Infante d. Henrique visto através da filatelia américo Rebelo



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INFANTE D. HENRIQUE VISTO ATRAVÉS DA FILATELIA

Américo Rebelo

O Infante D. Henrique, (fig. 1 – Selo da Emissão de 1960 – 5º Centenário da Morte D. Henrique - Retrato do tirado dos painéis de Nuno Gonçalves, Século XVI), nasceu no Porto a 4 de Março de 1394, e faleceu em Lagos em 13 de Novembro de 1460. Era Filho de D. João I fundador da Dinastia de Avis e D. Filipa de Lencastre. O seu Padrinho de baptismo foi o Bispo de Viseu, e o nome “ Henrique “ foi dado pelos seus pais em homenagem ao seu avô materno Henrique IV, que foi Rei de Inglaterra, também conhecido como (Figura 1) Henrique de Lencastre, por ter sido o primeiro da Dinastia de Lencastre. O Infante D. Henrique teve um papel muito importante na era dos descobrimentos, ficando conhecido como “O infante de Sagres ou Navegador“. O Infante D. Henrique e os seus irmãos também conhecidos como a “ INCLITA GERAÇÃO “ (nome dado por historiadores portugueses aos filhos do rei João I de Portugal e de Filipa de Lencastre. A Alcunha refere-se ao valor individual destes príncipes que, de várias formas, ficaram conhecidos na História de Portugal e da Europa) tiveram como aio um cavaleiro da Ordem de Avis, (fig. 2)



(FIGURA 2) - 1949 – EMISSÃO COMEMORATIVA DA FUNDAÇÃO

DA DINASTIA DE AVIS





Selo de $10 – D. João I – Selo de $30 – D. Filipa de Lencastre – Selo de $35 – Infante D. Fernando – Selo de $ 50 – Infante D. Henrique – Selo de 1$00 – D. Nuno Alvares Pereira – Selo 1$75 – D. João das Regras – Selo de 2$00 – Fernão Lopes – Selo de 3$50 – Afonso Domingues

Foi também nomeado como “Duque de Viseu“. Este título foi criado pelo seu Pai, Rei D. João I no ano de 1415 em homenagem ao seu filho Infante D. Henrique que era o terceiro filho do casal, pelo seu papel principal na conquista de Ceuta (cidade Islâmica do Norte de África) a 22 Agosto de 1415. Na (figura 3) vê-se um painel de azulejos alusivo á conquista de Ceuta de Jorge Colaço que se encontra na estação de comboios de São Bento no Porto.

Esta Batalha de Ceuta foi um marco muito importante na vida do Infante D. Henrique, pois foi a partir dai que ele começou a planear a conquista de novos mundos através dos Descobrimentos Portugueses, razão pela qual ficou conhecido na História de Portugal como “Henrique o Navegador“. O Infante D. Henrique era uma pessoa muito culta, sendo um apaixonado pelas ciências cosmográficas, e foi considerado na sua época como um grande matemático, aplicando o Astrolábio (fig. 4 e 5) á navegação e inventou as cartas planas. Na (fig. 6 e 7) encontra-se um retrato do Infante D. Henrique tendo como fundo uma Carta Geográfica. Os Selos referentes da (fig. 6 e 7) são da Emissão 1394 – 1994 – Sexto Centenário do Nascimento do Infante D. Henrique, saindo em simultâneo, Portugal e Brasil (fig. 7).



(fig. 7) Emissão 1394 – 1994 – Sexto Centenário do Nascimento do Infante D. Henrique. Emissão saída no Brasil.

No Postal Máximo Triplo, (fig. 4)

está representado um Astrolábio Náutico, que se encontra no Museu da Marinha. No Postal encontra-se a etiqueta de € 0.45 que foi emitida em 09.10.1997, com o respectivo carimbo comemorativo - CTT Lisboa 9.X.1997, que são alusivos á “Exposição Internacional de Filatelia – Portugal 98“ que se realizou em Lisboa de 4 a 13 se Setembro de 1998 no Centro Cultural de Belém.





