questionamento, levantamos as

possibilidades de conexão entre os fatos escritos e relatados por imigrantes e

descendentes, não deixando de lado a possibilidade de analisarmos o tema através da

ótica geográfica, que envolve as perspectivas de tempo e espaço. Utilizamos como

metodologia a História Oral. Este método objetiva, com o auxilio da memória de

informantes, construir versões sobre o passado que as narrativas permitam elaborar.

Como a imigração está inserida no tema da diversidade cultural, este trabalho considera

a imigração como um fenômeno social e cultural variável no tempo e no espaço.
Palavras chaves: Imigração, Espaço Geográfico, Cultua.
Introdução

Argumentar sobre o tema imigração e espaço geográfico envolve analisar aspectos do

“pertencimento” a culturas, ou seja, implica considerar fatores étnicos, lingüísticos,

religiosos e de nacionalidade.

Da perspectiva de que, em um mesmo ambiente natural, é comum existir uma

grande diversidade cultural, analisaremos o tempo e o espaço percorridos pelos imigrantes desde o final do séc. XIX e inicio do século XX.

Ao nos referirmos ao desenvolvimento econômico e cultural de qualquer município, devemos considerar o processo histórico-geográfico no qual ele se encontra inserido.

Dentro do contexto histórico da imigração, cabe nos perguntarmos sobre o motivo da escolha do município de Piracicaba. Por que Piracicaba, quais as características que esse processo apresentava e o que norteava o desenvolvimento do município? Estas são algumas questões pertinentes ao contexto histórico e geográfico no qual se insere nosso trabalho. Isto porque descrever o meio geográfico em seus detalhes é fundamental, ainda que nem todos os fatos possam ser por ele explicados. Pretendemos, aqui, não perder o referencial espaço-temporal, base da elaboração do conhecimento de cunho geográfico.

Existe uma íntima complementaridade entre os seres e as coisas, e não podemos negligenciar a influência do relevo, do clima, da posição continental ou insular sobre as sociedades humanas. Um estudo detalhado da distribuição populacional e das condições geográficas pode contribuir para a compreensão da correspondência entre os aglomerados humanos e as condições físicas.

Segundo LA BLACHE (apud TORRES, 1975:46) “[...] Os aglomerados humanos atuais remontam ao passado, e o seu estudo analítico permite compreender a gênese, pois a população se agrupa segundo determinadas linhas de atração”.

Ao nos referirmos a tempo e espaço, podemos observar os processos que transformam a sociedade, pois o homem modifica o espaço físico, segundo seus interesses econômicos.

Em 1890, Piracicaba atravessava um período de intensa transição econômica, caracterizando-se como “boca de sertão”, e sua fronteira agrícola, pautada na produção de cana-de-açucar, começou a se expandir. Neste período, houve um crescimento da população e o aumento do número de engenhos, de modo que a terra passou a ser mais valorizada e, conseqüentemente, criou-se a necessidade da instalação de um sistema viário para escoamento da produção.

Registra-se que, final do século XIX e início do século XX, nos espaços agrários, desenvolviam-se concomitantemente as culturas de cana-de-açúcar e café.

Os cursos d’água, em todo o Brasil, desde o início da colonização, têm sido um dos fatores determinantes na distribuição do povoamento. Em Piracicaba não foi diferente, sendo este o fator de maior relevância para a produção agrícola. As culturas de café e cana desenvolvidas no município exigiam boas terras e grande quantidade de água.

Utilizado para os engenhos, sejam de serra, de açúcar ou de beneficio de café, para os monjolos e moinhos de fubá, para os lavadores e despolpadores de café, para os dejetos industriais, nas destilarias de álcool, ou aguardente, e, finalmente, para comunicação, o rio era a via natural.

Piracicaba nunca esteve dissociada do seu veio norteador: o rio de mesmo nome. O município e o rio mantiveram-se atrelados ao longo do tempo, como também a qualidade e fertilidade de suas terras. O rio era uma via de transporte de suma importância, contribuindo para o desenvolvimento do município, que utilizava a navegação fluvial para o escoamento de suas produções agrícolas.

Tais condições do meio geográfico podem explicar, em parte, as razões do desenvolvimento de Piracicaba, no final do século XIX, fazendo do município o centro da policultura regional.

A partir da segunda metade do século XIX, Piracicaba já não é tipicamente latifundiária, pois, na paisagem piracicabana, já se define certa divisão de propriedade, o que, se considerarmos que uma das características do baronato brasileiro é exatamente o latifúndio, a faz diferenciar-se de outras zonas próximas, como, por exemplo, Campinas.

