Incubação no Brasil



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Incubação no Brasil

No Brasil, as primeiras incubadoras surgiram a partir da década de 80, quando por iniciativa do então presidente do CNPq, Professor Lynaldo Cavalcanti, cinco fundações tecnológicas foram criadas, em Campina Grande (PB), Manaus (AM), São Carlos (SP), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC). Essas instituições tinham por finalidade promover a transferência de tecnologia das universidades para o setor produtivo.

Após a implantação da ParqTec – Fundação Parque de Alta Tecnologia de São Carlos, em dezembro de 1984, começou a funcionar a primeira incubadora de empresas no Brasil, a mais antiga da América Latina, com quatro empresas instaladas, sendo que nessa década quatro incubadoras foram constituídas no país, nas cidades de São Carlos (SP), Campina Grande (PB), Florianópolis (SC) e Rio de Janeiro.

Apesar da inauguração das primeiras incubadoras brasileiras, elas somente se consolidaram, como meio de incentivo para atividades e produção tecnológica, a partir da realização do Seminário Internacional de Parques tecnológicos, em 1987, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, surgia Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas (ANPROTEC), que passou a representar não só as incubadoras de empresas, mas todo e qualquer empreendimento que utilizasse o processo de incubação para gerar inovação no Brasil.

Em 1991 o SEBRAE passou a apoiar ações destinadas à implantação, desenvolvimento e fortalecimento das incubadoras de empresas, entendendo serem elas uma alternativa importante à criação e desenvolvimento de micro e pequenas empresas. Esse apoio tem ocorrido através da viabilização dos produtos e serviços que o sistema dispõe, bem como o repasse de recursos financeiros para operação das incubadoras.

Em 1998 o SEBRAE publica seu primeiro edital com vistas a apoiar, por meio de recursos financeiros, os empreendimentos já existentes o surgimento de novas incubadoras através do fomento ao Estudo de Viabilidade Técnica e elaboração de Planos de Negócios de novas incubadoras. Esse edital passou então a ser lançado anualmente o que possibilitou a regionalização e interiorização do Programa Incubadora de Empresas por todo o país.

Hoje, no Brasil, após, aproximadamente, 30 anos de experiência em incubação de negócios, totalizam-se 183 incubadoras de empresas registradas em operação no território nacional. O número de negócios abrigados por essas gestoras já ultrapassa a marca de 1200, e os empregos criados somente pelas empresas residentes somam 7300 novos postos de trabalho.

Segundo dados da mais recente pesquisa da ANPROTEC (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), a concentração das Incubadoras no setor de base tecnológica reflete uma tendência nacional. A área de atuação software/informática está presente, hoje, em 74% das incubadoras brasileiras, seguida pela área de eletroeletrônica / telecomunicações e automação, presente em 49% desses estabelecimentos gestores. O ramo de mecânica e automação ficou em terceiro lugar, com presença marcada em 30% das incubadoras setoriais, enquanto a área agroindustrial, está presente em 38% das incubadoras envolvidas na pesquisa. Os setores de biotecnologia e química abarcaram, respectivamente, 30% e 23% das incubadoras, enquanto as demais áreas resultam, juntas, em 38% da área de atuação das gestoras.

Um dos ambientes mais comuns para a criação de incubadoras é a universidade, especialmente no caso de empresas recém-formadas do setor de tecnologia. Nestes locais elas têm acesso a laboratórios e apoio de técnicos e pesquisadores. O levantamento da Anprotec indica que as incubadoras com vínculo forma ou informal com Universidades e/ou Centros de Pesquisas somam 87% do total, o que mostra a grande importância destas instituições no movimento brasileiro. Outra dado que comprava isto é a proximidade física delas. Cerca de 49% das incubadoras estão localizadas a até 1 Km das Universidades/Centros de Pesquisa.

De acordo com o panorama feito pela Anprotec , os principais objetivos das incubadoras brasileiras são o incentivo ao empreendedorismo (88%), o desenvolvimento econômico regional (72%), o desenvolvimento tecnológico (70%), a geração de empregos (61%), a diversificação da economia regional (48%) e, por último, o lucro (32%). Cada incubadora gerencia em média 7,4 empresas. Estas desenvolvem projetos, produtos e processos. O levantamento da Anprotec aponta ainda que 48% das incubadoras são Privadas sem fins lucrativos, 13% são Públicas municipais, 16% Públicas Federais, 12% Públicas Estaduais, 6% são Privadas com fins lucrativos e apenas 2% são empresas de Economia Mista.

O maior pólo é do país está na Região Sul que concentra 46% das incubadoras, no Sudeste estão 34% e no Nordeste 13%, enquanto no Norte estão 3% e no Centro Oeste 4%. O Rio Grande do Sul é o estado com maior número de incubadoras, totalizando 67 incubadoras, seguido por São Paulo que soma 37 e Minas Gerais com 19. Os estados do Paraná e Rio de Janeiro dividem a quarta colocação com 17 incubadoras cada um. Existem ainda 16 em Santa Catarina; 13 na Bahia; 10 em Alagoas; 08 em Pernambuco; 05 no Distrito Federal; 05 no Pará; 04 no Ceará; 04 no Mato Grosso do Sul; 03 em Goiás; 02 no Rio Grande do Norte e por fim 1 em cada um dos estados: Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Piauí e Sergipe.

No Brasil um dos mais importantes centros incubadores do país, o CIETEC foi criado em abril de 98 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), a USP (Universidade de São Paulo), o IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). As empresas incubadas no CIETEC têm à sua disposição todas as facilidades técnicas e operacionais oferecidas pela USP, o IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). São laboratórios em todas as áreas do conhecimento humano, com o apoio de técnicos e pesquisadores de todas as entidades envolvidas. Além disso, o CIETEC conta com Assessoria de Marketing em assuntos referentes à Gestão de Negócios, Marketing e Vendas e Assessoria Jurídica.

Os parques tecnológicos não param de crescer no País, prova disso são as novas unidades e ampliações de operações em São Paulo, Pará e Sergipe, que aproveitam a proximidade com universidades locais e a vocação econômica das regiões para fortalecer projetos de pesquisa.

O Parque Tecnológico de Ribeirão Preto (SP), previsto para sair do papel em 2009, quer se destacar em pesquisas na área médica e odontológica e deve receber 50 empresas. Com 1,1 milhão de metros quadrados, o empreendimento, avaliado em R$ 151 milhões, será construído ao lado do campus da Universidade de São Paulo-USP, de Ribeirão Preto, reconhecida pelos cursos na área da saúde.

Criado em 2003, o Sergipe Parque Tecnológico-SergipeTec, em São Cristóvão (SE), tem 141 mil metros quadrados e uma infra-estrutura que custou R$ 12 milhões. Vizinho da Universidade Federal de Sergipe-UFS, pesquisas biotecnologia, TI e energia.

Na região metropolitana de Belém (PA), ao lado do campus da Universidade Federal do Pará-Ufpa, foi lançada a pedra inaugural do Parque de Ciência e Tecnologia de Guamá, com 72 hectares de área. O centro de pesquisa deve estar pronto em 2010 e aposta em estudos de TI, energia, tecnologia do alumínio e biotecnologia - de olho na biodiversidade amazônica.



A Vale e a Eletronorte, além do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-Inpe, garantiram lotes no parque. O investimento em infra-estrutura chega a R$ 46 milhões, com recursos da Ufpa, governo do Pará e BNDES. Referencias : http://www.anprotec.org.br


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