Influências Filosóficas sobre a Psicologia o espírito do Mecanismo



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a percepção não reflete o mundo externo. Um objeto físico nada mais é que um acúmulo de

sensações experimentadas conjuntamente, de modo que a força do hábito as associa entre si na

mente, O mundo experimentado — o mundo que deriva da nossa experiência ou se baseia nela

— é, ao ver de Berkeley, a soma das nossas sensações.

Não existe, pois, nenhuma substância material sobre a qual possamos estar certos,

porque, se retirarmos a percepção, a qualidade desaparece. Não pode haver cor sem a percep ção da cor, nem forma ou movimento sem a percepção da forma ou do movimento.

Berkeley não estava dizendo, contudo, que os objetos reais só existem no mundo material quando percebidos. Sua tese era: como toda experiência ocorre dentro de nós e é relativa á nossa percepção, nunca podemos conhecer com certeza a natureza física dos objetos. Conta mos apenas com a percepção que temos deles.

Ele reconhecia a existência de um certo grau de independência, de consistência e estabilidade nos objetos do mundo material, e tinha de descobrir alguma maneira de explicai isso. Ele o fez invocando Deus; afinal, Berkeley era bispo. Deus funcionava como urna espéci de ‘percebedor permanente” de todos os objetos do universo. Pode-se dizer que uma árvon na floresta existe e possui certas características, mesmo que não haja ninguém lá para percebe la, porque Deus a está sempre percebendo.

Berkeley aplicou a teoria da associação para explicar o nosso conhecimento dos objeto do mundo real. Esse conhecimento é essencialmente urna construção ou composição de idéia simples ou elementos mentais unidos pelo cimento da associação. As idéias complexas sã formadas mediante a conjugação de idéias simples recebidas através dos vários sentidos, t como ele explicou no Ensaio para uma Nova Teoria da Visão:

Sentado no meu gabínete, ouço uma carruagem descer a rua; olho pela [ e a vejo; vou para rua e entro na carruagem. Então, a linguagem comum inclinaria alguém a pensar que ouvi, vi e toqi a mesma coisa, a saber, a carruagem. É, não obstante, certo que as idéias introduzidas por ca sentido são amplamente diferentes e distintas uma da outra; mas, tendo sido observadas constas mente em conjunto, são tratadas como se fossem uma só e a mesma coisa (Berkeley, 1709/1957;

Para Berkeley, a idéia da carruagem é constituída a partir do som das suas rodas, sensação da sua estrutura, do cheiro do seu couro e da visão da sua forma de caixa. A mel constrói as idéias complexas conjugando as idéias simples que lhe servem como blocos bási de construção. A analogia mecânica no uso das palavras construir e blocos de construção 1 é coincidência.

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Berkeley também empregou a associação para explicar a percepção em profundidade. Ele examinou o problema da percepção na terceira dimensão — a profundidade — considerando o fato de o olho humano ter uma retina de apenas duas dimensões. Sua resposta foi que percebemos a profundidade como resultado da experiência, isto é, devido à repetida associação entre impressões vísuais e sensações de tato e movimento que ocorrem nos ajustes e acomo dações feitos pelos olhos quando observamos objetos a distâncias diferentes, ou nos movimen tos corporais que fazemos quando nos aproximamos ou nos afastamos dos objetos que vemos. Em outras palavras, as contínuas experiências sensoriais de caminhar na direção dos objetos ou de alcançá-los, e as sensações advindas dos músculos oculares, se associam ou se ligam para produzir a percepção da profundidade. Quando um objeto é aproximado dos olhos, as pupilas convergem; essa convergência diminui quando o objeto é afastado. Logo, a percepção da profundidade não é uma experiência sensorial simples, mas uma associação de idéias que devem ser aprendidas.



No caso, talvez pela primeira vez, um processo puramente psicológico foi explicado em termos da associação de sensações. Dessa maneira, Berkeley deu continuidade à crescente tendência associacionista no âmbito do empirismo. Sua explicação antecipava de modo preciso a moderna concepção da percepção da profundidade ao considerar as influências dos indícios fisiológicos de acomodação e convergência.