(fig. 5) Astrolábio – Selo da Emissão de 1992 – Instrumentos Náuticos dos Descobrimentos

O Infante D. Henrique teve a preocupação de ter na sua equipa pessoas com um currículo reconhecido internacionalmente, tal como cientistas, navegadores astrónomos e pessoas que conheciam bem o mar e que soubessem manusear bem os diversos instrumentos náuticos (fig. 8, 9 e 10).



(fig. 8) - Balestinha – Primeiro Instrumento Náutico utilizado pelos Navegadores no Século XVI. Selo da Emissão de 1992 – Instrumentos Náuticos dos Descobrimentos



(fig.9) - Quadrante Náutico – Este foi o primeiro instrumento Náutico utilizado pelos Navegadores Portugueses. Era um instrumento, que tinha por finalidade ver a altura dos astros. Era construído de madeira ou latão. Selo da Emissão de 1992 – Instrumentos Náuticos dos Descobrimentos

(fig. 10) - Agulha de Marear, também conhecido como Bússola, foi utilizado pelos Navegadores Portugueses a partir do Século XIV. A Palavra “Bússola“ deriva do Italiano do “sul bússola“ quer dizer pequena caixa. Selo da Emissão de 1992 – Instrumentos Náuticos dos Descobrimentos

Foi graças a sua sabedoria e persistência que Portugal começou com a Era dos Descobrimentos Portugueses, tendo o seu início no Século XV terminando no Século XVII, sendo os Portugueses responsáveis por avanços importantes nos campos da tecnologia, ciências náuticas, cartografia e astronomia. Os Descobrimentos Portugueses foram muito importantes para a expansão Portuguesa, pois graças a esse feito começou-se a desenhar o Mapa-mundo, que foi importante na conquista de novos mercados e para o desenvolvimento de Portugal.












(fig. 11) - Sobrescrito 1º Dia alusivo á Emissão de 1960 - 5º Centenário da Morte do Infante D. Henrique, com carimbo comemorativo da Emissão

CTT Porto 4.AGOSTO. 1960

Foi graças a sua valentia, e ao seu poderio que Portugal ficou conhecido mundialmente na era dos descobrimentos. No “Selo 500 Reis(fig. 12), pode ver-se o Infante D. Henrique ladeado pela Esfera Armilar do lado direito (instrumento de astronomia que era utilizado na navegação) e do lado esquerdo o Globo Terrestre (é um modelo de escala tridimensional que representa o planeta Terra), e em baixo vê-se um Leão, símbolo do poder dos Portugueses.





Selo das Emissão de 1894 – 5º Centenário do Nascimento do Infante D. Henrique. A Colecção é composta por 13 valores conforme a baixo representada, (fig.13). A maioria das séries usadas foram obliteradas com um “ Carimbo comemorativo feito (fig. 14)

em especialmente para esse efeito. (fig.14)

1894 – 5º CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO INFANTE D. HENRIQUE
(fig. 13)


1894 – 5º CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO INFANTE D. HENRIQUE




Folha de 30 Selos - 20 Reis com Carimbo

Comemorativo do Centenário














O Infante D. Henrique foi nomeado a 25 de Maio de 1420, dirigente da Ordem de Cristo, (fig. 15). Esta Ordem era Religiosa e Militar, e foi criada no Século XIV, após a extinção da antiga Ordem dos Cavaleiros. (Fig. 15)