Assim, recorrendo à História, podemos constatar que Piracicaba não é um centro que concentra muitos barões do café, que o novo surto da economia açucareira não chegava a alterar, no conjunto, a tendência à divisão de propriedade.

A pequena produção é constituída de formas de artesanato ou de pequenas empresas familiares onde o mesmo agente é o proprietário e tem a posse dos meios de produção, sendo ainda o trabalhador direto. O trabalho é geralmente fornecido pelo proprietário e sua família, que não recebe salário, pois o pequeno comércio, onde o proprietário ajudado pela família oferece o trabalho, emprega apenas excepcionalmente mão-de-obra contratada.

Indubitavelmente, no final do século XIX, as relações sociais, políticas e econômicas em Piracicaba foram fundamentais para fortalecer e conduzir o município da condição de agricultura de exportação para a agroindústria e indústrias diversificadas (metalurgia, têxtil).

Analisando as características do município, concordamos com o que defende (ITALO CALVINO, 2003:46) em As cidades invisíveis



toda cidade tem um código interno, um fio condutor em seu discurso, uma perspectiva lançada em desafio à voracidade dos tempos: “[...] As cidades, como os sonhos, são construídas por desejos e medos, ainda que o fio condutor de seu discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas, as suas perspectivas enganosas, e que todas as coisas escondam uma outra coisa [...] De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas resposta que dá a nossas perguntas”.

Quanto às origens da população piracicabana, torna-se imprescindível lembrar-nos das diversas culturas que o constituíram  os indígenas, que viviam na região, os negros que trabalhavam nas lavouras como escravos e, após a abolição, continuaram no município, e os diversos imigrantes que aqui chegaram, no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX: alemães, suíços, italianos, árabes, espanhóis, portugueses e japoneses.

Todas as etnias acima citadas chegaram à região antes dos japoneses, e em maior número. Os italianos, que constituíram o maior contingente de imigrantes em Piracicaba, por meio de alguns pesquisadores reconstruíram suas trajetórias de vida e suas ligações com a pátria de origem.

No processo de desenvolvimento econômico e na diversidade cultural de Piracicaba, podemos relatar a importância de cada etnia. na constituição do espaço geográfico. Consideramos que o espaço geográfico é constituído pela ação humana no processo histórico.

A presença dos alemães e suíços encontra-se registrada historicamente Em Piracicaba, já em 1835, havia um caldeireiro de origem alemã, Martinho Bernardinho. Em 1856, confirma-se a existência de dois médicos, também de origem germânica: Hermann Kupper e Hermann Melchert, este último também farmacêutico e um dos primeiros alemães a solicitar a naturalização, com base na Constituição Brasileira.

O primeiro alemão a ter um registro comercial oficial foi José Sipp, proprietário de uma venda, em 1855. Mais tarde, vieram para as fazendas São Lourenço e Paraíso as famílias cujos sobrenomes tornaram-se comuns à própria história de Piracicaba: Vollet, Ritter, Diehl, Wolmar, Martin, Gobeth, Gerdes, Priester, Krahenbühl, Eschor, Stein, Schmidt, Morbach, Vouet, Kock, entre outros.

Os alemães marcaram presença em Piracicaba na área dos transportes, com o uso do trole e com a introdução de melhoramentos no tradicional carro de bois. Foram eles os grandes responsáveis pela expansão do cultivo de batata que, até 1951, São Paulo importava, pois a produção era escassa e de qualidade inferior.

Na distribuição espacial dos bairros de Piracicaba, existe o dos Alemães, que era periférico. Mas, devido à expansão urbana do município, este bairro, juntamente com a ESALQ, da qual ele é próximo, incorporaram-se ao sítio urbano.

Os italianos constituíram, desde o início do século, um grande fluxo imigratório em Piracicaba. Ao longo deste século, chegaram a obter grande representatividade socioeconômica, cultural e política. Essa imigração foi tão numerosa que, já em 1905, pelo menos metade dos habitantes do município de Piracicaba era de origem italiana. Como conseqüência, a cultura italiana teve forte influência para a formação econômica e cultural do município.

Durante a Segunda Guerra Mundial 1941-1945, os hinos italianos, comum nas rádios piracicabanas, foram proibidos. Seus clubes beneficentes formados, como o Mútuo Soccorso e Circolo Italiano Cristofaro Colombo, abrasileiraram seus nomes, para não serem perseguidos.

Nos detalhes arquitetônicos do município, encontramos diversas construções com características da arquitetura italiana. Desde 1887, após restauração no ano de 1997, o Clube Ítalo Brasileiro – Sociedade Italiana de Mutuo Socorro mantém atividades inerentes à cultura italiana, como, por exemplo, ensino da língua, festas típicas, exposições artísticas, como formas de manter as tradições.