David Huine (1711-1776)

David Hume, filósofo e historiador, estudou Direito na Universidade de Edimburgo, na Escócia, mas não se graduou. Dedicou-se a uma carreira comercial, mas, como não a achou do seu agrado, viveu com sua pequena renda durante três anos de estudo autodidático no campo da filosofia na França. Mudou-se para a Inglaterra e escreveu A Treatise of Huínan Nature (Tratado sobre a Natureza Humana) (1739), seu trabalho de maior importância para a psicologia. Seguiram-se outros livros, e ele alcançou considerável fama como escritor, enquan to trabalhava como secretário, bibliotecário, juiz-advogado de uma expedição militar e tutor de um lunático de berço nobre. Ocupou também vários cargos governamentais e foi muito bem recebido na Europa.

Hume apoiou a noção lockeana da combinação de idéias simples em idéias complexas, e desenvolveu e tornou mais explícita a teoria da associação. Concordou com Berkeley que o mundo material não existe para o indivíduo até ser percebido, e levou a idéia um pouco mais longe: aboliu a mente como substância, dizendo que ela, tal como a matéria, é uma qualidade secundária. A mente só é observável por meio da percepção e não passa do fluxo de idéias, sensações e lembranças.

Estabeleceu uma distinção entre duas espécies de conteúdo mental: impressões e idéias. As impressões são os elementos básicos da vida mental, assemelhando-se à sensação e à percepção na terminologia de hoje. As idéias são as experiências mentais que temos na ausência de objetos estimulantes; seu equivalente moderno é a imagem.

Hume não definiu impressões e idéias em termos fisiológicos, nem com referência a quaisquer estímulos externos. Ele teve o cuidado de não atribuir causas últimas às impressões. Esses conteúdos mentais diferem das idéias, não na sua fonte ou ponto de origem, mas em termos de sua força relativa. As impressões são fortes e vívidas, ao passo que as idéias são cópias fracas de impressões. Esses dois tipos de conteúdo mental podem ser simples ou complexos, e uma idéia simples se assemelha à sua impressão simples. As idéias complexas não se assemelham necessariamente a quaisquer idéias simples, visto advirem de uma combi

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nação de várias idéias simples em algum novo padrão, que se compõe a partir dessas idéias simples por associação.



Foram propostas duas leis de associação: a semelhança ou similaridade, e a contigüi dade no tempo e no espaço. Quanto mais semelhantes e contíguas duas idéias, tanto mais

prontamente elas se associam.

A obra de Hume está situada no referencial mecanicista e dá continuidade ao desenvol vimento do empirismo e do associacionismo. Ele alegava que, assim como os astrônomos determinaram as leis e forças do universo físico a partir das quais funcionam os corpos celestes, também era possível determinar as leis do universo mental. Acreditava que as leis da associação de idéias eram a contraparte mental da lei da gravidade na física, que eram princípios universais do funcionamento da mente. Mais uma vez, vemos a noção de que idéias complexas são construídas mecanicamente, através de um amálgama de idéias simples.

David Hartley (1705-1757)

David Hartley, filho de um ministro religioso, preparava-se para uma carreira eclesiásti ca, mas voltou-se para a medicina por causa de dificuldades doutrinais. Levou uma vida calma e rotineira como médico e tornou-se filósofo autodidata. Em 1749, publicou Observations on Man, His Frame, His Duty, and Hís Expectations (Observações sobre o Homem, sua Consti tuição, seu Dever e suas Expectativas). Essa foi sua obra mais importante, considerada por muitos a primeira exposição sistemática da associação.

Hartley é digno de nota não tanto pela originalidade de suas idéias sobre a associação quanto pela clareza e precisão com que organizou e apresentou o trabalho anterior de outros. O conceito de associação de idéias, naturalmente, não começou com Hartley, mas ele serviu ao significativo propósito de reunir as tendências anteriores de pensamento, sendo com fre qüência reconhecido como o fundador formal do associacionismo enquanto doutrina.

A lei fundamental de associação de Hartley é a contigüidade, com a qual ele tentoi explicar os processos da memória, do raciocínio, da emoção, bem como da ação voluntária involuntária. As idéias ou sensações que ocorrem juntas, de modo simultâneo ou sucessivo, s associam de tal maneira que a ocorrência de uma resulta na ocorrência da outra. Hartle também acreditava que a repetição era tão necessária quanto a contigüidade para a formaçã de associações.

