Indicação bibliográfica: Rio de Janeiro, funarte/inf, 1989



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Autor: Antonio Gastão (entrevistas)

Título: Antonio Gastão, o pescador de Cabo Frio



Indicação bibliográfica: Rio de Janeiro, FUNARTE/INF, 1989.

Localização: Museu do Folclore; Biblioteca Municipal de Cabo Frio.



Informação sobre a edição: livro baseado no depoimento do Sr. Antonio Gastão, que tinha 76 anos na data da publicação do livro.

Informação sobre o autor:

Data da 1ª edição: 1989

Recorte de jornal
Fado: O autor menciona que “as diversões primeiras em Cabo Frio eram o fado, a chula, a tontinha, a quadrilha. Essas eram as festas de Cabo Frio, que naquele tempo eram muitas, o ano todo.” (p. 59)

Jongo: “Era o jongo, o bangulê, o batuque dos negros, folias, muita coisa mesmo. Nas festas juninas, na festa de Santo Antonio, tinha melado e quentão para os pretos. Tinha uma fazenda que ficava ali perto do cemitério, com duas amendoeiras grandes, fazenda grande, patrimônio formidável. Era bem em frente ao matadouro. Lá morava o casal Santiago e Guidinha que eram dois negros, velhos e pequenininhos, que botavam o jongo nas festas de Santo Antonio, no largo do Convento. Eles eram os festeiros. Eles armavam um cercado de corda e traziam os instrumentos, tambores e puíta. A puíta era uma caixa grande, um caixote de querosene com couro de cabrito, um balde d’água que molhava o pano e....aquilo puxava...aquilo roncava que lá da Passagem se ouvia:

É gente


Desaforo de pinto, ô gente

Em cima do muro, ô gente

Panha feixe de lenha, ô gente

Pra cozinhar perereca, ô gente


Eles cantavam até o amanhecer do dia. Na festa de São Benedito dos Pretos, lá no Largo da Passagem, também se brincava. Era o banguelê, batuques e umbigada. Eram as festas maravilhosas que existiam em Cabo Frio. Mas foi se acabando. Chula, tontinha, fado, vaz de roda, que ninguém mais sabe.” (p. 59)

O autor menciona uma comunidade na qual só residiam “pretos” na localidade de Vila Nova. Por só ter “preto e bicho de pé”, o local foi batizado de “Abissínia”. “Os primeiros moradores, todos pretos, foram: Antonio e Nenê Sapotó, Monteiro, Imperalina, Feliciano, Joaquim, Dona Bichina, França, Otília, Olívia, Olina, Manuel Novo-Acordo, Doca, Manduca Sudoeste, Cica (Macaco Estrada), Júlia Lambe-beiço, Preto do Rádio, Tarcides, Dorotildes, Velha Marta, Alexina, Caridade, mãe de Zé Caridade, tudo morando em casa de palha, estuque, tiririca.” (p. 65) Um amigo de Gastão, Zé Barbosa, armou um salão todo de bambu na localidade e organizou uma banda de pífano com os “pretos” que se apresentava nos coretos. Também havia teatro do qual Gastão também participava. E o tal casal Santiago e Guidinha era chamado para ali organizar o jongo. (p. 65)



Região descrita: Cabo Frio

Período da descrição: juventude do Sr. Gastão (aproximadamente anos de 1930/1940)

Informante: Antonio Gastão

Partituras

Fotografias

Comentários: menção à fazendas e bairros antigos de Cabo Frio onde negros faziam suas danças e festas.


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