Império criado por Teodósio (346-395) em 395, a partir da divisão do Império Romano em dois o do Ocidente e o do Oriente



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Império criado por Teodósio (346-395) em 395, a partir da divisão do Império Romano em dois - o do Ocidente e o do Oriente (Império Bizantino). A capital, Constantinopla (hoje Istambul), é fundada em 330, onde existira Bizâncio.

Enquanto o Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, é extinto em 476, o domínio bizantino estende-se por vários séculos, abrangendo a península Balcânica, a Ásia Menor, a Síria, a Palestina, o norte da Mesopotâmia e o nordeste da África. Termina apenas em 1453, com a tomada de Constantinopla pelos turcos. 

Governo de Justiniano – O apogeu do Império ocorre no governo de Justiniano (483-565), que, a partir de 527, estabelece a paz com os persas e concentra suas forças na reconquista dos territórios dos bárbaros no Ocidente. Justiniano constrói fortalezas e castelos para firmar as fronteiras e também obras monumentais, como a Catedral de Santa Sofia. Ocupa o norte da África, derrota os vândalos e toma posse da Itália. No sul da Espanha submete os lombardos e os visigodos.

Estimula a arte bizantina na produção de mosaicos e o desenvolvimento da arquitetura de igrejas, que combina elementos orientais e romanos. Ravena, no norte da Itália, torna-se a segunda sede do Império e um núcleo artístico de prestígio.

Como legislador, ele elabora o Código de Justiniano, que revisa e atualiza o direito romano para fortalecer juridicamente as bases do poder imperial. Em 532 instaura uma Monarquia despótica e teocrática. Nessa época, em virtude da elevação dos impostos, explode a revolta popular de Nike (vitória), abafada com violência. Mas o Império começa a decair com o final de seu governo. Em 568, os lombardos ocupam o norte da Itália. Bizâncio cria governos provinciais para reforçar a defesa e divide o território da Ásia Menor em distritos militares. A partir de 610, com a forte influência oriental, o latim é substituído pela língua grega.

Cisma do Oriente – Em 717, diante das tentativas árabes de tomar Constantinopla, o imperador sírio Leão III, o Isauro (675? -741?) reorganiza a administração. Influenciado pelas seitas iconoclastas orientais, pelo judaísmo e pelo islamismo, proíbe, em 726, a adoração de imagens nas igrejas, provocando uma guerra religiosa com o papado. Em 867, a desobediência da Igreja Bizantina a Roma coincide com nova tentativa de expansão de Bizâncio, com a reconquista de Síria, Jerusalém, Creta, Bálcãs e norte da Itália. O Império Bizantino consolida a influência grega e intensifica a difusão do misticismo, em contraposição às determinações católicas. A Igreja oriental rompe finalmente com a ocidental, denominando-se Igreja Ortodoxa, em 1054, no episódio conhecido como Cisma do Oriente. 

Domínio turco-otomano – Em 1204, Constantinopla torna-se motivo de cobiça dos cruzados, que a conquistam. O restante do território é repartido entre príncipes feudais. A partir de 1422, o Império luta contra o assédio constante dos turcos. Finalmente, em 1453, Constantinopla é submetida pelos turcos e torna-se a capital do Império Turco-Otomano.

 

Análise

 

Com uma capital localizada em um ponto estratégico (no Estreito de Bósforo), entre o oriente e o ocidente, o Império Bizantino desenvolvia um intenso comércio com seus vizinhos, ale de possuir uma considerável produção agrícola, o que o tornava rico e forte, em contraste com o Império Romano do Ocidente, em crise.



Com um poder central forte e despótico, o Império Bizantino foi caracterizado pelo intenso comércio que desenvolvia, juntamente com sua grande produção agrícola, desenvolvida em grandes extensões de terra, tornou-o forte para resistir às invasões bárbaras. Diferentemente do Império Romano Ocidental, a base da agricultura Bizantina era os colonos livres (o que não quer dizer que o escravismo também não era importante na produção agrícola do estado), diferenciando-se também do modo de produção feudal, que predominava na Europa naquele período.

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Por: Lucas Araújo do Nascimento, “Skylucas”.

 

 



 

Extraído:

Almanaque Abril

História Geral, Cláudio Vicentino, Editora Scipione.