Esta cargo, como responsável pela Ordem de Cristo, veio favorecê-lo muito em relação aos descobrimentos, proporcionando-lhe vários recursos que lhe ajudaram a financiar o seu sonho e a sua paixão que era a conquista de novos horizontes. Foi graças a Conquista de Ceuta, que o Infante D. Henrique se empenhou mais em desvendar os mistérios do Oceano. No ano de 1906 José Malhoa homenageou O Infante D. Henrique com uma pintura (fig. 16), no tecto do Museu Militar de Lisboa intitulada “O Sonho do Infante“ aonde se pode ver o Infante D. Henrique nos Rochedos de Sagres a meditar e a contemplar o mar.
(fig. 16) No ano de 1419 o Infante D. Henrique foi viver para Sagres, onde fundou uma vila no promontório (s.m. cabo formado por uma montanha). Sagres fica localizada no extremo Sudoeste da Europa, estando incluída no Parque Natural no Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. As magníficas falésias que a rodeiam estão repletas de grandes tesouros históricos. Foi desta simpática vila que O Infante D. Henrique desenvolveu o projecto de levar Portugal á descoberta de novos mundos através dos Descobrimentos Portugueses. Segundo algumas crónicas de alguns historiadores não muito esclarecedoras, o Infante D. Henrique no Século XVI, fundou no Algarve, especificamente em Sagres uma Escola Náutica. Essa escola, era ”o centro de arte náutica e tinha por finalidade formar grandes navegadores como por exemplo: Cristóvão Colombo (fig. 17), e Vasco Da Gama (fig. 18) - Selo de 1945 da Emissão - Navegadores Portugueses.



(fig. 19) Selos de 1969 da Emissão do 5º Centenário do Nascimento de Vasco Da Gama.
Segundo reza a História de Portugal o Infante D. Henrique tinha um papel muito importante nos assuntos internos do Reino, pois foi o responsável na Universidade de Coimbra pela criação de uma cadeira de astronomia. Morreu a 13 de Novembro de 1460 na Vila de Sagres, sendo o seu estado civil de solteiro. Deixou toda a sua herança ao seu sobrinho D. Fernando que era filho de

D. Duarte. O seu corpo foi (Figura 20 – Mosteiro da Batalha)

depositado na Igreja de Lagos, sendo depois os restos mortais transladados para o Convento da Batalha, mais conhecido como Mosteiro da Batalha. O Infante D. Henrique foi uma personagem muito marcante na Historia de Portugal. Como homem era uma pessoa muito exemplar e profissional sendo considerado como um grande talento da Ciência muito especial na área da Matemática.
BRASÃO DE ARMAS DOINFANTE D. HENRIQUE


ORDEM DO INFANTE D. HENRIQUE

É uma Ordem Honorífica Portuguesa que tem como finalidade distinguir a prestação de serviços mais importantes a Portugal, ou no Estrangeiro, e a serviços referentes á divulgação da Cultura e da História Portuguesa. (fig.21)

A Ordem é composta por cinco classes: Grande Colar; Grã – Cruz; Grande – Oficial; Comendador; Oficial; Cavaleiro / Dama.



(fig. 21)

Figura 22 Figura 23

Figura 22 – Monumento ao Infante D. Henrique com estátua em bronze, que se encontra situado na Praça do Infante no Porto, sendo antigamente conhecida como Largo do Palácio da Bolsa. Foi inaugurada em 1900, sendo o seu escultor Tomás Costa.

Figura 23 – Monumento ao Infante D. Henrique que se encontra situado na Cidade de Lagos. Foi Inaugurada em 1960, sendo da autoria do escultor Leopoldo Almeida

BIBLIOGRAFIAS CONSULTADAS:

  • Vida e Obra do Infante D. Henrique – Vitorino Nemésio

  • Henrique, O Navegador – Organização da Câmara Municipal do Porto

  • O Rosto do Infante – Comemorações dos descobrimentos Portugueses

  • Selos Postais e Marcas Pré-Adesivos – Afinsa – 24 Edição.

  • Enciclopédia Portugal Contemporâneo – Selecções de Reader´s Digest

  • Dicionário Houaiss – Sinónimos e Antónimos – Circulo de Leitores

  • Dicionário da Língua Portuguesa – Porto Editora


Elaborado por: Américo Rebelo

Setembro 2009


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