Indisciplina escolar



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INDISCIPLINA ESCOLAR

Dambria Muril Cirqueira Dias¹



Resumo: Este artigo é o relato da intervenção indisciplinar na Escola Estadual Custódia da Silva Pedreira com o objetivo de melhorar os problemas que a indisciplina escolar causa no processo ensino aprendizagem, através do projeto intervenção procura-se solucionar a indisciplina no cotidiano da escola atual, que tem sido vista como problema, como desvio das normas disseminadas nos sistemas escolares, que inviabiliza a prática educacional.

Palavras-chave: indisciplina; limites; diálogo.
Summary: This article is the story of the intervention to indiscipline in the State School Safekeeping Custódia da Silva Pedreira with the objective to improve the problems that the pertaining to school indiscipline cause in the process education learning, through the project intervention is looked to solve the indiscipline in the daily one of the current school, that has been seen as problem, as shunting line of the norms spread in the pertaining to school systems, that the educational one makes impracticable practical. Word-key: indiscipline; limits; dialogue.

INTRODUÇÃO

O assunto indisciplina no conjunto escolar é um dos problemas que preocupa os gestores, professores, especialistas, pais e alunos de diferentes escolas no Brasil e no mundo. Refletir sobre o comportamento dos estudantes e analisar os métodos aplicados em sala de aula, procurar metodologias, desenvolver projetos que contribuam para crescimento de estudantes com disciplina é o objetivo geral deste artigo em consonância com o projeto de intervenção sobre indisciplina escolar da sala três: Ambiente Projeto Vivencial.

Segundo Içami Tiba:
A educação ativa formal é dada pela escola. Porém, a educação global é feita a oito mãos: pela escola, pelo pai e pela mãe e pelo próprio adolescente. Se a escola exige o cumprimento de regras, mas o aluno indisciplinado tem a condescendência dos pais, acaba funcionando como um casal que não chega a um acordo quanto à educação da criança. O filho vai tirar o lucro da discordância pais/escola da mesma forma que se aproveita quando há divergências entre o pai e a mãe. (TIBA, 1996, p. 165).
¹Discente do curso de Pós graduação em gestão escolar da – Universidade Federal do Tocantins – UFT – de Porto Nacional – TO.

Refletindo sobre a colocação acima se retoma a um passado pouco distante, onde a educação era rígida, os filhos eram castigados pelos seus pais e sempre se via resultados mais concretos, hoje o limite não existe mais, os filhos tudo podem, são donos da verdade, do espaço que ocupam tornando indisciplinados e às vezes desrespeitosos com todos a sua volta. É preciso um olhar firme pela família, esta tem um papel de grande valor na educação de seu filho junto à escola, quando a criança compreende e respeita limites em casa o fará em qualquer outro ambiente caso contrario não conseguirá obedecer a regras impostas em outro lugar.

Segundo Aquino (1996. p. 98), a tarefa de educar, não é responsabilidade da escola, é tarefa da família, que ao docente cabe repassar seus conhecimentos acumulados, ele ainda aponta que a solução pode estar na forma da relação entre professor e aluno, ou seja, a forma que suas relações e vínculos se estabelecem, aponta também que a solução pode estar no desenvolvimento do resgate da moralidade discente através da relação com o conhecimento e que esse conhecimento deve ser construído socialmente, sem rigidez ou autoridade.

Piaget (1973) defende que temos duas alternativas: “formar personalidades livres ou conformistas”. Se o objetivo da educação for o de formar indivíduos autônomos e cooperativos, então é necessário propiciar para que ele se desenvolva em um ambiente de cooperação. A escola é um ambiente socializador e esta é, a importância de se ter claro sua parcela de contribuição na formação moral de seus alunos. O professor, no caso, tem a função de colaborar para que isso efetive. Deve propiciar experiências entre pares com bases na cooperação, construindo um ambiente com regras coerentes e justas.

A relação professor/aluno deve ser baseada no diálogo, o professor deve ser um exemplo, para que possa exercer, sem autoritarismo, a sua função educativa. Identificar, conhecer, analisar e compreender a indisciplina e suas complicações pode até não facilitar a compreensão, mas a aceitação de que o fato tem real fundamento, isso sim, trás a certeza de que pode ser revertido, pensando dessa forma, é possível, desativar os estacionamentos das escolas, é possível fabricar um freio resistente para que os acidentes não voltem acontecer.