Ele concordava com Locke que todas as idéias e todo o conhecimento são derivados experiência sensorial, que não há associações inatas nem conhecimentos presentes ao nas mento. À medida que a criança cresce e acumula uma variedade de experiências sensoria vão se estabelecendo conexões ou cadeias de associação de complexidade crescente. Assim. época em que a pessoa alcança a idade adulta desenvolvem-se sistemas superiores de pera mento. A vida mental de ordem superior pode ser analisada ou reduzida aos elementos átomos dos quais se formou mediante a combinação mental de associações. Hartley foi primeiro a aplicar a doutrina da associação para explicar todos os tipos de atividade menta

Assim como outros antes dele, Hartley considerava o mundo mental em termos mecs cistas. Num aspecto, ele foi além dos objetivos dos outros empiristas e associacionistas. 1’ apenas explicou processos psicológicos em termos mecânicos como ainda tentou explicai processos fisiológicos, que estavam em sua base, a partir desse mesmo referencial. Pat natural que ele tentasse isso devido aos seus estudos de medicina, que poucos de

predecessores ou colegas filósofos tinham tido.

Newton afirmara que os impulsos do mundo físico têm natureza vibratória. Hai

empregou esse princípio para explicar a operação do cérebro e do sistema nervoso, e ter

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dito que as suas idéias “prefiguram alguns aspectos da neurofisiologia contemporânea” (Smith, 1987, p. 123). As vibrações nos nervos — que Hartley considerava sólidos, em vez de ocos, como Descartes pensara — transmitem impulsos de uma para outra parte do corpo. Essas vibrações produzem no cérebro vibrações menos intensas que Hartley considerava os equiva lentes fisiológicos das idéias. A importância dessa noção para a psicologia é o fato de ser mais uma tentativa de usar o conhecimento do universo mecânico como modelo para a compreensão da natureza humana.



,fames Mil! (1773-1836)

James Miii foi educado na Universidade de Edimburgo, na Escócia, e foi ministro da

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DavidHartley formalizou a doutrina da associação, que usou para explicar todos os tipos de atividade mental



Igreja por um curto período de tempo. Quando descobriu que ninguém conseguia entender seus sermões, deixou a Igreja da Escócia para ganhar a vida como escritor. Seus livros foram muitos e variados, e sua mais famosa obra literária é History of British li2dia (História das Índias Britânicas), que levou onze anos para terminar. Sua contribuição mais importante para a psicologia é Analysis of tbe Phenomena of the Hwnan Mmd (Análise dos Fenômenos da Mente Humana) (1829).

Miii aplicou a doutrina mecanicista à mente humana com uma precisão e abrangência

raras. Seu objetivo era destruir a idéia de atividades psfquicas ou subjetivas e demonstrar que

a mente não passa de uma máquina. MIII acreditava que os outros empiristas, ao alegarem que

a mente é semelhante a uma máquina em suas operações, não tinham ido longe o bastante. A

mente é uma máquina — ela funciona do mesmo modo mecânico que um relógio — e é posta

em ação por forças físicas externas, sendo dirigida por forças físicas internas.

Segundo James Miii, a mente é uma entidade passiva que sofre a ação de estímulos externos. A pessoa responde a esses estímulos de modo automático e é incapaz de agir com espontaneidade. Como se vê, Miii não deu espaço algum para o livre-arbítrio. Esse ponto de vista persiste hoje nas formas de psicologia derivadas da tradição mecanicista, principalmente o comportamentalismo de B. F. Skinner.

Como sugere o titulo de sua principal obra, MIII acreditava que a mente deveria ser estudada através da análise, pela redução a seus componentes elementares. Trata-se, como vimos, de uma das bases do mecanicismo. Para entender fenômenos complexos, quer no mundo mental quer no físico, sejam eles idéias ou relógios, é necessário decompô-ios até chegar aos seus componentes indivisíveis. Miii escreveu que um ‘conhecimento diferencial dos elementos é indispensável para uma compreensão precisa daquilo que é composto a partir deles” (Miii, 1829, Vol. 1, p. 1).

Ele sugeriu que as sensações e as idéias são os únicos tipos de elementos mentais que existem. Para a tradição empirista-associacíonista até então aceita, todo o conhecimento come ça com as sensações, das quais são derivados, através do processo da associação, os complexos de idéias de ordem superior. Para Miii, a associação é uma questão de contigüidade ou concomitância e pode ser tanto simultânea como sucessiva.