Constantino, imperador romano, transferiu a capital do Império para Constantinopla (antiga colônia grega de Bizâncio). Essa transferência que ocorreu no ano 330 foi motivada pelo domínio dos povos bárbaros sobre a Europa. Este avanço dos povos bárbaros punha a cidade de Roma numa situação de enfraquecimento político. Com a mudança, os povos
bárbaros aumentaram seu domínio territorial a tal ponto que em 395 já dominavam Roma e a Europa Ocidental, provocando a queda do antigo Império Romano do Ocidente.
   A civilização do Império Romano Ocidental foi preservada pelo Império Bizantino - parte Oriental. O Império Bizantino durou mais de mil Anos. O Império Bizantino compreendia; Balcãs (até o rio Danúbio), a região do Mediterrâneo (da Ásia Menor - hoje Turquia - até a costa da Sina e Palestina, o Egito e o nordeste da Líbia atual.
O reinado do imperador Justiniano (527-565) caracterizou-se pela defesa contra os persas do leste. Tudo fez para reconquistar o oeste europeu. Já a partir de 554 o Império conquistava a região do mar Mediterrâneo.
   Veio o progresso. Justiniano organizou o Código de Direito Civil.
   Os sucessores de Justiniano não conseguiram manter a ordem interna e freqüentemente ataques eram feitos contra o Império. A civilização bizantina preservou, contudo, a riqueza cultural. Grandes centros urbanos surgiram: Constantinopla, Nicéia, Edessa, etc.
   No século XI, ocorreu o enfraquecimento do Império Bizantino, com o ataque dos turcos que cercaram Constantinopla e todos os lados da possessão bizantina. Constantinopla passou a chamar-se Istambul. A religião muçulmana substituiu a cristã. 

O Império Romano do Oriente, ou império bizantino, manteve-se poderoso ao longo de um milênio, depois da queda de Roma. Síntese de componentes latinos, gregos, orientais e cristãos, a civilização bizantina constituiu, durante toda a Idade Média européia, o principal baluarte da cristandade contra a expansão muçulmana, e preservou para a cultura universal grande parte dos conhecimentos do mundo antigo, sobretudo o direito romano, fonte das normas jurídicas contemporâneas, e a literatura grega. O império bizantino teve origem no ano 330, quando o imperador Constantinus I fundou Constantinopla, na região da colônia grega de Bizâncio (referente a Bizas, fundador lendário da cidade). A intenção de Constantinus I era criar uma segunda capital romana para defender as fronteiras orientais do império dos ataques de Persas, eslavos e demais povos limítrofes. A posição estratégica - entre a Europa e a Ásia e na rota dos estreitos que permitiam o comércio entre o mar Negro e o Mediterrâneo - converteu Constantinopla, a partir do século V, no único centro político e administrativo do império. Originalmente, portanto, já se juntavam a parte oriental do antigo império romano e algumas possessões africanas, sobretudo o Egito. Em termos oficiais, o império constituiu-se após a morte de Theodosius I, ocorrida no ano 395. O mundo romano foi então dividido entre seus filhos Arcadius e Honorius. O primeiro recebeu a região oriental, que compreendia os territórios situados entre a fronteira natural do Danúbio e o Egito. A leste, suas possessões se limitavam com a Arábia e o império persa; a oeste, o território bizantino fazia fronteira com a Dalmácia, na Europa, e com a Cirenaica, na África. A subida de Arcadius ao poder, em 395, coincidiu com uma série de problemas no império, relacionados com a influência dos germanos na administração e no exército. Embora Arcadius reinasse sobre a pars orientalis, o império mantinha a unidade formal sob a hegemonia política de Roma. O sucessor de Arcadius foi Theodosius II (408-450), que em 425 criou a Escola Superior de Constantinopla, centro dedicado ao estudo de diversas matérias como a gramática e a retórica gregas e latinas, a filosofia e o direito. Também realizou uma compilação de leis conhecida como Codex Theodosianus. Theodosius II construiu as muralhas de Constantinopla, com o que a capital adquiriu grande capacidade defensiva. Depois de sua morte, assumiu o poder Marcianus (450-457), que enfrentou numerosos problemas religiosos. No Concílio de Calcedônia, em 451, condenou-se a heresia monofisita, que defendia ter Cristo uma única natureza, e impôs-se o pensamento religioso ortodoxo, que teve o apoio do imperador Leon I, sagrado em 457, derrotado pelos vândalos no norte da África e assassinado em 474.