A indisciplina pode ser um fato discutido por muitos, mas o real fato agora é deixar de somente discutir, pois teoria é o que não falta para essa questão, é preciso colocar idéias em prática, rever suas aulas, pequisar e conhecer a vida do aluno com a familia, sua realidade, seu mundo, somente compreendendo e conhecendo a realidade em que se vive os discentes é possivel trabalhar de forma a reverter o comportamento dos mesmos e ajudá-los de maneira sistematica a mudar sua conduta e suas atitudes.

Planejar aulas diferenciadas em que se possa prender a atenção do alunado, trabalhar com temas modernos, assuntos que lhe interessam, encaixando conteúdos é um começo para que alunos sintam-se com vontade de participar, de se envolver na aula percebendo a importância da sua pemanencia na sala de aula, respeitando e contribuindo para o bom andamento da sua aprendizagem e da aprendizagem do colega.

Ao observar as turmas em sala de aula, ver o comportamento e atitudes de alguns alunos surgiu várias interrogações para tais comportamentos: Será que a escola está estagnada e não consegue atender as necessidades do aluno? Ou será que o aluno está desmotivado? Qual a causa de tanto desinteresse pela escola por maioria dos alunos? Que atitudes os professores, coordenadores e diretores estão tomando para sanar esse fato que só atrapalha o ensino e a aprendizagem? São questões que foram discutidas em reuniões com os profissionais da unidade escolar juntamente com pais e comunidade, tentando encontrar respostas e solucionar essa problemática o quanto antes. A partir dessas reuniões ficou claro que alunos que são indisciplinados apresentam o mesmo comportamento em casa, desrespeitam seus pais, não cumprem horários e regras estabelecidos pela familia e sempre fazem o que querem e da maneira que acham correto. Conversas individuais, palestras, filmes educativos foram medidas adotadas para que essa preocupação comece a ser sanada com resultados positivos e conseguir transfomar esse quadro preocupante para a educação brasileira. Nas conversas individuais percebe-se que muitos alunos apresentam uma inquietação ou melhor uma insatisfação com a vida que tem, a maioria tem sonhos grandes, vontades que por falta de recursos financeiros não podem executar e suas frustações são, digamos, saciadas em seu comportamento indisciplinar, percebo que querem chamar atenção talvez até mesmo por falta de afeto porque a maioria dos pais trabalham o dia inteiro e mal veem seus filhos, o diálogo em casa é muito pouco ou melhor raro e isso é preocupante, pois, a escola não pode se dispor a conversar tudo com o aluno e ouvir suas angustias o tempo todo e as disciplinas, os conteúdos que lugar terão? A participação da familia em casa é fundamental e é preciso encontrar uma maneira para que pais se conscientizem da importância de participar da vida escolar e do mundo particular de seu filho, conhecer melhor seus sonhos, suas vontades e ajudá-los de acordo suas condições.



INDISCIPLINA : ESCOLA E CONSTITUIÇÃO

  A escola tem como um de seus maiores obstáculos a falta de limites, maus comportamentos e desrespeito aos professores.Ultrapassando fronteiras culturais e econômicas. A ausência de cultura disciplinar preventiva nas escolas, bem como falta de preparo por parte dos professores para lidar com distúrbios em sala de aula, trás um contexto social onde a indisciplina prevalesce.

   As causas da indisciplina escolar pode ser dividida em dois grupos gerais:

    - Causas externas à escola: entre elas se vê a influência exercida pelos meios de comunicação, violência social e ambiente familiar.

    - Causas internas: incluem ambiente escolar, condições de ensino-aprendizagem, modos de relacionamento humano, o perfil dos alunos e a capacidade deles em adaptar-se aos esquemas da escola.

    Deve-se lembrar que as escolas em meados de 1960, conseguiam fazer com que seus alunos se comportassem, pois a disciplina era imposta de forma autoritária, com ameaças e castigos .O medo levava a obediência e a subordinação por parte dos alunos, eles não podiam se posicionar,questionar e refletir, sobre quaisquer que fosse o assunto.Atualmente vive-se um outro contexto, onde influenciados por mudanças políticas, sociais, econômicas e culturais instituições escolares, alunos e professores, assumem um papel diferente na sociedade.Um aspecto importante nessa mudança é a escola estar mais aberta para a participação dos pais e da comunidade .