Miii acreditava que a mente não tem função criativa, pois a associação é um processe passivo. Em outras palavras, sensações ocorridas juntas numa certa ordem se reproduzeir mecanicamente como idéias, e essas idéias acontecem na mesma ordem de suas sensaçóei correspondentes. A associação é tratada em termos mecânicos, e as idéias resultantes sãc apenas a acumuiação ou soma dos elementos individuais.

John Stuart Miii (1806-1873)

James Mili aceitou o argumento de Locke de que a mente humana, ao nascer, é comi papel em branco, uma folha vazia que a experiência vai preencher. Quando seu filho Johi nasceu, Miii resolveu que determinaria as experiências que iriam preencher a mente d menino, e empreendeu o que pode ser considerado o mais rigoroso exempio de educaçã particular registrado. Todos os dias, por até cinco horas, ele ensinava ao filho grego, latin álgebra, geometria, lógica, história e economia política, questionando-o repetidas vezes até qu ele desse as respostas corretas.

Aos três anos de idade, John Stuart Miii lia Platão no original em grego. Aos onzi escreveu seu primeiro artigo acadêmico e, aos doze, já dominava o currículo universitári padrão da época. Aos dezoito, ele descreveu a si mesmo como uma “máquina lógica” e, ai vinte e um, sofreu um grave colapso mental, com intensas sensações de depressão. Forai necessários vários anos para que recuperasse seu senso de valor pessoal.

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John Stuart MIII acreditava que a mente tinha um papel ativo na associação de idéias.



Foi funcionário da Companhia das Índias Orientais durante muitos anos, incumbido da correspondência rotineira sobre a administração inglesa da Índia. Aos vinte e quatro anos, apaixonou-se por uma bela e inteligente mulher casada, Harriet Taylor, que teria profunda influência sobre a sua obra. Quando o marido da senhora Taylor morreu, quase vinte anos depois, Miii a desposou, tendo mais tarde escrito um ensaio intitulado The Subjection o! Women (A Sujeição das Mulheres), inspirado pelas experiências conjugais de sua esposa com o primeiro marido.

Mili espantava-se com o fato de as mulheres não terem direitos financeiros nem de propriedade, e comparava a situação feminina com a de outros grupos desprivilegiados. Condenava a idéia de que a esposa devesse se submeter sexualmente ao marido a pedido dele, mesmo contra a sua vontade, e de que o divórcio com base na incompatibilidade não fosse permitido. Ele sugeriu que o casamento deveria ser mais uma parceria entre iguais do que um relacionamento entre senhor e escrava (Rose, 1983).

Sigmund Freud mais tarde traduziu o ensaio para o alemão e, em cartas à sua noiva,

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depreciou a noção da igualdade entre os sexos proposta por Miii. Freud escreveu: A posição da mulher não pode ser senão o que é: urna queridinha adorada na juventude e uma esposa amada na maturidade” (Freud, 1964, pp. 75-76).



Graças aos seus escritos sobre uma variedade de tópicos, John Stuart Miii tomou-se uma

figura conhecida e um influente colaborador daquilo que logo se tomaria a nova ciência da psicologia. Manifestou-se contra a posição mecanicista e atomista do pai, James Miii, que considerara a mente uma entidade inteiramente passiva, algo que apenas sofria a ação de estímulos externos. Para John Stuart Mili, a mente tinha um papel ativo na associação de idéias. As idéias complexas, sugeriu ele, não são apenas uma soma decorrente da associação de idéias simples; elas são mais do que a soma das partes individuais (as idéias simples) porque assumem novas qualidades que não estavam presentes nos seus componentes mais simples. Por exemplo, a mistura de pigmentos azuis, vermelhos e verdes na proporção correta produz o branco, que é uma qualidade inteiramente nova. Do ponto de vista dessa síntese criativa, a combinação de elementos mentais sempre gera alguma coisa nova.

John Stuart Miii teve o seu pensamento influenciado pelas descobertas da ciência quími ca, que lhe forneceu um modelo ou contexto diferente do da física, que moldara tão fortemente as idéias de seu pai e dos primeiros empiristas e associacionistas. Os pesquisadores na área da química estavam demonstrando o conceito de síntese, segundo o qual os compostos químicos exibem atributos não identificados em suas partes ou elementos componentes. A combinação adequada de hidrogênio e oxigênio produz a água, que tem propriedades que não estão presentes em nenhum dos elementos que a compõem. Do mesmo modo, as idéias complexas surgem de combinações de idéias simples e possuem características não encontradas nesses elementos. Mil! denominou sua abordagem associacionista de química mental.

