Incorporação Mental Julho de 1944



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Incorporação Mental

Julho de 1944

A incorporação mental, como todos sabem, é um dos aspectos mais comuns e mais generalizados da mediunidade.

Em trabalho anterior, publicado em 1942, sob o título – “Contribuição ao estudo da mediunidade” – dissemos: - “Sobre cem médiuns observados, oitenta serão provavelmente de incorporação, representando, portanto, esta modalidade uma grande maioria.

Desses oitenta citados, vinte serão de conscientes, cinquenta semi-conscientes e somente dez por cento podem ser inconscientes”.

No mesmo trabalho definimos a forma consciente como sendo um efeito puramente telepático entre o espírito ( transmissor) e o médium ( receptor); a semi-consciente como um avançamento no sentido da posse do médium pelo espírito comunicante e a inconsciente como inteiração dessa posse, com o afastamento do espírito do médium; disso se concluindo que incorporação realmente só se dá neste último caso.

Prosseguindo nossas observações fomos mais tarde verificando que existe uma outra modalidade dessa espécie de mediunidade que pode ser também enquadrada nessa classificação e com carcterísticas que a colocam em situação de superioridade sobre as demais do ponto de vista qualitativo e também representando um avanço no conhecimeto atual as práticas mediúnicas.

Trata-se da modalidade que, a falta de melhor termo, denomino – Incorporação Mental – e à qual já me referi ligeiramente em algumas vezes que tenho ocupado a tribuna da Federação Espírita do Estado para debater o fenômeno mediúnico.

O restrito espaço que me faculta um artigo de imprensa como este não me permite entrar em detalhes e por isso direi logo que – ncorporação mental, - como seu nome o indica, é o processo mediante o qual o espírito comunicante se assenhoreia da mente do médium, coloca-se em estado de plena inconsciência e assim exerce domínio, mais ou menos completo, dos campos físicos e psíquico individuais.

O que caracteriza e distingue esta modalidade das demais formas conhecidas é o seguinte:

1. não há transmissão telepática, como ocorre nas formas consciente e semi-cosnciente, já estudadas;

2. não há incorporação física, com afastamento do espírito do médium, como ocorre na forma inconsciente;

3. não é indispensável a presença do espírito comunicante que, neste caso, atua à distância;

4. o médium não perde sua capacidade ambulatória nem há inibição de qualquer natureza para o lado do corpo físico;

5. o médium não é submetido a sono sonambúlico e nenhuma interferência anímica pode ter lugar;

6. opera-se uma neutralização da mente individual do médium que fica à disposição do espírito comunicante e através da qual este passe a dominar inteiramente o corpo físico do médium.

Como bem se compreende, para esta forma de mediunidade, exige-se médiuns especiais, dotados, de sensibilidade apurada, de perfeito equilíbrio psíquico e, sobretudo, de elevadas condições morais.

Não são os médiuns comuns e, portanto, esta é uma mediunidade de exceção.

Por outro lado, trata-se de um processo de eleição para comunicação de espíritos superiores dotados de alta capacidade mental, os quais sem abandonar os planos que lhe são próprios e utilizando-se de energias cósmicas ainda pouco conhecidas, buscam seus pensamentos através delas, fazem contato com o médium assenhoram-se, como já dissemos, de suas mentes e através delas filtram seus prórpios pensamentos.

Este processo tem curso preferencial nos dias que correm quando, as baixas camadas espirituais ligadas ao planeta são muito densas, rudes, hostis e repulsivas às suas delicadas e puras condições pessoais.

Estudiosos do espiritismo façam suas observações neste sentido e, possivelmente poderão, em breve, acrescentar novos subsídios à esta minha despretenciosa colaboração que unicamente tem em vista focalizar um novo detalhe do conhecimento psíquico dentre os muitos já vulgarizados pelos cânones, nada rígidos ou dogmáticos, mas sempre progressivos e evolventes, de doutrina.



Só me resta, agora, acrescentar, como remate, que temos podido constatar esta nova forma de comunicação mediúnica algumas vezes em trabalhos que pessoalmente dirigimos e, ainda há poucos dias, o verificamos quando, presidindo a uma sessão de desenvolvimento mediúnico, na Federação Espírita do Estado, um médium desta categoria, influenciado por um Irmão Maior que se nomeou – Paulo, o humilde servo do Senhor – nos transmitiu uma mensagem do Guia Emmanuel, que a seu turno transmitia algumas palavras do Cristo.

Esta mensagem foi inserta, na sua íntegra, e no número quatro de “O Semeador”, órgão oficial de publicidade desta nossa Casa.


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