No mesmo ano sucedeu-lhe Leon II, logo substituído por Zeno (474-491), que desde 476, depois da extinção do Império Romano do Ocidente, ficou como único imperador. Zeno teve que enfrentar dois importantes problemas: as querelas religiosas e as rivalidades entre a corte e o exército. Depois de desbaratar uma intriga palaciana que pretendia derrubá-lo - por um golpe de estado, Basiliscus chegou a ocupar o trono entre 475 e 476 - em vista dos problemas religiosos foi obrigado a publicar um edito de união para evitar as cisões verificadas dentro do império, especialmente na Síria e no Egito. Anastacius I (491-518), estadista enérgico e inteligente, foi o primeiro imperador que viu assomar o perigo dos árabes, enquanto lutava contra os búlgaros e os citas. Em 506 foi obrigado a firmar um tratado de paz com a Pérsia para recuperar as cidades perdidas durante o conflito que se desencadeara entre os dois estados. A política religiosa de Anastacius caracterizou-se pelo apoio aos monofisitas e, no aspecto fiscal, suas reformas produziram um crescimento do tesouro imperial. Após o reinado de Justinus I (518-527), homem incapacitado para o governo, subiu ao poder em 527 Justinianus I, um dos maiores imperadores da história bizantina. Justinianus, que havia adquirido experiência política durante o reinado de seu predecessor, tentou recuperar para Constantinopla a antiga grandeza da Roma imperial. Ajudado por seus generais Belisarius e Narses, conquistou dos vândalos o norte da África, dos ostrogodos a península italiana e dos visigodos parte da Espanha. Também combateu a Pérsia em várias ocasiões, com diferentes resultados. Durante a época de Justinianus realizou-se a maior compilação do direito romano, conhecida como Corpus iuris civilis, obra em que se destacou o jurista Tribonianus. O texto constava de quatro partes; Codex Justinianus, Digesto ou Pandectas, Institutiones e Novelas. Justinianus morreu em 565, depois de haver conseguido uma efêmera ampliação territorial do império e de promover uma renovação jurídica, mas tendo submetido os cofres do estado a um enorme esforço, de que custaria a se recuperar. No aspecto religioso, o imperador obrigou todos os pagãos a batizarem-se e buscou uma política de unificação entre católicos e monofisitas. Depois de um período em que diversos imperadores enfrentaram a Pérsia e os bárbaros nos Balcãs, subiu ao trono Heraclius I (610-641), que instituiu o grego como língua oficial. Apesar da vitória contra os persas, o império bizantino não pôde evitar a progressiva debilitação de seu poderio ante o avanço dos eslavos, no ocidente, e dos árabes, no oriente. Heraclius dividiu o império em distritos militares guarnecidos por soldados estabelecidos como colonos.