    As efervescências da sala de aula marcada pela diferença, instabilidade e precariedade, apontam para a inutilidade de um controle totalitário, do planejar racional, pois o que os alunos procuram é de alguma forma estar juntos e isso impede qualquer tipo de autoridade forçada. A organização do ano escolar dos programas, das aulas, a estrutura do prédio e sua conservação não podem estar distantes da realidade dos alunos. A escola tem que ter significado para eles, pois o não envolvimento dos alunos com a escola pode se transformar em apatia e explodir em indisciplina e violência.

      O Estatuto da Criança e do Adolescente também tem sido apontado, de forma equivocada, como um dos fatores determinantes da indisciplina escolar, pelo fato de contemplar apenas os direitos e de não prever expressamente os deveres dos educandos, porém estamos nos esquecendo que se não respeitarmos os direitos dos educandos é evidente que esse não irá nos respeitar. Dentro dessa perspectiva, encontramos capítulos e artigos da Constituição Federal e das Leis de Diretrizes e Bases que são voltados para o pleno desenvolvimento da pessoa e para a prática da cidadania.

    Dentre as medidas que são tomadas pelas escolas, estão a expulsão e a transferência dos alunos "problemáticos", medidas que geram muitas discussões. As escolas não podem simplesmente acabar com o problema, transferindo ou expulsando o aluno indisciplinado. O aluno que é expulso ou "convidado a se retirar" acaba se sentindo injustiçado, rejeitado e isso acaba por interferir em sua capacidade de aprendizagem tornando-os ainda mais indisciplinados.

    As escolas tem todo o direito e dever de impor limites e criar obrigações, porém, imposição de limites não significa medidas abusivas e acima de tudo, ilegais. Com o objetivo de conceder eficácia à educação, a constituição estabeleceu diversos princípios, dentre eles, o de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.



POSSÍVEIS FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A INDISCIPLINA NO CONTEXTO ESCOLAR

A indisciplina na escola está na proporção dos acontecimentos quotidianos. As preocupações de professores, pais e todos envolvidos no processo educacional, relativos aos comportamentos escolares dos alunos, têm sido discutidos e motivos de preocupações nos últimos anos.

Para Aquino (1996a, p. 40), “embora o fenômeno da indisciplina seja um velho conhecido de todos, sua relevância teórica não é tão nítida”.

A origem de a conduta considerada indisciplinar pode estar em diversos fatores: uns ligados a questões relacionadas ao professor, principalmente na sala de aula, às vezes o professor não supera as expectativas de aprendizagem deixando um vazio que é preenchido pelo mau comportamento do aluno; outros centrados nas famílias dos alunos, muitos alunos precisam de afeto, atenção, conduta entre muitas outras coisas que não encontra em casa; outros verificados nos alunos têm aqueles que para chamar atenção para ele, faz coisas que podem ser consideradas indisciplinares; outros gerados no processo pedagógico escolar; e outros alheios ao contexto escolar.

É necessário que entre os pares estabeleça-se a forma de comunicação necessária para que a aprendizagem significativa ocorra realmente.

Vasconcellos (2003, p. 58) diz que:



O professor desempenha neste processo o papel de modelo, guia referência (seja para ser seguido ou contestado); mas os alunos podem aprender a lidar com o conhecimento também com os colegas. Uma coisa é o conhecimento “pronto”, sistematizado, outro, bem diferente, é este conhecimento em movimento, tencionado pelas questões da existência, sendo montado e desmontado (engenharia conceitual). Aprende-se a pensar, ou, se quiserem, aprende-se a aprender.

3. Imagem escolar

Meninos e meninas indisciplinados em casa, meninos e meninas indisciplinados na escola. Uma criança que não reconhece seus pais como forma de domínio, dificilmente reconhecerá isto em um estranho, seja ele seu professor, coordenador pedagógico ou diretor de escola. Se não existe esse reconhecimento, a criança enquanto aluno sempre fará o que quer, do jeito que quer e na hora que quer.

A grande dificuldade é que, na atmosfera escolar, como em qualquer princípio comunitário, não acatar os ambientes alheios causa enormes perturbações, que são vivenciados como desordem de todo tipo.