A segunda contribuição importante de Mil! para a psicologia é o seu persuasivo argu mento de que é possível ter uma ciência da psicologia. Miii fez essa afirmação numa época em que outros filósofos, notadamente Auguste Comte, negavam a possibilidade de estudar a mente em termos científicos. John Stuart Miii também propôs um campo de estudo, denomi nado etologia, dedicado à consideração dos fatores que influenciam o desenvolvimento da personalidade humana.

Contribuições do Empirismo à Psicologia

Com o desenvolvimento cio empirismo, os filósofos se afastaram das abordagens ante riores do conhecimento. Embora permanecessem tratando basicamente dos mesmos problemas,

a sua abordagem se tomara atomista, mecanicista e positivista.

Recapitulemos as ênfases do empirismo: o papel essencial dos processos da sensação; a análise cia experiência consciente em seus elementos; a síntese de elementos para formai experiências mentais mais complexas por meio do processo da associação; e a concentraçãc nos processos conscientes. O principal papel desempenhado pelo empirismo na formação d nova psicologia científica estava prestes a tornar-se evidente, e veremos que os interesses do empiristas constituem o objeto de estudo básico da psicologia.

Perto da metade do século XIX, a filosofia tinha feito tudo o que podia. A justificativ teórica de uma ciência natural do homem fora estabelecida. O que era necessário para traduzi a teoria em prática era urna abordagem experimental do objeto de estudo. E isso logo iria desenvolver sob a influência da fisiologia experimental, que forneceu os tipos de experimet tação que completaram as bases para a nova psicologia.

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Sugestões de Leitura



O Espírito do Mecanismo e o Universo Mecânico

Lancles, D. S., Revolution in Time: Clocks and the Making of the Modern World, Cambridge, Massa chusetts, Belknap Press of Harvard Univetsity Press, 1983. Caracteriza a invenção do relógio mecânico como um dos mais significativos eventos da história humana e avalia o impacto dos relógios no desenvolvimento da ciência e da sociedade.

Lowry, R., The Evolution ofPsychological T1 A Critical Histoiy of Concepts and Presuppositions, 2 ed., Nova York, Aldine, 1982. Uma andlise dos principais pressupostos e pontos de vista a partir dos quais se desenvolveu a psicologia moderna, a começar pelas idéias do mecanismo mental e fisiológico do século XVII.

Descartes e o Problema Mente-Corpo

Watson, R. 1., “A prescriptive analysis of Descartes’s psychological views”, Journal of the 1-listory of the Behavioral Scíences, n 7, pp. 223-248, 1971. Uma descrição geral e uma discussão critica das concepções cartesianas sobre a estrutura da mente e da distinção estabelecida por Descartes entre mente e corpo.

Empirismo e Associacionismo Britânicos

Drever, J., “The historical background for national trends in psychology: On the nonexistence of English

associationism”, Joumal of the Histoiy of the Behavioral Sciences, n 1, pp. 123-130, 1965.

Descreve as contribuições de Locke, Berkeley, Hume, Hartley e outros ao pensamento associacionista.

Milier, E. F., “Hume’s contribution to behavioral science”, Journal of the Histoly o! the Behavioral

Sciences, n 7, pp. 154-168, 1971. Discute as idéias dos escritos de Hume que fornecem um

fundamento para uma ciência empírica do comportamento.

Moore-Russeli, M. E., “The philosopher and society: John Locke and the English revolution”, Journal

of the Histoxy of me Behaviorai Sciences, r 14, pp. 65-73, 1978. Observa o impacto do Zeitgeist

e de outras forças sociais e políticas sobre o desenvolvimento das teorias de Locke.

Smith, C. U. M., “David Hartley’s Newtonian neuropsychology”, Jownai of the Histary of the Beha vioral Sciences, ti 23, pp. 123-136, 1987. Descreve a teoria vibracional de Hartley sobre o funcio namento do cérebro e do sistema nervoso, vinculando-a com o trabalho anterior de Newton e com idéias da neuropsicologia contemporânea.

Warren, H. C., “Mental association from Plato to Hume”, Psychologicai Review, ti 23, pp. 208-230,

1916. Abrange idéias do associacionismo formuladas por Locke, Berkeley, Hume e outros, e observa



suas raízes na obra de estudiosos anteriores como Platão, Aristóteles e Santo Agostinho.

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