A partir de 641, pode-se falar de um império helenizado e orientalizado. Os sucessores de Heraclius, os heráclidas, perderam a Síria, a Armênia, a Mesopotâmia, o Egito e o norte da África diante da incontrolável força do Islã, enquanto a Itália caía nas mãos dos lombardos e os búlgaros e eslavos penetravam na península balcânica. Os esforços para deter os árabes foram recompensados com a vitória, em 718, diante das muralhas de Constantinopla. A dinastia isauriana subiu ao poder em 717 com Leon III, artífice da vitória contra os árabes. As desavenças religiosas conhecidas pelo nome de lutas iconoclastas marcaram esse período. A difusão das superstições e o culto às imagens ameaçaram a estabilidade religiosa do império, mas Leon III conseguiu, mediante a publicação de um edito, proibir a idolatria. O papa Gregorius III excomungou os iconoclastas, o que motivou a ruptura do imperador com Roma em 731. Os sucessores de Leon III deram continuidade à política religiosa de perseguição aos iconólatras (adoradores de imagens) até que, em 787, a imperatriz Irene convocou um concílio em Nicéia para restaurar esse culto. A deposição de Irene por Niceforus I (802-811) inaugurou um período de insegurança e desordem durante o qual o império bizantino estabeleceu contatos com Carlos Magno, na intenção de restaurar a unidade do Império Romano. A dinastia macedônica, fundada por Basílio I (867-886), conseguiu recuperar o poderio de Constantinopla e elevou o nível econômico e cultural do império. Os titulares dessa dinastia, de origem armênio-eslava, foram grandes legisladores e administradores. Deve-se a eles a codificação da lei bizantina em língua grega. Os esforços de Romanus I Lecapenus, de Niceforus II Focas e de Basilius II no sentido de recuperar os territórios perdidos para o Islã viram-se recompensados pelas sucessivas vitórias que reconquistaram a Síria, Jerusalém e Creta. Durante esse período produziu-se a conversão da Rússia ao cristianismo (989) e consumou-se o cisma da igreja do oriente em relação a Roma (1054). Com a morte do último imperador macedônico, iniciou-se o primeiro período da dinastia dos Comnenos, que aproveitaram as cruzadas para tentar a recuperação dos territórios perdidos. O segundo período, depois da dinastia Ducas, começou com Aleixus I (1081-1118), imperador experiente nas guerras fronteiriças, que lutou contra o normando Roberto Guiscardo, a quem derrotou, e contra os turcos. Com Manuel I (1143-1180) recrudesceram os ataques turcos e o imperador viu-se obrigado a construir numerosas fortificações ao longo das fronteiras do império, o que produziu uma crise econômica. Manuel I em 1176 foi derrotado pelos turcos seldjúcidas.

Com os últimos Comnenos, a crise alcançou proporções insustentáveis, principalmente sob o reinado de Andronicus I (1183-1185). Os normandos em 1185 penetraram em Tessalonica, o que foi aproveitado pela aristocracia bizantina para colocar no trono Isaac II Angelus (1185-1195), primeiro imperador da dinastia dos Ângelos, durante a qual o império entrou em decadência irrecuperável. A rivalidade com as repúblicas italianas pelo domínio comercial no Mediterrâneo produziu grave crise econômica. Tal situação, aliada à pressão dos turcos, que conquistaram a Síria e Jerusalém, e à formação do segundo império búlgaro com a conseqüente perda da Croácia, da Sérvia e da Dalmácia, levou os imperadores a tentarem recuperar o estado. Contudo, a quarta cruzada, desviando-se de seus propósitos religiosos, interferiu nos assuntos internos bizantinos e não permitiu essa recuperação. Muito ao contrário, beneficiando-se de uma crise sucessória, os cruzados tomaram a cidade de Constantinopla em 1203, e restabeleceram Isaac II no trono, nomeando Aleixo IV co-imperador. Depois de uma revolta que depôs esses dois, em 1204 os cruzados novamente tomaram a cidade. Inaugurou-se assim o chamado império latino (1204-1261) com o reinado de Balduinus I. Os territórios foram então divididos entre os chefes da cruzada, formando-se os reinos independentes de Tessalonica, Trebizonda, Épiro e Nicéia. As lutas entre esses reinos pela supremacia e pelo domínio econômico da região não demoraram. Ao mesmo tempo, ocorriam ataques turcos e búlgaros, e os bizantinos tentavam recuperar seu império. Durante o reinado de Balduinus II, homem pouco capacitado para as questões políticas, os bizantinos retomaram o poder. Foi Miguel VIII Paleologus quem, no ano de 1261, se apoderou de Constantinopla, sem que houvesse nenhum enfrentamento bélico. A época dos Paleólogos significou um renascimento artístico e cultural em Constantinopla, embora tenha assistido à progressiva desintegração de seu império: os limites geográficos do território bizantino se reduziam ante o irrefreável avanço dos turcos otomanos, que se apoderaram das principais cidades gregas da Anatólia e conseguiram conquistar Galípoli (1354) e Adrianópolis (1362), o que ameaçou seriamente as possessões bizantinas da Tessalonica. Os sérvios, por sua vez, estenderam sua zona de influência à Albânia e ao norte da Macedônia, apesar de sua expansão ter sido contida em 1389, também pelo poderio turco.