A presença italiana no campo ainda é muito forte, pois, mesmo com o êxodo rural, muitos permaneceram fiéis ao trabalho na terra. Um caso típico de imigração e permanência no campo foram os bairros rurais de Santana e Santa Olímpia, formados por um grupo de tiroleses. Estes provinham da província de Trento, então território sob domínio austríaco, que, em conseqüência da política européia, passava por muita miséria, tendo a população sido assolada por fome e falta de trabalho.

Os trentinos vieram para o Brasil no ano de 1877 e, para Piracicaba, em 1893. As famílias Vitti e Forti e seus descendentes juntaram-se, na fazenda Sant’Anna. A partir de 1910, como parte da cultura trentina e camponesa começaram o processo de divisão da fazenda entre os descendentes. Segundo Leme (2001:74)

[...] Os tiroleses de Piracicaba foram os únicos do estado de São Paulo que permaneceram em comunidade, preservando toda uma cultura e tradição. Se o compararmos com os de outros estados do Brasil, como o do Rio Grande do Sul, do Espírito Santo, do Paraná e de Santa Catarina, percebeu que são eles os que têm características mais originais preservadas até hoje [...]. Isso se deve, em parte, ao fato de se casarem com parentes.

Um imigrante italiano que se destacou na formação econômica de Piracicaba foi Mário Dedini. Chegou a Piracicaba em 1914, acompanhado do irmão Armando; em 1920, ambos compraram uma pequena oficina de consertos de carroças e charretes para fabricação e conserto de veículos e utensílios agrícolas. Com o falecimento do irmão,em 1926, Mário assume os negócios da oficina, transformando, depois de alguns anos, seu pequeno negócio em um grande complexo industrial, formado por empresas que atuam em diversos setores da economia local e nacional.

Outro grupo de imigrantes, também teve um importante papel no desenvolvimento econômico de Piracicaba: os árabes, que chegaram à região entre 1878 e 1880. Em 16 de novembro de 1902, 28 compatriotas da colônia Síria fundaram no município a Sociedade Beneficente Síria de Piracicaba, que teve como primeiro presidente Manoel Elias Zina. Iniciaram suas atividades num imóvel alugado, mas logo adquiriram, na principal rua do comércio, Governador Pedro de Toledo, que permanece como um dos eixos principais do comércio até os dias atuais, um imóvel próprio.

Foi nele que inauguraram, em 15 de novembro de 1927, sua associação. Em 20 de novembro de 1955, ela passou a denominar-se Sociedade Beneficente Sírio-Libanesa. Nesta época, já existiam diversos libaneses radicados em Piracicaba. O principal objetivo da sociedade era amparar os imigrantes, ao chegarem, eles recebiam hospedagem, alimentação e uma mala com mercadorias para começar a ganhar a vida, na atividade típica desta etnia, o mascatear.

Esses imigrantes tiveram um importante papel na vida social da cidade. Como a comunicação entre as mais diversas localidades era praticamente inexistente, os vendedores ambulantes sírio-libaneses, ou mascates, como eram conhecidos, faziam o papel dos atuais carteiros: levavam cartas, encomendas e recados, além de vender seus produtos.

A antiga associação foi, durante longos anos, o principal ponto de reunião da colônia. Com a morte dos imigrantes mais antigos e a ascensão social dos descendentes, que conduz a casamentos fora da colônia, a associação, atualmente, está restrita a algumas comemorações culturais e a eventos sociais.

A formação da comunidade urbana piracicabana contou ainda com as correntes imigratórias de espanhóis e portugueses. Entre os anos de 1908 e 1929, os espanhóis representavam 20,15% dos imigrantes que, desembarcados em Santos, fixavam-se nos cafezais paulistas e em algumas fazendas de Piracicaba.

Os japoneses foram um dos últimos grupos de imigrantes a chegar à cidade. Isto se deu a 7 de setembro de 1918, motivado pelo fato de Dr. Paulo de Moraes Barros, médico e político piracicabano, proprietário da Fazenda Pau D’Álho, no bairro de Ártemis, retornando de uma viagem ao Japão, ter-se impressionado com a disciplina e o esforço do povo japonês.

Através de negociações com uma companhia de imigração, contratou 40 famílias para sua fazenda. O contrato excluía velhos e doentes e exigia que a família tivesse pelo menos três integrantes em condições de trabalho. Por isso, muitos familiares solteiros dos imigrantes agregavam-se às famílias para completar o número de trabalhadores exigidos.

