Influência do solo na produçÃo de matéria seca calculada pelo método de diferença modificado



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INFLUÊNCIA DO SOLO NA PRODUÇÃO DE MATÉRIA SECA CALCULADA PELO MÉTODO DE DIFERENÇA MODIFICADO1

VICENTE CELESTINO PIRES SILVEIRA2, KLECIUS ELLERA GOMES2,ADRIANA FERREIRA DA COSTA VARGAS3, JOSÉ OTÁVIO ROCHA OLIVEIRA4, ANA FLÁVIA MOTTA4






  1. Projeto parcialmente financiado pela FAPERGS e IBAMA; (2) EMBRAPA Pecuária Sul, email:vicente@cppsul.embrapa.br; (3) Fundação Maronna; (4) URCAMP-Alegrete.


Introdução



O campo nativo continua a ser a principal fonte de alimentação para ruminantes na região. As gramíneas são os principais componentes; porém, um pequeno número de leguminosas e algumas espécies daninhas completam a composição do campo nativo. Esta composição pode variar, em pequenas áreas, entre potreiros, conforme o ano, o tipo de solo e o manejo a que o campo nativo é submetido. Estes fatos demonstram a complexidade de manejo da pastagem nativa. A quantificação da forragem disponível aos animais e a taxa de crescimento da mesma é que determinam uma faixa ótima de utilização da pastagem nativa, promovendo a produtividade e sua sustentabilidade nos sistemas pastoris. Entretanto, métodos para avaliar o crescimento do campo natural continuam a ser um desafio, visto a sua complexa composição com relação a variabilidade de espécies presentes nos diferentes tipo de solo e manejo empregado pelos produtores. O método de diferença modificado foi proposto com a finalidade de tentar minimizar estes fatores. O objetivo deste trabalho foi obter informação sobre a aplicabilidade deste método de avaliação de crescimento do campo natural em três tipos de solos predominantes na APA do Ibirapuitã.


Material e Métodos



Os dados foram coletados entre agosto/2001 á julho/2002 na Estância do 28 da Fundação Maronna, em Alegrete no Rio Grande do Sul. Em cada tipo de solo foram alocadas, a cada mês, 4 gaiolas de 50 x 50 cm. Um único amostrador foi responsável pelo escolha do local em que a gaiola era colocada e a marcação da área externa, ponto de referencia para próximo mês. Os resultados obtidos do numero de gaiolas com crescimento negativo e positivo foram analisados pelo método de qui-quadrado.

Resultados



O tipo de solo influenciou significativamente no número de gaiolas com valores negativos (Tabela 1). Os piores resultados foram obtidos em solo de Basalto profundo. Algumas fatores podem estar influenciando estes resultados tais como: diversidade de espécies, densidade da pastagem. O número de gaiolas negativas foi distribuída ao longo do ano, não caracterizando um problema estacional.

Tabela 1. Número e percentual de gaiolas com resultado positivo e negativo colocadas em três diferentes tipos de solo.


Solo


Gaiolas




Positivas

Negativas

Total

Basalto Superficial

32 (78%)

9 (22%)

41ab

Basalto Profundo

23 (59%)

16 (41%)

39b

Arenito

33 (89%)

4 (11%)

37a

Total

88 (75%)

29 (25%)

117

Letras diferentes na coluna indicam diferença a 5%.

Conclusões



Os resultados permitem concluir que em solos de Arenito, onde a variabilidade de espécies componentes e a densidade é baixa o método apresentou resultados satisfatórios. Entretanto, em solos de Basalto profundo ficou demonstrado a dificuldade de encontrar duas áreas semelhantes, o que conduz a resultados negativos de crescimento, o que não corresponde a realidade observada no potreiro.


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