Em 1422, quase ao fim do reinado de Manuel II, os turcos sitiaram pela primeira vez Constantinopla e em 1430 ocuparam a Tessalonica. O novo imperador bizantino, João VIII Paleólogo, dispôs-se então a retomar as negociações para a união das igrejas Ortodoxa e Católica. A proposta foi levada ao Concílio de Florença, em 1439, e os ortodoxos por fim concordaram em submeter-se à autoridade de Roma. A união de Florença acorreu em ajuda ao império bizantino, mas em 1444 sofreu grave derrota em Varna. Esta foi a última tentativa por parte do Ocidente de salvar Constantinopla. Constantino XI Paleólogo foi o último imperador bizantino. Os turcos cortaram as comunicações de Constantinopla, isolando-a economicamente. Compreendendo o perigo que a cidade corria, o imperador quis restabelecer a unidade religiosa com Roma para que os ocidentais fossem em seu auxílio. Mas, apesar dessas desesperadas tentativas, o sultão otomano Mehmet II sitiou Constantinopla em abril de 1453 e em maio transpôs as muralhas da cidade. Em 1461, os últimos redutos bizantinos - o reino de Trebizonda e o regime despótico da Moréia - sucumbiram à pressão das tropas otomanas. Com a queda da gloriosa Constantinopla e dessas duas regiões, deixava de existir o império bizantino, cujos territórios ficaram submetidos ao domínio turco. Constantinopla, desde então, passaria a chamar-se Istambul. O império bizantino, herdeiro da tradição Helenística e romana, desenvolveu uma cultura de grande valor histórico, não só por seu trabalho de conservação e difusão daquela tradição, mas também pela criação de modelos próprios que haveriam de sobreviver na Grécia e na área de influência da Igreja Ortodoxa, depois da queda de Constantinopla. Além disso, a arte e a ciência da civilização bizantina exerceram enorme influência sobre a evolução cultural européia, sobretudo depois da queda de Constantinopla, quando numerosos artistas e sábios emigraram para a Itália, onde seus conhecimentos contribuíram para desenvolver o processo Renascentista.

O Império Bizantino
A formação do Império Bizantino remonta ao século IV, quando em meio a crise do Império Romano, o imperador Teodósio determinou a divisão do império em duas partes, uma no ocidente, com capital em Roma, outra no oriente com capital em Constantinopla.

A formação do Império Bizantino remonta ao século IV, quando em meio a crise do Império Romano, o imperador Teodósio determinou a divisão do império em duas partes, uma no ocidente, com capital em Roma, outra no oriente com capital em Constantinopla.


No final do século V, as invasões dos povos bárbaros haviam destruído e fragmentado o império ocidental, enquanto no oriente o poder manteve-se centralizado.


O reinado mais importante desde império foi o de Justiniano no século VI. Exerceu umas autoridades despóticas, controlando tanto a vida política como religiosa no império, dando a seu poder um caráter quase sagrado. A preocupação com a questão religiosa marcou o reinado de Justiniano, que passou a exercer forte influência sobre a Igreja, instituindo o “cesaropapismo” e combateu todas as manifestações, consideradas como heresias, que pudessem dividir a Igreja e afetar seu poder.
Justiniano empreendeu uma política expansionista cujo objetivo era recuperar o antigo império do ocidente e realizou importante conquista no norte da África, derrotando os Vândalos e posteriormente os Ostrogodos na Península Itálica e por último parte da Espanha após derrotar os Visigodos.


As conquista de Justiniano

Do século VII ao X o Império Bizantino perdeu progressivamente os territórios conquistados e sofreu fortes investidas de outros povos - germânicos, búlgaros e persas.


A recuperação e fortalecimento do Império ocorreram durante o reinado de Basílio II, que derrotou os búlgaros, no entanto, nesse mesmo século XI novas invasões ocorreram, destacando-se os turcos seldjúcidas no oriente médio a partir de 1071.
A Quarta cruzada foi responsável pela desagregação do império 1204 a 1261, durante esse período grande parte do território bizantino ficou sob domínio dos mercadores de Veneza.
No século XIV começa a invasão dos turcos Otomanos: em 1354 se estabelecem em Galípoli; em 1362 ocupam Adrianóplis; em 1422 sitiam Constantinopla sem sucesso, em 1430 dominam Tessalônica e em 1453 tomam Constantinopla sob o comando do Sultão Maomé II


O Império Otomano

Mapas retirados do cd-rom Atlas de História Geral, da Editora Ática.

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