Ao final do contrato, muitos japoneses, por meio de intensa poupança familiar, puderam comprar suas terras ou se mudar para a cidade, estabelecendo um comércio ligado à venda de produtos agrícolas.

Entre os imigrantes que vieram para Piracicaba, os japoneses foram uns dos que mais tiveram dificuldades no processo de integração à sociedade local, devido à dificuldade em relação a cultura, língua e clima.

Neste trabalho argumentamos sobre a diversidade cultural e o espaço geográfico. Nesse sentido a analise envolve aspectos de nossas identidades que surgem de nosso ‘pertencimento’ as culturas étnicas, lingüísticas, religiosas e até mesmo nacionais. Assim sendo, nos é possível compreender que é comum existir uma grande diversidade cultural em um mesmo espaço. Podemos fazer uma analogia, nos referenciando ao tempo e ao espaço percorridos pelos diversos imigrantes que no final do séc. XIX e inicio do século XX, chegaram ao Brasil e especificamente a Piracicaba.

É incontestável que cada um desses imigrantes, dentro do seu contexto, possue uma bagagem cultural. Quando questionamos como esses imigrantes fizeram para adaptarem seus hábitos e costumes à nova terra. Temos como resposta diversos depoimentos coletados, através de entrevistas, biografias, históricos familiares e pela transmissão cultural, que passa de geração a geração.

Por intermédio deles, pode-se “mergulhar” nos aspectos acima mencionados, tais como etnias, religiões, nacionalidades etc. A este respeito, ao estudar um grupo de imigrantes do ponto de vista de sua identidade cultural, (DEMARTINI, 2006) observa:



[...] para conhecer os grupos, fomos nos transformando, questionando nossas próprias identidades. Fruto desta vivência em contexto de relações entre tantos grupos, o que seria para as identidades, sejam elas nacionais, grupais, familiares, religiosas, étnicas, envolvem lembranças e esquecimentos. Memória e História estão, portanto, envolvidas em diversas batalhas simbólicas pela apropriação de eventos do passado que devem ser lembrados, assim como pela demarcação daqueles que devem ser esquecidos.

Em suas observações sobre o vínculo entre memória e identidade, (POLLACK, 1992:204-05) auxilia-nos nas reflexões sobre as memórias dos imigrantes, quando afirma que a primeira “é um elemento constituinte do sentimento de identidade, tanto individual como coletiva, na medida em que ela é também um fator extremamente importante do sentimento de continuidade e de coerência de uma pessoa ou de um grupo em sua reconstrução de si [...]”.

A imigração, como fenômeno cultural e identitário, tem dupla dimensão: tanto de fato coletivo como de itinerário individual. Ao analisá-la da perspectiva da sociedade receptora, pode-se constatá-la como um fato social total, que envolve e permite o cruzamento das diversas ciências. Falar de imigração em sua dimensão diacrônica e também sincrônica implica abordar as estruturas presentes na sociedade e seu funcionamento.

Não se pode esquecer também as condições sociais que produziram a emigração no país de origem e as condições da imigração do país receptor. O contato do imigrante com a sociedade que o recebe, o momento em que ele sai do grupo e conquista, ou pretende conquistar, um espaço público e, principalmente, em que questiona a representação construída sobre ele, são fatores de suma importância.

Ao considerarmos a difusão cultural, estão envolvidos os que, ao se deslocarem, compartilham sua cultura  quando, então, sua esfera de comunicação e os símbolos aí incluídos prevalecem sobre os de outras culturas em novos territórios.

Há uma contribuição coletiva de todos os povos, através de suas línguas, imaginários, tecnologias, práticas e criações. Para essa diversidade cultural, a cultura adapta formas distintas que sempre respondem a modelos dinâmicos de relação entre sociedades e territórios. A diversidade cultural contribui para uma “existência intelectual, afetiva, moral e espiritual satisfatória”. E constitui um dos elementos essenciais de transformação da realidade urbana e social.

Quando nos dedicamos à ciência geográfica, é fundamental considerar as categorias de “tempo e espaço” e, neste contexto, um estudo sobre imigração que envolva a inter-relação do foco geográfico e o das relações humanas permitem-nos algumas reflexões importantes.

Resta acrescentar que o estudo da memória sociocultural, na sua dinâmica entre presente e passado, oferece-nos percepções que combinam racionalidade e emoções. Ele é marcado por uma certa duplicidade, além de escolhas determinadas por circunstâncias internas e externas ao grupo analisado.

Finalizamos este texto, conscientes de que o que se apresenta deve ser aliado a outras contribuições sobre a diversidade cultural e imigração no espaço geográfico piracicabano, portanto estamos abertos a apreciação crítica.

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