Quando se pensa e se tem provas que a atitude indisciplinada do aluno tem inicio no convívio familiar, entretanto, não se pode negar que, uma vez que este tipo de atuação já está cimentado, cabe ao professor preparar-se para lidar com este tipo de situação, através da reflexão contínua sobre o fazer pedagógico e de um trabalho de formação continuada em que mantenha contato com os estudos mais atuais sobre conduta e limites. Aliás, para Tognetta, o grande problema da indisciplina discente não é ela em si mesma, mas o fato de que os professores não sabem lidar com ela:
Quando as pessoas apresentam-se agressivas ou violentas não se pode negar que tal comportamento é resultado de angústias, ansiedades, preocupações mal resolvidas. A maioria dos professores sabe disso. O diagnóstico é sempre preciso, dizendo que as crianças, constantemente, trazem problemas de casa. A questão é que, na maioria das vezes, ao tratar o comportamento agressivo tais professores desconsideram essas causas. Não nos damos conta que o tratamento dado à violência é também sinal dela. Quando uma criança é castigada, o que acontece nem sempre é visível aos nossos olhos. Kamii (1991 a) se refere as três possíveis conseqüências do castigo e das punições: as crianças se rebelam, ou se conformam ou ainda calculam os riscos de serem pegas tendo um comportamento inadequado aos olhos do adulto. Por um outro olhar, a criança castigada sente-se incompreendida, não amada. Há uma fala comum entre nós de que “a melhor defesa é sempre o ataque”. Assim a criança age. Pode se sentir com tanta raiva a ponto de fazer ainda pior ou sentir-se tão pequena, a ponto de formar uma auto-imagem merecedora de castigos e incapaz de realizar quaisquer outras tentativas de satisfação pessoal. (TOGNETTA, 2004, p.4)

Refletindo sobre essa colocação da autora acima, penso que nas escolas deveria ter um psicólogo trabalhando dentro da escola para ajudar os professores, os coordenadores, diretores e os pais dessas crianças que apresentam comportamentos incomuns entre seus colegas e em sua vida pessoal. Só assim será possível contornar essa situação que é motivo de muitas preocupações a todos os profissionais envolvidos nesse processo de ensino e aprendizagem.


POSSÍVEIS SOLUÇÕES E INTERFÊNCIAS NA INDISCIPLINA
As metodologias aplicadas para interferir na indisciplina da Escola Estadual Custódia da Silva Pedreira foram: Reunião com a equipe escolar, pais e comunidade em geral para apontamento dos problemas de indisciplina; Elaboração e aplicação de questionário para diagnosticar o que o aluno deseja e espera da escola; Sistematização dos dados da pesquisa; Reunião para averiguação dos dados e definição de metas; Conversas individualizadas com alunos de comportamentos e atitudes irregulares; Palestras sobre autoestima; Planejamento e organização de projetos que envolveram os discentes e comunidade em geral, alguns foram:

  • Projeto de leitura dança e teatro com a finalidade de desenvolver o envolvimento dos estudantes a fim de amenizar a indisciplina;

  • Palestra cujo tema é autoestima, respeito e cidadania, levando assim os alunos a refletirem sobre seus atos e ações na unidade escolar e fora dela;

  • Organização de feira cultural com a participação de pais, alunos, comunidade e todos envolvidos no processo educativo.

Com atitudes e projetos pode-se perceber um avanço no comportamento dos alunos, a participação dos pais poderia ser melhor em números e propostas, mas foi um começo que será estendido para todo o ano de 2010 com mais inovações e persistência até que família, comunidade, professores se conscientizem de que a luta não é fácil, mas quando se pode reverter e conseguir bons resultados é gratificante.
EM VEZ DE AGIR SOBRE A CONSEQUÊNCIA, PROCURAR A CAUSA. 

Saber como o ser humano se desenvolve moralmente é essencial para encontrar as raízes da indisciplina. Antes de entender por que precisam agir corretamente, as crianças pequenas vivem a chamada moral heterônoma, ou seja, seguem regras à risca, ditadas por terceiros, sem usar a própria consciência para reelaborá-las de acordo com a situação. Por exemplo: se elas sabem que não se deve derramar água no chão, julgam o fato um erro mesmo no caso de um acidente. Nessa fase, a autoridade é fundamental para o bom andamento das relações.


Por volta dos 9 anos, abre-se espaço para a moral autônoma, quando o respeito mútuo se sobrepõe à coação. Mas a mudança não é mágica. O cientista suíço Jean Piaget (1896-1980) questionava a possibilidade de a criança adquirir essa consciência se todo dever sempre emana de pessoas superiores. Assim, é possível dizer que a autonomia só passa a existir quando as relações entre crianças e adultos (e delas com elas mesmas) são baseadas, desde a fase heterônoma, na cooperação e no entendimento do que é ou não é moralmente aceito e por quê. Sem isso, é natural que, conforme cresçam mais indisciplinados fiquem os alunos.
A atuação docente inadequada em sala é outra causa da indisciplina. "Embora os professores anseiem por uma solução, acham-se perdidos por não poder agir com a rigidez de antigamente, que permitia até alguns castigos físicos", afirma Áurea. A autoridade do professor perante a classe só é conquistada quando ele domina o conteúdo e sabe lançar mão de estratégias eficientes para ensiná-los. Se não, como bem descreve o psicólogo austríaco Alfred Adler (1870-1937), a Educação se reduz ao ato de o aluno transcrever o que está no caderno do professor sem que nada passe pela cabeça de ambos. "O resultado é o tédio. E gente entediada busca algo mais interessante para fazer, o que muitos confundem com indisciplina. A escola é, sem dúvida, a instituição do conhecimento, mas é preciso deixar espaço para a ação mental da turma", afirma Luciene.
Olhar para a sala de aula tendo como base essa concepção de indisciplina faz diferença. Os benefícios certamente serão maiores se houver o envolvimento institucional. Por isso, o trabalho exige não apenas autorreflexão, mas também formação e esforço de equipe. Para transformar o ambiente, o discurso tem de ser constante e exemplificado por ações de todos e um para a formação da equipe. (Revista Nova Escola, Ano XXIV. Nº. 226. Outubro 2009.).

CONCLUSÃO
Após desenvolver o projeto de intervenção para atenuar a indisciplina a escola em si está, digamos, mais sociável. Alunos que antes apresentavam um comportamento irregular que atrapalhava e dificultava o trabalho do professor e consequentemente sua a aprendizagem e a do colega, apresenta um comportamento amenizado que precisa esta melhorando para que a porcentagem chegue a 100% que é a meta do projeto de intervenção.

Durante todo o processo de intervenção percebe-se que quando se dá um pouco mais de atenção a esses alunos “problemáticos” é como se estivesse dando todo o carinho que lhes falta, pois, esse é um dos principais motivos de tanta inquietação de crianças que vivem em um mundo cheio de transformações e novidades que para eles não importa, o que realmente importa é saber que existe alguém que se preocupe e se importe com ele. A família esta muita falha em todos os sentidos, falta acompanhamento, falta carinho, amor, atenção e isso gera indisciplina, gera insatisfação nos jovens que a liberam na escola, onde possam chamar atenção para si, para que alguém perceba sua fraqueza e possa lhe ajudar. Após aplicar as metodologias mencionadas no artigo o ambiente escolar melhorou e tanto professores quanto os próprios alunos se sentiram mais próximos e compreenderam que a indisciplina só atrapalha, com os alunos pensando e agindo de maneira exemplar a escola se tornou um lugar onde a aprendizagem acontece.

Conseguimos melhorar a indisciplina em 85% e o trabalho continuará para que cheguem aos 100%, a escola, os profissionais da educação jamais desistirão de seus alunos que é o principal objetivo de seu trabalho e realização profissional.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
TIBA, Içami. Disciplina, limite na medida certa. Ed. Gente. São Paulo. 1996.
AQUINO, Julio Gropa. Indisciplina na escola: alternativas teóricas. 9ª ed. São Paulo: Summus, 1996; Piaget, J. Estudos Sociológicos. Rio de Janeiro: ed. Forense, 1973;

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www.planetaeducacao.com.br

www.profissaomestre.com.br

www.educador.brasilescola.com

VASCONCELLOS, C. dos S. Para onde vai o Professor? Resgate do professor como sujeito de transformação. 10. Ed. São Paulo: Libertad, 2003.


TOGNETTA, Luciene. A educação de sentimentos e a moralidade infantil. Disponível em: http://www.fam.br/publicacoes/revi. art.1.prof.p.1-12.pdf
ESCOLA, Revista Nova. Indisciplina, p. 78. Ano XXIV nº. 226, outubro, 2009.
ADLER, A. (1927); A Ciência da Natureza Humana; Companhia Editora Nacional; São Paulo: 1961.


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